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Bem-vindos ao nosso canal YouTube com o
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falando nício de hoje com a pergunta de
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César Augusto Santos Amorim e estudante
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de psicologia que quer saber das
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diferenças entre eu ideal e ideal do eu.
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Ele disse que pode ser uma pergunta
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boba, mas eu realmente não acho. É uma
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pergunta que já arrancou muito o cabelo
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dos psicanalistas, né? especialmente
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pelas dificuldades de tradução no texto
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eh onde essas noções aparecem, né? é o
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texto introdução narcisismo, eh, onde o
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Freud fala do ir idear, o eu ideal, que
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é uma instância que remete aquilo que
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nós gostaríamos de ter sido, aquilo que
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eh teria sido o nosso lugar no desejo
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dos nossos pais, nas expectativas da
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sociedade, naquilo que o outro espera da
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gente. O eu ideal eh corresponde a uma
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figura do narcisismo. é uma figura na
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qual essa divisão que existe entre o que
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a gente ser entre ser o eu e a imagem de
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nós mesmos teria sido assim
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desaparecida, de tal maneira que nós
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completaríamos e responderíamos ao que o
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outro espera da gente. Então, o eu ideal
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é, no fundo, nós como um objeto, um
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objeto para o outro, aquilo que completa
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a expectativa que o outro tem sobre nós
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e que achamos que uma vez feito isso, a
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nossa divisão, a nossa castração, a
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nossa angústia, ela vai cessar, né?
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Então, é para esse lugar que a gente
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recorre diante da angústia, é para esse
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lugar que a gente recorre diante do
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desamparo. O ideal do eu é uma instância
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secundária, né? Ela ela é formada a
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partir do complexo de édico e tem que
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ver com uma substituição simbólica
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justamente desse narcisismo mais
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primário, né? Ela diz para para pra
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gente o que a gente deve ser como um
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ideal, tomando algo, alguém, uma ideia,
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né, um valor como ideal para poder
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autorizar o nosso próprio desejo. Se o
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eu ideal é uma instância sumamente
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imaginária, o ideal do eu é uma
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instância simbólica. Ela diz, é como eu
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devo me aproximar, como eu devo ser para
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poder desejar, para poder eh desejar
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aquilo que com quem eu me identifico,
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né? Eh, então com as instâncias
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parentais, o ideal do eu é uma é uma
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espécie de substituto dessa cena
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inicial, né, em que nossos pais e nossas
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seres suprimos assim em bondade, em
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poder, em autoridade e que em algum
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momento a gente tem que reconhecer que
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eles também são apenas humanos e
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substituí-los por outras instâncias que
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os representam, professores, mestres,
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figuras que a gente admira para fazer
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essa substituição, a figura fundamental
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em operação é o ideal do eu, né? Eh, é a
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partir dele que a gente monta as nossas
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estruturas de admiração que vão ser
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fundamentais para nossa maneira de amar,
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né? amar alguém é no fundo eh colocar
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incluir essa pessoa no espectro do nosso
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ideal de eu. Ele seria uma instância eh
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deformação da nossa moralidade junto com
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o superior. Enquanto o superior diz isso
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não pode ou isso tem que o ideal do eu
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eh apresenta-se para nós como formador
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dos nossos ideais reguladores. Aquilo do
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qual a gente tenta se aproximar, aquilo
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pelo qual a gente se orienta, o nosso
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horizonte. Portanto, o ideal de eu nunca
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se alcança e a função dele é justamente
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essa, né, de permanecer pra gente como
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um farol, como algo que ilumina o
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caminho do nosso desejo. Agora, a nossa
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tendência neurótica é tentar, em
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momentos de crise, principalmente, fazer
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com que o ideal de eu se satisfaça com o
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eu ideal, que se acasale com o eu ideal.
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Isso são então as montagens narcísicas
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que a gente vai encontrar no
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funcionamento de massa, no funcionamento
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de grupo, nos apaixonamentos, nas formas
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eh rebaixadas de se humilhar e de servir
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ao outro para que essa distância, enfim,
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seja suturada ou então eh suspensa.
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Ainda com relação a essa distinção, eu
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recomendaria um livro e na verdade a
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tradução de um dos seminários Lacan
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feita pela minha amiga Cláudia Berliner
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e o seminário seis, o desejo de sua
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interpretação, onde no contexto da
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formulação de um conceito chamado grafo,
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o Lacan vai se deter long
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ideal do eu e eu ideal. Fica então aqui
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a dica. Seminário seis, o desejo e sua
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interpretação de Jac Lacan.
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para receberam falando nisso,
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toda quarta e domingo, inscreva no
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