UMA DENÚNCIA SOBRE OS JUMENTOS ABANDONADOS EM JERICOACOARA - RICHARD RECEBE #072
Sejam muito bem-vindos ao Richard
Recebe, meu parceiro aqui, Pantera.
Hoje, hoje eu estou cohost.
>> Hoje você tá cohost
>> o Pantera hoje é o host desse desse
nosso podcast. Muito obrigado pelo
convite.
>> Muito obrigado por ter vindo. Obrigado
pela presença. Estamos recebendo uma
pessoa extraordinária.
>> Extraordinária. De longe inclusive.
Táada.
>> Ela veio do outro lado do planeta.
Quase,
>> quase isso. [risadas]
É um planeta diferente lá.
>> Planeta diferente. Doutora Talita é
veterinária e hoje eu prometi a vocês
que íamos trazer o assunto, faz tempo
estamos costurando essa história, a
famosa história dos jumentos.
>> Hum.
>> Dout. Atalita e eu temos
pontos comum e pontos que não são em
comum e tudo bem, mas o nosso ponto em
comum nos trouxe na mesa juntos. Isso
que é muito importante. Uma sociedade só
se desenvolve com diálogo e verdade. E
verdade e não oportunismo. Verdade. E o
que nos trouxe aqui é a verdade. Apesar
de alguns pontos que nós já discutimos
antes, que temos diferença, mas nós
estamos, o mais importante que nós temos
em comum algo que é o quê? O amor
verdadeiro e querer resolver o problema
dos momentos. de fato.
>> E temos diversas soluções verdadeiras à
frente. Eh, e é sobre isso que eu quero
falar. Ela veio de lá de Jericoaquara,
onde ah o amor supostamente deveria ter
vencido e não venceu porque aquela turma
que inclusive teve muitos que foram para
lá e eu eu não quero aqui colocar eh
criar a intriga, mas o fato é que as
pessoas são motivadas emocionalmente e
levadas emocionalmente por uma situação
que realmente é deprimente, que é o
jumento perdendo a sua utilidade. Isso é
um fato. Isso é um fato. O jumento
perdeu a sua utilidade e agora os
jumentos são atropelados porque são
largados na rua. Ninguém quer saber de
jumento. Porque lá no Nordeste
substituíram o jumento e o jumento por
por ferramentas, por moto, por enfim. E
o jumento foi construiu no seu lombo o
nordeste brasileiro. Essa é a verdade.
Agora
>> a cidade de Jericoaquara é impossível de
chegar no começo dos templos.
>> Se não fosse,
>> se não fosse os jumentos, não teria nem
sido construída, né? né? Eles foram
levados para lá e todos que tem lá hoje,
apesar de serem considerados animais
exóticos invasores,
são nascidos lá. Então essa é uma
questão, uma lacuna na lei, uma lacuna
no na proteção animal que impede eh que
eles sejam tratados de fato como um
animal protegido,
>> certo?
>> Não é obrigação da prefeitura porque
eles estão dentro do Parque Nacional.
Não é obrigação do semibil, porque
segundo o estatuto do semibiles são
animais invasores.
>> É,
>> então são domésticos, né?
>> É, [limpando a garganta] a população
liga pro semibi o tempo todo pedindo uma
solução. O semibi por si só faz o que
pode com o que tem, mas não toma. Isso.
>> É, na verdade, nem é problema do CB. CB,
>> não adianta ligar pro CMB,
>> não adianta. Po
>> então, há muitos anos eu frequento esse
essa região há muitos anos e quase 20,
tá? E quando eu ia para lá, as charretes
ainda existiam de maneira consciente
para trabalho consciente, inclusive
estive envolvida na extinção do do
trabalho com charret lá, que foi um
burro que foi eh
>> Mas deixa eu te perguntar, desculpa,
você é veterinária e veterinários é que
dão maus tratos. Não existe outra
profissão no Brasil que possa dar um
laudo de maus tratos a não ser um
veterinário. Tá correto? Beleza.
>> Eu preciso te fazer a pergunta assim,
porque eh nós temos eh eh os os jumentos
foram perdendo subtilidade. A gente vê
que no Nordeste hoje até um perigo. Você
tá numa estrada e você tem muito
atropelamento de jumento, porque ninguém
quer saber mais. Só que eles continuam
por aí se reproduzindo, atropelando,
sendo atropelados, aquela coisa, ninguém
quer saber do jumento. E aí, eh, nós
tivemos uma intervenção do chamado
animalismo, né, que hã começou também a
condenar o uso de jumentos. Por exemplo,
eu lembro que quando eu fui para
Jericoaquara, a gente não sei se
continua igual, a gente parava, não
podia entrar com o carro no parque,
então você tinha que parar no
estacionamento. E eu lembro que para
levar a mala até o hotel tinha um
sujeito que levava com a chainha, com
jumento ou enfim, levava as malas.
>> Justamente até aí eles eram bem
tratados.
>> Isso é ruim,
>> não? Claro que não,
>> tá? O que é ruim, por exemplo, na
proibição das charretes é que as
charretes não tinham um controle. Elas
eram mal feitas com materiais de
qualquer maneira, precários.
>> Não havia um controle da prefeitura que
deveria haver
>> Uhum.
>> né? com a uma um cadastramento do dos
charreteiros que passavam o dia levando
a as pessoas paraa pedra furada,
carregando quatro, cinco pessoas no
macharete, um animal todo cortado,
fatiado, com equipamentos inadequados.
Isso, exatamente não pode acontecer.
>> Mas não pode regulamentar e obrigar os
caras a usar equipamento correto.
>> No caso da charrete, Rigid, ela é
proibida no território nacional.
Charrete é proibido.
>> Us qu charrete.
>> Usar charrete é proibido no território
na
>> Mas isso que é para cavalo também.
>> Para cavalo.
>> E quem que fiscaliza isso?
>> Mas por que é proibido usar uma
charrete? A gente não tem charrete. Pera
aí. A gente hoje tem atividades
inclusive de esporte com charrete.
>> Sim. Em atividades com charrete sim. Mas
no trabalho turístico e outras formas de
trabalho não pode.
>> Por proibiram
>> justamente pelos maus tratos e a falta
de controle da prefeitura local em
cadastrar as pessoas. Eles têm
equipamentos próprios para poder levar
esses caras e e são equipamentos muito
bons. Eu tinha tive charrete a minha
vida inteira com cavalor. As pessoas
andam charrete com tampa inteira. Na
minha cidade é normal verrete cavalos
muito bem tratados. Sim, sim. Quando são
bem tratados, OK, né? No caso de Eri,
havia maus tratos de fato. Animais
morriam carregando.
>> Mas em vez de proibir, desculpa ainda a
dúvida, não é melhor regulamentar e
criar leis para isso? Quer dizer, eh, se
você, a gente teve uma, por exemplo,
todo mundo andava sem cinto.
>> Uhum. Uhum.
>> É só por uma lei. Todo mundo, eu mesmo
andava assim a vida inteira. Comecei a
usar cinto porque tem uma multa agora e
agora eu tenho que usar cinto e eu não
tenho escolha se eu quero ou não quero.
Se eu não usar eu vou levar multa e
chega um momento que tiram a minha
carta. Se eu não, Então não dá para
fazer isso com a charrete ou assim para
regulamentar isso e fazer obrigar as
pessoas e trabalhar um pouquinho ou
parece que sim,
>> porém a política pública não não
funciona. Mas então é mais fácil
proibir, ou seja, é mais fácil dizer não
do que trabalhar.
>> Mas a proibição nunca inibiu as pessoas
de fazerem uso das coisas. Você sabe
disso? Não, mas aí o que acontece? O
cara eh,
>> por exemplo, é proibido
beber e dirigir, mas nem por [risadas]
isso as pessoas
>> Sim. Mas a partir do momento que você
tira, prende o cara que dirigiu, matou
uma família, você não tira a carteira de
motorista de todo mundo,
>> você culpa aquele cara que não tá
seguindo as regras e põe ele na cadeia.
Então
>> e usa ele de exemplo,
>> né? Eh, criar e regras, porque a charret
nunca foi um problema para um animal de
carga.
>> Sim,
>> nunca foi. Se é a boa, se tem o
equipamento, a tralha correta.
Exatamente. Sim. O que acontecia lá é
que não tinha o equipamento a tralha
correta. Eram uns 15 cavalos. muito
maltratados, né? E o caso de um burro
que tava todo fatiado,
que que chamou para essa proibição.
Então, o prefeito local na época eh ele
chamou esses trabalhadores, ele forneceu
um salário durante um ano para esses
[roncando] trabalhadores, fez o
reembolso dos animais, os foi tranquilo,
>> mas os cavalos de passeio continuaram
sendo usados lá e continuam sendo usados
lá.
>> Ah, continuam,
>> continuam os cavalos de passeio, sim.
Você pode montar,
>> pode, pode montar,
>> mas não pode pôr charret
>> não. Lá agora não pode pôr charrete.
>> Tá OK, beleza. OK.
>> Isso é uma regra nacional.
>> Houve uma regra nacional, eu não sei
agora, eu preciso pesquisar. Isso eu
acho que é mais municipal isso, na minha
opinião. É, alguns alguns postos de
caudda agora fizeram e e parece fazem
uma coisa meio simbólica, sabe que é a
gente tá num momento muito de eh quem
hoje cuida de animais eh quem não tem
uma causa hoje ganha uma causa cuidando
de bicho. Hoje a gente estamos na na
época da eleição, você vai ver quanto
nego vai aparecer cuidando de
cachorrinho, viu? Só prepara, vai quanto
nego vai aparecer cuidando de cachorro.
Cara que nem gosta de cachorro. Ca
jumentos. A causa dos jumentos. Então
foi fantástico, né? daop da audiência e
outra coisa, dá dinheiro.
>> Dá dinheiro.
>> Sim. O problema é o Pix no CPF, né,
Richa?
>> É
>> o Pix no CPF é um perigo, né? Você tem
uma
>> E tem muita gente se aproveitando disso.
>> Então vamos lá, vamos voltar ao status.
Eu sei que eu tô muito emocionado porque
isso é uma questão que eu bato tanto,
cara, que eh assim ter me comunicado com
você foi muito importante para mim,
porque eh de fato você tá lá vivenciando
o problema e você é técnica, entendeu?
Eh, muito bem. Então, proibiram o
charrete. Eh, mas pelo jeito não. O
problema dos dos jumentos continuam,
eles estão largados.
>> Continua porque não é de ninguém, não é
de ninguém e não tem função nenhuma.
>> E são abatidos também, viu Richard? Não,
não, não. Essa história de não haver
abates de jumento, isso é mentira. Todo
ano tem a colheita dos que não foram
atropelados, nem mordidos por cachorro,
nem sofreram nenhum ataque de nada. Eles
são recolhidos sorrateiramente, não sei
quem também, não posso falar porque eu
não sei. É recolhido mais ou menos uns
500 animais todo ano.
>> E vai pra indústria da carne ou não?
>> Vai pra indústria da carne. Candestina,
claro.
>> Clandestino. É o que é errado. Existe a
existe a oficial e existe a clandestina.
>> Se for uma indústria oficial com abate
humanitário, super concordo.
>> Exatamente. É igual um boi,
>> tá normal. OK. que é um controle
populacional de machos adequado, desde
que esses machos sejam acompanhados a
vida toda quando eles chegam ali nos
seus 5 se anos de idade, né?
>> É que nem boi
>> para diminuir a população e manter a a
equalizado. OK. Mas não é assim que
funciona. Eles são mordidos, abatidos,
machucados, atropelados e são acolhidos
pela popula parte pela população.
Muitos, né? Eh, havia um trabalho que
era feito em comum acordo comigo e com
Semibil. CMIB notificar era notificado
ou eu era notificada. Nós entrávamos em
contato, chamava uma equipe, colocava
dentro de uma caminhonete. Eu trouxe
umas imagens também. É, para
>> É. Ah, que bom. Acho que é importante
porque a gente não fica só falando, né?
Eu eu queria, não sei se a gente
consegue mostrar primeiro a situação
real que eles estão passando hoje, eh,
com essa questão do abandono. E quando
eu falo do abandono, é abandono
inclusive pelo animalismo, tá? Porque o
animalismo que fez toda uma onda, tirem
os jumentos das pessoas que têm
charrete. Beleza? Então, se eu não sou a
favor de um animal ser maltratado. Se tá
sendo maltratado ou muda a regra e se
você não se adapta, beleza, então
proíbe. OK? Não, não é, não tô
questionando isso, mas o animalismo foi
lá e vamos resolver o problema e o
problema continua. Então, como éção dos
caras hoje?
>> Essa cena, essa cena mostra para você eh
o animalismo.
>> Tá com a pata quebrada. nítida. Essa
pata foi quebrada e consolidada ao longo
do tempo, que ele não conseguiu ninguém
que amputasse ou ninguém que levasse ele
para ser atendido. E por algum tempo eu
chamei o pessoal, grupo de empresários,
não consegui um retorno, eu tentei
sacrificá-lo, fui apedrejada, então era
melhor ele viver assim.
>> É sério mesmo?
>> É
>> esse é o animalismo.
>> Já fui muitoada lá, inclusive. Esse é o
animalismo. É,
>> é comum. Então ele ficou mais ou menos
uns do anos andando por lá assim nessa
condição, tá? Com essa pata desse jeito
e acabou morrendo por ataque de
cachorros.
>> Tá,
>> pode passar.
>> Vamos lá.
Eh, no ano de 2022, né, como tá aí, essa
foto foi registrada pelo CMBIL. Eh, eu
chamei alguns agentes de saúde de de de
saúde, né, de de pra gente fazer um um
exame, porque houve uma suspeita de
pitiose, que é uma azonose, que não é
transmitida de animal para humano, mas é
transmitida através da água para humanos
e jumentos, né, pela água. Qual água? a
água contaminada,
que na estação de tratamento, na época
da chuva, existe um um overbook, vamos
dizer assim, de água ali e contamina as
lagoas remanescentes. Você sabe, você
conhece lá tem várias lagoas, né?
>> Sim.
>> Então, tem uma lagoa conhecida lá, por
lagoa do lixão.
E essa que era o antigo lixão da cidade,
né? não é mais hoje em dia, mas os
animais que ficavam no entorno dessa
lagoa e nessa época aí eram uns 10 mais
ou menos e foram coletados, eh, que não
foi paraa frente esse estudo, foi feita
a coleta pelo órgão sanitário
responsável, tinha eu, mais outro
veterinário e os agentes locais, né, com
a participação do semibio, foram
sacrificados alguns animais que não
tinham condição de continuar vivos. Pode
passar.
Eh, animais com lesões na face. Pode
voltar uma só.
Lesões ali na região.
>> Essas lesões são do quê?
>> Essas lesões são da pitiose. Elas
começam a partir de um
>> Como vem a suja essa pitiose? Ela vem do
quê? Vem da água. Você falou
>> vem da água contaminada.
>> Mas quem contamina é é um animal doente
que contamina água.
>> Não, dejetos lixo.
>> Ah, de lixo.
>> Lixo contaminado por lixo. É. É. É a
água da estação de
>> porque esses caras estão comendo o quê?
Lixo lá também.
>> Estão comendo lixo na rua. Mas a gente
vai falar daqui a pouco, por enquanto
nós estamos falando dessa parte.
>> Então tem esse tipo de lesão, tá? E
essas lesões são progressivas e não tem
como curar.
>> Nem bicheira baixa aí.
>> Nem bicheira
>> não. Não, não baixa mosca, não baixa
bicheira, não baixa nada, fica horrível.
>> E pro ser humano é é zonose. Isso
>> é zonose. Porque o ser humano pode se
contaminar com a água também. Já tem
dois anos mais ou menos que eu não tenho
relato. Esse animal perdeu a face toda.
Infelizmente a gente não pode mostrar a
imagem inteira, mas ele perdeu a face
toda. Pode passar essa mais uma lesão.
>> Isso toma conta do corpo inteiro.
>> Toma a lesão. Vai crescendo, vai comendo
a carne e ela não é regressiva e não tem
tratamento.
>> Não tem tratamento.
>> Ó, esse animal passou dias rolando na
areia. É aquele que a gente viu lá na
frente que tava por isso, mano. E
suprimento
>> é
esse aí? Esse aí, exatamente esse. Agora
já entramos nas mordidas de cachorro.
Então, bom, a pitiose ficou assim, o
tempo passou,
ninguém se responsabilizou, ninguém deu
andamento, a estação de água não foi
cercada, né, para fazer um isolamento
dessa lagoa, para evitar nas próximas
épocas de chuva, porque nós temos 8
meses de seca, então eles começam a
procurar água onde tem, né? Então são 4
meses mais ou menos aí de chuva e 8
meses de seca total.
Venta muito, né? Então eles ficam
andando pelo parque e se alimentam dessa
vegetação. Aí é incrível, né, Rid? E
como é que eles conseguem converter
muito resiliente
>> essa essa vegetação rasteira? Nada em
carne e tudo. Então assim, eles são
atacados principalmente os filhotes, né,
e as mães, porque as mães as mães têm
>> mais ataque de cachorro.
As mães elas têm o seu do potro. Você
sabe do cildo do potro,
>> não? S dias após os equídios, né, e
asinos, após o parto, elas entram no se
e aí o macho,
>> que que é isso?
>> Tenta, isso é ataque de cachorro.
>> Oxe,
>> olha o sofrimento desse animal aí. Sabe
como que eu fico sabendo disso? Um
turista vê, filma ou umador local que me
conhece vê, filma. Eu gostaria de ter um
telefone, um disc denúncia, né?
Precisaria ter,
>> né? O ideal
é fazer um local restrito para as fêmeas
em época de pô pério, né? É eh pré e
pós-partes também. É mordida de cachorro
que acabou levando a morte.
Essas essa e se onde tá sendo filmado é
é a estrada que vai entre o prequaquara.
Então você chega por por asfalto, você
chega no na cidade do préal, ali já tem
bastante rua de areia, geria
exclusivamente tudo de areia, né? Não
tem nada de calçamento de nada. E a
estrada que você passa é a beira mar
toda de areia. E os jumentos aproveitam
a estrada,
>> que é um lugar mais quentinho. É
>> esse foi recente.
>> Mordida de cachorro. Isso aí.
>> Mordida de cachorro. Esses cães
especificamente são seis cães conhecidos
pela região. Eles já são documentados.
Tem mais de 2 anos que eles atacam
jumentos. Já foi denunciado para tudo
que você puder imaginar.
>> Ah, sim. Desculpa, mas não dá para
tchau, cachorro.
>> Se eu fizer isso, provavelmente eu vou
presa.
>> Não é preso. Claro que não pode
>> não. Mas não digo ela, mas alguém aí, um
Batman, sei lá, alguém fala: "Não, eu
vou fazer".
típico. Eu acho,
>> cara, [risadas] olha isso, velho.
>> Não, mas então, mas aí você não combate
uma coisa com a outra coisa. Exatamente.
Eu acho que tinha que fazer isso com o
dono, né? Porque ele instiga.
>> Ah, não são cães soltos, são cães de
alguém que são selvagens.
Dúvida era selvagem.
>> Ah, pensei que fosse um cães selvagem.
>> Tem dono endereço conhecido.
É assim, surreal. São seis, não é que
todos os cães não escapam, não. São
soltos que tem filmagem. Teve houve
agora um vídeo na internet que
>> e não tem denúncia. Isso
>> tem. Eu já, eu mesma sozinha já
denunciei pra polícia ambiental, pra
polícia civil, pra polícia militar, pro
Ministério Público.
Eu fiz a denúncia formal pro Ministério
Público, eh,
e foi chamado para fazer reunião. E aí
quando houve a denúncia que o Ministério
Público chamou as entidades para poder
conversar,
tomaram uma decisão de prender os
animais que estavam comendo lixo na
cidade, numa área.
>> Ah, não prendeu os cachorros, prendeu
>> não, não, não fazer ação com o dono do
cachorro, nem prendeu o cachorro. Não
tem um programa. Não existe um programa.
Richard, eh, Jericoaquara recebe
1.600.000
pessoas por ano. Existe uma taxa de de
turismo.
Á, eh, nada disso é destinado aos
animais, nem aos cavalos, nem aos
cachorros, nem nada. Tem uma tem uma
instituição lá chamada Gigi sobre Patas
que é super séria, que começou um
trabalho de cadastramento que eu acho
que devia ser integrado com a
prefeitura, né? Eh, para encolerar,
cadastrar e microchipar os cães da
cidade, que não é muita gente, não, não
é muito cachorro. Jacquar é minúsculo.
São quatro ruas, são quatro ruas
principais que precisa ser receber 32
lixeiras e um sistema de recolhimento de
lixo ao meio-dia que não tem ninguém na
cidade e à meia-noite que também não tem
ninguém na cidade.
>> Então assim, um dos problemas, então
temos um problema que eles estão soltos
dentro do Parque Nacional que
supostamente entre nós é é já é uma
ilegalidade, né? Sim,
>> porque são animais que não são
silvestres e não poderiam estar num
parque. Parque Nacional não permite
isso. Mas beleza. OK.
>> Poderia se abrir uma
>> Não tem como tirar
>> não. Porque eles vão para onde?
>> Olha, posso dar várias ideias,
>> né? Eu já falamos sobre isso. Uma uma
ideia, por exemplo, seria pode abrir uma
como tem em em Bonairire, por exemplo,
existe um parque dos jumentos que se
cobra a entrada, que os jumentos são bem
cuidados, se cobra a entrada, os
jumentos são castrados ali, não podem se
reproduzir e ali vão se extinguir
aqueles que existem naquele período e
tchau, pode ser uma, pode, por exemplo,
ir pro frigorífico também, para um
frigorífico legal, não. Não, mas eu tô
dizendo, já est dizendo várias ideias do
parque do ideia do parque é
>> muito melhor do que estar assim.
Qualquer coisa melhor do que isso. Esse
animalismo não resolveu, viu, gente? Tá
aí, ó. Esse é o animalismo que não
resolve. O animalismo que cobra pics,
que fala um monte de coisa, que o amor
venceu, que tira do dono, que se o dono
tem maus tratos, tem que tirar. Eu sou
da favor da regulamentação, da
organização, de criar. Você tá dando
emprego, você tá pondo um animal que tem
dono. Animal tem que ter dono, porque
quem tem dono é bem cuidado. E se não é
cuidado, tem lei de maus tratos para
fazer o cara ser responsabilizado. Eu
sou desse favor.
>> Qualquer coisa é melhor que isso. O
frigorífico é melhor do que isso. Aí,
desculpa dizer, um frigorífico é melhor
do que isso. Você falou em em
sacrifício, né? Então assim, eh, chega
um ponto que essa situação, qualquer
coisa é melhor do que isso.
>> Qualquer coisa é melhor. Com certeza
entrar num caminhão, ser abatido
humanitariamente é muito melhor do que
>> muito melhor do que estar assim qualquer
situação melhor que essa.
>> Claro. Agora o que acontece é que são
abatidos não humanitariamente, não da
maneira correta e não em frigoríficos
cadastrados.
>> Perfeito. Não, isso é ilegal e é
incorreto.
>> Então, eh, o que nós uma situação que já
tá ruim e aplicam mais coisas ruim nela,
né? que frigorífico legal. Vai lá, abate
um animal desse tipo e ainda
comercializa essa carne, né?
>> Sim. Eh, passa para mim para aquela
parte
de para onde eles foram levados, o que
eles estavam comendo.
>> E aí eles entram nas cidades também.
Então é isso.
>> Na antes da aí, ó, ó essa parte.
>> Bom, o lixo é tratado dessa forma lá,
tá? Pode passar.
>> Isso o que? Uma lixeira. Uma lixeira
virada.
>> Liira. Uma lixeira virada virada. Ele
ali, ó. Uma lixeira de plástico.
>> É uma lixeira de plástico tombada. Lá só
tem lixeira de plá. Então
>> não dá para fazer uma lixeira.
>> Não volta aquela lixeira ali, ó. Lógico
que dá.
>> Não dá. Isso é uma lixeira. Mas não dá
para fazer uma lixeira. Uma cidade com
girico não tem lixeira.
>> Lá. Exatamente. Lá no prea houve um
movimento pré mais limpo. O preço da
lixeira de madeira com duas tampas.
Lixo reciclado, lixo orgânico, custa
R$.200.
Eu já fiz o levantamento. Jerico agora
precisa de 32 lixeiras. Ou seja, 40 pau,
>> R$ 50.000 resolve o problema do lixo de
Jerico Aquaro,
>> sendo que na cidade entram pagando taxa
de turismo 1.600.000 pessoas por ano.
>> Mano, é uma emendinha sem vergonha de um
deputado resolve isso. 50 pau. As
emendas de um deputado federal tão devem
estar em torno de 50 milhões ao ano. R$
50.000. Nós estamos falando R$ 50.000.
Nossa, 5 milhões por mês, cara, né?
>> Nem isso, tá pouco menos.
>> Ou ou organizar essas organizações que
juntam, que gostam de pedir dinheiro,
né, e que tem, sei lá, 100.000
seguidores,
pede 50 centavos para cada um. 100.000
seguidores, 50 centavos, R$ 50.000.
Faz isso.
>> O problema é auditudar.
>> O problema é auditar, né? Pix no CPF não
tem como auditar,
>> não é? O que é esse? Esse dinheiro entra
com cerveja nessa business. É um negócio
como qualquer outro. Infelizmente eu
ficaria quieto se eu visse e resolvesse.
Imagina que eu vou atacar algo que tá
resolvendo. Ataco algo. Eu tenho meu
trabalho, eu tenho minha pesquisa, como
nós conversamos. Eu tenho minha clínica
que não é dequara. Então eu paro meu
trabalho, vou lá,
>> tem mais o que fazer. Perm tem mais o
que fazer. Eu tenho no final da história
eu fui extremamente atacada,
>> né, por querer resolver sem ir pra
mídia. Nunca fui pra mídia, não tem
relato, nunca recebi Pix, nunca pedi
dinheiro na mídia.
>> E tem gente pedindo dinheiro lá.
>> Tem, tem, tem. Com certeza tem. Porque
alguém tem que fazer alguma coisa, aspas
do jeito que fazender. Mas estão fazendo
o quê, cara?
>> Tão fazendo isso aí, ó. Vou te mostrar,
ó. Eles foram presos num local
>> e o local tinha isso para eles comerem,
ó.
>> Casca de abacaxi. Meu Deus.
>> Casca de melancia.
>> Olha o comedouro que lindo. Quer ver? Ó.
Ó o comedouro. Isopor.
>> Eu falo, mano.
>> Pera. O comedouro do isopor.
>> Eu falo. As pessoas acham que acham que
eu sou ruim, cara, que eu sou mal, que
eu falo: "É melhor ir pro frigorífico."
É melhor ir pro figo, cara. Já que vocês
não têm solução, porque para deixar
assim esse sofrimento, desculpa meu, que
termine pelo menos uma forma digna, tá?
Ou faça como faz, não sou contra. Vamos
fazer então uma organização que nem tem
Bonai. Em bonaria a mulher tem, a gente
visita, faz parte do roteiro turístico.
Os a gente vai lá mergulhar e depois a
gente vai visitar tudo. É uma gracinha
de lugar. É uma delícia. Se fica no meio
dos jumentos. Eu tenho um monte. Pena
que eu não não lembrei, senão eu punho
as fotos aqui para você. Cara, eu toda
vez que vou para Bonai visito esse esse
uma holandesa que mantém cobra para
entrar. Ela todos os animais são são
castrados, não um dia vai acabar, né?
Vai acabar, aqueles bichos vão terminar
sua vida diamente morrendo e tal. Mas
cara, eh,
>> o que eu penso sobre lá, eu acho que eh
geri não pode ficar assim o de mos. Acho
que seria um absurdo e traria um
descontrole também pela necessidade do
pastegio, tá, Richard? Ali nós temos a
maior área de dunas móveis do mundo, né?
Então tem uma região que se não tiver o
passejo, em algum momento vai haver uma
queimada, isso daí vai complicar muito.
E eles ajudam bastante
>> para diminuir a massa verde.
>> Claro. Claro. E eles eh são parte do
passeio. A pessoa que vai para lá, ela
vai querendo ver o jumento.
>> Não, mas não assim, né? Não, assim de
jeito nenhum. Isso daí, ó. Olha essa
cena,
>> ó. Nós vamos ver um bebê.
São dois bebês, um extremamente
machucados. Ó, eles apareceram dessa
forma. Disseram que foi um atropelamento
que matou duas fêmeas adultas e machucou
um bebê. Eu não acredito que isso foi um
atropelamento, porque ninguém viu o
carro que deveria estar capotado,
destruído, ninguém viu. Uma moradora ao
local pagou essa caminhonete para essas
pessoas irem lá buscar, pegar uma tampa
de geladeira. Você acha que é possível
isso? Jento ser resgatado dessa forma.
Aí foram, graças a Deus, na tampa da
geladeira, ó lá, transportado.
>> Tadinha,
>> foram lá pra minha clínica. Esse
jumentinho que tá de pé, depois tem ele
junto com a com a nossa mascote lá da
clínica.
Eh, essa aí, mais um caso, ó. Um neném
atropelado com a mãe
só observando. E eu recebo isso essa
noite eu recebi um desse,
eh, que tem que tinha um jumento que
tava rolando na pista, que tava com com
membro quebrado, que que eu podia fazer,
enfim. Pode passar.
Tem um pessoal nosso aqui, quem tem da
minha turma, Adriano, qualquer dos meus
capangas, chama ele aqui, por favor.
>> Não, não, você fica aí. Eles vão deixar
chamar lá o
>> Então, Richard,
acontecem coisas aleatórias também, tá?
Essa jumenta, eh, isso preto foi alguém
que passou para tentar encobrir o
machucado, tá? Entendi.
>> Ela, ela teve uma avulção de pele,
>> sen tava no vivo, no caso,
>> parecendo Cain Viva. Eh, essa avulção de
pele dela foi muito grande, muito grave.
E ela, eh, foi colocada lá onde estava
aquele lixo, aquele vídeo que eu fiz do
lixo, ela foi colocada lá para ser
tratada
e eu recolhi ela de lá. Isso causou um
grande problema para mim, inclusive,
porque eu não poderia ter retirado ela
de lá, não sei nem porê.
>> Por quê?
Não sei porque mandaram devolver. Aí eu
perguntei para qual veterinário. Não,
não tem dono, né? Ela foi, ela foi
encontrada no parque,
>> então,
>> pro pessoal do animalismo, né?
>> Nossa.
>> Eh, aí pediram para eu devolver ela e eu
não devolver.
>> Parece que sabe que posso falar para
você que parece, eu quero que vocês
pensem comigo sobre esse assunto.
>> Parece que tem pessoas e grupos que
precisam manter o problema para
continuar a receber. Claro.
OK. Pessoas que não querem resolver
problemas e mantém o problema porque
continua assim recebendo verba e
dinheiro.
>> Convenência.
>> É o problema de estimação.
>> É o problema de estimação.
>> Claro. Você viu a protetora
>> que encontraram 650.000 na conta dela e
ela tinha matado todos os cães que ela
postou?
>> Aquela que drenou o sangue.
>> Não. Qual delas? Tem essa também. Tem
essa do sangue. Tem
>> essa do sangue.
>> Tem uma que matou todos os animais. Ela
não tinha nenhum animal na ONG dela,
nenhum. Ela fotografava durante dias,
fazia as stories e continuava pedindo
dinheiro. E fizeram, ela foi presa e
fizeram um rastreio da conta dela. Tinha
650.000 na conta dela de doação.
>> [ __ ] que o pariu.
>> E ela não tinha um animal resgatado. Ela
matou todos. Eh, animalismo, que coisa
bonita esse animalismo. É disso que eu
tô falando. Quanta gente. E sabe,
infelizmente tem gente do bem, tá? Tem
gente do bem.
>> Os maus pagam, os bens pagam pelos mal.
>> Mas aí é que aí você começa a ver essas
histórias e e você tem que começar a
separar o joio do trigo. É difícil,
cara, porque
>> e os bons pagam pelos maus também, né?
Infelizmente
>> a falta de informação, Red, é muito bom
tá aqui, porque eu nunca pude dar a
informação pras pessoas da maneira
correta, até pelo fato de não gostar
dessas postagens, eu não gosto. Eu
participo de uma associação
chamada SOS Animal Prear. Nós não
pregamos a tragédia, nós mostramos o que
a gente faz. Então, eu faço descontos no
preços de custo nas internações, nas
cirurgias. a gente faz o que pode, um
ajuda de um jeito, o outro adota.
A sociedade local é incrível. Nesse caso
desses atropelados aqui, um empresário
de do PR viu o ocorrido, ficou sabendo
que tava comigo, perguntou: "O que que
você precisa?" Eu falei: "Eu preciso de
transporte, uma carreta para mandar para
pra universidade."
Ele: "Quanto é?" Falei: "Ó, acho que é
R$ 1.000 o transporte da carretinha para
vir buscar o jumento. Eu me passo o Pix
do transporte. Então, já é, já passa
direto o Pix do Transporte, já a coisa
funciona. O problema é quem não quer que
funcione. Uhum.
>> O que que você vê como solução?
>> A solução que eu vejo é proteger os mais
os mais eh prejudicados. No caso são as
fêmeas emer pério. A fêmea quando ela é,
>> mas por exemplo, espera nós temos uma
situação hoje lá, tá certo?
>> Quantos animais a gente tem hoje? Olha,
segundo último senso, mais ou menos, tá?
A última contagem que teve de 860
animais mais ou menos no parque. Houve a
coleta,
saíram carretas lá do parque agora há
pouco tempo, foi vista.
Deve ter uns 400 animais.
>> Coleta, o que que significa?
>> Que eles roubam os animais e levam para
baixo. É, vai de noite lá, junta os
animais e leva para baixo,
>> tá?
>> Então isso acontece. Então, quem para
quem acha que os animais não podem ser
abatidos, eles estão sendo batidos, tá?
De fato,
>> estão de fato e de forma ilegal e sem
qualquer cuidado.
>> Form ilegal, sem cuidado, sem sem
[limpando a garganta] proteção, sem
nada. Melhor que fosse legal. Bom,
existe como tudo, existe a forma legal e
ilegal de fazer as coisas. Existe o
desmate legal e o ilegal. Existe o
frigorífico legal e o ilegal, tá? é
muito importante. Eu, como dizer, eu eh
não acho que a vaca seja mais menos fofa
do que o jumento, tá? E a gente come
vaca, ok? Então não, o problema não é
esse. O problema é quando tem a a o
abate ilegal, a forma que é feita. É só
isso. Então, eh, e hoje nós estamos
nesse nesse formato permitindo a
ilegalidade, ou seja, estão comendo esse
animais de qualquer jeito, estão matando
de forma ilegal. É assim, se não for
atropelado, se não for comido por
cachorro,
>> se não pegar nenhuma doença,
obviamente que vai ser abatido
ilegalmente.
>> Então o destino dele é esse,
infelizmente
>> não tem para onde ir. Aí fica um pouco
lá, a higienes acontece, nasce todo
mundo de novo e quando chega, né?
>> Então você você acredita então que a
gente eh eh tem machos e fêmeas, como
que você como na tua cabeça seria uma
uma situação mundo perfeito? Isso. Olha
lá. Vamos lá. Meu mundo perfeito tem o
nome da Jurema, que é essa jumenta que
eu resgatei por último agora, que tinha
essa ferida. Eu acho que eu não coloquei
ela, o resultado depois, mas enfim. Eh,
seria um parque só que só seria cercado
com estradas e uma lojinha de suver para
poder ajudar a arrecadar para ser
autosustentável esse lugar.
>> Um parque destinado a eles.
>> Um parque destinado a eles. Que que
seria esse parque? Um cercado de
alambrado com segurança e câmera.
>> Ah, tá. Eles teriam que tá fe eh, vamos
dizer
determinada. Perfeito, perfeito,
perfeito.
>> Que inclusive a prefeitura de Cruz me
autorizou a dizer que está de parceiro
nessa nessa jornada.
>> Interessa,
>> interessa. Doutora Maira também está de
parceira nessa jornada para construção
desse lugar. Então, de como acordo com
Mibi que é claro que vai querer, porque
eles não são tutores dos jumentos, eles
precisam que alguém tome como tutor, né?
Que alguém tome como responsável. teria
um ambulatório comandado por estudantes
de 5º ano de veterinária
sem pagamento. Esses estudantes, eles
não recebem pagamentos, eles recebem
abrigo
>> e alimentação.
Sob eh eh tutoria de um mestre na área,
né, fazendo pesquisa, fazendo exames,
acompanhando a sanidade desses animais,
resgatando os atropelados, enviando pra
universidade mais próxima, parceira,
para ser cuidado de fato internado e
tal. Famoso o leite da Jega, leite da
Jega diz que é um excelente leite da
Jega, né? Fantástico. Aquela queimada eu
tratei ela com leite dela mesma. Ela
tava com bezerro ao pé.
>> Você fez um levantamento de quanto
custaria para ter um centro desse aí?
Enfim, um um uma um um startup dessa
dessa desse coiso
>> em torno de 300.000 no máximo. É muito
pouco dinheiro.
>> É muito pouco dinheiro. Eh, então esse
lugar seria um parque de visitação aonde
a pessoa podia ver inclusive o jumento.
>> Uhum.
>> Quem iria para lá? Mas você continuaria
a reproduzir ou não?
>> Continuaria a reproduzir
controladamente, por eu não te disse que
tem o c do potro que acontece s dias
pós-parto. Essa é uma forma de controlar
a reprodução. Se não tiver macho lá no
centro de proteção as fêmeas e os
jumentinhos, ela vai perder esse cio.
Então é uma gestação a menos. A próxima
gestação que ela vai ter é só no dia
mais longo do ano, porque ela é poliica
estacional de dias longos. Que quer
dizer isso? Ela só entra no cio no dia
mais longo do ano.
Então ela vai deixar de ter dois cios.
>> Aham.
>> Que é do jumentinho ao pé, ela vai ter
só no próximo.
>> Uhum.
>> Tá. E esse
>> Mas você recolhia todos machos e fêmeas
seriam recolhidos.
>> Não, ia recolher só as fêmeas com com os
bebês.
>> E os machos? Os machos ficariam no
parque. Agora é o momento de começar
isso porque tem pouco.
>> Mas aí e os cachorros
>> hoje não, mas os cachorros precisam ser
>> e as doenças, essa coisa e o lixo e
>> Sim, isso tudo tem que ter política
pública, né, Rig? Isso é uma coisa que
não dá mais. Eu acredito que depois
desse podcast, eu acredito que as
pessoas vão se mexer favoravelmente para
isso. Prea já se mexeu, já tem o
controle do lixo, quase que na
totalidade, né? Não, não.
>> Prea é uma cidade, é um bairro de cruz,
>> tá?
>> Que participa de outra prefeitura.
Jericoaquara é da prefeitura de Gijoca
de Jericoaquara
e Preá que é a capital mundial do vento,
que é do Sport C Surf, que é um outro
tipo de público
>> e que tem turismo
>> muito
>> e um turismo de dinheiro,
>> de muito dinheiro. Tá indo a Nantara,
>> tá indo a Nantara para lá, aquele risote
maravilhoso que tem na Maldivas, tá? vai
ser em 2028 vai est pronto. Então parque
desse em em pré ser fantástico paraa
visitação. Então você entra nesse
parque, não tem que dar alimentação para
essas fêmeas, só tem que ter
fornecimento de água, obviamente, mas
elas vão se alimentar da vegetação ali
mesmo. Uma área então mais ou menos
porque tem que ter vegetação para
segurar eles. Não, mas a gente tem áreas
lá próximo ao parque com bastante
vegetação, tal qual tem dentro do
parque, tá? Normal.
>> É que o parque ele tem o parque todo
para comer. Se você limitar elas com
cerca, talvez você tenha um pouco de
dificuldade, talvez tem que fornecer a
alimentação.
>> Posso fornecer, mas pode fornecer o que
mato da limpeza de estradas feita pela
prefeitura em comum acordo capim. Você
vai limpando a a a beira de estrada e
fornece. Ao invés de jogar fora esse
capim, você vai e leva para lá pro
centro de abastecimento de mentos.
>> Só fêmeas e filhotes.
>> Fêmeas e filhotes.
>> Tá os machos ficarem no parque. Mas aí
teria que cuidar de duas coisas. Do
lixo, de ter as cidades precisam ter
porque aí porque eles poderiam, eles
estão livres, eles podem entrar nas
cidades. Então teria que cuidar de ter
que ter mais 50.000 para pelo menos
ingerir cocó para ter
>> para fazer a lixeira.
>> Aixeira e precisaria pegar esses caras
que tem cachorro e dar um jeito nesses
caras.
>> Não, claro, né? No também temos um desse
do cachorro, mas parece que já foi
resolvido. A sociedade lá é um pouco
mais organizada, sabe? Eh, já fizemos
com drone, né? Já filmamos com drone, já
vimos onde é, já mostramos pra pessoa e
a a própria SS animal já abordou essa
pessoa, então parece que já tá
resolvido. Mas o que eu fico
impressionada, Rita, é que não são 10
cães que causam tudo isso, não.
>> É meia 12. Sabe o que que aconteceu
quando prenderam os 40, 50 jumentos lá
naquele lugar lá que tava com
se viu, foi lá e soltou. No momento que
soltou os jumentos pegaram. Em um mês
foram 32 ataques
cadastrados.
>> Fora os que não foram, né?
>> Fora os que não foram.
>> É um por dia,
>> entendeu? Um todo dia tinha.
>> É,
>> mas tinha por quê? Porque a natureza
também não tava seguindo o seu curso
ali, ó. Enquanto era um ali, outro aqui,
tava OK, a gente cuidava. Não tinha essa
aberração de arrancar uma parte inteira.
Quanto mais os cães são atiçados, quanto
mais eles têm,
>> quanto mais eles têm a a
sente o cheiro, o gosto do sangue,
>> sangue fica,
>> mais animalescos eles ficam, né? É,
>> então isso é é natural. Eles ficam mais
eles ficam mais habitual deles. Esse
daqui foi um dos 30,
>> entendeu? Esse jumento foi pro ele, esse
jumento foi para dentro da água. Ele não
tava, ele tava num lugar mais alagado
para tentar sair deles.
Isso é um bebê. Isso aí tem 3 meses no
máximo. Na foto parece que é um pouco
maior, mas ele tem 3 meses no máximo.
>> Isso não pesa 50 kg esse
entendeu? E os cães pegam e atacam. Olha
aí a dor desse bicho.
Olha o nível de dor que esse bicho tá
passando.
>> Não, que absurdo isso. Que absurdosso.
>> Então, o que que tem que ser feito? Tem
que ser encolerados os cães, tá? Eh,
>> os donos têm que ser punidos também.
>> Os donos têm que ser punidos e
responsabilizados.
>> Uma coisa que eu aprendi é que a dor
ensina, a dor física e a dor no bolso.
>> Com certeza. Com certeza.
>> Isso. A melhor forma de aprend, quer
dizer, na verdade é a pior forma, né? É
a dor. A melhor é você ouvir o
ensinamento e e seguir. Mas a dor ela
ensina, a no bolso ensina para caramba
também. Inclusive, se tivesse multa e
>> Mas você vai mutar quem não tem CPF,
bicho.
>> Os donos de cães. Os donos de os donos
de cães.
>> Os donos de cães. Porque já começa aí,
eu acho.
>> Porque aquela história, a dor ensina,
cara. A dor física ensina.
>> É, esses cães nem poderiam estar soltos,
né, cara? É. Não podem estar soltos.
>> Não pode. Não pode ter cã solto. Hoje
ataca uma ataca. Claro, tem caso, tem
caso no Brasil de ataque de criança que
o cara quer sair com o cachorro lá sem
coleira, sem focinheira, sem nada. Não
pode, pô.
>> Pode, não pode. São cães grandes
forazes,
né? Assim, eles querem atacar, eles
estão acostumados a atacar e já tá no
instinto deles.
>> Tem vídeo do dono
>> indo junto com os cães, apontando pros
jumentos.
>> Ah, sério mesmo, cara?
>> Tem tem. Teve gente que saiu na internet
e acho que eu te mandei esse vídeo, não
tá aí, mas tem esse tem esse vídeo.
Então foi denunciado,
foram várias pessoas lá denunciar,
entendeu? Houve vários vídeos e tal.
Então agora tá tá dessa polêmica toda,
porque saiu um monte de vídeo, um monte
de comentá muitos anos. Eu tenho foto aí
datada de 2020, 2022, 2023. Tem várias
fotos aí com data aí, ó.
Volta com D. É, não tá acontecendo
agora. Ah, Jericquara agora está assim.
Não, está assim há 10 anos. O problema é
que o ecossistema, que não era bom, foi
piorado pelo aprisionamento dos jumentos
para não entrarem na cidade, para não
comerem o lixo, ao invés de prender o
lixo, prender o jumento.
>> [ __ ] era só,
>> cara. Quer dizer, é surreal.
>> Que absurdo.
>> É. É. Então, enfim, o parque funcionaria
para as pessoas terem um contato
próximo.
Pode ser feito cremes e sabonetes do
leite das jumentas que é tirado
manualmente. Elas deixam tirar o leite.
Elas são projeto em algum lugar que me
convidaram para gravar em algum estado
nordestino, eu não vou lembrar, não sei
se é Sergipe, que tem o projeto leite da
Jega, alguma coisa. Sabe que você sabe
que do leite do jumento é feito o queijo
ple, né,
>> que é o queijo mais caro do mundo.
>> Ah, é?
>> É. É um queijo que ele praticamente não
tem alergêno. Então essas pessoas que
têm tolerância a tudo, qualquer tipo de
proteína.
>> Jorge Lucena é o cara. Jorge Lucena 81,
eu acho que é da 81 é Paraíba, se não me
engano. 81.
>> Esse cara é
esse cara ele tem um projeto, acho que
leite de jega, alguma coisa assim.
>> Manda para mim.
>> Eu vou te mandar o contato esse cara
aqui. E eu fiquei de visitar ele.
>> Seria bom se a gente pudesse ir lá.
>> Eh, eu deixa eu ver aqui. Aliás, é o
seguinte, eu eu nem vou falar, vou vou
falar uma coisa para você. Eu vou
conseguir essa grana desses 300 pau.
Nós vamos nós vamos conseguir fazer isso
através de política. Bora.
>> Tá. Eu vou Nós uma época ótima pra
gente. Tá cheio de deputado agora
querendo se reeleger.
Cheio de deputado tem que mostrar. É um
outro 300 pau. É uma emendinha michuruca
para resolver um problema desse e que
vai dar uma [ __ ] visibilidade. Nós vamos
ajudar a dar essa visibilidade.
>> Vai ficar a coisa mais linda.
>> Vai ficar coisa mais linda.
>> E vamos fazer isso no pré porque é um
lugar que tá em pleno desenvolvimento
disposto a fazer. Tá. A prefeitura do
PRA tá disposta a fazer.
>> Eh, parceiros estão dispostos a fazer.
Então,
>> eu vou, deixa eu até falar, tô mandando
um recado para esse cara. Se ele tiver
online, nós vamos falar com ele agora.
Jorge Lucena.
Vamos ver, vamos ver. Eh,
nós vamos atrás, nós vamos falar. Bom,
isso aqui já vai reverberar danado. Eu
tenho certeza que o telefone aqui já vai
tocar de deputado aí querendo estadual
ou federal, querendo já lá do estado,
né, de que tem que ser lá do estado do
Ceará, né?
>> Uhum.
>> Querendo já ajudar, não é? E assim, a
isso vai dar, isso sim vai dar uma uma
trazer uma coisa positiva de verdade,
não animalismo,
uma coisa organizada fazer organizado,
sabe? É esse que o programa
>> fazer organizado. Mostra para ele o o
bichinho. A a minha pequena faz muitos
desenhos, né? Então, nós idealizamos
[roncando] um
>> Ó,
>> esse era o leite, o leite da
>> aí, ó. Ó, esse bebê foi resgatado sem
mãe, né? Eu tava passando, eu tive
notícia daquele bebê que tava mamando.
Eu tive notícia dele de manhã, à noite
eu passei, ele tava no mesmo lugar sem
isso agora foi recente, gente.
>> Olha que coisa mais fofa.
>> Eu trouxe um de lá. O o o Virgulina é de
lá.
>> Virgulino daqui a pouco vai visitar a
gente aqui dentro. Já pedi, tava falando
aqui para isso. Virgulino vai visitar a
gente aqui dentro.
>> O Virgulino vai entrar aqui.
>> Vai, ué.
>> Alis lá, ó. Virgulino. [risadas]
>> É, o Virgulino quando chegou em casa era
assim, ele chegou assim. Não, você ficou
até emocionado. É isso, Richard de que
culturista precisa ver, entendeu?
>> É, é muito legal. Jumento. É um bicho
muito legal. É super bonzinho que tem
aqui. Parece um cachorro. Uma judiação.
Um cachorro pega um neném desse aí, ó.
>> Não judiação. [limpando a garganta] É,
>> é um segundo para para matar.
>> Não judiação.
>> Sabe quanto pesa esse neném?
>> Uns 12 kg. Exatamente. De 12 a 15 kg na
cidade [limpando a garganta] aí.
Levinho. Eles são, eles são
naturalmente,
nossa, eles são naturalmente
>> fofos, gente.
>> É. Como é fofa do mundo. O que era para
ser a cidade mais fofa do mundo hoje é a
cidade mais triste do mundo para mim.
>> Porque é muito triste você ver um bicho
desse machucado por causa de descaso.
>> Você imagina o tanto que eu sofro,
>> meu Deus,
>> que eu cuido deles. Eu nunca imaginei
que os meus atendimentos com jumentos e
minha paixão pelos
>> pelos equinos, pelos fosse me trazer
aqui.
>> Mas igual você falou, ou a gente
aprende, né? Ou a gente cresce,
>> a dor ensina. Então, doeu tanto, eu
sofri tanto. E das últimas vezes foi tão
triste,
>> porque as pessoas brigaram não pelos
jumentos, elas não brigaram comigo pelos
jumentos, elas brigaram pelo interesse
de ter o jumento machucado, cara. Seu
fim,
>> não? E de aparecer e de simplesmente por
atendimento aparecer na foto.
>> Eu nunca cobrei por atendimento, nunca
divulguei nada, entendeu? Nada. Eu
divulgo dando mamá. É isso. Minimamente.
Coloca aquele jumentinho que tá que tá
mostrando a feridinha do umbigo dele.
Ó, olha esse aqui. Que coisa linda. Eles
estavam na lá no Ventana lá lá em no
prea. Essas essa bebê deitou na porta do
hotel. Umbigo dela tá cheio de bicheira,
ó.
>> Nossa,
>> isso é natural. É natural. Aconteceu. A
mamãe pedindo socorro. Ó, essa mãe
deixou eu tirar, tirei o leite dela, o
bebê saiu junto com ela, eu tirei todos
os bichos, ela ficou deitada, a mãe
ficou vigiando o tempo todo. Eles são
dóceis, gente.
>> São eles são naturalmente, naturalmente
amáveis.
>> Poço de fofura.
>> Não, naturalmente amáveis. Ele e eles
amam o ser humano, cara.
>> Olha, ó, olha lá. Um gato, um cachorro.
>> Eu vou ligar para Adriano também.
>> E um jumento.
>> Não, Adriano não. O Adriano tá fora. O
Adriano tá tá
tá na portaria. Tá vindo para cá. O
Silvio, o Silvio atende.
>> Por que que não pode ter um convívio
saudável? Olha aí, um convívio saudável,
ó. Que coisa fofa,
>> não é? Veja, gente, eh, eu parece,
parece que eu sou eu sou um biólogo da
conservação, né? Vocês t que entender
aqui, tem uma diferença fundamental
>> entre, acho que eu entendi, entre um
veterinário, ele tá preocupado aqui no
podcast,
>> eh,
>> ele tá preocupado com o animal que tá em
cima da mesa.
>> O biólogo da conservação, ele
normalmente tá preocupado com a
população daquele animal. Ela, ela tem
um outro tipo de visão, entende? Então
assim, eu sou um generalista nisso, não
sou um Então, eh eh quando eu vejo que a
situação tem que ser eh tem que ser
resolvida, né? Eh eu eu tem é como eu
falei, tem diversas formas de de
resolver, né? Eu quando eu falei com
você e eu as pessoas que me seguem sabe
que eu tive eu falei, eu tive na China,
eu falei: "Olha lá, os caras comem o
jumento e o jumento nunca vai faltar. O
jumento não vai desaparecer na China e
nem vai desaparecer no Brasil se ele
entrar. É um animal de produção, tá? Ele
pode ser fofo e tal, mas eu acho minha
uma vaca fofa para [ __ ] também, tá?
>> Eu também.
>> E eu como vaca. Você come vaca?
>> Claro.
>> Tá. Então acho fofo demais. Eu tenho
aqui os meus nunca ninguém vai comer,
né? O meu porco que eu tenho, ninguém
mas nunca vai comer. Mas eh a gente tem
que ter, são animais de produção, são
animais, né? Eh, são animais para
alimentados à alimentação. O jumento
pode ser, pode ser. E talvez isso seja
um bom fim pro jumento não faltar e não
desaparecer. Por quê? O boi vai
desaparecer. Não. Por quê? Porque a
gente come a carne e toma o leite. O
jumento não serve para nada.
>> Exatamente.
>> Talvez essa essa função possa atar.
Agora, no caso de Iriacora, que é um
lugar turístico, é um lugar onde os os
os jumentos eles têm um apelo, cara, for
fazer uma, cara, é inclusive eu dizer
até uma iniciativa privada, não
precisava ser nem estatal esse negócio,
pode ser até uma iniciativa. Se alguém
tiver 300.000, 300 pau e você cobra de
entrada na boa, R$ 50 para um cara que
vai fazer cf lá, que tem dinheiro, que
vai num hotel desse, R$ 50, R$ 100 para
entrar.
>> Nada. Não é nada. O cara vai inclusive
deixar dinheiro para doação.
>> Colocar a partir de
>> você
>> você pode colocar o ingresso a partir de
>> a partir de Exatamente. Você você em uma
temporada você pegou o teu investimento
de volta. Tenho vontade de se não fosse
tão longe eu investiria lá. Juro para
você.
>> Abadal falou com ele lá.
>> Não, o Virgulino.
>> O virgulino.
>> É, o virgulino é jumento.
>> É.
>> É. É. Porque nós temos aquele outro
jumento, né?
>> É. Não, o Virgulino. A, o outro é Mula,
que é filho do jumento com o o cavalo. É
o jumento,
>> o cinzinha, né?
>> É o virgulino. Virgulino. É o virgulino.
O nosso virgulino. É isso.
>> Tá aí, gente. Você me perguntou o que
fazer com os machos.
>> É.
>> Tá. Desde que
chegue-se a uma população.
Hoje nós estamos eh com 10% de da
população de jumentos no país,
>> né? Houve um fórum na Bahia.
na proibição do abate em função desse
número. Mas esse número chegou a esse
número porque o abate clandestino está a
deriva,
>> tá? Porque se não fosse assim, se fosse
um abate consciente de criatórios
consci,
>> quando a gente fala abate consciente é
porque vale dinheiro de ver. Então
assim, aí entra no mercado que o cara,
por exemplo, esses caras, eu conheci o
cara do frigorífico de coisa, o cara me
procurou, veio falar comigo, foi ele que
me levou pra China, ele falou: "Eu estou
e agora montando eh um criatório de
jumento." Por quê? Porque vai, senão vai
acabar o jumento.
>> Ele mesmo tá falando, vai acabar. E eu
tenho um mercado de carne para o
jumento. Então, se eu quiser o meu
jumento, eu hoje estou criando espaços
na Bahia para criar o jumento para me
atender,
inclusive com pequenos produtores,
entendeu? [risadas]
>> Convidado especial, galera. Aí, Luca,
para ajudar.
>> Convidado especial. Está chegando o
nosso convidado.
>> Vem, amigo, vem.
Vem, Virgulinho,
>> vem virgulino.
Mano, só você, Richard. Sério? Vem,
Virgolino. É o primeiro podcast do
Brasil
>> que tem
>> que vai entrevistar esse cara. Tá, vem
aqui.
[risadas]
>> Ele trouxe, viu?
Hum.
[risadas] Olha esse cara. [roncando]
>> E ele é igual um cachorro, sabia?
>> Ah, eu acredito.
>> Você vai mexer com ele, ele fica se
empurrando em você. Ele é super
engraçado,
>> cara. Do céu. Vou até gravar isso. Esse
podcast tá uma loucura
>> esse podcast.
É pequeiro
dele. Eu
fiz um stories, olha o podcast de hoje.
Ai,
>> tá bom. Vou aproveitar essa essa
interrupção rápida aqui pra gente só
fazer um agradecimento aos nossos
parceiros que são importantíssimos,
porque afinal de contas, sim, é verdade,
sem dinheiro a gente não consegue fazer
nada. O problema é saber usar bem o
dinheiro. É isso que é a questão. Hoje
você eh quando está hoje num aeroporto,
quando você hoje
>> não para [roncando] dentro um exemplo,
né? É, é como você, como você, por
exemplo, você tem um um mão de vaca que
o nosso parceiro aqui que tá aqui do meu
lado, que é o Pantera,
>> que não tem, é, ele não tem plano de
internet, ele ele reza a Deus para
encontrar um Wi-Fi, ele entra e mergulha
nesse Wi-Fi de peito aberto. E aí aonde
o problema acontece, porque os seus
dados móveis, né, os seus e os seus
dispositivos móveis
>> podem ser hackeados, os aplicativos, o
banco, tudo bem que você não tem
dinheiro nenhum no banco, tudo bem. No
caso dele, nada pode acontecer porque
ele não tem nada no banco, mas se você
tem uma conta bancária, você pode ser
hackeado.
>> Então proteja-se. Sabe quanto custa para
vocês proteger? É uma vergonha. R$
43,95,
um ano com cinco ou cinco dispositivos
móveis, ainda ganha um e sim de 1 GB
para você usar e ainda o VPN e o
bloqueador de chamada para que você não
tenha um incômodo de ser o tempo todo a
vivo, a claro, a ficar te ligando às 8
horas da noite quando você chega em casa
e quer descansar para poder vender um
plano. Então tudo isso, tudo isso por
R3,95.
Só usar o cupom Richard Caspers que te
protege, tá? O QRC agora aío, hein?
>> Tá, não é top demais. Eu tenho aqui,
cara, quando fui na China, se eu não
tivesse VPN, eu nem conseguia publicar,
nem conseguia entrar no WhatsApp para
ter ideia. Então assim, proteja-se. É
barato demais para se proteger. Dois
shop, um ano de proteção, cinco
dispositivos. Entra agora porque essa
promoção, eu não sei como eles conseguem
segurar um negócio desse, mas aproveita.
que é um ano que você tem de garantia,
certo? Quero agradecer também ao nosso
parceiro Pichu, que eh, aliás, eu só
fico inventando Pichu, por que que a
gente não Bom, gostou?
>> Bom,
>> por que a gente não cria aqui um
produto? Já falei da onça, hein? Lá do
Pantanal, por que a gente não cria um do
jumento?
>> Um pichau jumento, hein?
>> É, é isso aí. É
>> não, o pichu com não sabor de jumento,
mas é um [risadas]
sabor de jumento.
Colocar uma arte do jumento aqui. Você
acha que não funciona bem?
>> Funciona, eu acho. Mas daí de repente
poderia ser uma outra linha de bebida
deles, entendeu?
>> Eu acho que eu vou sugerir uma linha de
energético da Pixalu. Pxal, uma Pichu
aventura. Onça pintada. Sim. Jacaré.
>> É jumento.
>> Jumento. Jacaré.
>> O jumento é parte da nossa da nossa
história, da nossa vida. É como se
fosse, ele é um animal doméstico, ele é
um animal exógeno, é, mas ele já é hoje,
ele é o jumento brasileiro, ele é o
nosso jumentinho, cara. Já faz parte da
nossa quase da nossa fauna, né?
>> Né? Enfim, da nossa cultura, nossa
história. Então, fica aí a sugestão. Eh,
Pixal, estamos junto. Obrigado sempre
pelo apoio. E, eh, eu vou dar de
presente pra doutora aqui algo que ela
tem muito tem muito peril longo lá,
>> tem
>> tem para [ __ ] lá. Eu lembro
Jericoquara. [ __ ] que o pariu, tem
inseto para [ __ ] mesmo.
>> Eu até que dou sorte. Meu sangue não é
muito bom para isso.
>> Eles vão muito em você não. Ah, não vão
>> em mim não. Mas na minha mãe, na L.
>> Você sabe qual que é o animal que mais
mata no mundo?
>> Não.
>> Peril longo. Per longo.
>> Perilo. Ah, com certeza. Girol.
>> Um milhão de pessoas por ano.
>> Eh, dengue, febária, febre amarela,
chicungunha, zica, coisa.
>> É, pois é,
>> lá tem muita girafilariosa.
>> Eh, eu vou te dar esse presente aqui que
é um Defense Pro. Defense pro da Xia.
Isso aqui é pra roupa.
>> Que massa.
>> 75% das picadas cientificamente estudado
são em cima da roupa e não tem o
repelente de pele que não é esse. E tem
o repelente da roupa, tá? Especialmente
roupa preta. Quem usa roupa preta, eles
gostam de picar.
>> E, enfim, esse presente você leva, você
24 horas de proteção, dá aquela banhada
na roupa, usa a roupa. Carrapato também
não sobe um.
>> Ai, carrapato perfeito.
>> Não sobe um carrapato. Não sobe um
carrapato.
>> Você viu a dança nova? Não,
>> você toma a picada do carrapato e
desenvolve uma alergia
autoimune, violentíssima.
>> Autoimune,
>> é
>> que não tem cura, que você nunca mais
pode comer carne quando você
>> carne.
>> [ __ ] que o pariu, esse é o sonho dos
veganos.
>> É,
>> meu Deus, nem espalha isso.
>> Esse é o sonho dos veganos, que todo
mundo seja cometido por essa doença,
cara. Autoimune, né?
>> É, é. Deus me livre agora que meu
>> grave
[risadas]
não. Só para eu já já me proteger aqui,
cara. Meu Deus. [risadas]
>> Não, não me dá meu. Ó,
>> não quero ser picado de de de
>> carrapato de jeito nenhum.
[risadas]
>> Nossa, não, não, não. Só para eu me
proteger ser coisa desgastar meu negócio
de ser tenho cego já. [risadas]
>> Então, aqui, ó.
Muito bem. Eh,
[roncando] gostosinho che, né?
Mais ou menos. Não feito para ser
gostoso, feito para proteger.
>> Vamos voltar lá no nosso
>> uma coisa que eu que eu gostaria de
pontuar aqui que o santuário não são
santos, né?
>> Que o quê?
>> Santuário não tem nada de santo, né?
Não, santuário não tem nada de santo.
>> Eh, jamais de forma alguma eu promoveria
ou pediria ou gostaria de fazer um
santuário por
>> Acho que não é um nome santuário. Tem
que criar um um negóci é um é um
negócio. Qual o problema de chamar isso?
Eh, de um parque dos áreas de proteção
parque dos jumentos.
>> Jumentos.
>> É, é o meu Juremas Park.
>> É um Jurassic Park. Vai ter o Jus Park.
Park.
>> Juremas Park que seja, entendeu? e que
cobra entrada e que esse dinheiro vai
pro bem-estar dos filhos de bichinada
muito melhor assim. Car,
>> cola para mim o os bichinhos para a
imagem do bichinho de pelúcia e o
Hum.
>> Imagina como você faz. Você pode criar
bichinho de pelúcia, você pode criar eh
uma série de ativ ali as pessoas
visitarem e darem carinho, você vender
vender a ração, por exemplo, que você
vai dar, você vende a ração, a tua ração
sai da própria, os caras eles mesmos vão
alimentar o seu coisa, eles compram a
ração visitante.
>> Quando eu ia lá no coisa, ela vende um
saco de ração
>> que caba em do minutos e você porque
você tá rodeado de todos, é super
divertido, super gostoso. Eles são super
carinhosos. Quando que uma criança São
Paulo vai ter contato com jumento?
Quando que uma criança da Europa vai ter
contato com
>> Tem uma área, como chama o município?
>> É cruz. É préa
>> CR. Prea existe uma área que a
prefeitura cederia para este tipo de
>> Sim, isso foi conversado antes de vir
para cá. Eu tive
>> mesmo seja um empreendimento particular.
>> Sim, antes de vir para cá.
Empreendimento resolver, dá para
resolver fácil. Antes de vir para cá, eu
tive uma reunião com o vice-prefeito
Carlinho Dias, com o secretário de
turismo, com a mais dois vereadores,
tá? Com o líder dos bugueiros, porque lá
tem muito bugueiro.
>> Aham.
>> E todos eles colocaram-se à disposição e
ao apoio a esse projeto. Eles estavam
sabendo que eu falei para poucas pessoas
que eu vim para cá, porque eu acho que
isso é o tipo de coisa que a gente não
deve falar.
>> Uhum.
E eles deram total apoio, assim como
Dra. Maira também, né, que é a
idealizadora do do ID, que é o Instituto
de Democracia e ética, que hoje eu sou
>> a diretora de proteção animal do estado
do Ceará pelo ID, tá? Que é o Instituto
já ligando com um amigo meu. Eu vou
dizer uma coisa para você. Eu acho que
eu tenho gente que quer. É um negócio
tão gente, uma temporada, em uma
temporada
>> esse paga.
>> Rápido, é muito rápido.
>> Em uma temporada,
>> quase tudo que eu sonhei aconteceu.
Quase tudo. Eu deixei tudo em Goiânia,
tudo, tudo, meus saltos altos. Eu tenho
formação também em marketing, sou
veterinária. Já trabalhei com logística,
com higiene inspeção, com um monte de
coisa. Deixei tudo lá e comecei uma vida
nova do zero, literalmente há 4 anos
atrás. Zero de verdade. Do zero de
geladeira duplex para uma geladeira que
nos pedaços toda enferrujada. Vamos
começar de novo. Bora. Hoje eu tenho a
clínica, tem um sócio maravilhoso, um
argentino que resolveu investir e montou
uma clínica. A clínica tá indo muito bem
e agora o meu segundo objetivo é a área
de preservação dos jumentos. Porque não
adianta, Richid, eu ficar saindo
correndo, largando minha filha. Quantas
vezes eu já largo minha filha? Tem que
ser algo privado, né, meu
>> para poder ficar correndo atrás de
ferida e no final eu acabo tendo que
sacrificar.
>> E aí você montaria lá dentro um um local
de reabilitação, centro veterinário?
Centro de atendimento imediato e
acompanhamento de pequenos ferimentos e
para o acompanhamento das fêmeas
gestantes, controle de doenças, zonoses
e tal, feito por alunos de 5º ano. Eu
não quero assumir nada disso, eu quero
participar da execução,
>> né? Tenho outros projetos, não tô aqui
para engarear nada, não sou candidata a
nada, não quero ser diretor de nada. Eu
quero que isso deixe de ser um uma
enxugação de gelo, que é o que eu tô
fazendo há muitos anos. Enxugando gelo
há muitos anos. Acabo ficando com
jumento na hora de sacrificar. Isso é
muito triste para um veterinário.
Uma pessoa que chega lá faz: "Ah, eu
acabei de passar em cima do meu
cachorro, eu trouxe aqui para você
sacrificar". Eu falo: "Pode ir para
outro lugar.
Eu tenho informação para poder botar ele
na mesa, operar ele e te entregar ele
vivo amanhã." Eu estudei para isso.
>> Uhum. Se você quer resolver seu problema
sacrificando, não é aqui que você vai.
Já com jumentos não funciona assim,
gente. Não funciona assim. A grande
maioria tem que ser sacrificado. Como é
que um jumento daquele sem bunda lá
daquele jeito, vai viver do quê? Vai
fazer um enxerto aqui. Não tem como. Aí
eu tenho que sacrificar.
Alguns tiveram histórias maravilhosas. A
Natalina, por exemplo, eh, uma das
resgatadas que eu que eu bebezinho, bem
bebezinho, ela foi para Belo Horizonte,
ela saiu do Ceará, foi para Belo
Horizonte de SW4 com motorista morar num
á de milionário que ficou encantado pela
bebê. Ela mora lá, chama Natalina, que
ela chegou na época do Natal, tem o seu
virgulino, mas quantos desses que a
gente vai poder doar? Não vamos poder
isso não existe. Então precisa ter esse
centro de retenção das fêmeas para
evitar a cruza no puerpério que machuca
o bebê, machuca a fêmea, o próprio macho
machuca os dois.
>> Aí você controlaria os nascimentos. É
isso para manter
>> pronto. Controla os nascimentos e depois
de estabelecido uma população máxima, aí
vamos colocar uma população máxima de
1000 animais, certo? Chegou nossa
população máxima de 1000 animais,
legalmente
destinaria destinaria o excesso.
>> O excesso os machos
>> como manejo.
>> Como manejo,
>> como manejo. Como que se faz com animais
silvestres? Como manejo.
>> Pronto. Machos, adultos, que já passaram
de 5 anos, que não são bebês ainda,
entendeu? Que tão ali, que vão começar a
brigar entre eles e com as fêmeas.
>> Isso é inteligência. Isso fechou. Isso é
inteligência.
>> É isso.
>> É isso. Isso é bom senso. Isso é
inteligência. Isso
>> fazer tudo público. Tudo público. Tudo
público. Contas públicas, coisas
publicadas. Ações que nós vamos fazer
nesse mês. Igual funciona esse animal
funciona assim. Quais as ações que nós
fizemos esse mês? Da onde que veio o
nosso dinheiro? É fácil. Quando a pessoa
quer, ela não divulga tragédia, ela
divulga solução.
>> Uhum.
Quando a pessoa quer para ela,
ela só divulga a tragédia, porque eu vou
ter o meu bichinho machucado de
estimação.
Ai, tadinha, de você vou te ajudar
porque você tem, você que cuida e você
que cuida. A pessoa tá fazendo exercício
legal da profissão, Rid. Aonde que as
pessoas tiraram que um civil pode pegar
para ele um bicho doente, machucado e
cuidar? É,
>> você pode pegar uma pessoa e você
resolver que você vai curar o
ferimental.
>> Não, pode pegar nenhum animal. Eu sou
biólogo, eu não sou veterinário, nem nem
>> Então não pode. Então não pode. Então é
proibido por lei. Isso é exercício legal
da profissão.
>> Exercício ilegal da profissão. É isso.
>> Concordo com você. Simples assim. Então,
para evitar que isso continue
acontecendo, eu acredito que o nosso
projeto, que agora eu vou chamar de
nosso, do nosso Juremas Park,
>> pode chamar,
>> vai acontecer
e vai educar a população brasileira de
maneira que o jumento seja respeitado e
entre num ciclo produtivo.
Vamos tirar leite da jumenta que tá
sobrando, vamos fazer um creme, vamos
fazer um sabonete que talvez um
diabético que jamais consegue a cura de
um ferimento, fazendo a a passando o
leite da jumenta, né, já trabalhado,
manufaturado,
de maneira artesanal,
com a cultura do Ceará, de já usar esse
leite há muitos anos. As crianças do
Ceará antigamente tomava remédio para
gripe, não. Elas tomava leite de
jumenta, fazia. E e eles tem uma dentro
da cultura igual de Sassi Pererê, era só
da jumenta preta, a das outras cores não
servia. Mas isso é besteira, não tem
essa que o preto, o branco não muda
nada. Mas as crianças não tomava, fazia
fila quando tinha época de gripe, que
todas as crianças da escola gripava. As
crianças fazia fila na casa do tio
fulano de tal, tomava leite da jumeta e
sarava.
Tô falando que nós vamos fazer isso
agora numa sociedade moderna. Tô falando
que tem várias coisas para fazer.
>> Tem soluções
>> para que o jumento seja produtivo, para
que ele seja atrativo, para que o
turista não veja uma tragédia.
>> Não. E o turista ele é um cara muito
generoso.
Ele tá ali para ser feliz. Muito
generoso.
>> E a pessoa que paga R$ 700 uma conta de
restaurante em um dia.
>> Exato.
>> Não vai deixar sem não. E é divertido.
Ele vai adorar. Ele vai enfiar a mão no
bolso com prazer. Com prazer. Passa mão
nos
>> sei porque eu sou assim.
>> Eu quando viajo, nossa, eu vou para, eu
já fui 200 vezes para Bonai mergulhar.
Eu toda vez que vou lá, eu vou lá no
parque, porque eu adoro fazer foto,
vídeo lá, abraçar os bichinhos, gasto
dinheiro para É divertidíssimo, cara.
Segundo o pessoal do transporte, o
motivo pro qual os turistas mais pedem
para parar é para tirar foto de jumento.
Aí vai tirar os jumento tudo do parque.
Então, então agora nós vamos tirar o
jumento tudo do parque e esquece o
assunto. E aí que graça que vai ter
gerir? Aí eles vão colocar jumento em
tudo que tem, que é a propaganda tudo
que tem de gerir, até que o pré nem
tanto, mas tudo que tem de gerir tem
jumento envolvido na foto. Você consegue
imaginar gerir sem um jumento envolvido
na foto?
>> Não,
>> não.
>> E aí? E aí o seu ícone tá sendo
maltratado, comido, devorado, passando
sede,
ficando doente
e não pode ser usado para nada?
>> É isso aí. Não faz sentido.
>> Não faz sentido.
>> Não faz sentido.
>> Não. Eu acho que a missão tá muito
>> faz sentido. Não, não, não. Nós vamos
nós vamos. Bom, primeiro que isso aqui
já vai reverberar já. Acho que já já
dessa conversa isso aqui já vai já vai
criar ramificações. Mas eu, de qualquer
forma, eu tenho amigos lá cearenses,
amigos bem estabelecidos. Eh, isso é um
business, tá? Isso é um business, tá?
Isso é um business.
>> E, e, e não vejo mal nenhum nisso, cara.
Eu prefiro trabalhar as coisas com
business, porque aí fica tudo claro do
que essa coisa do santuário, do lúdico.
Ah, eu vou ser boazinha, eu vou fazer
vídeo chorando, me ajuda. Eu detesto
isso, detesto. Quando eu fui montar
junto com o Roberto, que é meu parceiro
da SOS Animal, falei: "Roberto, pelo
amor de Deus, eu não aguento ver
tragédia na mídia pela A gente até pode
colocar a foto do antes e depois, que é
o que a gente faz muito.
>> Ai, o que que foi feito esse ano?
Fulano ciclando belando, foi tratado,
foi doado, foi resgatado, foi não sei o
quê. É isso.
Agora, esse negócio de ficar promovendo
tragédia, eu acho o fim.
>> Nossa, eu
>> é usar o problema de você, de você, eu
não sei como você me achou e como você
entrou em contato comigo, mas
>> eh eu também tava com um pouco pé atrás,
porque eu tô tão acostumado a ver só
essa esses sonhos uma noite de verão,
entendeu? Eh, e eu também sou um
sonhador. Eu também sou um cara que é
que eu sou um cara mais pragmático
porque a minha profissão exige, mas eu
como pessoa eu sou viste. Eh, se eu eu
não posso ir pela minha cabeça de
pessoa, eu tenho que ir pela cabeça de
profissional. Mas eh foi muito bom a
gente ter você ter tomado essa
iniciativa.
>> Te agradeço
>> e eu te prometo que nós vamos dar uma
solução. Eu te prometo isso.
>> Eu tenho certeza disso.
>> Eu te prometo que porque isso para mim
vai ser inclusive um empenho pessoal.
É um case, não é um case que termina
provando aquilo, aprovando aquilo
inclusive que eu sempre tô dizendo e que
eu tô dizendo que é isso que funciona. E
para mim vai ser um eh uma como se fala,
uma coisa de pessoal de fazer isso
acontecer
>> para provar que o animalismo barato e
sentimental não serve para [ __ ] nenhuma
e não ajuda nada. Não,
>> que a gente tem que ter boas ideias com
pessoas do bem, mas que a gente tem que
entender que eh
é é um é um eh eh
a gente resolve
com ações,
>> ações e com mais inteligência e que
custa dinheiro,
>> projeto, ação, projeto.
>> É exato. Eh, alianças, eu acho que
quando você tem um aliado, eu tenho
aliados lá no Pra muito grande, muito
fortes, tem aliados enerados
no pré, como o vice-prefeito, por
exemplo, eu ligo, ele atende,
ele me atende. Mas você acha que eu ligo
para ele todo dia? Não, eu li para ele,
>> ó, eu já tenho, eu já tenho um cara, por
exemplo, em cerca a gente não gasta um
centavo.
>> Eu já tenho um patrocinador de cerca,
vai pôr a cerca toda. Uma das coisas
mais caro mais caras. Eu tenho a cerca
>> para colocar em tudo.
>> Eu acho que eu tenho um parceiro de
madeira lá, um parceiro grande de
madeira lá.
>> Eu tenho um parceiro, por exemplo, de
bloco,
>> bloco de esse bloco reciclável que tá
aí. Cadê o bosco?
Isso aqui, ó. O cara acabou, acabei de
fechar um negócio com
>> falar se ele desbravar
o essa região, porque lá tá em plena
construção.
>> É. E lá é esse cara é sem água e sem
cimento. Isso aqui, isso aqui é um Lego
super resistente.
>> Ele vai ficar, ó, isso vai ser um
presente para ele, tá?
>> Isso vai ser um presente para ele. Os
caras todos vão vão ganar ele que eu
quero ser representante dele lá, viu?
>> Ó isso aqui, ó. Isso aqui, isso aqui é
altamente ecológico. Ó, isso aqui
>> reciclado.
>> Reciclado. Feito de plástico reciclado.
>> Fantástico.
>> É isso aqui, ó.
>> Aí, ó. Fala para ele que eu quero ser
representante. Sair lá, ó.
>> É isso aqui. Eu tenho esse cara. Eu
tenho a cerca.
>> Perfeito.
>> Já tem 50% do valor. Tô, ó. É que se
fosse mais perto, Já
era mais fácil, né? O veterinário que
seria caríssimo não vai ser caro, vai
ser de graça.
>> Vai ser caro.
>> De graça, porque eu quero aluno que
tenha um mentor, um professor e esse
aluno vai fazer a defesa de tese dele
para ele formar em cima do jumento.
Então nós vamos passar a ter um campo de
estudo
>> de alunos
>> dedicado ao jumento.
>> Você tem os os alunos ou você tem já as
parcerias? Não, a gente pode ter pode
abrir um leque pra faculdade particular,
faculdade precisaetar. Dá uma olhada lá.
Outra coisa, tem faculdade, área tá
garantida.
>> A área tá garantida. O carrometeu.
Essa é a base.
>> Tá, tá prometida.
>> Eu tenho o cara, eu tenho esse cara dos
blocos e tenho o cara do da cerca
>> já para colocar e nós vamos conseguir a
diferença em algum lugar, ou iniciativa
privada ou alguma emenda.
lá também consegue. E tem deput
candidato a deputado também que tá
>> agora. Vai,
>> vai sim.
>> Não vai, já vai acontecer. Nós vamos
fazer
>> com certeza. [limpando a garganta]
>> Feliz. A min a cara de feliz. [risadas]
>> Não, para mim não é só resolver problema
deles, porque pô, eu sou apaixonado.
Tanto você vê, eu trouxe do Nordeste
dentro do meu motorome o Gerolino, cara.
Nessa situação, bicho. Botei dentro do
meu motor homeome e trouxe. Eh, mas
provar que eh se a gente quer resolver,
a gente resolve. Resolve.
>> Não é gente que tá a fim de viver do
problema, é gente que para resolver o
problema.
>> Cansei. Cansei.
>> É isso aí.
>> Cansei de brigar, cansei de chorar,
cansei de sacrificar, cansei. O saco. É
por isso que eu tô aqui.
>> Talita, muito obrigado por ter vindo.
Sensacional. Adorei.
[limpando a garganta]
>> Que bom que você tomou a iniciativa de
me procurar e de me achar e de
>> é de botar fé também, né? Às vezes não
sabe com quem tá falando, às vezes acha
que, mas que bom que você botou falar, a
gente vai fazer isso
>> que quer quando tem que acontecer,
quando Deus quer põe a mão, as coisas
acontecem.
Sou amiga de uma produtora, essa
produtora tinha seu telefone,
>> passar para você o telefone, você falou
que podia passar e a gente se falou a
primeira vez e já tivemos uma conversa
assim clara e objetiva sobre tudo, né? E
é isso aí. Então, jumentos de
ricoaquari, região, prepare-se porque
estaremos chegando em breve. Nós vamos
esquematizar isso, não é da noite pro
dia, mas eu acho que isso aqui
>> máximo até o final do ano.
>> Ah, não, não. Final do ano isso aqui tá
resolvido. Não, não vai est resolvido.
Certamente.
>> Perfeito. Tá na hora certa.
>> Na hora certa é porque nós estamos a
véspera da eleição, né? Um boa, boa
plataforma para quem quer aparecer na
foto bem bonito, tanto deputados
federais. Isso vai, eu tenho certeza que
só vai entrar. Aliás, eu vou deixar já
aqui eh vou deixar já o nosso e-mail. Dá
pra gente colocar nosso e-mail aqui,
contato@richamus.
Se você for da região empresário ou se
for um político da região e quiser dar
visibilidade a essa história de verdade,
né? Porque já viu que nós somos aqui
faca na caveira, nada de querer se
aproveitar da onda, mas quiser realmente
ajudar a resolver, aí pode se aproveitar
da onda, porque nós vamos dar uma
notoriedade disso [ __ ] Vou envolver
aí, vou envolver Julião, Cariane, nossos
nosso Dileira. Vou pôr todo mundo aí
para nós vamos fazer uma uma viagem lá
para Jiricoaquara para fazer isso
acontecer, tá?
>> Os passeiros estão te esperando. Tem um
passe
>> precisamos da área, hein? Precisamos da
área, é certeza. Ó lá o comprometimento
da área, tá?
>> Carlinho Dias, fala para ele.
>> Carlinho Dias. É isso. Precisamos da
área.
>> Beleza. Tamos junto. Eh, tem parceiro
nosso que tá te esperando para você
fazer um passeio de UTV,
>> tá, né? Vamos também lá
>> de vai saindo do prea e vai até Camucim,
que é onde é a área total. Deve ser esse
cara que eu já
>> é o cara que você tem contato,
>> um cara que tava que me foi na pororoca
comigo, mano. Car,
>> você tem contato. Você tem?
>> Não, eu não tenho, mas eu vi você
falando dele.
>> Sim. Eh,
CFQV
que record
Nick
Nick. Você vai você vai ver que as
coisas vão acabar dando voltas que você
nem imagina aqui.
>> Eh,
eu não é isso aqui. As coisas vão dar
volta diferente aqui. Deixa eu ver aqui.
19.
Ehm,
ali
cara é empresário, cara. Cara deve ter
uns 10 UTVs lá.
Qu?
Vou pegou pegar. Lembro. Ele foi, ele me
levou. Ô, meu,
me ajuda numa coisa. Aquele aquele amigo
lá era de Fortaleza, é de Jicuaquara.
Aquele cara que é do passeio. É isso. É
de lá. Você tem o telefone dele para
mim?
Passa para mim, por favor. Obrigado,
irmão. Abraço. Valeu. Bom domingo.
Valeu.
Você vai ver com as coisas. nome.
>> Não lembro, mas vou saber agora. Ele vai
mandar agora para mim o contato,
>> porque a gente já tem um parceiro meu.
>> É,
>> eh,
>> pode falar.
>> Pessoal de sertões mandou te oferecer,
te ofertar.
>> Não é esse cara não, mano.
>> Jorge Joca.
>> Acho que é esse cara. Você vai ver que
esse mundo é pequeno.
>> Será que então mesmo? Qual o nome?
>> Esse cara, esse mundo é muito pequeno.
Tá. muito pequena,
>> tá? Tá online.
>> Eu vou
>> eles eh vão levar a gente para eles
ajudam muito, eles resgatam o bicho. Eu
já fui de UTV num lugar super ermo para
fazer o sacrificar uma égua que tinha
quebrado a pata num buraco mesmo, sabe?
Um negócio bem complicado. Eles são
super ajudam, super ajudam mesmo. São
super solíitos. Muito legal.
Eh, você vai ver que a gente vai
resolver isso rápido. E assim, tem
tantos meios para resolver isso,
empresários de amigos nossos que tem lá
que tão
>> iniciativa privada,
>> se a gente começar a mexer com a nossa
com a nossa turma, nossa rede de
influenciadores aqui, nós temos uma
turma muito do bem que
>> ah povo junta, né? Que mexe rápido,
pessoal do Cariane começa a resolver
rápido, não tem ego, entendeu? E adora
ver as coisas resolvidas
>> e e é porque são histórias para contar e
todo mundo quer ter uma boa história
para contar. Claro, claro.
>> Todo mundo quer ter uma boa história
para contar, entendeu?
>> Eu nunca imaginei que essa minha paixão
por jumento, eu sou tão apaixonada por
cavalo, jumento, essas coisas, que eu
fiz o veterinário para cuidar dessa
área, né? Só que eu não consigo, tipo,
eu não consigo atender uma cólica, eu
choro junto com o dono,
>> machuca, né?
>> Ah, dói demais.
>> Eu acho que não é, Marcelo,
>> não conheço.
>> Force.
Como é que você tá, Marcelão? Beleza.
Bom, temos uma missão aí. Vamos ver se
me ajuda.
Você sabe dos problemas do do do
jumentos aí deaquara, né?
Tá, nós estamos, eu tô fazendo um
podcast agora aqui gravando e veio uma
veterinária de lá, faz tempo que a gente
tá conversando e tal, e a gente quer
quer montar um centro aí, eh, quer
montar um centro e de visitação, mas
assim, um par pode ser pode ser
empreendedorismo mesmo, nada de governo
que depende, não, que cobra a entrada,
as pessoas vão lá, vão dar carinho no
jumento, que nem tem boni, cara, tem um
lá que [ __ ] a mulher arrecada num [ __ ]
grana, cuida de um monte de jumento,
tal. Eh, então o que eu, o que que eu
preciso de você, cara? É isso é uma
plataforma política para quem quer
aparecer do [ __ ] Eu vou levar a
Cariane, Julião, vou levar a turma toda
para fazer isso virar um troço, tá? Não
é muito dinheiro. Estamos falando em 300
pau. Eu tenho o cara que vai por mete a
cerca. Eu tenho cara que faz faz a
construção de blocos de são blocos de de
plástico. Eu tenho caras de
patrocinadores para isso. Parte dessa
grande desse desse recurso já tenho em
patrocinadores. E eu eu preciso de ou de
político ou de empresário. Aí você não
quer dar uma xeretada se a gente
consegue? Você tem os dois, eu imaginei.
Então abre essa porteira então pra gente
e vamos conversar porque vai ser bom
para todo mundo. É business. Eu até eu
quero entrar nesse business, cara. Se
tiver alguém, um empresário, eu entro
junto, tá?
Me interessa porque isso é isso é um
parque para para fazer faturamento mesmo
e ao mesmo e cuidar dos bichos. O cara
vai ganhar dinheiro fazendo bem,
entendeu? Porque não tem o Juaquara, o
jumento faz parte da história de
Juaquara e todo mundo quer ver e brincar
e tirar foto com o jumento. Cara,
[limpando a garganta]
>> e os jumentos estão sendo mortos por
cachorro, cara. Estão sendo mortos por
cachorro. o empresário que me tem nisso
aí, eu [roncando] entro junto.
E o você sabe que tem tem que tem também
tira um bicho ilegal daí fazem, você
sabe que tem, eu não sou contra o
frigorífico legal, mas o frigorífico
ilegal, entendeu? Então assim, me ajuda
a mexer nisso tanto na parte política
como empresário, pra gente fazer isso
acontecer.
Porque se aí é na é a hora certa, porque
é onde vai pipocar. Eu prometo dar mídia
para [ __ ] nisso, levar levar minha
turma toda para isso, entendeu? Pode
contar,
já tem. Pronto. Tá. Então eu vou te
ligar depois com calma pra gente mexer
nisso.
Que bom.
É, eu eu entro junto, eu entro junto,
tá? Porque tá feito. Então, beleza.
Abraço. Valeu,
minha filha. Teu p tá saiu já. É assim.
>> Maravilha.
>> Tá,
>> fechou.
>> É isso aí.
E vocês estão convidados em breve a
conhecer o novo parque. Como vai ser o
nome?
>> Juremas Park.
>> Juremas Park.
H, dos nossos jumentinhos que dessa vez
estarão protegidos de verdade.
>> Com certeza.
>> É isso aí. Obrigado, Talito, pela
visita. Sensacional, cara. Isso vai ser
isso. Que bom que isso apareceu aqui na
minha vida.
>> Que bom.
>> Tá, porque isso
>> acendeu uma alma. A gente faz tanta
coisa, às vezes precisa top.
>> É para finalizar, né?
>> É. É para finalizar. Que bom. Isso aí.
>> Você idealizou uma história. Essa
história precisava ter um fim.
>> É.
>> E esse vai ser fim? Não vai ser um
começo,
>> porque senão ia ser mais um só falando,
falando e não fazendo nada. Nós não
vamos fazer um, nós vamos fazer em todos
os
>> Você vai ver que isso vai exatamente,
nós vamos fazer,
>> mano. Vamos fazer o exemplo, vamos
montar no Brasil todo, mudar a realidade
do J no Brasil. Toma, panterinha. Vamos
fazer o nosso, vamos fazer nossa
história. Vamos deixar a nossa
assinatura nessa [ __ ] aqui. Falou fazer
alguma coisa dos que coisa boa.
>> Eu não vi no mundo para passear não. Eu
vim ou para fazer confusão ou para
resolver alguma coisa,
>> deixar no story, deixar um legado. Eu
vou deixar, posso deixar o teu Instagram
aqui que o pessoal tá
>> claro, claro.
>> Vou deixar o Instagram da Talita. Qual
que é o Instagram seu?
>> Vet prea. Vet. Eh, vou deixar aqui no no
no comentário aqui na descrição do
vídeo, tá? Eh, e a gente se vê em
Jericoaquara.
Gostaram?
>> Até lá,
>> comenta aí. Tamo junto.
Yeah.
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