ANÚNCIO IMPORTANTE: LIVE EXTRAORDINÁRIA DE DOMINGO
[música]
[música]
Muito bem, pessoal. Muito boa noite para
todo mundo que tá aí. Domingo, 26 de
julho, 8 horas da noite, domingueira,
live de domingueira. Olha, tem 100
pessoas aqui esperando para entrar na
live. É um negócio realmente
impressionante. Vocês gostaram desse
horário, gente? A gente podia começar a
fazer, né, domingo. Que a Ana não me
ouça, porque ela vai querer me matar se
eu for trabalhar domingo, né? Eh, muito
boa noite pro pessoal que tá aí de
Sobradinho, Distrito Federal. Onde mais
tem gente? De Santos, de Porto Alegre.
Onde mais? Muito bem, muito bem, muito
bem. Rio Claro, Guaíra no Paraná. Muito
obrigado, gente, para todo mundo que já
tá por aí. Niterói, boa noite, Denise
Canhota, vários membros estão por aí
também, né? Tóquio no Japão. Emily
Tominaga, que horas são de Tóquio no
Japão agora, gente, de meio-dia, eh,
não, 8 horas da da manhã. É isso? Eu sou
meio ruim de fuso horário, gente. É 12
horas. Sempre, sempre disseram que era
12 horas, exatamente em Tóquio, no
Japão, né? Muito obrigado, gente, para
todo mundo que já tá aí, para todo mundo
que chegou junto. A gente tem um anúncio
muito, muito legal para fazer hoje aqui.
Agora eu tô me divertindo com vocês no
chat, tentando adivinhar o que que é o
anúncio. Então, antes de mais nada,
antes de mais nada, quero saber se vocês
gostam desse horário, porque
eventualmente a gente pode abrir eh
programa nesse horário no domingo
também. E quero saber o que que vocês
acham que é, né, gente? Olha, muita
coisa que foi falada no chat aí tem
tempo para acontecer, tá? Vou deixar, eu
vou deixar no ar de hoje, gente, para as
próximas semanas, muitas coisas
acontecerão, tá? Vou deixar isso no ar
para vocês aí, para ficarem pensando
exatamente eh em que tipo de coisa pode
acontecer. Vocês podem colocar também aí
no chat os vossos desejos do que vocês
gostariam que acontecesse. A gente tá
trabalhando muito. Obrigado pessoal aí
que mandou 900 joias. Tem agora esse
negócio de joias, né, Jams? Joias. Muito
obrigado, Bet Romano, lá de São Paulo
também tá nos acompanhando. Eh, a gente
tem conversado muito nas últimas
semanas, eu e mais uma pá de gente,
muita, muita gente me procurou nas
últimas semanas também, nos últimos dias
para começar projetos novos, coisas
novas, convidar para programas e tal.
Vocês devem ter percebido que eu não
participei de nenhum programa, não dei
nenhuma entrevista e por enquanto não o
farei. Vou esperar um pouco ainda.
Estamos junto aí, Sérgio Mota, pessoal
que tá mandando essas gems. Muito
obrigado, gente. Não o farei por
enquanto.
Calma lá. a gente vai organizar essa
parada porque, claro, como as coisas
estão acontecendo muito rápido, eu tô
organizando a minha cabeça aqui, os meus
dias e as minhas conversas para aos
poucos começar aí soltando algumas
coisas que estão planejadas, que estão
sendo planejadas nos últimos dias. Na
verdade, né, nada estava planejado, mas
agora muita coisa está planejada
pra gente caminhar em direção a não só
esse canal, não só a minha newsletter,
não só este programa, mas tentar criar
de fato e a gente vai conseguir um
verdadeiro e jornalismo independente que
se soma, claro, ao ecossistema de vários
jornalistas independentes que a gente já
tem no Brasil. A gente tem um um
ecossistema bem florescido, né? Temos aí
diversos sites, agências de
investigação, youtubers, jornalistas que
estão montando seus canais, gente muito
consolidada. Aí não vou nem citar que
vocês sabem todo mundo que me é caro e
me é cara aqui, os canais de YouTube, os
jornalistas, os colegas, todo mundo. A
gente tem já um ecossistema forte e
fortalecido que nos últimos dias, muita
gente veio falar comigo sobre isso,
está se fortalecendo cada vez mais e tem
muita coisa acontecendo, principalmente
por conta das eleições. A gente viu aí
no final de semana as convenções
partidárias, principalmente do PT, do PL
também, né? o a campanha do Hadad sendo
lançada lá em Campinas, o PL com a
Michele de Papelão. Vocês viram essa
Michele de Papelão e Jair Bolsonaro em
Iá. Eu acho, aliás, que isso é crime
eleitoral, porque até onde eu entendo,
não pode usar eh IA nas campanhas, né? É
proibido pelo TSE. Eh, matava lá o
senhor Bolsonaro com o IA. O Milei, como
bem notou o Ricardo Melo, que é outro
dos tantos colegas jornalistas desse
grande ecossistema independente do
Brasil, como bem notou, eh proibido
também a influência e atuação de agentes
estrangeiros nas eleições brasileiras.
Eu não sei como é que o Supremo vai
lidar com isso. Eu não sei como é que o
Tribunal eh Eleitoral vai lidar com
isso. Posso imaginar que não vai fazer
muita coisa porque é o senhor Cásio
Concá que está lá, né? Mas em paralelo a
isso, gente, tenho tido muitas conversas
com muitas pessoas. que estão realmente
empenhadas em criar um verdadeiro e
independente de jornalismo. E para isso
tem que se englobar muitas coisas, né? É
uma coisa muito complexa, um ecossistema
muito complexa, complexo. Então, a gente
tá caminhando com vários anúncios para
fazer nas próximas semanas. Talvez tenha
coisas que aconteçam, que eu nem sei
ainda, mas a ver o que acontece, né? a
gente nunca sabe, mas eu fiquei curioso
com as coisas que vocês falaram aqui.
Muitas das coisas que vocês falaram, eu
não tinha nem pensado também, né, eh, em
fazer, em em mexer, em anunciar, mas
podemos pensar, né? O Vladimir de Assis,
boa noite. E a Vivian Mesquita, hein? A
Vivi anunciou que saiu do ICL também,
né? Aliás, a Vivi vai estar com a gente
amanhã lá na live do Calejon, tá? Amanhã
das 7 às 8 eu tô aqui no meu canal e
depois temos a live do Calejon. Estarei
lá, estaremos lá com a Vivi e também o
Maurício Moura, que é o diretor do
Instituto Ideia, que vem falando aí
sobre as eleições, dando uma
espécie de não previsão, mas uma ideia
de que pode ser uma eleição de primeiro
turno. A gente vai tentar descobrir isso
amanhã, mas hoje vamos lá então. Deixa
eu ver se tem mais algum super chat
aqui. Gente, obrigado. Eu não vou ler
muito super chat hoje, tá? Mas se vocês
quiserem mandando essas jam, essas
joias, essas coisas todas aí, duas
joias, quantas joias? Que mais? A
Marlene, Vanto, Correia, Jéssica, o
Vladimir de Assis, boa noite da Bahia. J
Iada Fonseca, Ida Fonseca, a Marlene
mandou também. Vanessa MR82,
Alex Pires, boa noite. Boa noite, Alex.
Giovani Faiga, Wagner Galvão, Silvia
Pinheiro. Entrevista quem que a Silvia
pediu ali?
Volta um pouquinho entrevista com o João
Carvalho. Por favor, gente, vocês estão
pedindo tanta entrevista, a gente vai
organizar, vai rolar, fiquem, fiquem
[roncando] por aí, tá? Aliás, eu eu fiz
a promessa de criar uma espécie de
formulário que vocês podem preencher,
principalmente por causa das eleições.
Agora a gente vai fazer isso. Quem mais?
Jéssica Correia, duas joias. Eu não sei
o que é esse negócio de joias, gente.
Mas muito obrigado. Eu tô montando uma
joelharia já com esse negócio de joia
aí. Valeu, muito obrigado. É um jeito de
apoiar, né?
Ah, essa hora não tem live boa, então
faz, diz a Lívia Blumet. Pois é, um
horário bacana de fazer, né, nesse
horário, domingo às 8, já que o
Fantástico já não é mais o mesmo, né? De
Barão Geraldo Campinas, Zé Lula no
primeiro turno, diz o Kaisé. Muito
obrigado, meu camarada. Paulo Bento
também mandou aqui finger hit. Ana
Monteiro também mandou um oi. A Lívia
também. Olívia Brumet tá com a gente há
muitos anos por aí, né? Rudes Rucair,
muito bem, muito obrigado.
Belkior sabia das coisas, pô. Sabia
mesmo, né? Sabia muito das coisas.
Aliás, tem um cover rolando do Belkior
aí pelo Brasil. Eu não lembro o nome do
artista, do músico, mas tá muito, muito
legal, gente. O cara é muito parecido
com Boror. Canta para um caramba também.
Bom, gente, vamos lá. Então, é o
seguinte, primeiro, para quem acompanhou
o programa durante a semana,
eu tava tentando organizar uma viagem
para Cuba, tá? E está Sheila Brevidelli,
membro por 15 meses. É isso?
É isso aí. Então, primeiro, semana que
vem, ou na verdade, essa semana estou
embarcando para Cuba, tá bom? Eh, na
quarta-feira de madrugada, chegando lá
na quinta, vou já produzir alguns
materiais e esses materiais serão
editados e organizados pra gente passar
aqui no nosso canal. Qual que é a ideia
para quem não acompanhou os programas?
Então, eh, primeira primeira primeiro
anúncio, OK, está tudo certo, vai rolar,
tá? A ideia é mostrar a realidade do dia
a dia da população. Eu não tô indo para
entrevistar autoridades e fazer nenhum
tipo de coisa de grande perfil, digamos
assim. Vou fazer a boa e velha
reportagem de rua, o bom e velho
jornalismo, a boa e velha amada
reportagem, né? Porque este canal ama a
reportagem e ama o jornalismo. É disso
que a gente vive, é para isso que a
gente vive. Então eu vou para lá com
esse intuito. Então fiquem ligados e
fiquem ligados no canal. Segunda, terça
e quarta teremos programa. Quinta e
sexta também. Quinta e sexta-feira, o
nosso querido Thiago Suman, jornalista,
colega, parceiro, amigo, vai apresentar
o programa Grande Guerra das 7 às 8
horas da manhã e eu vou entrar de Cubas,
quinta, sexta, segunda e terça. Mas como
a o país tá com um problema de energia
elétrica muito grave porque não tem
petróleo e boa parte do petróleo é usado
para energia elétrica, então é o
seguinte, galera, eu vou tentar sempre
entrar no programa, tá? Segunda, terça e
quarta normal, quinta, sexta, segunda e
terça da semana que vem com o Thiago
Summan. Eh, eu vou ver se o Calejão
consegue dar um alô pra gente também no
programa nesses dias, antes da live
dele.
Vou tentar entrar de lá de Cuba, mas não
garanto porque tem realmente é um
problema, isso é parte da cobertura, não
consegui entrar porque é realmente um
problema, tá? Então, primeira coisa,
primeiro anúncio importante, rolou a
viagem, já tá tudo certo, passagens
compradas, eh as coisas organizadas por
lá e a a minha intenção é fazer um
material pra gente passar aqui no canal,
tá bom? A gente vai editar isso
bonitinho, vai fazer um um uns
capítulos, depois vai tentar juntar tudo
num filme só e deixar livre aqui para
que todo mundo possa ver, porque não tem
nenhum meio brasileiro mostrando e
muitos poucos meios internacionais,
aliás, mostrando o que que tá
acontecendo em Cuba. Então, antes de
mais nada, muito obrigado para quem
apoia este canal, porque a gente tá
fazendo essa viagem, obviamente, com o
apoio de vocês aqui, com apoio lá no
Apoia-se. Vamos lá. Segunda coisa, que é
a grande novidade da noite e outras
coisas virão nas próximas semanas, então
fiquem ligadas e fiquem ligados por aí,
gente. Caso master, a gente tá vendo que
é um caso decisivo das eleições desse
ano. Vamos lembrar que o as pesquisas
mostravam o Lula e o Flávio Bolsonaro
praticamente empatados, né, até uns
meses atrás. O que é que virou esse jogo
e ajudou a virar esse jogo? A os áudios
que foram publicados lá pelo Intercept.
Aqueles áudios de fato tiveram um efeito
grande na percepção da opinião pública.
Some-se a isso a isso o Flávio Bolsonaro
ser um candidato fraco. Ontem os colegas
jornalistas que foram na convenção do
PL,
que é infelizmente casos que eu não
posso ir, né? Não posso, não posso ir na
convenção do PL, né? Não posso mais ir
nesses lugares, infelizmente. E
adoraria. E acho que eu vou botar
aqueles óculos do Grochu Marx com um
bigodinho e vou começar a aparecer
nesses lugares. Vai ser engraçado. Eh,
então a gente viu lá pelos colegas que
estavam cobrindo que a convenção do Pele
durou 2 3 horas. O Flávio Bolsonaro
entrou só no final. Teve Méi, teve
Michele Bolsonaro que não apareceu.
Michele Bolsonaro e de papelão, né? Teve
Jair Bolsonaro de como é que é? e a
aparecendo no telão. Eh, e do meio pro
final começou a esvaziar a convenção do
PL. Quando o Flávio Bolsonaro subiu no
palco, já tinha assim espaço vazio
sobrando. Tem imagens que foram feitas
pela Folha de São Paulo das pessoas indo
embora durante a fala do Flávio. Então o
Flávio já é um candidato fraquíssimo,
não tem estofo eleitoral, a gente tá
vendo que vai tá acontecendo e o caso
master ajudou a mudar a percepção do
público em relação à roubalheira que
tava acontecendo. Mas isso ainda não tá
muito consolidado na cabeça das pessoas.
Então, nas últimas semanas, nós
decidimos tocar adiante um projeto.
Eu entro como é um fomentador desse
projeto e colocando meu trabalho à
disposição. Daqui a pouco eu vou chamar
a pessoa que é responsável pelo projeto
aqui. Eh, não é uma não é um projeto
meu, né? é uma é uma iniciativa que
estava embrionária e nas últimas semanas
acelerou-se essa iniciativa. E aí
acelerou-se principalmente porque
conversando com essas pessoas a gente
chegou à conclusão de que tem uma parte
importante desse ecossistema de imprensa
independente que ainda está muito nas
mãos dos grandes conglomerados. E isso
acaba, número um, inibindo que grandes
jornalistas investigativos consigam
publicar suas investigações de mais
fôlego em uma plataforma que lhes dê não
só todo o apoio, mas também que dê
alguma remuneração um pouco melhor do
que é a remuneração dos grandes
conglomerados, que é muito baixa. Você
tem aí grandes jornalistas, a gente já
vem falando com algumas pessoas ao longo
dessa semana, já temos pelo menos um
projeto depois desse que eu vou
apresentar para vocês aqui encaminhado.
Então, primeiro a gente vai encaminhar
este projeto aqui dessa noite e depois a
gente já tem na agulha para andar com
outros projetos na mesma linha pra gente
ampliar as vozes de jornalistas
investigativos independentes que hoje
ficam ainda na mão de grandes
conglomerados e infelizmente muitos
deles, aliás, são multinacionais, o que
muitas vezes inibe as pessoas porque
muitas editoras e e conglomerados, etc.,
não querem publicar eh esses materiais.
E a questão financeira, ela é muito
importante porque ainda tem muito pouco
dinheiro para jornalistas independentes.
Esse tipo de trabalho que a gente vai
apresentar agora dá muito trabalho e o
retorno financeiro é muito baixo. Então
as pessoas tirar,
tem que fazer de madrugada, tem que
achar espaço, tem que isso desestimula
as pessoas. Então, na verdade, esse
projeto tem a ver com o lançamento do
projeto. é o primeiro chute, a depender
de como as coisas acontecerem daqui pra
frente, vai fortalecer esse projeto e
esse projeto vai florescer para abrigar
outros grandes jornalistas
investigativos e investigativas do
Brasil que t capacidade de publicar
investigações que mudam o rumo da
política brasileira, que colocam as
coisas no seu devido lugar, que antes
não tinham esse espaço ou tinham até um
espaço, mas isso demanda um esforço
muito grande para um retorno muito
pequeno e muitas vezes são pessoas que
estão aí trabalhando 10, 11, 12 horas
por dia, não conseguem abrir um espaço
para se dedicar a isso de fato. E é um
ramo que vocês vão entender agora que eu
vou chamar essa pessoa que é responsável
por esse projeto. É um ramo
principalmente onde o pasmen, o lavo de
Carvalho e os seus aluninhos atuaram
muito. E de boa forma, né, não de certa
forma, de grande forma, esse projeto que
começou lá atrás com Olavo de Carvalho e
com os seus alunos e com os seus asclas
que estavam ali, esse projeto foi
fundamental para lutar a guerra cultural
no Brasil e fundamental para cooptar
parte da população brasileira para levar
no fim das contas o Senr. Jair Bolsonaro
ao poder lá em 2018. Não é acessório,
não é colateral, não é menos importante.
É um projeto de formação que ajuda as
pessoas de fato a descobrirem a verdade,
a se posicionarem em relação às coisas e
a gente não perder essa parte, esse
braço da guerra cultural que ainda tem
muitas empresas e e e projetos que lutam
essa guerra cultural, mas ainda há muito
espaço e esse projeto aqui não é um
projeto para concorrer, na verdade é um
projeto para somar, né? Então a gente
decidiu, vamos fazer, vamos correr,
vamos antecipar pra gente fazer isso,
porque isso tem que tá na praça no
momento da eleição. Isso, estando na
praça do momento da eleição, vai ajudar
muita gente a repensar o que tá
acontecendo. E também é um documento
histórico para colocar a história no
lugar onde ela merece, pra gente não
deixar um balde cheio de furos e as
coisas ficarem escorrendo pelas mãos.
Então é o seguinte, galera, vamos lá.
Estamos com 10.000 1000 pessoas online
aqui.
Eu vou chamar Camila, se estamos
prontos, vamos chamar o nosso camarada
para conversar sobre isso. Já está por
aí? Se já está, me dá o OK, porque aí a
gente já pode chamar e a gente vai
colocar para vocês como é que a gente
vai trabalhar esse projeto a partir de
agora. é um lançamento de algo muito
maior com o chute inicial daquilo que eu
pude ajudar a colocar, eh, do meu
trabalho, do meu do da minha
experiência, do meu talento. Como eu
falei, é uma iniciativa que tava sendo
organizada e gestada já há um bom tempo,
mas ainda faltava um chute inicial, né,
um tiro inicial. Então a gente eh
decidiu correr com isso para fazer agora
em definitivo e colocar isso no ar.
Caminha, Camilinha, como estamos aí?
Estamos prontos? Estamos preparados?
10.350 350 pessoas, gente. Tem cada tem
cada super chat aqui. Olha, eu deixa eu
dizer uma coisa para vocês. Muitas
coisas que vocês sugeriram aqui,
que podem ser as novidades nas próximas
semanas, algumas delas podem acontecer,
viu?
Podem acontecer. Eu não vou lê-las
porque não quero entregar o ouro antes.
Vamos lá, então, gente. Vamos chamar o
nosso convidado de hoje e eu espero que
todo mundo fique aqui com a gente,
presta atenção no que vai acontecer.
Como eu falei, eh, eu entrei nesse
projeto quase como um fomentador, um
parceiro de alguma forma, eh, que tinha
algo para somar para que a gente pudesse
dar o chute inicial. E já nessas
conversas a gente já olhou e falou:
"Olha, depois desse primeiro que a gente
vai fazer, nós vamos ter esse outro,
esse outro, esse outro, esse outro, que
é um braço importante que a gente
acredita e tem certeza de que é onde a
gente deve lutar essa guerra cultural,
que ela existe mesmo, né, gente? De
fato, ela existe. As pessoas mudam a sua
visão de mundo conforme as coisas que
elas têm acesso, as coisas que elas
consomem, as coisas que elas sabem. O
nossos programas aqui no YouTube são
importantíssimos para isso, newsletter,
uso de rede social, mas tem coisas que
têm uma ideia que marcam na cabeça das
pessoas de modo mais perene e
definitivo, que ficam quase como se
fosse um documento histórico de fato,
que as pessoas depois que entram em
contato com aquilo, elas têm uma real
dimensão do que tá acontecendo. nesse
ano, nesse ciclo eleitoral, esse caso
master que não vai acabar no ciclo
eleitoral agora porque ainda vai ter os
indiciamentos, vem mais coisa por aí,
como a gente tem avisando, vem muito
mais coisa por aí. E nesse projeto que a
gente vai lançar agora, tem coisa também
inédita, que ninguém sabe e que é
importante que as pessoas saibam nesse
ciclo eleitoral. Vamos lá, Dr. Emílio, o
senhor está por aí?
>> Eu estou aqui, meu cara. Tudo bem com
você? Como você? Senhor me, o senhor me
ouve bem?
>> Eu te ouço bem. Eu te ouvo muito bem,
cara. Tudo bem com você? Você
>> muito bem. Muito bem, Emílio. Eh, antes
de mais nada, para quem não te conhece,
o Emílio é um grande parceiro de
podcast, já fui no podcast deles. Eh,
tem dois podcasts, na verdade, né? Dois
programas no YouTube. E grande parceiro
do nosso querido amigo, aliás, que vem
se recuperando, né? Eh, lindamente a
gente viu as imagens nos últimos dias. O
Pirula, Emilião, é o seguinte, antes de
você chegar, eu tava falando aqui o
seguinte,
a gente já tá com um canal aqui rodando,
a gente tá com 11.500 pessoas num
domingo à noite, o que é uma coisa que
me deixa muito feliz. Eu tô realmente
bastante impressionado. Aliás, eh, o
Calejon montou o canal dele, eu tô
rodando a minha newsletter de novo, tá
tendo mais presença em redes sociais e
tem muita coisa acontecendo em paralelo
e a gente vem discutindo sobre isso,
sobre a importância da gente lutar essa
luta, essa guerra cultural
>> em vários lugares diferentes. E tinha um
lugar que você me falou que a gente tava
tava não tá ficando muito para trás, né?
Eu que pego, voo, que viajo para tudo
que é lugar, eu vejo aí nos aeroportos,
eu vejo o tipo de coisa que é vendido
nos aeroportos e quem viaja muito deve
ver isso também, né? E cada vez mais é
espantoso o número de de produtos desse
tipo de informação que a gente vê por
aí. E isso é um trabalho quase
silencioso, né, Emílio, só que vai
fazendo a cabeça das pessoas. as pessoas
vão entrando naquele universo, eh vão
pulando cada vez mais dentro e chega num
ponto que a gente não consegue mais
recuperar as consciências, que é um
trabalho que a gente faz aqui, que é um
trabalho para tentar disputar as
consciências com a verdade, né? É um
trabalho muito difícil. Então, Emilão,
vamos lá, meu camarada, você tem um uma
tarefa agora que é dizer pras pessoas
>> qual é o projeto que a gente vai lançar
hoje, como que isso vai funcionar e o
que é que depois esse ponta-péicial, a
gente vai conversar depois para onde que
esse pontapé inicial nos levará. Então,
tá com você, meu camarada.
>> Valeu demais. Primeiro lugar, muito
obrigado por me receber. É uma honra
estar no seu canal. Eu fico muito feliz
do seu canal tá prosperando e muito
feliz de você acreditar na gente do
mesmo jeito que a gente acredita em
você. Eh, a gente tem plena consciência
de que a gente tá nessa luta e que a
gente tem que ocupar todos os espaços. E
eu eu, a Camila, que é minha esposa e
que trabalha comigo e um grande amigo
Pedro Matala, a gente viu um vácuo, eh,
porque a gente tem conseguia perceber
que tem um lugar que a gente não
consegue ocupar e que a gente precisava
ocupar de alguma maneira, como você
disse bem, e que eu queria acrescentar
isso que você falou do do dos nossos
canais, a gente no final das contas só
faz um videozinho, né? E esse material
que a gente vai lançar hoje, ele ele
parece que ele tem substância, né? Ele
tem importância, ele tá na mão das
pessoas e ele vai est na mão das pessoas
todos os dias. Então, o que a gente vai
lançar hoje, meu querido Leandro Demori,
em depois de 10 dias de trabalho
exaustivo, mas extremamente prazeroso, é
que a gente vai lançar um livro e
startar uma editora para autores
independentes, principalmente
jornalistas e cientistas independentes,
pra gente produzir conteúdo de qualidade
nesses dois campos que tem uma
sobreposição muito grande. Talvez eu
possa dizer que eu faço um pouquinho de
jornalismo científico defendendo vacina,
falando sobre mudança climática,
criticando o modelo de agro que a gente
tem no país e assim por diante. E eu vou
ser muito honesto com você, já te disse
isso dizendo pro público. Esse projeto
era um projeto pro começo de 2027 e esse
projeto foi extremamente antecipado por
causa desse cara que tá aqui do meu
lado, que olhou pra gente e falou:
"Cara, não, eu tô com um livro pronto
aqui, vamos correr e vamos lançar esse
livro e ao mesmo tempo vamos startar".
Eh, essa essa editora que você quer
lançar, você, a Camila e o Pedro querem
lançar. Então, hoje o que nós vamos
lançar é o nosso livro. Eu coloco o
nosso porque eh eu me incluo no projeto
de de Naneiras, então porque eu acho que
projetos desse, como todos os grandes
projetos, eles não podem ser feitos
sozinhos. Eles ficam muito maiores e
muito melhores quando a gente inclui
mais pessoas. E a gente vai lançar um
livro que você já estava escrevendo, que
você já tava com esse livro bem
adiantado, eh, e que eu, como você
disse, é um livro sobre um caso que é
extremamente determinante na eleição
agora, eh, que a gente vai ter em
outubro. e não coincidentemente, mais
coincidentemente, mas não
coincidentemente, esse livro estará na
mão das pessoas entre os turnos da
eleição. Então a nossa ideia é que hoje
a gente começa uma campanha de
lançamento desse livro, uma campanha de
financiamento coletivo desse livro. E a
gente já vai explicar porque que essa
campanha é importante, porque a gente
não tá só fazendo livro, eh, porque a
gente tá um mercado múais,
nós somos independentes, três pessoas
querendo fazer eh um projeto que que
seja sustentável de todas as maneiras. E
uma coisa que você falou, que eu
comentei muito, é que esse projeto surge
porque a gente tinha um livro para
vender e a gente percebeu que
financeiramente não valia a pena lançar
livro. E a gente olhou e falou: "Cara,
mas como assim financeiramente não vale
a pena lançar livro? A gente vende
milhares de livros e nós autores somos
muito poucos remunerados por isso e o
livro não tá na nossa mão e a gente não
tem liberdade com esse livro e as
pessoas ficerciando inclusive das
grandes editoras do que a gente pode
falar. Então o que a gente fez foi, tá,
fizemos um projeto piloto pré-editora, o
primeiro livro de editora é o o livro do
Demore. Fizemos um projeto piloto e a
gente criou um formato que foi
sustentável e aí a gente resolveu
colocar esse formato em prática. E o
primeiro livro que sai hoje é o Coisa
Nossa, que tá aqui na tela agora com QR
code maravilhoso. Esse QR code leva
vocês para uma página do Qatar. E essa
página do Qatarse é uma página de
financiamento coletivo. Então, qual que
é a ideia de um financiamento coletivo?
Você vai comprar o seu livro, você vai
fazer um apoio do projeto e esse apoio
do projeto envolve você receber o livro
na sua casa e conforme esse projeto for
andando, esse projeto vai ser financiado
ou não. Isso é uma coisa importante de
se dizer também. Então, a gente tem uma
meta mínima. Essa meta mínima é para
cumprir todos os custos que tem para
fazer um projeto desse, custo de
impressão, custo de eventos que a gente
vai organizar, todos os custos
envolvidos em um projeto como esse e a
gente vai eh lançar esse projeto. Então,
nosso catarse tá aí na tela. Então, esse
é o seu livro. Por favor, fala um
pouquinho do seu livro, porque eu tô
falando demais aqui,
>> cara. Não, eu fiquei, eu fiquei, eu
fiquei impressionado porque assim,
primeira coisa, Camila, se você puder
colocar a capa grande na tela, a capa é
espetacular.
>> É espetácul. Ficou linda. Linda.
>> Ficou lindo. E isso que as pessoas estão
vendo é o que vai ser o livro. A gente
vai ter capítulos com com colorido, né?
A gente vai separar os capítulos com
páginas coloridas.
>> E aí foi assim, gente, falando com o
Emílio, eu falei: "Pô, cara, eu tô com
um livro aí". Comecei a escrever, deixei
meio de lado, tava tudo muito confuso,
etc e tal. O Emil falou: "Cara, a gente
precisa fazer uma editora. Eu tô com um
projeto aqui para fazer de fato uma
editora. Porque toda essa parte, Emílio,
eu viajo, gente, para quem tá pedindo o
link no chat, o link já está no chat,
tá?
>> Eh, e qual que é a importância?" O
Emílio falou: "Cara, a gente precisa
disputar essa parte do mercado
editorial". Ex.
>> Essa parte do mercado editorial tem uma
coisa, né, Emílio, ou ela tá na mão de
grandes conglomerados e os e os autores,
por mais eh conhecidos que sejam e tal,
cara, eu lancei um livro pela Companhia
das Letras em 2016, Emílio, você é só
mais um,
>> né? o trabalho que se faz lá,
>> eh, ele é muito assim, entra numa fila,
as coisas demoram, muitas vezes as
editoras cada vez mais ficam eh, com
receio de pegar esses projetos que
acabam falando de eh temas muito
delicados, como é o caso master, né? E
aí eu tava um pouco andando de lado e
pensando, pô, como é que vai ser isso?
Como é que não vai ser? E o Emílio
falou: "Cara, você consegue terminar
esse livro algumas semanas?" Eu falei:
"Bicho, eu tô completamente
enlouquecido, mas se for pra gente fazer
alguma coisa que faça eh eh sentido pro
futuro, não só para esse projeto,
beleza". O Mil falou: "Cara, eu tô com
projeto editora,
>> tá pronto". Eh, quer dizer, não tá
pronto, mas a gente apronta, a gente faz
esse lançamento desse seu livro que o
Calejon vai escrever, aliás, o prefácio.
>> Exatamente.
>> E a gente já usa isso como impulso. E
aí, essa semana já teve um outro grande
jornalista que eu não posso falar ainda
que me procurou
>> e eu falei: "Olha, Emílio, já tem esse
outro camarada aí, já vai preparando".
Então, na verdade, o que que a gente tá
fazendo, né, Milão? Lançando o livro.
É importante que as pessoas que queiram
receber esse livro, ele vai ser um
financiamento coletivo, ele não é um
jeito comum de fazer, então,
possivelmente não é um livro que vai
estar em muitas livrarias, porque isso
tem um custo maior. Só que pro escritor,
Emílio, a a maneira como vocês
trabalham, cara, eu já publiquei em
grandes em grande casa editorial, te
falei, cara, as pessoas não tm noção,
gente. Para você ganhar, sei lá,
qualquer merr com livro, você tem que
vender 50.000 livros no Brasil. É um
negócio assim. Exatamente.
>> Eh, porque o autor ele é assim, ele ele
é o último a receber qualquer coisa,
demora e não se não recebe nada. Para as
pessoas terem uma ideia, o autor recebe
cerca de 8 a 10% do preço de capa de um
livro. Então vocês imaginam hoje um
livro, um autor já recebe R$ 7, R$ 8 por
preço de capa de um livro. E aí isso
desestimula. Emília, eu conheço muitos
colegas jornalistas de investigação que
tem investigações de longo fôlego para
publicar livro que a galera não consegue
parar para escrever, cara, porque fala:
"Putz, cara, [ __ ] vai dar um
trabalhão, o bicho vai levar um tempão,
depois eu entro na fila da editora, eu
sou mais um. Os caras não lançam
direito, o livro não é distribuído, os
caras não se esforçam para marcar
entrevista em lugar nenhum, fazem no
máximo um lançamentinho, a coisa não
vende nada, eu não consigo eh eu tenho
que deixar alguns trabalhos para fazer
esse. Então assim, desestimula a
produção intelectual de investigação, de
jornalismo investigativo. Então o que a
gente tá fazendo hoje aqui, lançando o
livro, eu não sei se a gente tem a capa
grande, Camila, para colocar aí. Seria
legal botar em tela cheia pra galera ver
que ficou espetacular. O Emílio pode
falar sobre ela também.
>> Uhum.
>> Eh, e aí esse esse empuxe inicial,
Emilião, a depender de uma coisa andar,
vai começar a puxar outras editoras
também, né, cara? Eh, eh, eu acho que
isso que é importante, assim, a gente,
primeiro lugar, isso que você falou. Ah,
eh, é óbvio que a nossa editora ela tem
que ser saudável, economí, cara, ficou
muito linda. Eh, a nossa editora se
chama Bloco, o nome tá ali embaixo. Eh,
essa arte é do maravilhoso Pedro Matalo,
que é o meu sócio, nosso sócio na na
editora. Eh, quando a gente apresentou o
projeto para ele, ele ficou super
empolgado, já mandou uma série de ideias
pro Leandro Demori. Eu acho que mais
importante, Demorei, antes da gente
falar até de remuneração, que acho que é
um papel, cara, a gente não tem que ter
vergonha de falar desse tipo de coisa, a
gente tem que conversar sobre isso.
Deixa claro pro público, inclusive por
que esse tipo de coisa é importante. Por
que que, em primeiro lugar você ter a
liberdade de escolher todos os detalhes
do seu livro para mim é extremamente
importante. Você, é claro que você
respeita a nossa opinião como editora.
Mas você tem controle criativo sobre o
seu livro, aceitando as alterações. E
uma coisa que eu que eu enxergo muito em
projetos como esse, e você disse isso
muito bem, eu acho que se esse livro der
certo, ele abre porta para outras
editoras, mas ele principalmente abre
porta para outros projetos que você pode
fazer, para outros projetos que a gente
pode fazer, pra gente aceitar eh autores
menores para fazer os projetos e pra
gente desenvolver e pra gente crescer
produzindo esse material de qualidade
para apresentar eh para as pessoas.
Então, quando a gente pensa numa editora
dessa, eh, é claro que a gente precisa
ganhar a grana pelo nosso trabalho, mas
a gente, como sempre, acredita que o
autor tem que ser a pessoa mais bem
remunerada do projeto. Por quê? Porque,
cara, não existe livro sem o autor. É
impossível existir um livro sem o autor.
Então, a nossa proposta é inclusive uma
inversão, não uma inversão total de
valores. A gente ganha uma grana que
sustenta o nosso projeto de uma maneira
confortável, mas o autor fica com a
maior parte desse valor vendido. É claro
que daí o autor, do mesmo jeito que a
gente tá fazendo aqui, ele tem um papel
muito importante, inclusive na
divulgação do projeto, na divulgação eh
do financiamento coletivo, que é uma
forma de viabilizar projetos como esse.
Então, por que que uma multinacional
espanhola consegue publicar livros?
Porque é uma empresa bilionária com
bilhões de caixa que consegue torrar
dinheiro em centenas de livros todos os
anos e aí não dá atenção pros autores e
junta uma um pouco de cada dinheiro e
vai continuar sendo bilionário. Eu posso
eh dar uma fazer uma anedota real aqui.
Eu tenho um grande amigo que ele ele tem
12 livros publicados, 12 por grandes
editoras. Ele ganhou o dinheiro com
dois.
Isso quer dizer que ele ganhou dinheiro.
Isso nas outros 10 livros que ele
publicou, ele nunca ganhou um centavo em
relação a todo o trabalho que ele teve
nesses 10% de valor de capa que você tá
falando.
>> E Emílio, o que a gente tá falando da
questão da grana não é uma questão
assim, ninguém vai comprar para ficar
rico assim,
>> é o mínimo, porque você tem muitos
jornalistas que são independentes que
tem que abandonar trabalhos para poder
se dedicar ao livro. Isso aí dá um
trabalho do caramba, né? Aliás, cara, só
só de trabalho, né? Só duas coisas
importantes. O pessoal tá elogiando
muito a capa. Para quem tá só nos
ouvindo, o título do livro é Coisa
Nossa, que é uma brincadeira com a Coisa
Nostra, com a mafia italiana, né, que na
verdade é o título do meu primeiro
livro. E aí o subtítulo, para quem não
tá nos vendo, tá só nos ouvindo, é Caso
Master, fraude, armas e política nos
bastidores da Faria Lima. O que que eu
fiz aí, Emílio? Vocês já viram parte dos
originais, né? Que o o livro tá tá eu tô
terminando o livro. Aliás, nessa semana
devo abrir o capítulo sobre o Dark
Horse, viu? Que vai ser o capítulo de
encerramento do livro.
>> E daqui a pouco eu vou ler um trecho do
livro aqui também, tá, Emilão? Vou ler
um trecho pra galera aqui. Eu espero que
sim. Tem que ler, pô. Temos que ler.
>> Eu vou te colocar umaada que eu tive uma
ideia aqui agora. daqui a pouco.
>> Continua aí que a gente tá nesse clima
de amizade aqui e daqui a pouco eu vou
te dar uma ferrada pra galera que tá
assistindo essa live de só quer
>> tá então, então espera, espera para me
ferrar depois. Deixa eu deixa eu ler um
comentário aqui, ó. Ó,
>> daí você fica puto comigo só depois. Vai
lá.
>> Isso. O Blascozoid falou o seguinte, ó.
Gostaria de mais autores escrevendo
sobre projetos de futuro, visão de
futuro, formas de alcançar o futuro
esperado. Então, galera, de novo, o que
a gente tá fazendo aqui é sim o
lançamento desse livro. Óbvio, mas mas
se isso aqui andar bem, a gente tá
estruturando a editora. Essa esse é o
principal. Eu já encaminhei na semana
passada, essa semana, na verdade, um
outro autor pro Emílio, para ele já ir
conversando com esse autor. Só que isso
depende do sucesso desse projeto também.
Então, o que é que vai ter nesse livro?
O que é que o que é que aconteceu,
gente? Eu fiz, principalmente nas
últimas duas semanas, conversei com
muita gente do mercado financeiro.
Primeiro para tentar entender, Emílio, a
gente, eu conversei nessa semana com o
Vladimir
>> Timmermanum,
>> que é um operador da Faria Lima,
entrevistei ele no programa e ele
garante que o o Vorcaro não é o chefe da
parada toda. Até eu quero mostrar uma
foto aqui, galera. Olha só, Camila,
deixa preparada a foto da Disney, tá?
Olha só a foto da Eu vou mostrar um
negócio, Emílio, que é inédito. Ninguém
nunca viu essa foto. Ninguém da imprensa
deu. Ninguém sabe da existência pública
dessa foto. E ela mostra de fato como o
que a gente tá olhando faz sentido.
Porque eu tenho dito, gente, o Vorcaro é
um poster boy. O Vorcaro não é o grande
cabeça dessa organização organização.
Então o que é que essa investigação faz?
Essa investigação mostra de fato o
surgimento do Vorcaro, de onde ele veio,
como os caras estruturaram o máster e
quais eram as relações dessa gente com a
política institucional de Brasília,
a Faria Lima e a máfia, o crime
organizado. Por isso que o nome do
título, o título do livro é Coisa Nossa,
né? Com o prefácio do Calejão. Daqui a
pouquinho o Calejão vai estar com a
gente aqui também. E a impressão de que
esse cara ele era um gênio sozinho do
mal que fez as coisas sozinho, vorco,
né?
>> Não é essa impressão e ele não é essa
pessoa, né? Ele não éante isso não é
isso que a gente vai desmontar no na na
investigação do livro, né? Tem muita
coisa, eu falei com muita gente, tem
muita coisa inédita, tem uma mini bio,
uma espécie de mini bio no comecinho de
um dos capítulos do do Vorcaro. Aí o
seguinte, Milo, sabe o que eu vou fazer?
>> Humum. Eu vou ler o trecho da abertura
desse capítulo, que é bem no comecinho.
Depois eu vou ler um outro trecho pra
galera sentir a pegada do texto. Só que
esse primeiro trecho eu vou ler e vou
colocar uma foto para vocês entenderem,
tá? Eh, quem era o Vorcar até pouco
tempo atrás, gente? Depois que vocês
virem essa foto, vocês me digam se esse
cara que tava fazendo isso que ele tá
fazendo na foto, que assim não é
demérito nenhum, é um outro trabalho,
mas eu tô dizendo o seguinte, esse cara
sai desse lugar e vira o grande vértice
que controla Ciro Nogueira, Antônio
Rueda, que tem negócios com ministros do
Supremo, com políticos de todas as
matizes, com reag, com dinheiro que vem
do crime organizado. Será que é factível
a gente acreditar nisso? Ou esse cara é
o grande laranja de luxo? Então,
Emilião, eu vou ler, eu vou ler aqui o
primeiro capítulo, um pedacinho
>> e vou mostrar a foto para essa galera,
tá? É o seguinte, ó. Capítulo 4atro, tô
chamando aqui, né?
Quando Daniel Vorcaro apareceu no radar
do mercado financeiro, ninguém o
confundiria com o banqueiro. Não vinha
das mesas de operação do Itaú, não
carregava o pedigri do Banco Garantia,
não tinha sobrenome tradicional da Faria
Lima, nem era produto das escolas que
costumam fabricar os donos do dinheiro
brasileiro. era um empresário mineiro
que orbitava o ramo hoteleiro e aparecia
em busca de investidores para negócios
imobiliários, hotéis e projetos que
prometiam muito mais do que entregavam.
Quem o conheceu naquela época costuma
lembrar da mesma coisa, a capacidade de
convencer. Vorcaro falava bem e tinha
presença, sabia vender uma ideia e sabia
principalmente vender a si mesmo. Um
operador do mercado que cruzou seu
caminho, isso aqui é um operador do
mercado, um dos tubarões com os quais eu
falei, né? naquele período, lembra dele
chegando a reuniões, vestido como alguém
que tentava parecer mais rico do que
era. Diz esse operador, esse trecho é do
livro, tá? Parecia que ele tinha
comprado uma peça de roupa da GTI na 25
de março, recordou anos depois. O
comentário era cruel, mas revelava algo
importante. Vorcaro queria entrar para
um clube ao qual ele ainda não
pertencia. Esse clube era formado por
homens muito diferentes dele. E aí,
Emílio, a foto que eu queria mostrar é
essa aqui, ó. Sabe quem é esse aí,
Emílio?
>> Você tá brincando que esse é o Vorcaro?
>> Daniel Vorcaro era aqueles, aquelas
pessoas que viajam paraa Disney com
essas turmas da tia Iara, tia não sei
que se é tia Eliane, eu acho, né?
>> Tia, tia Augusta. Tia Augusta.
>> Tia Augusta. Aqui no Sul tinha tia Iara.
Aí em São Paulo tinha tia Augusta.
>> Uhum. Tia Augusta. Augusta que
bandeirinha leva no Five Guys comer
hambúrguer. Ess essas pataqu
>> isso. Essa aí, esse esse é o Daniel
Vorcar, meu camarada. Poucos anos atrás
você consegue imaginar. Tem a foto maior
né Camila, dele com a galera para
mostrar que é na Disney mesmo. Eu pedi
para borrar o rosto das outras pessoas.
Tá aí, ó. Essa é a foto grande e o
Vorcaro tá num cantinho ali, ó. Tá lá no
cantinho
>> direito das pessoas. Estão vendo ali de
azulzinho? Ele era monitor de jovens com
aparelhos dentais, Emílio, que viajava
para Disney. Alguém, essa foto é
inédita, tá, gente? Ninguém nunca viu
essa foto, não foi publicada. É a foto
que eu consegui falando com pessoas para
tentar entender melhor quem era esse
cara. E aí o livro traça um pouco essa
essa esse caminho dele, como que o cara
sai de um monitor que vai levar
pré-adolescentes na Disney e a gente
consegue acreditar que ele vira o grande
vértice político econômico do Brasil. Me
parece uma coisa fora de propósito, né,
Emílio? E aí o seguinte, se você quiser
me dizer qual enrascada que você quer me
colocar, me diga, senão eu vou ler um
outro pedaço do capítulo que justamente
é o capítulo chamado A máfia brasileira.
Eu vou te colocar numa enrascada agora e
o chat já tava pedindo, então não é nem
uma ideia original minha. Teve uma
pergunta aqui de um super chat
perguntando como que eu consigo meu
livro autografado.
Porque o que a gente tinha combinado é
que você não ia autografar livro porque
a nossa base é em São Paulo, você não
mora aqui em São Paulo, vai ser muito
livro para autografar. Então o que eu
vou propor sem perguntar para você? E aí
você não é nenhuma proposta, então, já
que eu sou o seu editor, você vai fazer
o que eu estou falando para você fazer,
é que quem comprar o seu livro até dia
27/07 à meia-noite, ou seja, até amanhã
à noite, vai receber o seu livro
autografado, meu caro. Então,
>> ou seja, eu vou ter que vou ter que
alugar uma mão para autografar livro. É
isso?
>> Eu espero que sim. Eu espero que você
fique muito cansado, que você ganhe uma
tendinite
de tanto autografar livro que a gente
vai vender até amanhã à meia-noite.
Certo?
>> Vamos embora, cara. Vamos embora. Para
quem, para quem já, para quem já tá
chegando no Catar, nós já temos aí
quantas pessoas que já entraram aí no
financiamento? 70 e pouco.
>> É
>> 70. Estamos indo para 100 pessoas já.
Então, gente,
>> pô, acho que 100 pessoas numa live com
apoiando um livro com quantas pessoas
assistindo? 10.000. pessoas ass
>> 10.000 dá dá mais, né? Na bandeira tá
escrito Tieline, diz aqui a Elisângel.
Então,
>> eh, qual o verdadeiro papel do Campos
Neto nessa história de Mori? Vamos
explorar isso ali também, porque tem
toda uma timeline que aconteceu dentro
do Banco Central, que é muito pouco
explorada pela imprensa, porque a gente
sabe que tem as amarras ali, né? A
nossa, tá aí, ó, tia Elinan, é isso aí
que ele fazia. Não dá para acreditar,
Emílio, que esse é o cara que é esse é o
todooderoso. Esse é o cara todopoderoso.
>> Mafioso. O mafioso Brasil é esse cara.
É,
>> alguém comentou aqui o Pateta Pelco, né?
Não dá para imaginar que o Pateta
Peleleco é é o cara hoje no Brasil. Ó, o
Romul, o Rômulo Sales tá falando o
seguinte: "Ei, Demore, coloca o boneco
bano lá no Catarce, vai combinar com
seus projetos." Na verdade, tem alguns
kits ali que não é só o o o livro, né?
Exatamente. Vamos mostrar isso, vamos
mostrar aqui que acho que que eu consigo
explicar o catarse um pouquinho melhor.
Bora lá,
>> tá? Eu vou chamar o Calejon já aqui, tá?
E daqui a pouquinho vou ler um outro
trecho do livro que é justamente o
começo do capítulo máfia brasileira. Tá
bom?
>> Tá ótimo.
>> Vai lá. Tá contigo. Você quiser colocar
aí na tela. Beleza. Não, acho que é a
Camila que tem que colocar o catarse
para mim na tela, fazendo o favor,
porque eu não
>> porque aí as pessoas podem comprar o
livro e podem levar. Eu sou o cara, eu
falei para você, né? Você falou: "Ah,
quem sabe a gente faz algumas coisas
agregadas, faz um box, faz uma coisa".
Eu falei: "Emílio, eu sou o cara que
compra os pins, compra as coisadas."
>> E a gente fez uns pins bem bonitos,
cara. Eu acho que a gente fez um, a
gente escolheu uma linha eh que que pra
gente foi muito cara, porque foi assim,
a gente fez o livro e a gente pensou,
pô, o que que a gente pode agregar o
livro para as pessoas também apoiarem o
projeto para esse projeto crescer um
pouco mais, né? E a gente tava numa
dificuldade porque ninguém ia querer uma
foto do Vorcaro em casa, né? Se eu faço
um pôster do Vorcaro para as pessoas
receberem, talvez ele com essa roupinha
da Disney aí funcionasse, né? Eu não sei
lá, vai saber. E aí a gente a gente fez
uma escolha, se a gente puder, se eu
puder pedir paraa Camila colocar lá
embaixo nas recompensas,
porque daí a gente consegue mostrar e eu
consigo explicar paraas pessoas como
funciona. Pode descer mais um pouquinho,
fazendo o favor. É depois de tudo lá em
baixão, não sei, ó. Ah, pode deixar aí
para mim, Camilo, fazendo o favor. A
primeira característica de uma campanha
do Catars é que é um financiamento
coletivo. Esse financiamento coletivo,
ele tem uma meta mínima para ser
atingida. Então, a gente precisa vender
pelo menos R$ 50.000 em livros para
conseguir fazer, tirar esse livro do
papel, para esse livro deixar de ser uma
ideia e passar a ser um livro eh de
verdade. E uma coisa que a gente faz
para estimular as pessoas é que a gente
estabelece marcas intermediárias que as
pessoas vão ganhando coisas extras,
brindes. Então, por exemplo, se a gente
tiver R$ 100.000 vendidos, todo mundo
vai ganhar um marcapágina exclusivo. Se
a gente tiver R$ 150.000 R$ 1000
vendidos, todo mundo vai ganhar um rolo
de adesivos com adesivos que defendem o
jornalismo para receber e sair colando
para ir pra gente defender o jornalismo
independente. Se a gente atingir R$
200.000, todo mundo vai receber o cartão
postal com as artes do livro. A gente
tem artes muito legais do livro e a
gente vai fazer cartões postais com isso
e assim por diante. A gente colocou meta
até R$ 300.000, mas se precisar a gente
consegue aumentar a meta, tá gente?
Então, se vocês comprarem bastante
livro, a gente consegue aumentar essas
metas. Mas baixa para mim mais um
pouquinho. Vamos lá nas recompensas lá
no final que a gente que a gente
consegue ver. Então aqui tá o nosso
orçamento. Esse aqui, ó, alguém precisa
contar as histórias que ninguém quer
contar. é o nosso adesivo. Então a gente
começa aqui a mostrar um pouquinho a a
identidade que a gente quer. Então, em
parceria com o Demori e com o Calejão, a
gente tá fazendo um grito de defesa ao
jornalismo independente. Então, a gente
tá lançando um livro produzido com
jornalismo independente e a gente tá
querendo que as pessoas expressem
através de um pin, através de um
adesivo, através de um caderninho que
elas podem usar, que nós como sociedade
precisamos de um jornalismo
independente, forte para defender a
nossa democracia. Então, acho que que é
essa, olha esse homem volta ali pra
foto. Olha essa foto que
>> Nossa, quem é quem é esse gato, gente?
>> Olha isso. É expectativa.
>> Faço eu. Caramba. Não sei. E a arte
>> isso aí faz, isso aí faz 10 anos,
Emílio. Já não é mais assim o negócio.
>> É, então, mas é, a gente, a gente finge,
a gente finge que você tá desse jeito
aí. É, deu uma pintadinha na barba. Aí,
coloca lá embaixo pra gente nas
recompensas, fazendo o favor, Camila,
aqui tá o nosso nosso Ah, não, acho que
se você subir, clicar ali, Camila, canto
superior esquerdo, recompensas, lá em
cimão
tem campanha, posts e recompensas. Isso.
Clica aí pra gente, fazendo o favor.
Porque como funciona um um uma campanha
de financiamento coletivo? Você pode
comprar o livro, por exemplo, a edição
impressa do livro que você vai receber
na sua casa, ela custa R$ 80. Se você
quiser comprar dois livros, a gente
também tem que abrir essa possibilidade.
Mas uma coisa que a gente quis fazer foi
criar coisas para as pessoas terem, que
eu que eu gosto de ter, Leandro gosta de
ter e eu acho que tem uma galera que
gosta de ter também. Então, o que que a
gente bolou nessa linha de defesa do do
jornalismo independente? A gente criou
esse pin de câmera. Então, por exemplo,
se você quiser comprar o livro mais o
pin, um pin em médio custa R$ 30, você
vai receber o livro e o pin na sua casa.
Baixa mais um pouquinho pra gente,
Camilo, fazendo o favor. Aqui a gente
tem um outro modelo de PIN: jornalismo
importa. Aqui a gente tem um terceiro
modelo de PIN: A verdade importa. A
gente gostou muito da ideia de fazer um
carimbo, que também tem a nossa frase do
jornalismo, que o jornalismo é
importante. Baixa mais um pouquinho para
mim, fazendo um favor. A gente fez um
boné, fez uma ecobag e fez um
caderninho. Então, qual que é a nossa
ideia? Se você quiser, além de ter o
livro, de manifestar, ter, claro, para
as pessoas essa sua defesa ao jornalismo
independente, você pode acrescentar
essas coisas. a sua compra, você vai
pagar um valor um pouco mais alto
comprando esses produtos e você também
apoia o nosso projeto. E agora no 14
você também consegue colocar itens a
mais como se fosse um carrinho de compra
normal. Tem uma outra opção que a gente
faz demor é importante deixar claro para
todo mundo, que é um frete fixo. Então,
se vocês forem fazer a compra, o frete é
fixo em R$ 35. E eu consigo explicar
porque a gente faz essa opção. O catars
e o correio, eles me dão duas opções. Ou
eu posso fazer um frete fixo ou eu posso
fazer um um frete variável por região. O
problema do frete variável por região é
que como a gente tá em São Paulo, o
livro fica pornograficamente
caro para outras regiões do Brasil,
principalmente regiões Norte e Nordeste.
Então o que que a gente opta a fazer
como editora? a gente calcula um frete
médio e todo mundo paga o mesmo valor de
frete. Isso quer dizer que o frete e
isso acontece, tá? Eu tô passando
valores reais para vocês. O frete de
embalagem mais manuseio, mais o frete
até o Acre vai custar R$ 62.
Essa pessoa que mora no Acre vai pagar
R$ 35 de frete. Para quem mora em São
Paulo, por exemplo, capital, o frete com
manuseio vai ficar uns R$ 18, R$ 19.
essa pessoa vai pagar R$ 35 de frete.
Desse jeito a gente democratiza a
entrega do livro para todas as regiões
do Brasil. Então, a gente pede a
compreensão de quem mora em São Paulo.
Eh, mas desse jeito o livro vai chegar
no Rio Grande do Sul e no no Norte, no
Amazonas, exatamente com o mesmo valor
de frete para todo mundo comprar o nosso
livro.
>> Emílio, tem uma ideia no chat aqui, ó.
Olha só. Olha só se se isso é possível
fazer o Blascozoide.
>> Hum.
>> Demô [limpando a garganta] e Emílio, uma
sugestão. Coloca uma página no livro com
o nome dos primeiros 200 apoiadores. É
possível fazer isso?
>> Totalmente possível. Se você, se você
aprovar, a gente coloca o nome de 200
primeiros apoiadores, com certeza, no
livro.
>> Então, bora fazer. A gente já tá, na
verdade, com 149. Na verdade, só falta
mais 50. Quer, quer fazer 300? Dá. Vamos
fazer 300. 300. Se a gente bater 300
hoje, vai ter os 300 nomes de todo mundo
lá no final do livro. Como apoiadores
iniciais, a gente coloca lá no final do
livro,
>> tá? Então, galera, atenção, quem quem
for, a galera tá falando que o catar tá
travado, porque a gente deve tá mandando
1 milhão de pessoas para lá, mas tenha
paciência para mim tá funcionando. Acho
que é isso que vai acontecer, né?
>> É, avisa o pessoal do Catars para
aumentar o o o cabo lá. Aumentar a banda
pra gente, né?
>> É. Então, ó, galera, estamos com 156
pessoas. Os primeiros 300, tá? vão eh
vão ter o nome no livro, tá? No livro.
>> Eu fiz isso. Eu vou pedir uma liberdade
para você que você me deu. Pedi para
Camila deixar nesse último apoio só para
só para eu mostrar. Tá, Teia da Vida é o
primeiro livro que a gente lançou
naquele projeto piloto pré pré-editora
ainda. E o Tea da da vida é um projeto
da minha esposa, Mila Maçuda, excelente
divulgadora científica, doutora em
ecologia, que vai explicar pra gente
como o mundo funciona do ponto de vista
da biologia. Se por acaso você tá
assistindo essa live e tem interesse
nesse tema também, o nosso livro também
tá à venda ali para vocês apoiarem, tá
bom?
>> Muito bom. Ó, a Mariana Maria Madalhana
tá dizendo, "Não é tia Eline, é tia
Eliane". Acho que era de Belo Horizonte.
Parece que entre 84 e 2000. A foto do
Forcaro, Vorcar de Belo Horizonte.
Então, realmente era uma turma lá,
>> provável que seja
>> de Belo Horizonte. E muita gente
perguntando por que a a cobra está na
capa. Emílio, eu vou eu ia ler, eu ia
ler um outro trecho, mas eu vou ler esse
pr as pessoas entenderem, tá? Perfeito.
Excelente.
>> Uma parte do livro que é mais o começo
ali, a gente conta uma espécie de
bastidores, de memórias de como eu e o
Calejon a gente encontrou, daqui a
pouquinho o César Calejon vai estar com
a gente aqui, tá? De como a gente
encontrou o maior Matozinho, o piloto,
tá? Então, a em determinado momento do
livro a gente relata como foi o encontro
do Matozinho, que você sabe, a
entrevista foi publicada no ICL e tal,
mas a gente faz um uma conversa de
bastidores, digamos ali, né? Memórias
jornalísticas, né? que a gente pode
inclusive eh fazer isso, né, sem correr,
digamos assim, nenhum nenhum risco,
digamos assim, né? E aí, por que que por
que que a capa é uma cobra? Vamos lá, eu
vou ler esse pedaço, tá, Emílio? É um
pedaço de um dos capítulos.
>> Bora lá.
>> Andamos, eu e o Calejon, menos de 10
minutos de carro depois de sair de casa
da casa de Matozinho, e o telefone
tocou. Vocês podem voltar aqui? Eu
gostaria que vocês falassem com a minha
mãe e com a minha ex-namorada. Voltamos
à casa e uma senhora aparentando mais de
60 anos estava sentada na cama no meio
da sala ao lado de uma jovem. Com o
semblante tenso e olhar distante, ela
não fez perguntas. A mãe do piloto
apenas disse que o aconselharia a não
entrar naquela história, pois, segundo a
ela, não adiantaria nada e que Mauro não
iria mudar o mundo. Junto dela estava
uma moça que ainda não conhecíamos e se
apresentou como sua ex-namorada. Sem
traços de preocupação e até mesmo um
pouco excitada pela história que via se
desinrolar na frente dos seus próprios
olhos, disse que Mauro já tinha decidido
e que iria a público para contar o seu
relato. Explicamos as consequências que
a entrevista traria para todos: os
riscos, a mudança de rotina e os
prejuízos pessoais. "Permanecemos na
casa por cerca de mais uma hora. Antes
de ir, a moça fez uma brincadeira. Disse
ela. Vocês não podem sair daqui sem ver
a cobra do Mauro. Nos nos entreolhamos,
eu e o César Calejon, né, sobos
contidos. Matozinho nos encarou e disse
que estava quase esquecendo, nos
convidando para ir até o andar de cima
do sobrado. Ao abrir a porta de um
cômodo que ficava logo ao final da
escada, nos deparamos com uma cena
inesperada. Matozinho criava de fato
cobras. Havia uma dúzia de animais no
cômodo, refrigerado e uma temperatura
ideal para os animais com dioramas
dentro de grossos vidros para proteger
cada espécie. Só não deixem meu cachorro
entrar aqui porque é perigoso", disse
ele. O perigo estava na maior gaiola do
ambiente. Uma cobra enorme de mais de 7
m de comprimento. Um animal lento e
assustador que poderia facilmente predar
e devorar o cão. Matozinho abriu a porta
de vidro e tirou a cobra do seu
habitate. Disse ser sua preferida, seu
animal de estimação. nos explicou de
onde tinha vindo e garantiu: "São todas
legalizadas". Também falou do que se
alimentava e quais eram seus hábitos.
Ficamos ali parados entre o espanto e a
curiosidade, refletindo os possíveis
simbolismos de toda aquela situação. E
aí tem uma coisa que eu vou contar aqui,
Emílio, e depois o César vai ter que
confirmar, tá? O Mauro falou pra gente o
seguinte:
"Tá sem som.
Acho que cortou o som.
Acho que o meu som também está cortado
ou vocês me escutam?
Acho que vocês me escutam, né?
Ainda sem som, senor Leandro Demori,
vocês me escutam?
>> Tô sem som
>> agora. Voltou. Agora voltou.
Tá, mas eu li todo o trecho, né? Pelo
amor de Deus.
>> Você leu todo o trecho. Você tava
comentando alguma coisa do Mauro, se eu
não me engano.
>> Ah, tá bom. Não, eu vou falar que o
César, você ouviu a parte do César que o
César arregou? Ah, o César arregou. Ou
ouv
>> o César não passou a mão na cobra do
Mauro.
>> Ah, ele não passou a mão do cobra.
>> Não passou. Depois ele vai vir aqui, ele
vai contar pra gente se nós passamos o
Não, eu fiquei lá. né? Passei, caramba.
Mas o César ficou fora da porta. E o o
quando o Mauro falou: "Não, deixa meu
cachorro entrar", o Mauro tinha um galgo
dentro de casa. Eu pensei: "Não, pode
ser que uma cobra vai comer esse bicho e
vai comer esse bicho, né?" Ó, estamos
com 255 pessoas. Antes de chamar o
Calejon, posso ler mais um trechinho
rápido aqui?
>> Vai lá, por favor. Eu só queria dizer
uma coisa. Deixa eu te fazer uma
pergunta. Deixa eu te entrevistar aqui
igual eu faço no meu podcast.
>> Vai. Quando você tava na faculdade de
jornalismo, você imaginou que você ia
entrevistar uma pessoa e terminar
passando a mão na cobra dela?
>> Nunca.
>> Não,
[risadas]
>> nunca não, cara. Mas eu tomei, eu tomei
um susto, velho. Porque porque a a
menina falou assim: "Ai, vocês tem que
passar a mão na cobra do Mauro, né?" Só
que era um negócio assim, tá, né? Era
uma coisa conversa tensa. A gente chegou
lá, eu descrevo no livro como Mauro
tava, né? sentado na cama de colete a
prova de balas, né? [roncando] E aí,
caramba, passar a mão na cobra do Mauro.
Que que papo é? Que papo estranho é
esse, né? E a gente sobe lá, cara, e tem
monte, tinha uns lagartinhos também,
umas coisas assim, né? Com toda a
documentação, tudo legalizado, tal. Eu
não sabia que no centro, no meio de São
Paulo, tinha pessoas que tinha esse tipo
de de animais, né? Eh, então, galera,
vamos lá.
Eh, vou ler mais um trechinho e vou
chamar o César, tá?
Só deixa eu explicar uma coisa aqui
rapidinho para quem tá tentando comprar.
>> Gente, eh, é muita gente acessando o
Catar e aí o site realmente tá dando uma
travada. Eu também não tô conseguindo
acessar as coisas aqui. Então, só
reforçando, os primeiros 300 compradores
vão ter o seu nome no livro como
apoiadores. Quem comprar até amanhã à
meia-noite recebe o livro autografado em
casa.
Mas o site realmente tá lento e deve tá
difícil de comprar porque é muita gente
acessando o site ao mesmo tempo agora.
>> Tá, Emílio, eu vou fazer o seguinte, eu
vou ler mais um trecho, vou chamar o
César. Na verdade, vamos fazer o
seguinte.
>> Você quer falar com o pessoal do
Catarsig? Eu te tiro do ar um pouquinho,
depois te coloco.
>> Vou mandar mensagem para eles. Me tira
do ar aqui e eu já volto. Vou ver se eu
consigo contato. Eu consigo. Não, vou
mandar mensagem para eles aqui. Calma
aí. Vai lá.
>> Tá. O Calej tá por aí já, gente?
Está. Olha aí. E
salve, lindão. Boa noite. Boa noite.
>> Tá sem seu áudio aí, bebê?
>> Não, tá com áudio agora? Agora sim. Você
passou a mão no na cobra do piloto? Não
passou
>> não. Não, não gosto, né, do
>> Não passou.
>> Principalmente animal pessonhento. Cara,
eu tenho uma aflição da [ __ ] Demore.
Você viu [risadas] ele? É, é verdade o
que o que o que você falou agora a pouco
aí. De fato, não tive coragem mesmo não,
mas a cena foi inusitada e eu lembro que
na ocasião você já falou: "Cara, isso
aqui vai render alguma coisa". Você já
ficou impressionado assim e pelo
simbolismo, né? Por tudo que isso
significa. Tá dando eco para mim aí? Ah,
cara, sou vagabundo.
[risadas]
Vai, vamos com eco mesmo, não tem jeito.
E agora caiu o seu som. Agora você tá
sem som. Você tá sem som. Total.
>> Eu vou ler mais um trecho do livro aqui,
tá?
>> Tá.
>> Então já é. Quiser, quiser mutar o teu
som aí, pode mutar.
>> Vou, vou.
>> Beleza. O Sérgio César fugiu da cobra.
É, ele ficou ficou, né?
Não quis. Mas é que assim, gente, era um
negócio assustador real assim. Tá, tô
falando uma cobra de 7 m. Não é uma
cobrinha. Era o E assim, a hora que o
Mauro abriu o habitate dela lá, ela ela
cresceu assim, velho. Tanto é que ele
falou para não deixar o cachorro dele
entrar, né?
>> É. Então, caraca, eu fiquei muito
assustado a hora que eu entrei, mas eu
fui lá, pensei, gente, matéria
importante, vamos passar a mão na cobra
do homem, gente, tem que passar, não tem
jeito. [risadas] César, eu vou ler um
trecho aqui,
>> tá,
>> do livro pra galera entender mais ou
menos para onde a gente tá indo, tá?
>> Uhum.
>> Esse aqui é o capítulo que se intitula
máfia brasileira, capítulo 6.
Felipe Vorcário e André Beraldo chegaram
ao encontro esperando conversar sobre
dinheiro e que e o que encontraram foi
um cenário de filme. Carros blindados
enfileirados, homens armados com fuzis
parados em silêncio, olhando para os
visitantes. Isso aqui é tudo o que veio
da investigação da Polícia Federal, tá
gente? Então, toda essa narração aqui do
livro, ela é factual. Um deles, um rapaz
chamado Lucas Pimenta, sequer conseguia
abrir a boca. Estava travado de medo.
Horas depois, entre eles, ficaria a
piada amarga trocada em diálogos no
WhatsApp. Disseram que se sentiram na
Rússia de Putin. Manuel Mendes
Rodrigues, o Manolo, tinha organizado
tudo aquilo com a melhor das intenções,
pelo menos na cabeça dele. Determinara
que nosso pessoal fizesse a segurança
dos visitantes. Pediu que ficassem a
paisana, mandou posicionar os homens
longe para não incomodar os presentes.
Montou um cenário para mostrar a todos
que estavam em boas mãos. O que os
visitantes sentiram foi o oposto. Um
deles resumiria depois, sem rodeios, que
Manuel havia fracassado nisso. Os
seguranças não pareciam civis e ninguém,
cercado por fuzis e blindados se
sentiria à vontade. Os dois homens ali
recepcionados como convidados de honra
não eram estranhos ao esquema. Felipe
Vorcaro era sobrinho de Henrique e primo
de Daniel Vorcaro e mais tarde seria
preso na quinta fase da operação
compliance zero, apontado como um dos
operadores financeiros da família. André
Beraldo, alvo de busca e apreensão na
mesma operação, era suspeito de
administrar empresas fantasmas do
banqueiro. Não eram turistas visitando a
organização, eram peças dela olhando de
perto a maquinaria que protegia o seu
próprio dinheiro. César Calejon, o
senhor vai escrever o prefácio desse
livro que chama-se Máfia Brasileira.
>> Eh, explica um pouco, né? A gente
conversou muito até chegar nessa tese,
porque o nome do o título do livro, né,
Coisa Nossa, remete a Coisa Nostra,
porque de fato não é só um mais um caso
de colarinho branco, né, César? É um
caso que engloba financas, políticos,
crime organizado. Tem um trecho do livro
que eu relato inclusive como os caras
estavam com um sniper, um atirador de
elite na ponta de um prédio para
proteger um cara que foi eh participar
de uma reunião. Então, de fato, a a
máfia brasileira, a coisa nossa, parece
que ela tá ela tá destrinchada nessa
história toda, né, cara?
Isso aí é o cerne da análise, como eu
vejo, porque eu eu acho que a a força do
nosso trabalho somado, Demori, dos
nossos trabalhos, vem exatamente dessa
questão do jornalismo investigativo e e
dessa dimensão da sociologia
brasileira para a qual eu me dediquei ao
longo dos últimos anos. E isso aí,
pouquíssima gente, eu diria ninguém
mesmo, tá? ou ou assim essa essa mistura
do que a gente vem conversando de de ter
alcance e também ter independência,
porque você tá amparado por gente que
acredita no seu trabalho e de alguma
forma tá disposta a colaborar. Eu tava
assistindo aqui a fala do Emílio, você e
e explicando esse novo modelo e eu e eu
te confesso que eu não conhecia, eu não
sabia, aprendi muito com vocês hoje
aqui. E eu acho que é por aí. Se a gente
quiser criar processos legitimamente
independentes e fortes e capazes de
contestar
a as forças que estruturam o país, a
gente precisa de iniciativas dessa
ordem. Foi o que vocês acabaram de
lançar aqui. Sabe por quê? Porque se
você se torna hegemônico a um ponto
de estar comprometido com esses
processos, com tudo isso que você mostra
no no coisa nossa, você pode imaginar
que você não vai ter condição de de
criticar, você não vai fazer uma música
criticando o cara que paga a banda. Isso
é bastante óbvio. Você não precisa ser
nenhum gênio da ciência política para
entender como é que essa dinâmica
funciona. E no Brasil, sobretudo, esse é
um é um um argumento central do poder e
desigualdade.
Eh eh
o atual modelo de sociabilidade se
sustenta por isso, Demori, porque existe
uma concentração muito exacerbada de
mídia, sobretudo. Eu vou me ater a isso,
não é só isso, mas pros efeitos do que a
gente tá conversando nessa ocasião, eu
vou me ater a isso. E e isso impede que
a maior parte da nossa população tenha
acesso a informações legítimas, a
análises que coloquem a coisa de forma
integral. Então a gente viu vários casos
ao longo do do dos últimos anos.
americanas, é um exemplo, e enfim,
vários outros que denotam esse modelo de
funcionamento da República, que é isso
que você tá trazendo e é isso que você
quer escrutinar e é isso que você sabe
eh que é para isso que eu quero dedicar
minha vida, o meu trabalho. E acho que
por isso que o os nossos trabalhos têm
tanta sinergia, porque no limite
a gente visa a mesma coisa. Você usa do
jornalismo investigativo. Eu já te disse
isso, sem rasgação de seda, sem pela
saquice. Eh, para mim você é o maior
jornalista investigativo do país, não só
pela vasa jato, mas pela tua história de
uma forma mais ampla. E eu tenho a minha
pequena contribuição com sociologia, com
esse tipo de reflexão, sociologia
brasileira integral, a olhar paraa coisa
e tentar entender legitimamente qual é a
lógica que organiza o arranjo social
brasileiro. Basicamente, pouquíssimas
pessoas têm condição de fazer isso.
Pouquíssimas pessoas, porque se você tá
no bolso de quem quer que seja, eh, isso
já vai começar a ficar no caminho. Você
já vai ter que começar a fazer
concessões, a coisa já não vai andar.
Então o coisa nossa, eu acho que ele é
importante por causa disso, sabe? Porque
a gente discutiu muito esse projeto e aí
o Demore.
Ah, e a conclusão foi de que deveria ter
um caminho mais prosaico,
mais de de contar uma história que seja
que tem apelo, que seja interessante e
que ao mesmo tempo traduza isso que a
gente quer mostrar, o o funcionamento da
República, o Brasil, de certa forma
refém do que ele convencionou chamar de
de máfia política brasileira.
Então é é um um orgulho, cara, fazer
parte desse desse processo, que você, um
cara do teu peso, da tua capacidade,
confie em mim para escrever um prefácio,
significa muito para mim. Já tô ansioso
para ver o material final. Eh, vou
comprar agora aqui também, saindo, vou
comprar meu o meu exemplar. E é isso,
estamos junto. Muito feliz de de estar
participando de um momento tão especial
para você, no qual você apresenta uma
obra que segura, seguramente vai marcar
tua carreira, Demori, porque esse
trabalho é genial e ele é genial de uma
forma despretenciosa.
A gente vai te contar uma história, você
vai saber uma história assim de coisas
que
tem uma dimensão meio escorcese a
parada, eu acho, sabe assim, uma parada
máfia extremamente
atraente. Você fica que você quer saber
o que que vai acontecer.
>> Cara, o livro é um é um roteiro de
cinema pronto, né? É impressionante
>> isso, isso, isso.
>> Impressionante, César, eh, primeiro,
esse livro, você sabe muito bem, esse
livro é meu e seu, né? Porque essa
história toda começa. E eu até queria
que você Por que que eu acho que isso
aqui ele
encerra um capítulo de uma coisa que
aconteceu, só que ele abre pro para algo
muito maior, porque como o Emílio falou,
esse livro ele é o lançamento de uma
editora independente que vai dar vai ser
casa e vai dar guarita e vai dar
respaldo para jornalistas independentes
que querem publicar. Só que, cara, é o
mercado editorial é um mercado muito
difícil. A galera, pô, tem que parar
tudo para fazer, demora. Muitas vezes a
editora não dá muita bola pro seu livro,
não faz lançamento direito, não chega em
livraria. Pelo menos a experiência que
eu tive no passado com a com a editora
que eu editei foi essa. Foi uma
experiência muito ruim, eu te diria até
traumática, porque veja, eu escrevi um
livro, publiquei em 2016 e desde lá
nunca mais escrevi nada, cara. Porque
realmente fiquei traumatizado, pensei:
"Ah, bicho, não vou gastar tempo com
isso porque [ __ ] esforço do caramba, a
coisa não anda". não acontece e não
chega nas pessoas. Isso aqui, veja a
ironia do destino. A nossa parceria de
apuração jornalística, fora a nossa
amizade e o e o nosso nosso
relacionamento, né, ela [roncando]
começa por causa de um livro. Então, eu
queria que você contasse
como que o piloto Mauro Matozinho, por
que é que ele entrou em contato com
você? Porque essa história começar com
um livro e se encerrar com um livro que
vai dar luz a uma editora para outros
livros, isso que eu acho que é a ironia
mais maravilhosa dessa história. Então
queria que você contasse essa história
pra galera saber.
>> Ah, te agradeço por primeiro que assim
extremamente generoso da sua parte, tá,
Demori? de de colocar a as coisas nesses
termos assim e me colocar nessa posição.
O livro é O poder e desigualdade, que é
o por acaso não, eu juro por Deus que eu
não tinha deixado aqui em cima para
fazer o jabá, não, tá? Por por acaso
tava aí, porque eu tô consultando junto
com outras leituras aqui, mas o
se era novembro de
2024,
acho eu, dezembro.
E o Mauro Matozinho, o piloto que
denunciou o o esquema a qual o Demore se
refere, que deu de alguma forma, serviu
de faísca. O livro é mais é mais do que
esse relato, mas esse relato foi a
faísca que iniciou um processo que o
Demore desenvolveu em outras direções.
Eu tô ansioso para ler o o resultado
final, mas ele marcou, ele fez um post
no nos stories assim eh com esse livro O
Poder e Desigualdade meu e do André
Roncalha.
e numa cabine de avião assim com todo o
dashboard, aquele equipamento, né, de o
painel do avião, o livro e dizendo que
eu não lembro exatamente o texto, mas
aquilo chamou a minha atenção assim e eu
depositei porque eu achei a foto bonita,
uma cabine e tal, eu achei interessante
e e repostei. E algum tempo depois ele
me procurou e disse: "Olha, eu sou quem
sou. A história é essa? O que que você
acha?" Falei: "Cara, eu acho que eu
tenho a pessoa certa para [risadas]
tocar essa parada aí. É um amigo meu, um
cara que parece que tem alguma
experiência nesse tipo de coisa. Eu vou
falar com ele, tá? Daí a gente vê o que
que ele fala, porque eu te confesso, eu
já te disse isso, vou te dizer no ar
agora, eu não saberia fazer da forma
como você fez, organizando as coisas e a
solidez do trabalho em termos de
checagem
e e todo o trabalho que você fez por
trás da dessa publicação, eu não saberia
fazer, eu estragaria, com certeza o que
acabou sendo assim
a um material jornalístico importante
Então, eh, ele posta isso, a gente
começa essa conversa, eu levo isso pro
Demore, ele fala: "Olha, parece que, eh,
tem coisa, vamos adiante com isso, vamos
ver." A gente grava uma primeira
entrevista ainda num flat na na Vila
Mariana. Isso vai ao ar pelo ICL
Notícias, primeira edição.
E o Mauro nessa ocasião ainda aparece
anônimo. Eh, não aparece, aliás, perdão,
ele ele ele vem anônimo, né? Tipo,
aparece assim, mas não só
aquela questão de ocultar a voz, ocultar
a imagem e tal. E aí isso evolui. Oi,
Emílio, tudo bom, querido? Prazer. Tava
te ouvindo falar.
>> Fala, meu caro. Tudo bem? Prazer te
conhecer. Posso te interromper só um
minuto para dar uma nota?
>> Por favor, querido. Vai, vai em frente.
Sim.
>> Quando a gente lançou o livro de vocês,
que você é o o você vai escrever o
prefácio, a gente tinha uma meta de R$
50.000 para ter livro. E eu não sei se
vocês dois sabem, mas a gente já tem
livro. A gente já tem livro publicado. A
gente já bateu a nossa primeira meta.
>> Legal.
>> Preciso agradecer demais a galera que tá
apoiando. Então esse livro já vai chegar
na casa das pessoas com uma qualidade
absurda e isso mostra a força de vocês
dois. e a força do jornalismo
independente. E demore, já mudei de
ideia, vai ter o nome das 600 pessoas
que apoiaram em primeiro no como
apoiadores no livro. E eu vou convidar o
Calejão para duas coisas. A primeira é
para ir lá nos três elementos com a
gente e a segunda é para autografar
livro também.
>> Aceito. Aceito. Aceito colocar você para
autografar livro também. Os livros até
amanhã. Já
>> aceito. Assumo. Assumo compromisso aqui
publicamente contigo já.
>> Maravilha. Então cara, desculpa te
interromper e continuei. Lindão. Que
isso, cara?Ora lá. Emílio, Emílio, já
tem tem 521 pessoas já. O pessoal tá
falando que o site tá lento, mas tá
andando. Gente, a gente a gente atolou o
Catar, né?
>> Ah, eu falei pro pessoal do catar, eles
falaram que i tentar resolver, mas que
tá lento mesmo, porque tem muita gente
tentando comprar ao mesmo tempo. Tem que
ter um paciência agora, gente.
>> Só só para deixar claro aqui, então, a
gente a eu vou ter que autografar todos
os livros que forem vendidos hoje e até
até amanhã. É isso.
>> Até amanhã às 23:59,
>> tá? E aí a os primeiros 600 então que
entrarem vão ter o nome dentro do livro.
É isso?
>> O nome na nas páginas finais a gente vai
colocar o 600 nomes de todos os
apoiadores ali no final,
>> tá? Já tem 526.
>> Então corre aí, galera.
>> Muito bem. E César, você tava falando e
aí tem essa foto, aliás, do do
Matozinho, né, que ele postou. Na
verdade é muito louco, Emílio, porque
antes do antes de você chegar, eu tava
falando que eh veja, né, cara, eu sou eu
como eu brinco com César, eu sou até
místico, né? Então, e o a minha a minha
a conhece até o Místico? Sou eu.
Aumístico.
>> Conheço alguns. Conheço alguns. Conheço
alguns.
>> Então, eu sou até o Místico. Eh, eu não
acho que nada acontece por acaso, cara.
Tá, nada acontece por acaso. E assim,
foi as últimas duas semanas na minha
vida parece que que passar passou 5
anos, eu saí de um momento de um sábado
de manhã com a cabeça girando, sem saber
o que que ia acontecer, que que eu ia
fazer, pensando, [ __ ] tenho uma
eleição, vou ficar de fora da eleição
pela primeira vez desde que eu sou
jornalista há 28 anos, que era uma coisa
que eu não queria, pra gente tá aqui num
domingo lançando um livro que começa com
um livro. Essa história começa, claro
que a investigação toda, a investigação
da Polícia Federal e tal, não sei o quê.
Mas a história da gente eh o pontapé do
trabalho que o César fizemos juntos de
investigação e e e falar com o Mauro
Matozinho, para quem não sabe, é o
piloto que era o piloto que voava com
aqueles caras, o Beto Louco, esses caras
todos aí, né? Eh, começa com o livro, o
Matozinho tá pilotando um desses aviões
e posta uma foto do Kindle dele com a
capa do livro do César e aquilo chama a
atenção do César. E aí quando o César dá
um like, um joinha, aquelas coisas de
internet, o cara viu que o César deu
atenção para ele e falou: "Cara, preciso
falar com você". E nisso que a gente
entra nessa história e tem a ver com o
trecho que eu que eu li antes aqui.
Então, cara, a história que começa com
um livro, ela culminar o lançamento de
um livro que vai culminar com o
lançamento de uma editora, que vai
trazer outros autores, outros
jornalistas investigativos, outros
pensadores pra gente lançar essa galera.
E a gente vai lançar, como eu te falei,
Emil, isso aqui não é um projeto pro meu
livro e pro livro do César. Isso aqui é
pra gente dar um pontapé inicial, porque
assim, irmão, você sabe disso, eu não
vou falar o nome da editora.
>> Poderia lançar esse livro por outra
editora, inclusive uma major, tem a
marca, o selo e tal, whatever. Quando
você me chamou, eu pensei, cara, eu
perco um pouco de visibilidade e tal,
mas se é pra gente conseguir e eh
estruturar uma operação que vai ser
melhor pros autores, a gente vai depois
vai lançar tudo aqui. Vai lançar todos
os autores por aqui, cara. Então, é
muito bacana essa história, começar com
um livro e terminar com outro, né?
Linda demais, [ __ ] demais.
>> Ah, e eu fico particularmente feliz
porque o o
a ideia, Emílio, do poder e desigualdade
eh já nasce desse anseio, já nasce de
uma vontade de fazer o escrutínio do do
nosso modelo de sociabilidade, como é
que o Brasil legitimamente funciona para
além da das histórias tradicionais,
digamos assim, sabe? E clichê também
tradicionais. dizer, o esforço nessa
ocasião era como é que o país realmente
se organiza, como é que esse arranjo
social se mantém como uns dos mais
desiguais do mundo num país que é tão
rico, que tem uma população tão forte,
tão diversa, sabe? Então eu fico muito
feliz, cara, e
vida longa, tomara que isso prospere
muito, que a gente tenha muito alcance,
muita força. Muito feliz de estar
participando disso hoje e de
principalmente já tá chegando nisso, né?
600 livros, a meta era 300, vocês
disseram inicialmente, né? Já tá em 600,
já tá indo para 600. É isso.
>> A meta era de R$ 50.000 da do da
campanha. A gente já tá com mais de
quase R$ 70.000.
>> Olha aí. É isso demonstra a força dessa
iniciativa, cara.
>> É. E e eu queria acrescentar para vocês
dois também que tem o meu lado da
história, né? Tem o lado da história de
que eu já tô conversando com pessoas pra
gente lançar um livro que combata a
pseudociência dentro da saúde, por
exemplo, dentro da nossa editora. A
gente tá porque a gente sabe que, cara,
é um ambiente fértil de pseudociências,
de gente querendo vender tratamento
miraculoso para tudo. E a bloco, ela vai
est lá com esse pontapé maravilhoso que
a gente vai lançar agora o ano que vem,
lançando um projeto novo sobre saúde, um
projeto novo sobre meio ambiente,
explicando pras pessoas como existem
outros modelos de mundo que o pessoal
tava pedindo, né, Demori, ah, quais
outros modelos a gente pode propor?
Cara, a ciência tem saídas também para
isso e esses livros também não chegam às
pessoas como deveriam chegar. Então, a
nossa ideia é pegar esses projetos e
tirar da cabeça dessas pessoas que não,
que às vezes até tem acesso a essas
grandes eh marcas de edição, mas como
vocês disseram, tem que ganhar o seu
dinheiro, tem que ser justo os projetos.
Acho que a maior palavra que a gente tá
buscando na bloco é isso, cara. de novo.
Todo mundo aqui tem que pagar suas
contas, todo mundo aqui tem que ganhar o
seu dinheiro. Eu vou ganhar o meu
dinheiro com esse com esse livro, mas eu
acho que é justo o autor ser bem
remunerado. É justo o autor ter controle
sobre aquilo que ele tá publicando. É
justo o autor não ter que ter medo de
colocar o texto dele na rua porque um
editor A, B, C ou D não vai aceitar,
porque talvez não seja o momento, um
momento de eleição. Pô, vamos publicar
um livro sobre isso, como que isso vai
funcionar? Será que se a gente suprimir
isso, organizar isso de Não, vamos fazer
do jeito que tem que tem que ser feito.
E de novo, apesar de de ser uma editora
que tá nascendo agora, modéstia à parte,
o nosso livro vai ficar lindo, cada
capítulo vai ter uma arte maravilhosa, a
qualidade da impressão, eu garanto para
quem comprar que vai ser a melhor
possível, as pessoas vão receber um [ __ ]
de um projeto na mão deles, que vai ser
aquele livro gostoso de ter, gostoso de
ler também.
Emilião, o pessoal, eu vou ler mais um
trecho do livro aqui. O pessoal só tá
pedindo o seguinte, a Elane Trindade,
ideia sensacional, manda os contatos da
editora. Eu não sei se você quer fazer
isso agora ou se a gente faz com calma
na semana um lugar para que as pessoas
possam mandar originais para publicarem
na bloco também. Você quer organizar
isso na semana, daí a gente divulga nos
programas, como você preferi,
>> vamos organizar isso na semana por
enquanto. A gente ainda não tem essa
estrutura. O nosso site ele foi por ar.
Como como eu disse para vocês, esse era
um projeto para 2027. A gente tem um
site simples que a gente lançou, eh, que
se eu não me engano, tá tá na campanha
que é bloco Lab.
>> Então, se vocês procurarem bloco.lab,
vocês vão achar o nosso site ou vai lá
no final da campanha e você vai achar o
endereço. E lá tem um site simples. Por
enquanto, a gente pode até pensar nessa
em criar essa estrutura para começar a
receber esse material, sim. Mas por
enquanto hoje não. Hoje ainda a gente tá
tá organizando as coisas, organizando a
casa projeto para conseguir ter braço
para fazer isso no futuro. E fazer
direito também, né, gente? A gente não
quer só ter um lugar que vocês vão
depositar o material lá e ninguém vai
olhar. Então, a gente precisa dar uns
passinhos com calma pra gente entregar
uma coisa legal. que o só me estendendo
um pouquinho, o trabalho que a gente fez
com Demore, o trabalho que a gente vai
fazer com Calejon, se um dia ele quiser
publicar um livro com a gente, é o
trabalho que a gente quer fazer com todo
mundo. Então, chama pra reunião, explica
o que é, apresenta propostas de capa,
apresenta proposta de projeto. O autor
ele tem que participar de todos os
passos desse processo para que o projeto
tenha a cara dele. Então, a gente também
tem que tomar esse cuidado com o que a
gente consegue fazer para entregar com a
qualidade que a gente quer entregar
paraas pessoas que tão comprando o livro
e principalmente paraos autores terem
orgulho daqueles livros que eles estão
comprando. Certo?
>> Muito bom. Eu vou ler mais um trecho do
livro aqui, gente. Calma aí, depois a
gente compra isso,
>> tá? Beleza. Só para só para lembrar, os
primeiros 600 que entrarem vão ter os
seus nomes no livro, tá gente? Vai ter
páginas com os nomes dos apoiadores.
Emílio, 584 pessoas. Eu acho que se
passar de 600 as pessoas vão pedir que
seja um 700, mas aí eu vou deixar com
você. Eu vou ler mais um trecho aqui pra
galera ter uma ideia do para onde a
gente foi. O César, o César e Emílio já
leram boa parte desses originais aqui.
>> Eh, essa semana, antes de viajar para
Cuba, eu vou começar a abrir o capítulo
do Dark Horse, porque vai tá lá, lógico,
né, a ligação do do o áudio do Flávio
Bolsonaro pro Vorcaro, etc e tal, porque
a ideia é que esse livro chegue na mão
das pessoas no período eleitoral. Vamos
lá.
Se havia uma pessoa em condições de
organizar aquele tipo de recepção,
aquela recepção com fuzil, com policial,
não sei quê, era o Manuel, esse manolo
que eles chamavam, né? Porque assim,
gente, por que que o negócio se chama
Coisa nossa? Justamente porque o eh se
equipara muito uma estrutura mafiosa.
Isso é diferente de outras coisas que a
gente viu no passado. Uma fraude da
americanas, por exemplo, Emílio, os
caras das americanas, eles não tinham
uma milícia privada. A a Polícia Federal
relata que essa milícia que cercava o
Vorcaro era uma organização paramilitar.
Isso é palavra da Polícia Federal. E aí
aqui seguindo o trecho do livro, para as
pessoas terem uma ideia de para onde
essa narrativa caminha, né? A Polícia
Federal descreveria depois a estrutura
que ele comandava no Rio de Janeiro como
uma organização de natureza paramilitar.
Homens fortemente armados, veículos
blindados, fuzis, tudo à disposição dos
interesses da família Vorcaro havia anos
e que permaneceu inclusive depois da
prisão de Daniel Vorcaro em março de
2026. Manuel gostava de contar as
próprias proesas. Numa conversa
recuperada pela investigação, relatou
como havia encerrado um contrato antigo.
O outro lado apareceu para cobrá-lo com
quatro policiais militares. Manuel foi
sozinho ao encontro, ou foi o que ele
disse a princípio. Na verdade, não
estava desprotegido. havia posicionado à
distância um atirador de elite, um
sniper, a palavra técnica para que a
Polícia Federal descreveria para
atiradores especiais ou de elite,
especializados em disparo de arma de
fogo de alta precisão a longas
distâncias. quatro fardas contra um
homem e um fuzil escondido em algum
ponto alto da vizinhança. Manolo não
escondia o desprezo que sentia porque
vestia farda sem estar ao seu lado.
Disse ele: "PM bom é PM debaixo de sete
palmos", escreveu no WhatsApp num
arroubo de de sinceridade que a
investigação registrou. Um interlocutor
no WhatsApp o corrigiu com a precisão de
quem entende melhor o próprio negócio.
Abre aspas, Emílio. PM bom é PM que tá
do nosso lado. [risadas]
>> É bizarro.
Vocês lidam com essas coisas todo dia.
Eu não sei como vocês conseguem. Não dá
para acreditar que a gente vive numa
sociedade em que existem essas
conversas. É conversa de filme mesmo. É.
É isso. É muito bizarro. É muito
bizarro. O cara colocou isso, é cena de
filme.
>> Posso ler, posso ler um trecho do meu
prefácio, Demore? Ou você quer?
>> Ô, cara, eu não li ainda, mas se você
quiser fazer essa surpresa, manda ver.
[risadas]
>> Deve, deve, pô, eu também deveix, deixa
você ler. Você não leu ainda, é ótimo.
Te mato, seu animal. Lógico que você já
leu.
>> Ó, o Júlio César tá. O Júlio César
Beraldi. O livro tem configuração para
ser um documentário? Cara, é a escrita
tá levando para isso, né?
Então assim, por exemplo, antes do César
ler o trecho, tô brincando, já li,
obviamente, antes do César ler um trecho
do prefácio dele, porque o que que o
prefácio do César faz, Emílio? O
prefácio do César amarra
intelectualmente a investigação
jornalística. Então são dois textos que
se complementam, né? Tem a investigação
jornalística baseado em operação da
Polícia Federal e em conversas com
diversas outras fontes, como eu mostrei
no começo aqui, o Worcaram na Disney. E
essa foto não tá com a Polícia Federal,
por exemplo, né? Eh, ele chegando numa
corretora na Faria Lima, [roncando]
eh, vestido com uma roupa Gucci que os
caras na hora identificaram que era
falsa, isso não tá lá. teve uma briga de
porrada de soco na cara num dos prédios
mais caros da Faria Lima, que também tá
no livro, que é essa aqui eu não vou
revelar aqui. Isso aqui vou deixar pro
pessoal que vai ler o livro, né?
>> É, não entrega tudo não, Demore.
>> Então, é, pois é, eu fui, eu fui
pensando, César, eh, e nessa, nessa
questão de de como isso pode ficar
até cinematográfico, né? Porque tem um
determinado momento lá que eu consegui
fazer, Emílio, uma apuração na parte da
moda, [roncando] eh, e mostrando como
tem uma diferença do dress code do
pessoal de Brasília pro dress code do
pessoal da Faria Lima, por exemplo. E é,
cara, eu não sabia disso, né, como é que
a coisa funciona, né? Eh, na na na Faria
Lima tem um tipo de roupa calçado, né? O
tipo de mocacim, o tipo de cinto, o tipo
de bolsa que você usa, que é diferente
do que usa em Brasília. Então, para
fazer um filme disso, cara, tá tudo
descrito, até a maneira como os
personagens se vestem, né?
>> É. E às vezes a BO vira algo maior até e
a gente compensa a fazer projetos de
mídia envolvendo livro, envolvendo.
Cara, existe um mundo para tudo aí pra
gente fazer. Então vamos conversando.
>> Alô, alô Netflix, ó. Vai perder. Depois
a gente já vai assinar com outro com
outro stream aí. Prime vai, pode favor
entrar no
>> Pode ir listando. Pode ir listando.
[risadas]
>> César, lê um trecho do teu aí,
>> tá? Eu vou ler só
cinco parágrafos. curtinhos aqui que eu
acho que dá o tom do que
eu tentei transmitir nisso dentro do de
tudo que a gente já disse, tá, nessa
live. Então o prólogo começa assim:
Brasil 1534.
12 capitães donatários recebem amplos de
terras do rei. Fecha teu áudio, Demor,
que tá dando eco aqui. Dom João I.
Entre eles, ninguém da alta nobreza
lusitana, tais como duques ou condes,
apenas pequenos nobres, digamos assim, e
burgueses da burocracia administrativa
de Portugal, militares, funcionários,
públicos e invasores que haviam se
destacado nas agressões portuguesas
contra a Índia e as nações africanas.
Atuando como uma espécie de parceria
público-privada pós-medieval
entre a coroa portuguesa e os
donatários, as capitanias hereditárias
conformaram o primeiro sistema de
administração do Brasil e guardam os
elementos embrionários do que viria a
ser a máfia brasileira quase 500 anos
depois. No começo do século XX, A coisa
Nossa também atua instrumentalizando o
processo político brasileiro, o acesso
às terras e o controle jurídico e social
da nação, de forma extrajudicial para
enriquecer grupos específicos, sobretudo
de políticos e empresários, enquanto
remete gordas parcelas do que usurpaos
de investimentos exclusivos na
metrópole. E aí, com isso eu termino.
Quem quiser compra mais aí para seguir
lendo, tá? Sonegação, lavagem de
dinheiro, peculato, patrimonialismo,
fraudes bilionárias, emendas
legislativas sob encomenda, betes e
jogos online, jatinhos, iates, festas,
urgias, assédio jurídico, intimidação,
violência e morte. Esse livro faz o
escrutínio de como opera a máfia
política brasileira, que envolve
parcelas do bloco de poder conhecido
como centrão e o bolsonarismo e que a
partir da eleição de Jair Bolsonaro em
2018 passa a dominar o Parlamento
nacional com o parlamentarismo
orçamentário e o debate público com
notícias falsas, dogma religioso,
populismo penal, moralismo e pânico
moral. Esse essa é a introdução do do
meu prefácio.
>> Muito bom, cara. O pessoal tá comentando
aqui o o dress code é totalmente
diferente da Faria Lima. Como é que é?
Brasília conservador e Faria Lima é
informação de moda. Maria, quem falou
isso? Maria Andrade Nogueira. Tá, tá
sabendo aqui. Maria Andrade. Eu, eu
demorei para descobrir, né? Porque eh,
cara, tem uma diferença que é sutil, mas
é muito doida, né? Por, por exemplo,
aqui, ó, eh, eu até falo quando o
Vorcaro sempre tem usado essa expressão,
né, César? Poster boy de luxo, né? E não
o chefão do sistema. E uma primeira
olhada, nada de fuzis, carros blindados
ou snipers. Seus membros vestiam dress
code do luxo. Ó, do alto escalão aos aos
aspirantes a traders famosos, sonhando
em virar figuras frequentes em podcast
de negócios ou em capas de revistas como
executivos de sucesso. Eles circulam
pela Faria Lima, jantam em Brasília,
Rio, São Paulo ou Teresina, voavam para
Mônaco ou Curchevel, como o nosso
querido Ciro Nogueira, né? Despachavam
em salas com vista para o poder, pisando
tapetes com seus sapatos caros. Mocassim
Salvator e Ferragamo com a favela
Gantini entre os políticos. Quase um
uniforme do poder brasiliense há décadas
ou um Guti Horsebit nos cintos e pastas
Louis Vitton. Nos ternos, Ricardo
Almeida, Zenha, Canali ou Corneliani. No
pulso, o famoso Rolex Day Trade com a
pulseira Presidente. Famoso, aliás,
pelas fotos da Polícia Federal em dias
de busca e apreensão. Emílio, na Faria
Lima, a gramática é outra. O dinheiro
novo do mercado financeiro migrou para o
que se chama de quiety,
o luxo encabulado, sem logotipo visível
ou sinal de ostentação, com o seu sapato
sapato símbolo, o loropiana, onde brilha
o mocassin summerwk, deamursa, junto com
Santony e Tods. No topo da cadeia, os
banqueiros mais velhos usam berlut,
famoso pela pátina artesanal no couro
dos pés e John Lob, calçados de milhares
de dólares, reconhecidos somente por
quem é do meio. Nos ternos, Zenha, mas
Sumisura sob medida. Brioni ou Kitton
para os muito ricos. Brunelo Cutinelli
para o visual casual bilionário e há um
detalhe sociológico mais conhecido na
avenida. Camisa social sem gravata com
coletinho Patagônia ou Monclair por
cima. O famoso colete da Faria Lima, que
virou meme e uniforme ao mesmo tempo.
>> Maravilhoso. Muito bom, cara.
Ai, ai.
>> Não dá para acreditar, cara. Eu não
quero usar nem calça mais. E os caras
estão discutindo colete, não sei que lá,
camisa loropiana.
>> É porque você não tem dinheiro, né,
cara? O diabo veste dress code de
Brasília já faria [risadas] liv. É,
talvez seja porque eu não tenho dinheiro
mesmo. Exatamente.
Que é isso, [risadas]
>> Emílio? Ó, deixa eu falar uma coisa
aqui. A gente tá com 720 apoiadores, tá?
Então assim, a coisa andou, tá? Andou
já. Eu quero ver com você duas coisas.
Primeiro, a gente vai fazer o lançamento
desse livro que já está lançado. Isso
aqui vai ser entregue em pleno calor da
campanha eleitoral, porque é importante,
esse livro repõe a história do máster do
lugar onde ela nunca deveria ter saído.
Mostra a gênese dela, quem operou, como
operou em Brasília, na Faria Lima, quem
eram as pessoas e coloca em perspectiva
justamente essa história de que o o
Vorcaro é o chefão da história. O
Vorcaro é um poster boy, né? Não é, não
é, não é o cara que comanda. A gente
mostrou antes aqui o cara viajando para
Disney, sendo monitor de pré-adolescente
com aparelho fixo nos dentes. Isso aí
poucos anos atrás. Então, o seguinte,
primeira coisa, eh, tem várias metas
intermediárias que todo mundo vai ganhar
se bater as metas. A gente já bateu
alguma delas? Como é que tá isso? Isso.
A gente a gente tá para bater a primeira
meta. Se a gente bater a primeira meta,
todo mundo recebe um marcador de página
do livro e essas metas elas vão
acontecendo. A segunda meta, todo mundo
recebe o adesivo defendendo jornalismo
independente. Terceira meta, todo mundo
recebe um cartão postal. E a gente vai
criando essas metas, inclusive se elas
foram sendo batidas. O que você falou é
super importante. A campanha vai até dia
11 de setembro, que é uma sexta-feira,
que é quando a gente fecha a campanha do
Catarse. Fechando a campanha do Catar,
todo esse material já vai est pronto, o
livro vai estar diagramado, a gente já
vai ter recebido todo o material e a
gente já vai tá pronto para dar o start
na gráfica.
Assim no literalmente sábado, dia 12, a
gráfica recebe o material e começa a
imprimir os livros. As pessoas vão
receber a partir do dia 10 de outubro. o
seu livro em casa. Então, em 15 dias, 20
dias, o livro tá pronto. Ele chega na
nossa estrutura de distribuição e de
envio desses livros. E a partir do dia
10 de outubro, ou seja, entre o primeiro
e o segundo turno, cada um já vai
receber o seu livro, o seu boné, o seu
pin, já vai receber o seu kit com que
foi comprado em casa. A pergunta que
todo mundo faz assim: "Ah, Mir, se eu
comprar o livro lá no dia 10 de setembro
e já tiver 15 brindes garantidos, eu vou
receber os 15". Você vai receber todos
os brindes que todo mundo vai receber
num pacote de coisas. E o que a gente
fez foi isso, assim, por que a gente
escolheu esses brindes? A gente quer
enaltecer o jornalismo independente. A
gente quer repetir a todos os ventos de
que não existe democracia saudável sem
um uma um jornalismo forte e
independente. E eu acho que que vocês
dois, vocês são parte de um processo de
um jornalismo muito independente mesmo,
um jornalismo que que ele é feito por um
conjunto de pessoas. Eu acho que se a
gente se organizar, a gente vai
conseguir fazer coisas muito grandes que
grandes conglomerados fazem. E e teve um
comentário aqui no chat que que eu posso
deixar as pessoas bem calmas, sem
propaganda de bet, sem as coisas que a
gente não deve fazer, mas com o apoio de
quem assiste a gente. A gente precisa do
apoio dessa galera. A gente precisa de
grana de algum lugar. A gente precisa de
grana para ir para Cuba. A gente precisa
de grana para fazer um evento grande em
São Paulo, em outubro, que a gente tá
planejando, que eu vou levar esses dois
e mais uma galera muito legal do
jornalismo independente. A gente precisa
de grana para reunir todo mundo no mesmo
lugar. Então, fazer projetos como esse,
que vão ser um sucesso, são fundamentais
para que a gente consiga fazer outras
coisas. E se a gente vender 10.000 1
livros desse, eu chego na Netflix, como
a Legião falou, bato lá na porta e falo
assim, ó, ó o que eu tenho aqui, ó. Best
seller feito em casa, feito por três
caras que estão cada um na sala da sua
casa fazendo vídeo e com o poder de
fazer um bestseller. Mais a Camila, mais
a Ana, mais o Pedro Matalo que trabalha
comigo, mais a galera que dá todo o
apoio, a Camila que tá aqui, que a gente
consegue fazer cada um com seu pouquinho
de trabalho a gente fazer projetos
incríveis que podem render bastante,
certo? E a última coisa, Demores, só
para galera não reclamar de mim, 1000
apoiadores, tá bom? Que vão ter nome do
livro.
>> É, então eu ia te perguntar, a gente
tem, bom, vai ter um limite porque vai
chegar uma hora que não vai poderar
muita página, né? Mas a gente tá é é
porque o pessoal tá reclamando que tá o
site tá pedalando para comprar e a
galera entrou lá rápido para ser no 600
e já passou. Estamos com 748 apoiadores.
Podemos ir até os 1000.
>> Vamos até o 1000. Até o 1000 a gente
consegue sem comprometer grandes coisas
dos do livro. Eu acabei de conversar com
o Pedro, mandei uma mensagem pro Pedro
aqui
>> que é o meu sócio, que é que é o meu
sócio, mas ele é o designer, então ele
precisa dizer pra gente se cabe ou não.
Ele falou: "Não, até 1000 apoiadores a
gente consegue colocar. Então, para todo
mundo que tá assistindo e tá tentando
apoiar e tá com dificuldade, os
primeiros 1000 apoiadores vão ter o seu
nome como primeiro 1000 apoiadores lá lá
no livro. Vai ficar bem bonito,
>> tá? Então, quem já comprou essa noite,
já tá com o nome garantido, 748 pessoas.
Temos mais aí eh eh vai chegando nas 800
mais umas
>> umas 250. Então, galera, as 250 agora
que entrarem vai ter um nome, a gente
vai fazer uma página com o nome de todo
mundo que apoiou, porque de fato é um
financiamento coletivo, né, Emílio? É um
outro sistema de fazer, né?
Exato. É, a ideia é justamente essa,
assim. Então, eh, a gente tá falando em
termos mais comuns para as pessoas, a
gente tá fazendo uma pré-venda de
livros. A gente tá garantindo que o
livro vai ser produzido a partir do
apoio de quem acredita no projeto.
Então, que a gente se propôs a fazer uma
pré-venda de 40 dias. E essa pré-venda
de 40 dias e e só para explicar pra
galera, a diferença do nosso projeto é
que eu não sou o dono da editora dono do
projeto. Nós somos sócios desse projeto
que estamos construindo esse projeto e
que vamos comprar um monte de livro a
mais, além dos do apoio, para continuar
vendendo esse livro depois. Se o projeto
tiver sucesso, eu consigo colocar esse
livro nas livrarias do Brasil que a
gente tá achar interessante. Se esse
projeto tiver sucesso, quando Demore for
dar uma palestra em Santa Catarina, ele
vai poder colocar esse livro à venda.
Esse livro existe porque vocês estão
apoiando e porque vocês estão comprando
o livro.
>> Boa. O pessoal tá pedindo aqui
lançamentos presenciais. Solâ de
Fernandes falou: "Venho lançar aqui em
Brasília, já comprei." Vamos lá. O que
que a gente tá planejando que o Mil vai
poder explicar um pouco melhor? Como é
um jeito não convencional de fazer, que
é um jeito que dá muito mais liberdade
pro autor e dá mais rentabilidade pro
autor também. E sim, gente, o autor
precisa, cara, livro você faz no Brasil
hoje, em qualquer editora grande, você
ganha centavos. Eu não tô brincando, não
é uma coisa assim, é centavos. Eu fui
ver dinheiro do meu livro, primeiro
livro em depois que eu lancei, seis anos
depois, cara. Você tá maluco,
>> eu tô te falando. E aí escrevi em 2016,
pensei: "Ah, bicho, caramba, eu não vou
mais parar minha vida para fazer isso,
porque
>> o boleto chega, né? Então você tem que
fazer outras coisas". E aí, qual que é a
as grandes perdas, entre aspas?
Primeiro, eu acho que a gente não
consegue entrar em lista, né, Emílio, de
mais vendidos. A gente não entra, né?
Não, não, não, porque não existe. A
gente vai, se a gente atingir as nossas
metas internas aqui que a gente
conversou entre a gente, a gente vai
vender para tá numa lista, se essa lista
existir. Mas eu não sei como essa lista
avalia projetos independentes como o
nosso. Então, a gente vai atrás até para
ver se a gente consegue
[limpando a garganta] colocar na lista
de mais vendidos, mas eu não sei como a
gente faz para acessar essas listas.
Então, talvez a gente ainda não sabe
ainda se a gente vai estar na lá na
lista ou não.
>> Tá tudo bem. Outra coisa, é livrarias, o
o Emílio deixou muito tranquilo até pro
César saber isso, se eu como autor quero
estar em livraria ou não. Eu falei,
Emílio, e acho que de repente a gente
escolhe assim umas duas, três em São
Paulo, uma em Porto Alegre, uma em
Floripa, uma em Belo Horizonte, uma em
Salvador, uma algumas selecionadas que a
gente possa mandar. Isso a gente vai
poder fazer no futuro, mas não agora,
porque também
>> dá mais empenho, mais trabalho e nesse
nessa cadeia de distribuição, eh, a
editora e o autor deixam muita grana
pelo caminho, que você coloca um monte
de intermediários, né? Isso é um outro
problema. E aí o lançamento é o
seguinte, Emilião, a gente vai fazer
lançamento em algumas cidades e você já
me deu um pouco da ideia de que não vai
ser um lançamento, digamos, convencional
só em livraria e tal. a gente vai querer
fazer uma outra outra parada aí, né?
>> É, a nossa ideia para lançamento é que a
gente também comece a criar um modelo
diferente de interação do autor e dos
autores com o público. Então, o que a
gente imaginou é que esse evento que a
gente vai planejar também, de novo,
gente, a gente tá criando um modelo no
processo desse modelo acontecer. Então,
esse primeiro evento ele aconteceria em
São Paulo e ele seria mais um evento do
que uma tarde de autógrafos. Então, a
gente tá pensando numa palestra do
Demori, numa palestra do Calejon, vai
ter os livros de todo mundo lá para
vender, vai ter música, se a gente
quiser colocar música, vai ser um evento
de conversa e de encontro com pessoas
diversas que vai incluir o nosso livro
estando lá. A ideia é que esse evento
seja público, então que quem quiser
acessar esse evento vai poder acessar. A
gente vai ter a nossa loja vendendo os
livros com a nossa maquininha ali,
vendendo livro de todo mundo que quiser,
que tiver participando do do Então eu
pensei em chamar o Calejão, pensei em
chamar os nossos amigos do Galã Feios,
por exemplo, o Hélder e o Bes, aqueles
safados que são nossos amigos, que
trabalham com a gente no no três
Elementos, já foram várias vezes, e
montar essa galera para fazer um evento,
uma tarde em que todo mundo vai est ali
batendo papo, vai ter um papo de 15
minutos de cada um, vai tá todo mundo
circulando E vai ter o momento de cada
um sentado na mesa também assinando os
livros de quem for lá comprar o livro lá
ou até gente levar o seu livro. Então,
se por acaso você não comprou o livro no
primeiro dia e não recebeu o livro
autografado, mas comprou nos outros
dias, você pode levar o seu livro lá. Eu
acho que nesse momento eh Demôica Legião
que a gente tá, ter esses espaços de
reunião é super importante, porque
muitas vezes a gente se sente um pouco
sozinho, a gente se sente eh lutando
muito sozinho. E acho que encontrar
pessoas que enxergam o mundo de uma
maneira minimamente parecida com a nossa
é o que a gente quer nesse primeiro
evento que a gente vai fazer. Então, não
só para as pessoas conhecerem a gente,
mas para as pessoas se conhecerem
também, trocarem as figurinhas entre
eles, eh, interagirem com a galera que
não necessariamente tá produzindo
conteúdo, mas que tá dentro da mesma
luta de um mundo diferente do mundo que
a gente vive. Não sei se faz sentido
isso para vocês, mas isso é uma coisa
que a gente tá super empolgado, porque
acho que pode ser um evento muito legal.
E aí em esse evento funcionando, a gente
pode pensar em outras cidades. Então,
ah, vamos pensar em fazer isso no Rio,
vamos pensar fazer isso em Brasília,
vamos pensar fazer isso.
>> Pessoal tá pedindo Brasília, Porto
Alegre, Rio, Belo Horizonte, Salvador.
Quem mais aí, ó? Vem para BH.
>> É tudo uma questão de novo de como a
gente vai organizar financeiramente, de
como esse evento vai funcionar. Às vezes
a gente pode ir atrás de apoiadores para
esse projeto. A gente pode planejar
isso. Eu sei que o primeiro evento ele
já vai ser planejado em São Paulo em
outubro. A prioridade é todo mundo
receber o livro. Assim que todo mundo
que apoiar o projeto receber o livro, a
gente vai ter o evento planejado para
fazer também.
>> Boa. A Valquíria tá pedindo mais um
trecho do livro. Leio aqui ou tá bom?
Gente,
>> eu acho que a Valquíria tá tá apelando.
Acho que já leu bastante, pô. Já, já,
>> já falou até de volta aqui.
>> Não, eu vou ler só um pedacinho que eu
acho legal, que é o seguinte, ó. Aquelas
coisas que a gente descobre durante a a
investigação, né? Eh,
logo, olha só, isso aqui é, a hora que
eu falei pro César que tinha acontecido
isso, foi um negócio sensacional.
Logo que as informações foram extraídas
dos celulares da papelada do máster, as
extravagâncias da coluna social criaram
a moldura perfeita de pessoas das altas
rodas sociais, gente que jamais passaria
perto de ter em folha de pagamento
homens dedicados à extorção e ameaças.
Chamou muita atenção pública eh uma das
tantas festas que Vorcaro planejou dar
para reforçar a própria imagem. Uma
festa em Taormina, na Itália, só para
convidados, com custo estimado em R
milhões deais, na qual se apresentariam
Codeplay, Michelle Bublé, Andrea
Botelli, David Geta, Seal and the
Strokes. O banquete duraria dias, mas
foi cancelado pela repercussão do caso
Master. Vorcaro faria a recepção dos
convidados, Emílio, olha só, em hotéis
de alto luxo na região. Para um dos dias
tinha reservado inteiramente o castelo
de Liskiave, uma vila fortificada do
século XVII que ficou famosa como set de
filmagens a partir dos anos 70, quando
Francis Ford Copola gravou várias cenas
do seu clássico O Poderoso Chefão. Foi
nos jardins do local onde Vorcaro
espocaria taças de espumante que o
cineasta rodou a cena da explosão a
bomba do carro que matou a personagem a
Polônia Viteli Corleone, a jovem esposa
siciliana do mafioso em ascensão Michael
Corleone. Não é maravilhoso que o Vorcar
ia fazer uma festa onde o Copola matou a
mulher do Michael Corleone? Velho
>> não dá para acreditar. [risadas]
Não dá para acreditar. É espetacular.
É muito e brega também, né? Acaba sendo
até brega, né?
>> Lógico. Agora, você sabe por que que
isso tem tanta força?
Porque quando você coloca elementos tão
gráficos dessa ordem, muito eco, Demor,
tá voltando tudo para mim, o meu som aí
contigo.
Eh,
veja, quando você fala de número, é mais
árido, é mais seco. Quando você fala
milhões e não sei o quê, sabe? Agora
quando você quando, infelizmente, tá, eu
não tô dizendo para vocês e paraas
milhares de pessoas que estão aqui com a
gente que eu aprovo ou que eu reprovo ou
que eu acho bonito ou que eu acho feito.
Tô te dizendo como é que em ampla medida
o Brasil opera e o deboche é um elemento
central da organização da nossa vida
social e política. E esses elementos de
que ele ele de castelo e grandes bandas
e o cara gastar um culhão de reais e não
sei o quê. E isso colocado com a tua
habilidade de escrita de uma forma
prosaica. É por isso que quando você
sugeriu, a gente tava eh conversando,
né? Qual o rumo, o que que a gente deve
fazer aqui? Vamos começar a escrever e
tal. E aí o Demori veio com essa
sugestão de, cara, acho que tem que ser
um negócio mais prosaico, porque o meu
texto, Emílio, geralmente, apesar que eu
vou lançar em breve também o meu
primeiro de ficção, mas é um texto mais
analítico de ciências sociais, de
análise em ciência política, em
sociologia, eu tenho mestrado em ciência
política e em sociologia, mudança social
e participação política e tal. Então, é
um pouco mais a minha praia. E o Demore
sugeriu isso. Vamos fazer um negócio
mais prosaico, contando as histórias,
porque isso fica muito mais saboroso,
cara. Isso tem muito mais apelo, as os
ganchos que ele tá dando aí. E ao mesmo
tempo vocês colocam em perspectiva, isso
é o que é importante para mim, tá?
Quando vocês pensarem em, castelos,
coday,
nada que o nada que seja culpa do
codeplay, mas só para dar a dimensão do
tamanho da ostentação dessa galera,
vocês ah mantenham em perspectiva que
isso é num país que tem 11 milhões de
analfabetos, 50 milhões não tem acesso
a esgotamento sanitário de forma
completa.
adequada e 90% ganha até
R$ 3.500.
Então, toda vez que que esses elementos
nababescos aparecerem, eles servem para
reforçar de uma maneira gráfica o tipo
de país que a gente tem em virtude de
como essa máfia política que o que o
Demorei, esse conceito é é do Demorei,
de como essa máfia política se organiza
e como é que é que mantém o país refém
de um modelo de subdesenvolvimento
que no meu trabalho com o Roncalha, esse
termo é do Roncalha, ele ele chama de
modelo extrativo agrofinanceiro.
A essa máfia política, por isso que a
interseção entre esses livros é
gigantescas, é gigantesca, perdão,
Demori. E uma coisa, como você muito bem
colocou, serviu de faísca para outra,
entendeu? Por porque essas energias elas
se reúnem por afinidade, cara. A gente
tem o mesmo objetivo em última análise,
cada um utilizando a ciência à qual se
dedicou mais ao longo da vida, sabe? Mas
essa essa coisa mais direta, mais
objetiva e saborosa, saborosíssima, tô
ansioso para ler teu texto,
para além das partes que eu já li, né?
Eh, serve para isso, porque ela oferece
elementos muito gráficos para que as
pessoas compreendam que, ó, olha, por
quê, tem 50 milhões de pessoas sem
esgotamento sanitário elementar, cara. O
que isso quer dizer? é que tudo o que
acontece em termos de desenvolvimento
humano tá comprometido.
Eh, às vezes também só falar: "Ah, não
tem saneamento básico, ah, mas tudo bem,
né?" Não, não é um negócio assim, é por
isso que chama básico, porque é o básico
do básico, é o mínimo que você precisa
para começar a se desenvolver em termos
humanos, sabe? E é por isso, é por causa
de Vorcaro, é por causa de Ciro
Nogueira, enfim, desse tipo de gente e
das figuras que você traz no teu texto
aí no no Coisa Nossa. Isso é um trabalho
fundamental para quem quer entender o
Brasil, mas que não quer fazer isso
também de uma maneira tão árida, tão
seca, com análise sociológica e esse
tipo de coisa, o que é mais a minha
ferramenta. Então não é não é que eu tô
falando mal de absolutamente nada, mas
tem tem esse tempero, é mais saboroso, é
mais assim Martin Scorese na parada e
tudo isso que o Demore tá trazendo.
>> Galera, ó, seguinte, vamos encaminhando
pro final aqui. dúvidas, Emílio. Eh,
quem mora fora do Brasil vai receber,
né?
>> A gente, quem mora fora do Brasil
>> Ah, não, veio, veio. Tá,
>> quem mora fora do Brasil tem que mandar
uma mensagem pra gente, a gente vai
colocar um WhatsApp disponível e a gente
consegue fazer o envio para fora do
Brasil, mas a gente precisa recalcular o
frete para quem mora fora do Brasil,
>> tá? Então, esse valor de R$ 35 de frete
é em território nacional para enviar
para fora, a gente precisa entrar em
contato e resolver cada caso
individualmente.
A alternativa a isso é que a gente tem
uma versão em PDF à venda. Essa versão
em PDF vai ser entregue para todos os
apoios. Mas se por acaso o frete ficar
muito caro, se você mora em Portugal,
por exemplo, você pode fazer o apoio em
PDF que o seu que você vai receber o seu
livro por e-mail assim que todo mundo
receber os livros.
>> Beleza? Muita gente de Portugal, aqui de
de Angola, Uruguai, Estados Unidos.
Então, todo mundo que fizer essa compra
depois também vocês têm como identificar
isso, né? Quem colocou o endereço, né,
Emílio?
>> Temos, temos. A gente tem como
identificar. Qualquer coisa você pode
fazer a sua compra e a gente também
entra em concur aceitar acertar a
diferença que a gente vai ter de frete.
Eu peço que as pessoas entendam, mas eu
enviar um livro para Portugal, por
exemplo, vai custar R$ 150. E isso eu
não posso arcar com essa diferença,
mesmo tendo esse cálculo médio de frete.
Então, se a pessoa tiver, ela pode ou
comprar o PDF ou ela pode comprar
deixando claro o seu interesse e a gente
entra em contato para fazer o ajuste de
frete assim que a gente enviar,
>> tá? Beleza, gente? Ó, vamos lá. É o
seguinte, 869 pessoas, então na prática
falta pouco mais de 100 pessoas para
que, ó, alguém tá falando aqui, acho que
tá vendo atrasado, né? 600 não, tem que
ser todos até o final da live, gente.
Vai ser os 1000 primeiros que entrarem e
vão ter o nome impresso nas páginas do
livro como apoiadores. Estamos em
>> 6 89
pessoas. Então, quem entrar agora até o
finalzinho vai ter. Daí depois também já
começa a entrar muita página e também
não dá para nós botar o nome muito
pequeninho, né? Então a gente tem que
organizar isso também porque isso
aumenta o o custo do livro. Então vamos
lá, vamos dar um sprint final para quem
tá entrando aí. César, amanhã de manhã,
das 7 às 8, eu estou ao vivo aqui nesse
canal com o programa Grande Guerra.
Depois vamos pular para o seu canal. A
gente vai ter o Maurício Moura, diretor
do Instituto Ideia, que faz aquelas
pesquisas meio Ideia, que vem dizendo
que é uma eleição esse ano que pode ser
terminada no primeiro turno. E temos
amanhã uma convidada especial. Quem é
César?
>> A Vivi Mesquita vai estar com a gente
amanhã. Eu e o Demore vamos
entrevistá-la e e ansioso, ansioso pela
entrevista dela, ansioso por essa
entrevista. Ó, primeiro turno seria
importante pra gente nesse momento Demor
Sabe por quê? Porque o que tá em jogo
agora é muito mais derrubar
o o argumento que eles vão utilizar para
tentar convencer o trampismo a não
reconhecer a vitória do Lula do que
propriamente ganhar nas urnas. Não tô
dando isso de barato, não tô dizendo que
a vitória é líquida e certa, mas
eu o o Flávio desidratou muito, a a
condição política dele se deteriorou
muito por conta, aliás, do maravilhoso
trabalho do nosso amigo Paulo Motorim e
equipe no Intercept. E ao que tudo
indica, ele deve ser derrotado daqui a
60, 70 dias, pouco mais, talvez pouco
mais de 2 meses. Agora, o que vem a
seguir vai ser um oito, pode anotar
porque isso aí vai acontecer. Vocês
voltem aqui para me cobrar. Vai ser um 8
de janeiro anabolizado,
porque agora eles têm o apoio do tio
San. Porque agora de alguma forma sim o
o Paulo Figueiredo, o Eduardo Bolsonaro
conseguem acessar ali a burocracia
principalmente do do Departamento do
Estado com Rúbio. E vai ser um inferno.
Vocês podem esperar que vai ser um
inferno. E é o que você colocou, Demori,
um único tweet que seja do do Trump já
vai jogar gasolina numa fogueira que não
vai ser fácil. Então, estejamos unidos.
Amanhã vamos discutir essa possibilidade
de vitória em primeiro turno. Isso seria
importantíssimo
que acontecesse. Eu ainda acho, continuo
achando que é pouco provável, mas tô
lutando para que isso aconteça. E depois
tem a Vivian Mesquita chegando 9 horas
da manhã, eu, Demori, Vivi e o Maurício
do Instituto Ideia. É isso, né, Demori?
>> Aí, então, amanhã 7 horas da manhã,
Emílio, considerações finais. Estamos
aqui com 884 pessoas, então chegando nos
1000, esses 1000 vão ter o nome no livro
e a quem assinar até amanhã vai ter o
livro autografado. Eu não sei, vou ter
que ficar morando na sua casa uma semana
para autografar tudo isso.
>> Muito provavelmente você e o Calejão vão
ter que morar na minha casa uma semana.
Eu só tenho um quarto de hóspedes, mas
vocês já estão acostumados a ficar
juntos, então vão ficar tranquilos. Mas
a gente e e a gente faz uma massagem no
punho por causa da da tendin
isso é tranquilo também. Isso dá dá para
resolver.
>> Tá bom. Ó, o pessoal tá sugerindo duas
coisas aqui, Emílio, para você ficar
prestar atenção pro futuro, tá?
>> Se vai ter livro de ficção também. E
surgiu um nome aqui que eu eu só vou
falar o nome e não vou nem falar nada,
tá?
>> Paulo Motorinho como autor, próximo
autor, né? Pode ser. Isso vai ser um
baita livre, Emílio. Isso aí, esse cara
é um monstro.
>> O Paulo Motorim, para lembrar, César,
ele não é só o repórter que publicou o
áudio do Pelco do Vorcaro, pro Flávio.
Ele é o cara que quando trabalhava pro
New York Times descobriu o Bolsonaro na
embaixada da Hungria.
>> Não é pouca coisa, né?
>> Não, ele é BR.
>> Você perguntou de livro de ficção, só
para já dar um spoiler. A nossa próxima
campanha do Qatars é um livro de ficção
ecológica. a gente tá escrevendo um
livro que descreve os problemas
ambientais que estão acontecendo no
mundo do ponto de vista da ficção, o
livro de terror ecológico, que é o nosso
próximo projeto do Qatar, já dentro da
bloco. Então, a gente tá pensando em
colocar ficção dentro. Sim, a gente vai
ver como a gente vai organizar isso.
Talvez ter páginas separadas dentro do
site, alguma coisa assim, mas vai ter
lançamento de ficção também dentro do
projeto. E nesse caso, um livro
ilustrado. A gente fez uma parceria com
um ilustrador maravilhoso e a gente tá
fazendo um livro ilustrado para adultos
eh desse desse terror ecológico. Então,
vai ser bem legal. E só mais um recado,
a gente já passou da segunda meta, então
a gente já vendeu R$ 111.000 em livro.
B, a partir de agora, todo mundo além do
marcador de página e vai para todo mundo
também vai receber. Eh, já estamos
chegando agora é o marcador de página e
a gente tá chegando perto do rolo de
adesivos que todo mundo vai receber pra
gente sair colando adesivo para todo
canto para mostrar que o jornalismo
importa. Então, o projeto tá crescendo
demais, tá super legal, super feliz.
Deixa eu fazer o meu jabazinho também lá
no Blabalogia. A gente tem vídeos e
lives todos os dias sobre ciência e meio
ambiente a 1 hora da tarde ou se vocês
estiverem procurando um conteúdo que eu
gosto bastante, explicando um pouquinho
sobre como a ciência funciona e
combatendo negacionismo científico, é só
vocês entrarem, procurarem blá blalogin
em todas as redes e vocês vão me achar
lá, tá bom?
Muito bem, galera. César, seus recados.
Bom, a galera pirou com a ideia de fazer
livro do motorinho aqui. Eu vou mandar
uma mensagem para ele agora. Eu vou eu
vou obrigar ele a falar com você, né?
Excelente. Pode, pode mandar, pode
mandar.
>> Todo mundo pedindo Vivian Mesquita.
Vivian estará com a gente amanhã a
partir das 8 horas lá no canal do César
Calejabs. 7 às 8 no meu canal, 8 às 10
no Calejon. Essa semana eu faço programa
segunda, terça e quarta no meu canal e
com o Calejon. Quinta-feira já tô
intimando o César aqui para entrar pelo
menos na meia hora final do meu que vai
est sendo apresentado pelo Sum. Thiago
Suma. Sexta-feira eu vou entrar, tentar
entrar de Havana. O Thiago Suma vai
ancorar, mas eu vou tentar entrar de
Havana. Segunda e terça de Havana
também. Estou indo para Cuba e a gente
vai postar os conteúdos para mostrar
como é que tá a vida real lá. Já marquei
algumas conversas com pessoas pra gente
conseguir fazer um bom trabalho lá.
Então é isso. A Vivi é Diva. Sim, gente,
a Vivi é Diva. Ela não é só isso. Ela é
nossa amiga, nossa irmã, nossa
companheira e que fica botando a gente
no e que fica e fica botando a gente nos
eixos lá no nosso grupo de zap, né,
César? Vocês meninos se comportem.
Amanhã ela estará com a gente.
>> Vai tá com a gente. Eu vi aqui o chat,
vocês me escreveram dizendo que eu
coloquei o horário errado. Não é, gente,
é que amanhã eu vou ter live à noite
também. Eu quero testar esse formato com
vocês, ver se funciona lá no fim do dia,
tá? Das 8:30 às 9:30 da noite. É por
isso que tem gente que tá olhando aí, tá
achando que eu coloquei para 8:30 da
manhã, não é? Isso aí é 20:30, tá?
Amanhã eh eh o dia começa com o Demore
aqui no canal dele das 7 às 8, depois
das 8 às 10 aí toda essa programação que
a gente já falou e à noite eu vou fazer
uma live tentando abrir esse horário de
último horário do dia das 20:30 às 21:30
porque eu acho que é um horário bom para
fazer síntese para para conversar com
vocês o que aconteceu nos dias, fazer
análise e e estabelecer uma síntese ali
para fechar já o dia antes de vocês irem
pro berço, tá bom? Então é isso.
Beleza, gente, para fechar, então,
Emílio, tem gente perguntando como
comprar. O link está no chat, o QR code
está na tela e assim que terminar esse
programa aqui, o YouTube vai e esse
programa fica no YouTube, fica gravado
lá nos vídeos. Então, a gente vai deixar
também o link nos comentários fixado, o
link no chat fixado e o QCode está na
tela. Estamos com 911 pessoas, então
falta 89 pessoinhas, as últimas 89 que
terão o nome no livro. Tá bom? É isso,
Milhão. Fechamos.
>> Fechadíssimo, cara. Obrigado mais uma
vez pela confiança vocês dois. Eh, a
gente tá começando um projeto novo e ter
o apoio de dois caras que a gente
admira, eu, a Camila, a minha Camila e o
Pedro Matalo e é maravilhoso. E acho que
a gente pode fazer coisas muito legais
juntos. Eu falei isso pro pro Demore
sempre e acho que a gente pode fazer
coisas legais se a gente se ajudar. Eu
acho que o outro lado se ajuda muito
mais do que a gente imagina e a gente
acaba achando se achando muito lobo
solitário. Eu acho que a gente pode sim
se ajudar e fazer coisas incríveis
juntos. E eu tô feliz demais, cara. Já
tô feliz com o primeiro dia de campanha
da gente ter batido a meta e desse livro
ter virado livro. Em duas horas a gente
colocou um livro no mercado. O primeiro
livro da Bloco tá no mercado. Então
agradeço demais vocês dois por confiarem
e por acreditarem na gente. Valeu
demais.
>> Valeu Emília. A gente te agradece muito
também cara. Parabéns pelo trabalho.
Parabéns pelo sucesso da iniciativa.
Você também, Demori. Parabéns. Tu é um
cara fodão. Já falei isso. Repito. Você
merece o sucesso que você tem, meu
irmão. Você é um cara dedicado,
esforçado para caraca. Um baita, cara.
Parabéns, mano. Parabéns para todo mundo
aí. Sucesso. Valeu, meu irmãozinho. A
gente tá juntos amanhã.
Elogio de amigo, a gente tem que ouvir,
não pode falar muita coisa, né? Eh, a
gente tá junto amanhã, então, a partir
das 7 no meu canal. Obrigado, gente.
Corre para lá que tem ainda 917 pessoas.
Tá acabando o número e aí depois a gente
vai seguir, né? A gente vai fica com a
campanha aberta 47 dias, mas esses
primeiros 1000 vão levar o nome no livro
e depois quem fechar até amanhã o livro
autografado também. Obrigado, gente.
Obrigado, Emílio. Obrigado, César. Até
amanhã. Beijo. Tchau.
[música]
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