Iodo, Cetogénica e Carnívora — o que Te Esconderam, com Fernanda Anders
[música]
Hoje tenho comigo uma mulher [roncando]
revolucionária. Posso mesmo dizer assim,
[música] uma mulher que transformou a
sua saúde através de uma dieta
carnívora, através de repor corretamente
os níveis de iodo, que não tem nada a
ver com aquilo que que é falado, que é
conhecido, e que com tudo isto chegou a
este caminho que também tem
revolucionado e transformado a saúde de
centenas de pessoas.
Tenho connosco Fernanda Anders e tem
aqui o seu livro, A Revolução Carnívora.
E vamos falar não só de toda esta
revolução carnívora, como também desta
questão do iodo, que é muito pertinente,
[música]
porque todos nós ouvimos dizer que, por
exemplo, pessoas com problemas de
tiroide, como o caso de hipertiroid eh
[música]
hipertiroidismo, tiroidite daimoto,
etc., não podem, por exemplo, eh níveis
de tomar suplementação ou qualquer coisa
com iodo. E não é bem assim. Já lá
vamos. Deixem-me só apresentar-vos um
bocadinho. É consultora de alimentação
ancestral. Encontrei assim, espero não
dar nenhuma gaf. Fundadora da Setogénica
Portugal, que vos convido a conhecer a
página no Instagram.
Expertem y iodo e tem estudado imenso
sobre novos estudos científicos e tanto
mais que tem que tem que está aí para
desconstruir esta narrativa do bicho
papão. Quanto ao iodo e é autora deste
livro que acabei de vos mostrar.
Fernanda, ser muito bem-vinda.
>> Obrigada. Muito
>> estávamos a dizer aqui em off e é
verdade, estamos há do anos entre troca
de mensagens, mas eis que chegou o dia
de nos sentarmos de frente a frente e
trazer esta conversa.
>> Po isso.
>> E costuma-se dizer que quando
a pessoa está preparada, o aluno está
preparado, o mestre chega, não é? Então
vamos acreditar também que tu só vieste
hoje porque hoje, a partir de agora, é o
tempo certo para toda esta comunidade e
toda esta mensagem ainda se poder
acolher com outra integridade e
abertura, não é? Tá tudo certo.
>> Creio que sim. Tudo chega na hora que
tem que chegar. Verdade. Também
acredito. Muita gratidão.
>> Antes de irmos lá, vou só apresentar
aqui o produto que escolhi para esta
semana. Escolhi para ti, para te
oferecer o tónic cerebral, que é um
suplemento que eu gosto muito.
Bem, não vale a pena abrir, tenho
aberto. São ampolas, vem assim em
tubinhos da Tomas Vite e é rico em
vitaminas e sempre uma suplementação
natural. Deixem-me só. Extrato gizeng,
ácido glutâmico,
extrato, bem, vários extratos para não
estarmos aqui, entre também concentrado
óleo de peixe de ómega-3, etc. Pronto,
vitaminas do grupo B que são ótimas para
o cérebro. Muito obrigada.
>> Portanto, acreditei que esta era o
melhor para ti.
>> Com certeza. Muito obrigada, Lisa.
Adorei. Obrigada mesmo. Essa marca é
ótima. já
>> quando tomar quando estamos com um
cansaço cerebral e tantos nós estamos a
viver fases assim com questões quanto a
dormir, questões de memória, questões de
concentração. Portanto, acredito mesmo e
vocês sabem disso porque estudei sobre
isto, que uma suplementação natural, bem
feita, não sentido lifelong, mas quando
o nosso corpo precisa, quando dá sinais
de que precisa, vale sempre a pena
>> onde encontrar. neste caso, no site da
Thomas Vit, www.thomasvit.com
e têm o meu cupom de desconto para poder
usufruir que é Lisa 15. E agora sim,
vamos à conversa.
>> Vamos lá.
>> Então, Fernanda, estou aqui super
curiosa e quero muito aprender o tanto
que tu tens trazido.
>> Conta-nos um bocadinho sobre ti, quem é
Fernanda.
>> Uhum. e o antes da Fernanda chegar a
todo este mundo que se abriu e o depois
as grandes diferenças que tens visto em
termos de energia, em termos, olha,
falamos de cérebro
>> e de concentração, tudo isto assim um
bocadinho em termos de saúde, mas também
qualidade de vida.
>> Uhum. Então, eh, eu sou originalmente
formada em publicidade. Eu sou
publicitária, trabalhei 20 anos no
mercado publicitário, que é uma carreira
muito estressante, assim, é, o meu
trabalho me deixava sempre no limite,
né, da exaustão, da pressão e e mas eu
sempre fui também uma pessoa que sempre
se preocupou com saúde. É, eu fui criada
por uma mãe vegetariana, então eu fui
criada tomando sumo verde, né? A gente
chamava de suco verde e que nem era
verde porque tinha beterraba, era
vermelho. E eu cresci tomando esse suco,
cresci vendo minha mãe comendo lá
castanha do Brasil, é porque tinha
proteína, porque ela não comia carne,
né? E e sempre me preocupei muito com
saúde, era um hobby meu. Então eu faço
atividade física desde uns 20 anos. Eh,
sempre gostei de comer cereais
integrais, eh, muitas verduras, muitas
frutas, sempre fiz atividade física
e com 40 anos eu me descobri com um
monte de diagnóstico e eu era uma pessoa
atlética, magra, eu comia doce, mas eu
achava que como eu treinava muito tava
tudo bem.
Então eu com 40 anos eu eu descobri que
tinha eh tioite rachimoto,
hipotiroidismo, hipoglicemia reativa,
resistência insulina, uma artrose no
quadril que eu tive que fazer
reabilitação porque não tava nem
conseguindo andar direito, já saí de
cadeira de roda da Disney.
>> Puxa,
>> é? E eu não entendia, eu achava que era
alguma coisa assim da genética, né?
Falei: "Puxa". E ficou por isso mesmo. E
eu fui, né, com medicamento, fui
controlando ali e tal. Eu só fui
entender o que aconteceu comigo
há pouco tempo, porque justamente eh aí
entra a questão do iodo, entra a questão
da alimentação. Eu nunca gostei de comer
carne. As pessoas ficam chocadas quando
eu falo isso, mas eu odiava carne,
gente. Eu detestava comer carne. A minha
mãe, eh, apesar de vegetariana, ela era
vegetariana pelos animais, mas ela sabia
que carne era fundamental e ela obrigava
a gente a comer carne. Então lá em casa
tinha três cachorrinhas, cadelinhas
home, é aquela, né, linguicinha bac e eu
sentava para almoçar e minha mãe deixava
almoçar sozinha que eu tinha escola,
então almoçava mais cedo, eu ficava
sozinha e as cachorros ali em volta,
elas comiam a carne toda, eu não comia,
dava para elas.
>> Pensava para elas.
>> Ai, eu odiava, gente. Eu odiava. Tinha
nojo de carne. Uma vez a gente tinha uma
quinta lá no Brasil e uma vez eu vi
matarem um porco e também já vi matarem
uma galinha. Gente, eu fiquei tão
traumatizada.
Eu ai eu lembro da minha minha mãe me
obrigando a comer a carne do porco que
eu tinha visto matar e aquilo me deixou
tão traumatizada, sabe? Foi assim, ai eu
não gostiava com Então eu comia carne,
era o mínimo necessário para eu ficar,
para eu sabia que eu tinha que comer,
porque eu crescia ouvindo isso, que eu
tinha que comer carne. Eh, só que eu
comi pouco. Comi muito pouca carne,
[limpando a garganta] muito vegetal,
muita planta e o doce.
E depois que eu fui entender um monte de
coisa que eu fiz ao longo da minha vida
que bloqueou a absorção deo. Isso eu fui
entender isso há pouco tempo. E eu acho
que foi isso que aconteceu comigo, sabe?
Mais o stress do meu trabalho, que era
um trabalho muito estressante. E aqui em
Portugal engordei muito porque imigrante
engorda, porque você chega no país novo,
quer experimentar tudo, né? e engorda. E
aí quando eu comecei a fazer cetogênica,
comecei a estudar, aí aí pronto, aí
começou uma uma viagem à informação e eu
sou eu tenho hiperfoco, né? Eu quando eu
fico realmente curiosa para entender um
assunto, eu sou muito obstinada e eu vou
e eu leio todos os livros, eu vou atrás
de estudo científico, eu vou atrás de
informação, eu vou até à raiz da
questão. E e foi quando eu entendi que o
grande problema que a gente vive hoje é
político, porque a gente sofreu uma
lavagem cerebral do que é uma dieta
adequada. E eu segui
>> vários níveis, não é? Vários níveis,
>> todos os níveis. Isso
>> até o colesterol, etc. tudo. Então eu
percebi que eu segui uma cartilha
>> e essa cartilha me deixou doente. Isso
me me move até hoje, porque foi isso que
me fez, criar minha página. Porque antes
de eu criar minha página, eu comecei a
falar desse assunto, fiquei tão
indignada, começava a falar desse
assunto na minha página pessoal e eu
fic, eu comecei a perceber que tinha
gente que tava entrando na minha página
por causa desse assunto e tinha gente
que tava incomodada porque não tava a
fim de ouvir falar de alimentação.
Falei: "Vou criar uma página então que
eu posso falar o dia inteiro de
alimentação que não vou incomodar
ninguém". Foi quando eu criei a
cintogênica em Portugal e porque eu
fiquei muito revoltada. Eu comecei a ver
as pessoas tomando pequeno almoço no nos
cafés lá em Lisboa, que eu morava em
Lisboa essa época. Eu ficava, gente, as
pessoas só comem açúcar de manhã. É sumo
de laranja com pão e croaçã. Ninguém
come proteína, é só açúcar. E as pessoas
estão com medo de comer a proteína e não
estão com medo de comer o açúcar, que é
o problema. Uma proteína que não é boa,
tipo fiambre, cheio de carcaria e etc,
né? É que nem mal tem ali, ali tem
farinha, tem qualquer coisa ali, né? Não
é uma uma proteína de verdade mesmo, né?
Então eu comecei a ficar muito revoltada
de ver como que as pessoas estão sendo
induzidas ao erro e estão ficando
doentes
por seguirem as diretrizes.
>> Exato.
>> E isso começou a movimentar a minha vida
assim de de tal forma. Eu comecei a
estudar mais, eu comecei a estudar
história para entender de onde que veio
isso, né? Então eu tanto que meu
conteúdo sempre falou muito de história.
>> De onde é que veio? Já agora acrescenta
aqui, se souberes, não sei se sabes de
qual esta questão do iodo, por exemplo.
>> Sim. Ah, sim. Tá, só para fechar a
questão da dieta, então, da parte da
alimentação, teve uma influência, bem
resumidamente, uma influência americana
da forma como a gente entende
alimentação, que veio da epidemiologia
nutricional. No meu livro falo bastante
sobre isso, e como que isso foi
distorcido e influenciado pelo pela a
indústria americana, que foi quem no
frigir dos ovos criou a pirâmide
alimentar. A pirâmide alimentar
americana da década de 70, que foi
inicialmente feita pela Luis Light, que
é uma nutricionista, foi entregue pelo
governo americano para ser criticada
pela pelo setor de indústrias e e
agropecuário dos Estados Unidos. E essa
pirâmide voltou totalmente alterada.
A própria Luiz Light virou pro governo
americano e falou assim: "Vocês vão
criar a maior epidemia de diabetes da
história dos Estados Unidos." que
aconteceu até isso a população era
magra.
Se não tinha gente obesa nos Estados
Unidos que aconteceu de lá depois que
foi que liberaram essa essa pirâmide, a
maior onda de obesidade foi aconteceu o
que ela falou. Então não foi um trabalho
técnico feito por uma nutricionista. Ah,
mas tem estudos. Mas tem estudos para
tem estudo para tudo, gente. Não é
estudo. A gente tem estudo bom, estudo
ruim e não necessariamente o estudo bom
que é usado para formar uma diretriz.
E é isso que a gente vive em relação à
dieta. E em relação ao iodo é é
complexo, mas o iodo existe já. Ele foi
descoberto no [limpando a garganta] nos
no início de do 1811
e o lugol foi desenvolvido em 1829 pro
Dr. Julian Lugol.
>> O que que é o Lugol?
>> É o Lugol é uma combinação de dois iodos
inorgânicos que é o iodo elementar e
iodeto de potássio. Por quê? Porque e
uma parte do nosso organismo usa um iodo
e a outra parte usa o outro iodo e eles
juntos conseguem ficar solúveis em água
e eles contêm as duas formas perfeitas
que o nosso organismo precisa. É um iodo
puro. Não existe alergia a esse iodo,
né? Alergia que as pessoas têm ao
contraste, que é um, não é um iodo, né?
É um iodo orgânico que tem uma junção
com outro elemento, né? Que é isso que
dá alergia, não é? Ninguém, não existe
alergia ao iodo. A gente tem iodo na
corrente sanguínea, não, não tem alergia
ao iodo, não existe. E esse iodo, né,
que era o lugol, foi usado como o
canivete suíço da medicina.
Daí que acontece, interessa alguém, a
gente tem uma substância que não tem
patente, que custa aí 20€ um vidrinho,
dura meses e cura uma é uma panaceia de
doença. É assim, quem que vai ter
interesse em propagar uma solução tão
simples, tão acessível e tão versátil?
Por que que é versátil? Porque quando
você tem uma deficiência de nutriente e
você corrige essa deficiência, você tem
uma e a teoria do caos, né? Uma pequena
coisa consegue organizar várias outras
coisas. Você não tem noção de quantas
coisas são desorganizadas quando você
tem um problema, falta dinheiro na sua
casa, você não tem noção quantos
problemas vão surgindo
daquela falta de dinheiro, né? E a mesma
coisa quando falta um nutriente tão
importante como iodo.
>> Você tem várias questões que vão se
desorganizar por esse por essa
deficiência, né? E isso foi eh uma série
de problemas que foram acontecendo, né,
estudos mal feitos, como que chama Wolf
Chikov, né, e uma série de de estudos
mal feitos e desinteresse da indústria.
E se tem uma iodofobia hoje absurda, as
pessoas têm medo de usar io
>> depois de interesse, salve seja, porque
houve de tal forma essa propagação,
depois na verdade há um interesse porque
a indústria farmacêutica acaba por
lucrar milhões com medicação para a
tiroide e etc, não é?
para colesterol, tudo.
>> Exatamente. É a mesma coisa. Então, por
exemplo, a gente vê eh no no do grupo
que as pessoas suplementam iodo, maioria
o colesterol cai naturalmente.
>> OK?
>> Porque todo mundo sabe, gente, é uma
coisa que não tô inventando. Eh,
deficiência de iodo vai propiciar
hipotiroidismo. E hipotiroidismo tem
associação com colesterol alto.
>> Sabes mais ou menos qual é a percentagem
de população? Não sei se tens a
>> É 100%. com deficiência de ouro.
>> Todo mundo tem deficiência em odo. É
100%. O Dr. David Browsen, que é um dos
autores, né, porque teve uma um resgate
científico que houve no início desse
século, em 2005, com o Dr. Gay Abraham.
Então ele pegou, ele tava assim farto
de, porque ele tratava os pacientes dele
com iodo, ele via um resultado incrível
que as pessoas renasciam. Então ele
sabia dessa resistência da medicina, ele
pegou toda essa todo esse marco h
científico sobre o iodo de 150 anos e
fez uma revisão em toda essa
bibliografia científica sobre o iodo.
Eh, e ele criou uma coisa que chama o
Iodine Progr, que é essa esse resgate
dessa literatura científica sobre o iodo
e também a experiência clínica dele, dos
médicos que escreveram esse projeto com
ele, né, que é o Dr. David Browns que eu
até fiz uma live com ele deve ter um mês
e pouco, Dr. Flechas, Dr. Rakala e o
principal, né, Dr. Gay Abraham. E eles
tinham a prática clínica, então o Dan
Project com a prática clínica deles e a
revisão científica, né? Então eles têm
uma informação ali sobre ODO que é
fantástica. Isso não é ensinado nas
faculdade de medicina de lugar nenhum no
mundo. E essa esses médicos conseguem
fazer remissão em doenças que até hoje a
medicina tradicional não consegue trazer
resposta.
>> Para as pessoas hem ainda se
contextualizar melhor lá em casa, de que
doenças estamos a falar? Que a
deficiência em iodo efetivamente está na
origem delas também pode ser um dos
fatores. E e lá está. E depois a
correção de níveis de outro pode
solucionar.
>> Olha, e tem um livro que é fantástico
que da Dr. Elizabeth Bright é um livro
só sobre tireoide. Quando você entende
que o que acontece o hormônio T3, que é
o hormônio ativo da tireoide, esse três
são três iodos, né? Daí você já entende
o o hormônio tiroidiano, ele é o
principal hormônio, ele é como se fosse
um diretor de todos os processos
hormonais do seu organismo e
fisiológicos e tem até papéis
epigenéticos.
Ele é o principal. Então, até, por
exemplo, sua produção hormonal eh de
hormônios sexuais, ele vai ter um papel
fundamental de de maestro disso e tudo.
O T3 ele é feito de odo. As pessoas
estão terrivelmente deficientes em odo.
Tem um teste que o Wild Project ensina
que é o teste de odo 24 horas com carga.
Eu nunca vi ninguém dar eh não dá muito
deficiente nesse teste. Todo mundo que
faz dá lá 11% de saturação mesmo. Por
exemplo, imagina um surfista tá todos os
dias em contacto com o mar,
>> mas é porque ele vive no mundo hoje que
tem brometo fluor, tem cloro e, ou seja,
ele tem contato com substâncias que são
que vão impedir a absorção de iodo.
>> No mundo original, né, há centenas de
anos atrás, então não tinha essa esses
competidores. A própria dieta tem
competidores.
>> Portanto, os disruptores endócrinos
também podem ser competidores.
>> Não, que é mais é competidor, um pouco
de metal pesado, é um pouco, mas o
principal é o bromo, o fluo,
>> os halogênios, né?
>> Os halogênios e o cloro.
>> Então esses a gente tem um um ambiente
hoje de muita competição e também nos
alimentos. Então a gente tem, por
exemplo, substâncias presentes nas
crucíferas, na linhaça, que a gente vai
formar tiocianatos e esses tiocianatos
bloqueiam absorção de odo.
>> Então verduras cruas, linhaça, verduras
cruas, crucíferas. Então as crucíferas,
por exemplo, brócolis, né? O brócolis
aqui, né? O brócolis se você come ele
cozidinho e não exagerar, não tem
problema. Não é que não pode comer
brócolis, mas é que as pessoas estão
esse mindset, que é uma coisa que eu
falo no livro, esse mindset de achar que
planta é o principal alimento aqui é o
problema, porque as pessoas estão
comendo um alimento que sempre foi nosso
alimento de acompanhamento, que planta
sempre foi um alimento de acompanhamento
e um alimento eh que a gente chama de
alimento de sobrevivência. Então, na
falta da carne, ah, vou comer aqui uma
batata, um brócolis, porque não tem
carne, nunca foi o alimento principal. E
as pessoas transformaram o codjuvante no
principal. E a planta, as plantas têm
muito bloqueadores de iodo e as pessoas
estão fazendo uma dieta baseada em
planta. Aí você junta uma dieta baseada
em planta com países, aqui não é o caso,
mas no Brasil tem flor na água,
>> tem muito cloro na água.
>> Também nós também temos aqui, tem
o bromo também existe na água. Não
existe
>> o brometo. Tem, o brometo tem no oceano,
né? No oceano tem mais brometo no oceano
do que iodo até na verdade. Mas é porque
o brometo aqui não é tão problemático
como é no Brasil. Porque no Brasil eles
adicionaram bromato no pão na
panificação e nos Estados Unidos também.
Então, no Brasil tem adição de flor na
água, adição de bromato na panificação,
eh muito cloro na água também, que o
cloro ele não, o cloro não estoca no
nosso organismo, como o brometo e o
fluoro, a gente fica com isso estocado,
isso compete dentro do nosso organismo
que fica estocado, né? Já o cloro ele
não, a gente não estoca, mas ele todo
dia você tem contato com o cloro e ele
também vai todo dia impedindo que você
absorva o iodo. Então esse iodo que você
tá tendo contato no oceano, ele não é
suficiente para você suprir no mundo de
hoje, entende? Até porque o certo não é
você ter o iodo só do mar, você tem o
iodo dos animais marinhos e o iodeto das
algas marinhas. É assim que a gente
prosperou consumindo esse iodo. A gente
não tem mais esse isso é irreal. A gente
não tem mais esse esse consumo de iodo.
Tu estavas a falar h da nossa
ancestralidade, não é? Que efetivamente
as plantas eram só o acompanhamento
porque o ser humano ia à caça, não é? O
alimento principal era a carne.
>> Como é que eles nessa altura, não sei se
se a pergunta, eu acho que pode fazer
sentido, só por curiosidade, como é que
eles nessa altura supriam as carências
em iodo? Será que havia? É, então tem
essa, você sabe que tem um livro, esse
livro da Elizabeth Bright, ela fala que
foi exatamente por isso, ela tem essa
teoria, né, de que os Nandertais não
prosperaram e o Homo sapiens que porque
teve uma época que as duas espécies
conviveram, Nandertais e Homo Sapiens. E
os Homo sapiens tinha uma predominância
de presença maior em regiões litorâneas
em relação aos pais, que estavam mais
pro interior. Então, que ela ela ela ela
mostra nos estudos que ela fez que os
nandertais não prosperaram. Por quê?
Porque a falta de iodo vai trazendo
muitas doenças. Então, o que que o livro
dela traz? Que por exemplo,
arterosclerose,
eh, inflamação, [limpando a garganta]
escoliose juvenil, tudo é tudo tem
influência de um hipotiroidismo
subclínico que geralmente não é
diagnosticado, porque a melhor forma de
diagnosticar hipotiroidismo não é por
exame de sangue, é pela temperatura
basal.
Ninguém faz isso. Eu tenho um médico no
Brasil que fala sobre isso, que é Dr.
Hítolo Rashid.
Então, a a questão da temperatura basal,
a gente tem que estar 37º oral quando a
gente acorda.
>> Ninguém tem essa temperatura,
ninguém.
entende? A a que acontece quando você
começa a suplementar iodo, a sua
temperatura começa a subir dia a dia, aí
você chega na temperatura. Então a gente
percebe que as pessoas não estão
operando no potencial delas.
>> Quais Quais são as outras consequências
desta deficiência em iodo?
>> Por exemplo, eh, pele seca, queda de
cabelo, eh problemas na visão, problemas
em tecido conjuntivo, nódulos e cistos.
a glândula muda a arquitetura, ela
começa a ficar mama dura dolorida, eh
mama fibrocística. Então a glândula ela
muda a arquitetura dela eh pela falta de
iodo. O iodo é como se fosse uma
vassourinha na sua glândula. E a
principal
que eu vejo consequência da falta de
iodo é o cancro. Por quê? Porque o iodo
tem um papel, quando a gente consome
iodo, a gente produz uma coisa que chama
iodolipídios. Esses iodolipídios, eles
são anticancerígenos
porque eles vão eh eles t vários papéis
aí que eles vão proteger contra o
cancro. Então eles limpam a glândula,
então eles vão ajudar nesse sistema
linfático. Eles são proptópticos. O que
que é isso? Proptópticos é quando a
célula ela é induzida a morrer quando
ela tá doente. Então quando uma célula
tá doente, o que que é o certo? Ela
morre para proteger a gente de uma
doença. O ser humano, quando ele tá em
equilíbrio, ele é um ser que ele se
cura, né?
Então, a a o iodo promove essa poptose
celular com a célula doente e
principalmente ele é antiproliferativo
esse iodolipídio. E também o o iodo ele
vai ajudar a fazer a o receptor de
estrogênio nas mamas, nos ovários, no
útero, a não captar excesso de
estrogênio.
Então, uma coisa que a gente percebe no
uso do iodo, uma quantidade enorme de
gente tá eliminando o nódulo cisto em
dois meses de uso de iodo, negócio que
custa 20€ gente, é absurdo. Uou! No meio
de tudo isto, quais são os valores de
referência que, pelo que percebo então
estão muito abaixo, estão muito a quem
da verdadeira quantia de iodo que nós
precisamos em nós?
>> Ah, tá. É, então a questão é que tudo
que se ensina nas faculdades de medicina
e nutrição no mundo sobreo
>> é é questionado é questionado pelo Ian
Project, entende? Não é a Fernanda, OK?
É o Iod Project. Então o que se ensina
na faculdade de nutrição de medicina é
que 150 microgodo por dia e o teste
urinário, que é um urina eventual, né,
que é um potinho de urina que vai ter lá
até 300 microgina, de iodo na urina, ok?
Só que que o Iodine Project fala que o
que a gente porque essa quantidade de
iodo que foi concebida pelas diretrizes
é para tireoide porque a visão
tradicional do iodo é que iodo só serve
para tireoide só que que o iodine
project mostra que a gente precisa de
iodo elementar pro corpo. O nosso
tireoide precisa de diodeto, mas o corpo
inteiro precisa de diodo numa quantidade
muito maior do que o que é pregoado
pelas diretrizes. Então o que que ele
vai trazer? um consumo de no mínimo 13
mg de iodo. Ou seja, enquanto a medicina
diz 150 mg, o project fala em 13.000
microg. Olha a diferença que é.
>> Certo. Certo.
>> Só que a nossa capacidade de de iodo no
corpo é de 1,5.
Veja a diferença que é do das
diretrizes. E o que que a gente percebe
quando a pessoa usa o que o que o Iod
Project traz? São doses que vão de duas
gotas a oito gotas de lugol, 5%, ou
seja, de 13 a 50 mg, ou seja, até 50.000
microgo. É uma loucura, não é? Só que aí
quando a pessoa faz uma suplementação
adequada, ela consegue fazer reversão de
várias doenças.
>> E fala um bocadinho mais sobre isso.
Estávamos a falar aqui, estavas a dizer
de nódulos, portanto, cancros hormonais
também. Olha, eu tenho recebido
comentários de seguidores, de gente que
eu nem conheço, tá? Contando caso de
remissão de cancro com iodo.
>> E tu próprio também tens um caso
próprio, não é? Tu tu próprio.
>> Ah, eu eliminei um cisto no ovário. Foi
um cisto que eu tenho prova que eu tinha
há pelo menos 4 anos no ovário. E aí eu
fui fui fazer o exame de imagem em
dezembro. Aí até saiu lá, continuou o
mesmo cisto que tava no outro exame que
eu fiz no mesmo laboratório e tal. Aí eu
repeti oito semanas depois o cisto não
estava mais lá. É coisa mais fácil que
tem eliminar cisto no ovário. No ovário
é fácil. Mioma que demora mais. Mioma
ele vai encolhendo. É lento. Não é
garantia que sai.
>> Ai tá cheio de gente lá que ele no meu,
se você olhar no meu Instagram
>> comentários e mensagens tem lá no
destaque, um destaque depoimentos. Todo
dia tem gente que elimina isto
>> e nódulo. É assim, é muito bom. Então,
eh, efetivamente não é que se recomende,
se calhar, a pessoa fazer sozinha, pode
fazer uma formação.
>> Não é para fazer, gente, não dá para
fazer sozinho, tem que ter informação.
Por quê? Tem assim, a minha visão aqui,
todo mundo tem que usar iodo, só que nem
todo mundo tá pronto para usar iodo
naquele momento. Gostava de falar sobre
isso, porque eu já te ouvi falar um
bocadinho de se tiver com défico,
etc. É, então, por exemplo, se a pessoa
tiver anêmica, o ferro vai piorar a
anemia da pessoa. E no primeiro momento,
o iodo vai piorar o anemia da pessoa, é
a falta de ferro, né? Por quê? Porque
aumentabolismo, o ferro, a gente tem
enzimas no organismo que vão que são que
vão produzir hormônio da tireoide, que
vão converter o T4 em T3. a gente tem
enzimas que usam que são ferro
dependentes, então vai aumentar a
produção sem então a gente tem que dar
os nutrientes junto com o iodo. O iodo
ele vai aumentar muito a produção
hormonal da tireoide. A gente tem que
ter outros nutrientes que vão participar
disso junto. E tem gente, por exemplo,
você pega uma pessoa que tem rashimoto,
que tá tem uma fase do rashimoto que é
muito inflamada, que a pessoa tá
inflamada, que a tireoide tá muito
inflamada, você não pode entrar com
logol nessa fase, você tem que
desinflamar a pessoa. Então, eh, o que
que eu digo sempre? eh, estabiliza a
pessoa, desinflama, uma alimentação
natural, boa, base de carne. Claro que
pode comer planta, evidente, mas tira
processado, evita bebida alcoólica ou
reduz o máximo, desinflama a pessoa,
melhora o status, tira o açúcar, né, ou
pelo menos reduz drasticamente, melhora
o status nutricional, corrige a
deficiência de ferro para depois entrar
com iodo, né? Ou seja, não dá o iodo,
ele faz muita diferença na vida da
pessoa, muita. Só que se a pessoa não
tiver, a mesma coisa que você tem um
carro que tá parado na garagem,
você não vai se encher de gasolina, de
combustível e de gasleir andando,
pegando uma estrada com esse carro. É a
mesma coisa. Você vai lá ver o óleo,
levar para uma revisão, ver se não tá
enferrujado, né? Então,
>> ou pelo menos devias, não é? Velhar, até
podem pegar
>> deveria, né? Claro que tem gente que faz
de qualquer jeito, toma lá duas gotas e
e dá certo. Muita gente lá comenta: "Ah,
eu fui tomei, tomei duas gotas em três
meses, eliminei o nódulo." É, tá cheio
de comentário, sim lá, de gente que fez
de qualquer jeito, mas também tem gente
que que fez de qualquer jeito e teve
sintoma de detox, porque quando você
começa a tomar o iodo, você vai limpar,
expulsar o brometo e o fluor
>> expulsar
>> que estão às vezes armazenados há muito
tempo.
>> E quando tu desintoxicas estes
alogénios,
>> você vai sobrecarregar o organismo.
>> O que é que acontece? Quais são?
>> Você tem várias reações. Você tem eh
reações de estresse, por exemplo,
pálpebra que treme, você tem sintomas na
pele, exemas que podem aparecer, sono,
cansaço, tem uma leve diminuição do
hormônio da tiroide momentaneamente. Se
você então tem que aí reduzir a dose e
fazer um uso de água com sal para
liberar, ajudar a liberar esse brometo,
esse fluor. Então tem um processo que o
Iodine Project ensina para você ir
devagar, cada pessoa vai ter uma dose,
não é uma dose igual para todo mundo.
>> Exato. E não é uma dose que é igual todo
dia. Quando você vê que tá demais, você
reduz, dá uma pausa, né? Fica lá uns
dias sem usar e volta com menos. Então,
saber gerenciar o detox é muito
importante, porque o detox ele vai
sobrecarregar o organismo e a pessoa
acha que é lug.
>> Eu também te ouvi falar de, portanto, há
há a fase de carregamento, a quantia que
tu dás na fase de carregamento e a
quantia que tu dás na fase de
manutenção. Portanto, também olhar para
isso
>> ex é diferente e depende muito do estilo
de vida. Por exemplo, aqui em Portugal
tem muito menos competidores de iodo do
que tem no Brasil, porque aqui não tem
adição de flor na água, não tem bromato
na panificação,
>> mas tens na pasta de dentes.
>> Sim, é por isso que a gente não usa, eu
não uso pasta de dentes com flor, eu uso
sem flor, entendees?
>> Mas a maior parte das pessoas que usa,
portanto, tem na mesma trocar, né? É
assim, a gente sai quem no eu tenho um
curso, né, que ensina e lá no curso eu
eu falo pras pessoas, você tem que
tentar, não é ficar neurótico, mas vê o
que que tá ao seu redor, o que que você
pode reduzir de lógico, né,
>> estar atento, né,
>> é, né, que tem coisa que você pode
fazer, que é simples, trocar pasta de
dente, é muito simples, né?
>> E o e a B2 e a B3 com este ritmo de
aumento, o que é que tem a ver? É porque
o B2 e B3 tem participação, todos os
nutrientes que têm participação na
produção hormonal da tireoide, você tem
que dar um suporte maior pro organismo,
porque ele vai de repente começar a
produzir mais hormôio da tireoide.
Então, pensa bem, você vai montar uma
fábrica de bolo na sua casa, começa na
segunda-feira, vai chegar uma uma
cozinheira especialista em fazer bolo.
Daí você comprou lá mais farinha, mas
cadê a manteiga? Cadê os ovos? Cadê o
açúcar? Cadê o resto dos ingredientes?
Então, quando você tem o iodo, é, numa
quantidade maior, você vai aumentar
muito a produção hormonal da tireoide.
>> Aumentar também com equilíbrio, não é?
Porque há um equilíbrio dentro do nosso
corpo.
>> Exato. Então, porque esse o iodo ele vai
aumentar a demanda por outros
nutrientes. Então, isso tem que
acompanhar. Nessa fase de carregamento.
Isso é muito importante, principalmente
porque as pessoas quando tm
hipotiroidismo não tem uma boa digestão,
não absorvem bem o ferro, nutrientes de
modo geral. Então essa essa
hipocloridria ela tá associada com o
hipotiroidismo. Então é esse que é o
problema. O hipotiroidismo ela vai é
igual hã que a gente é um cancro que vai
pegando pelas beiradas, sabe? E o
hipotiroidismo é subclínico, muitas
vezes a pessoa não sabe que tem e ela e
vai deteriorando a saúde da pessoa em
vários níveis e ninguém descobre. Ah,
subiu um colesterol aí toma estatina.
Eh, a pessoa tá cansada, tá, não tá
conseguindo dormir ou tá com muito
cansaço, não tem energia aí, sabe? Ou tá
com hipocloridria, dá um um medicamento
aí para, né, um aquele bloqueador de
bomba de próton para pro estômago, em
vez de ver porque que a pessoa tá com
hipoclovedria, sabe? Então, essa pessoa
quando você vê, ela tá tomando vários
medicamentos porque ninguém percebeu que
ela ela não tem iodo para fazer hormônio
da tireoide. Ou seja, todos nós
precisamos mesmo de olhar e passar a
aumentar o a nossa quantidade de
>> Exato. O o
>> esse logol, não é, que tu que tu fal
>> Exato. O o Iodine Project tem um estudo
lá do David Brown que ele ele ele faz o
a esse teste de é um teste de que é o
certo, né, que é o diodo 24 horas na
urina. Então você faz é o xixi, né, toma
lá 50 mg, que são oito gotas. A partir
da hora que você tomou, você vai coletar
a urina por 24 horas. E o certo é dar
90% de saturação. Ou seja, você tomou 50
mg e vai sobrar na urina 45 mg. Aí você
chegou no ponto que você não você já tá
bem diodo, né? 90% de saturação. As
pessoas mal chegam a 10%. É geral.
Eh, também é importante dizeres aqui,
acho eu, para quem quer começar a fazer
e de forma acompanhada, h, há
efetivamente, se calhar outras pessoas
que falam de duas gotas sempre, se
calhar, ou só falam das duas gotas.
>> Não, isso não resolve. Isso resolve
porque acontece, só uma saqueta de chá
verde tem correspondente a uma gota de
lugol, de flor, deo de flor. Então, por
exemplo, uma saqueta de chá verde ou chá
preto, que é aquele chá camélia
sinenses, não é isso, tá? Isso aqui é
uma infusão que a gente tá tomando, mas
o chá verde, né? Camélia
>> é camumil a
>> é, eu vi a infusão. Essa é infusão, né?
Então, o chá verde ou chá preto ou chá
branco que é feito de família sin cines,
que é uma planta hiperacumuladora de
fluor, uma saqueta tem média 5 mg de
fluor. Então, se você toma uma duas
saquetas por dia, em média 10 mg de
flor, você tem que tomar no mínimo duas
gotas de lugol só para equilibrar flor
do chá.
Então, quando você tem um um estilo de
vida ou um contexto com muitos
competidores,
você tem você tem que fazer é uma é uma
competição, você não vai conseguir nunca
ter suficiência de iodo desse jeito.
Você vai ter um um bloqueio direto ali
do iodo, entendeu?
>> E na perimenopausa e na menopausa, o que
que acontece? Então,
>> então aí o que acontece? O os os o livro
do Dr. David Browns mostra esses
gráficos todos. Primeiro que ele mostra
que todo mundo que chega lá tá
gravemente deficiente iodo. E ele tem
uma comparação por idade. As mulheres a
partir de 40, 50 anos, a cada década vai
ficando pior a deficiência. Então a
deficiência vai ficando pior a cada
década. Então por que assim, na na minha
visão, por que que as mulheres que mais
tm cancro de mama são na faixa de 50
anos? Porque não tem iodo.
Eu acho muito difícil alguém ter cancro
de mama se a pessoa tiver suficiente
iodo. Ela já vir suficiente deodo desde
os 35 anos de idade, pelo menos, né?
Ideal é a criança, todo mundo tem
suficiente suficiência deo, mas chegar
numa idade tão crítica que a gente tem
as estatísticas muito altas para cancro
de mama, deficiente em iodo.
Nossa, olha, eu vou te falar, mama
fibrocística, o os o Iodine Project
mostra que 100% de remissão em todas as
mulheres que fizeram o uso de 50 mg de
iodo iodeto por um ano, 100%.
E mama fibrocística a gente sabe que é
um fator de risco altíssimo para cancro
de mama. Então a gente vê as pessoas que
estão fazendo suplementação deo lá no
grupo, né, as mulheres, não, a textura
da mama muda, ela fica molinha, aquela
mama dura que você vai abraçar o marido
dói, acaba. Então muda a mama muda
completamente. A essa coisa de mama
dura, gente, isso é falta de odo.
Ninguém sabe disso. Eu fico fico
desesperada que eu não vejo que as
pessoas não sabendo disso.
>> É o que tu dizes, não é? É uma
iodofobia.
>> É. E e possivelmente mesmo este tema que
estamos a trazer para muitas pessoas vai
chocar, porque nós temos mesmo esta
ideia de que
>> o iodo tem um limite.
>> É, é porque a visão da medicina é o
iodeto de potássio, porque realmente a
quantidade que a gente precisa de iodeto
para produzir o hormônio da tireoide é
pouquinho. Só que o que o Iodan Pro traz
é justamente isso, não é só o iodeto,
não é só tireoide. Nosso corpo precisa
do iodo elementar,
porque iodeto é para tireoide e o
restante do corpo, ele precisa ser
alimentado de iodo eh alimentar,
entende? Então é é isso que que falta.
>> E se começarmos a consumir algas
marinhas também pode ser uma boa?
>> Ah, tem mais iodeto. Então, de forma
ancestral a gente tem um blend que é
bicho e planta, que eu falo sempre que a
melhor dieta é bicho e planta,
>> né? Bicho e planta. Você tem metade do
prato carne e metade do do prato umas
plantas para acompanhar a tua carne.
Então, no reino animal você tem os os
animais marinhos, metade do prato, e
você pode comer as algas na outra metade
do prato. Por quê? Porque as algas tm
iodeto de potássio e os animais marinhos
têm o iodo elementar,
>> é lugol.
>> Que animais marinhos sugere?
>> Todos. Mas aí que tá. O ideal você comer
animais que não sejam de fazenda,
>> que sejam animais de águas profundas,
que sejam animais de realmente não de
cativeiro. Portanto, optarmos, isto aqui
falando de peixe, optarmos por peixes
mais de águas profundas. Exato.
>> Portanto, de mar e águas profundas, não
de viveiro. Exato. Pois, mas o problema
é que a gente tá com muita contaminação
do oceano. Aí a gente já pega, tem uma
uma pessoa que eu falo sempre que é uma
nutricionista, Juliana. Dra. Juliana
sempre fala: "Olha, eu testo os meus e
ela daqui de Portugal, eu testo os meus
pacientes todos para metal pesado". E
assim, quanto mais a pessoa come peixe,
>> mais mercúrio ela tem. Então ela pega
umas pessoas que t um mercúrio muito
alto, come peixe todo dia, tem mercúrio
baixo, não come peixe ou não tem
mercúrio
>> e depois misturando, se for preciso, com
cosmética e etc. Então, nessa forma aí
entra disbiose, entra, né, o contexto
que a gente vive de muito estress, muito
cortisol, que abre as barreiras do do
intestino, aumenta a contaminação por
metal. Então, assim, eh, a questão do do
peixe tem esse problema. A gente, eu
acho que o ideal pra gente resolver a a
questão que a gente tem hoje do iodo é
tomar o lugol.
>> Muito bem. E eu vou aproveitar e no meio
de tudo isto está a ser maravilhosa. Não
sei se lá em casa, se é um tema novo,
claro que é. É, é de ouvir outra vez,
eh, mas super interessante. E eu quero,
eh, não é voltar atrás porque não não
ainda não falamos sobre isto, mas também
trazer efetivamente o tema da carne.
Sim, acho que está a falar da carne.
Exato.
>> Paleo, paleo,
>> cetogénica, carnívora, as diferenças
entre elas.
>> Sim.
>> E depois já vamos a já vamos à carnívora
e à cetogénica. Ah, adianta palel quando
ela surgiu. Eh, acho para mim, eu tenho
que me policiar para falar palé, porque
no Brasil a gente fala páo, né? que a
Palel, a Palel ela é ela é muito
parecida com a dieta carnívora e a Palel
original que que foi eh eh formulada,
né, no livro eh de da década de 80, que
tem esse que traz essa essa novidade,
gente, vamos parar de olhar pr pra
agricultura,
vamos olhar [limpando a garganta] pras
pra dieta que o homem fazia na era antes
da agricultura, né, pré-neolítico. Por
quê? Porque o que você acredita que a
agricultura trouxe doenças, doenças que
doenças que começaram com a a introdução
da agricultura há 8 10.000 anos atrás,
né? Então, essas doenças que a gente tem
modernas, elas não começaram só agora
com a a pós-revolução industrial, elas
começaram pós neolítico, cares
dentárias, a redução da da saúde óssea,
redução da estatura. Tudo aconteceu
quando na transição da palé, do
paleolítico para pro neolítico foi
introdução da agricultura. Então, é eh
essa a dieta palel, na verdade ela é uma
dieta mais carnívora e as plantas entram
complementando, porque a gente sempre
pôde comer plantas, até porque,
>> eh, a gente sempre viveu numa era da
escassez, a gente não tinha vontade,
quanta carne a gente podia se entupir de
carne vontade. A gente tinham comer
raízes, bagas.
>> Sim, porque às vezes não tinha, faltava
um dia, acabou a caça, não conseguiu
caçarto animal. tava numa época, a gente
viveu eh no no planeta, né, também uma
era do gelo, né, que só acabou a coisa
de 10.000 anos atrás. Não tinha tanta
planta assim, tinha planta, mas era mais
nos trópicos, né? Na no mais perto dos
polos tinha menos planta, tinha mais
planta mais perto da linha do Equador.
Questão sazonal, questão eh geográfica
também é muito importante. Então, a
dieta [limpando a garganta]
carnívora,
ela vai levar a páo para um extremo.
Então, a palel, na verdade, ela tem
planta e tem o bicho. Só que a palel, ao
longo dos últimos 10, 15 anos, ela foi
sendo adaptada, né? Ela acabou entrando
batata, por exemplo, batata é um
alimento de 10.000 anos atrás, não é da
no a palé original não tem batata, não
tem ame, entende? Não tem esses
tubérculos que são mais que tem muito
amido,
>> então são vegetais de baixíssimo, é
praticamente acetogênica. A palé
original, ela tá entre uma low carb
acetogênica. Que que é acetogênica? é
uma dieta que é tão baixa em carboidrato
que obriga o organismo a escavar e a a
conseguir produzir a sua própria
energia. Então a gente vai, por exemplo,
produzir carboidrato a partir de
substratos, né, de glicerol, que é a
barra, um pedaço do triglicéride, vai
produzir a partir de aminoácido, que é
um pedacinho da proteína, né? Então a
gente produz eh o o carboidrato a partir
eh de outros substratos. a gente vai
rodar em gordura, então a gente vai usar
gordura da dieta, vai usar gordura que a
gente eh vai usar o carboidrato que a
gente produz a partir de gordura e de
proteína. Então, e tem praticamente não
tem não tem batata, não tem fruta doce.
Então tem, por exemplo, as frutas que a
gente, né,
comeria numa cetogênica, são os frutos
vermelhos, um abacate, um coco, né, um
limão, uma lima, né, eh, os vegetais de
baixo amido, por exemplo, eh, feijão
verde, brócolis e couve e flor, os
foliosos, né, então as saladas, então a
gente não tem um amido aí nessa nesses
vegetais, entende? maçã, banana
>> não, aí numa lb já encaixa, aí já seria
uma palel, né? Então na palel a gente é
um pouco mais inclui mais e mais
hidratos, né? a gente tem as frutas, mas
mesmo na palé, é uma coisa que eu que eu
explico pras pessoas, não tem muitos
hidratos, porque a gente tenta fazer na
Palel uma dieta mais aproximada do que a
gente fazia na aeropaleolítica, porque
isso tem um motivo, porque a nossa
genética ela tá mais adaptada para isso.
Porque veja, o conceito mais importante
de nutrição que foi esquecido com essa
esse essa epidemiologia nutricional, né,
que essa essa, vamos dizer essa essa
essa nutrição moderna, né, foi
esquecido, é que o alimento mais
saudável que existe é aquele para o qual
estamos mais adaptados,
>> certo?
>> É, é isso que vale. Então, ninguém tá
discutindo qual que é o alimento do
urso. O urso tem a comida dele lá que
sempre comeu. Eh, a gente que tá em
dúvida do que que deve comer, né? O ser
humano tá meio confuso. O que é que a
gente deve comer?
>> Olha, por acaso, esse exemplo que
trouxeste agora aqui colocando um bocado
de brincadeira, mas não é nenhuma não é
nenhuma piada, realmente traz um uma
perspectiva muito interessante, porque
realmente o urso tem o seu alimento,
e o ser humano é que tá constantemente a
mudar. E a gente aprende isso da
nutrição oficial, que individualidade,
cada um vai comer uma coisa. Não existe
nenhum animal. E assim, por que que o
ser humano tem que cada um comer uma
coisa, gente? Isso não faz sentido. Todo
animal tem a sua dieta. É claro que tem
nuances, né? Então, tem pessoa que vai
comer um pouco, que comporta mais
carboidrato, tem pessoa que que precisa
de mais proteína porque, né, um
fisiculturista, por exemplo. Claro que
tem ajustes que são finos, mas são
ajustes finos, entende? Tem uma dieta
que é do ser humano que é dieta que ele
comeu por 2 milhões e meio de anos.
>> Aí de repente a gente começou a comer
esse cereal que tem 10.000 anos. Em
termos de evolutivos, 10.000 1 anos não
é nada,
>> mas agora cereais com açúcar e com mais
aditivos.
>> Não, isso de 150 anos para cá
>> e com cores,
>> não é? Muitas cores.
>> Ex. Exato. Aditivos. Então, sabe, a
gente não tem adaptação para isso.
Então, dieta, gente, sempre que tiver
dúvida do que quem tá falando o que faz
sentido, porque hoje cada um fala uma
coisa, ah, eu não aguento mais escutar,
cada hora eu escuto uma coisa diferente
no Instagram sobre alimentação. Quem tá
falando a verdade vai estudar a
história. A resposta está: O que a gente
comeu por 2 milhões e meio de anos não
foi arroz, não foi trigo. Ah, mas o
trigo é um grão ancestral. ancestral não
tem não tem 10 tem 4.000 anos, gente, no
máximo 8.000 anos. A a nossa evolução
genética é muito lenta,
muito lenta.
A gente tem muito mais afinidade com
mesmo os vegetais que a gente come hoje,
daí a gente já fala um pouco de
carnívora, porque dos vegetais que a
gente come hoje, que a gente acha que é
comida ancestral, eles foram criados não
tem nem 2000 anos.
Todos os vegetais que a gente come, a
maioria vem da mostarda. É tudo, é tudo,
é alteração genética. Não, não é da
nossa dieta original. Isso.
Faz mal. OK. A gente comer isso não tem
problema nenhum. Não é como você comeu
cereal colorido, né? Cada um de uma cor,
né? Né? Vamos diferenciar. É claro que
não tem problema comer isso, também como
tá tudo certo.
>> Quer dizer, por acaso há pouco até
disseste que depende, porque se for
bloqueador da absorção de iodo,
>> tem que cozinhar e também não é para
basear a sua dieta nisso. Por que que é
importante é falar nessa questão de de
vegetal, né? Porque eu acho que a
comunidade carnívora às vezes eh ou é
mal interpretado, às vezes tem algumas
pessoas que têm uma visão mais extrema,
mas a questão é que a gente tá sempre
divulgando dos antinutrientes que tem os
vegetais que choca as pessoas, mas não
é, na minha visão, não é que a gente, eu
pelo menos não quero que as pessoas
tenham medo e deixem de comer totalmente
vegetal, não. Mas é pr as pessoas
entenderem
>> como acompanhamento
>> que acompanha não é a base da dieta,
gente. A base da dieta é produto animal.
Eu também tenho pena. Eu tentei ser
vegetariana, eu adoro. Eu tenho três
gatos e um cachorro. Eu adoro animal. Se
eu pudesse prosperar minha saúde,
prosperar sem comer animal, comendo
mato, eu adoraria. Aliás, eu adoro
comida vegetariana, adoro comer um
faláfo, uma verdurinha, eu gosto. Mas
não adianta, a gente não tem performance
numa dieta sem animal. A pessoa pode até
estar bem, mas ela estaria melhor se
tivesse uma dieta com animais. Então, h,
só para tentar sintetizar, se puséssemos
assim uma tabelazinha paleo, carne, mas
já permite um bocadinho mais de hidratos
de carbón e frutas variadas.
>> Setogénica, mais restrita quanto a
hidratos de carbono,
>> mais restrita
>> e mais baseada na proteína e também
gordura. vegetais mais fibrosos que não
tem muito amido. Na palha ainda tem mais
amido, por exemplo, os
>> batata ou açúcar, como as frutas mais
doces na palel, na cetogênica já tem
frutas que são pouco doces, como frutos
vermelhos, abacate, coco, e os vegetais
fibrosos.
>> O que que são os fibrosos?
>> Por exemplo, é feijão verde que não tem
muito amido, entende? É folhas, saladas,
eh, e brócolis. É isso.
>> E na e na carnívora
>> aí é é mais é carne com um pouquinho ali
de verdurinha, uma verdurinha ali entra,
não precisa ser só 100% carne, mas pelo
menos 80% carne em média seria isso, 70
80% carne.
>> E a gordura é animal ou também ajuda
abacata, etc.
>> Isso mais na fetogênica, né? Na
carnívora. Por quê? Porque quando a
gente tem uma uma mentalidade mais
carnívora, a gente entende que as
gorduras dos animais são melhores do que
as as dos vegetais. As gorduras dos
vegetais também são muito boas. a gente
tem gordura do óleo de coco, o azeite, é
ótimo, mas a gordura animal, na nossa
visão, é uma gordura que é melhor,
porque não tem os os fitoestrogênios, os
fitoestrogênios, os fitoesteroides que
tem, por exemplo, né, a o óleo de coco
tem, né, fitoesteroides, né, que é o
colesterol da planta,
>> certo?
>> E a gente evita, né, esse tipo de de
substância. Por exemplo, o fitesterol
hoje em dia, a os médicos, porque
antigamente eles receitavam para baixar
o colesterol. Não sei se você se lembra,
antigamente dava fit eh fitoesterol
como suplemento para diminuir o
colesterol, mas hoje já se sabe que eles
são heterogênicos,
>> OK?
>> Eles podem causar placa de ateroma.
Então a gente procura comer as gorduras
animais.
>> Então quando é que a pessoa deve optar
por uma ou por outra? É, é, tem a ver
com alguma questão de saúde que deve
depois colocar-se e nestas diferentes
alimentações. Tem a ver com se consegue
ou não largar carne de carbono,
>> fazer dinheiro. Assim, eu vejo que a
questão da carnívora estrita, de comer
só carne,
para algumas alguns tipos de doença, é,
tem se se tem saído estudos, a gente tem
visto muitos resultados que realmente
faz muita diferença. Então, doenças
inflamatórias intestinais, né? Tem um
estudo que saiu agora que é um são 10
relatos de casos, né, de pessoas que
tentaram tudo e aí quando começa a fazer
carnívora em 15 dias é um alívio que a
pessoa nunca teve na vida, que é um
resultado incrível. Então algumas
doenças, realmente a carnívora, doenças
autoimunes, né? Porque quando você faz
uma carnívora estrita, você tira todos
os antinutrientes das plantas, que para
uma pessoa saudável não faz muita
diferença, para uma pessoa doente faz.
>> OK? Então, realmente ajuda a fazer
remissão de doença autoimune, por
exemplo.
>> E na bem na forma como se levou até oo
vestarianismo, dizia-se que o nosso
sistema digestivo é muito diferente de
um sistema digestivo de um carnívoro,
não é? Por exemplo, de um leão. O
sistema digestivo do leão,
>> não é para criar choque, é mesmo para
pôr a pergunta e e resolver questões e
dúvidas. O do leão supostamente é curto,
portanto ele come um determinado
alimento de carne e rapidamente tefeca.
>> Aham.
>> No ser humano, o nosso intestino é muito
mais longo, portanto nós vamos demorar
horas e a carne entra em puto defação.
>> Ah,
>> é isto que se diz, não é? E, portanto,
não devemos comer. Nós não somos
carnívoros à semelhança de um leão.
>> H, o que é que dirias sobre isto?
>> Aham. Aham. Eh, eu sei que tem essa
essa, eu escuto muito esses comentários
lá no no meu Instagram. Então, a questão
é o seguinte: o trato digestivo do ser
humano é de um animal hipercarnívoro.
Primeiro que a gente tem um pH estomacal
de 1.7, que é o mais é mais ácido que do
gato e do leão,
>> OK?
>> Extremamente ácido, que é feito para
quê? Para digerir a carne. Quando você
come carne, a carne ela vira líquido no
seu estômago. Ela sai do seu estômago
líquida. Você nunca vai ver um pedaço de
carne nas suas feeses. Nunca. Já você vê
nas suas feeses pedaço de brócolis. De
carne você jamais vai ver. Então, por
quê? Porque o pH é muito ácido. Daí você
tem o intestino delgado que é longo, que
é onde a gente absorve aminoácido e tem
que ser longo. Agora o intestino grosso,
que é o intestino que vai fermentar a
fibra, nosso, não é não é longo,
>> ele é mais curto. Tanto que a gente tem
uma capacidade máxima de injeção de
fibra, que é 30 g por dia. Não pode
comer mais que 30 g por dia, que você
vai ficar estufado.
Então, e essa questão do do do homem ser
carnívoro ou não, né, de ser herbívoro,
aí o pessoal fala do macaco, mas a gente
era macaco há 6 milhões de anos atrás. A
gente não é mais macaco, isso tá muito
distante, hhões de anos, entende? Então,
o que que o tem um estudo muito bom que
é do Rafael Cirtoli, eh, que mostra
isso, como que o ser humano, os estudos
eh de aqueles de isótopos mostram, eh,
por achados eh paleontológicos que o ser
humano era hipercarnívoro, ele estava no
topo da cadeia alimentar durante 25
milhões e meio de anos. Então, ah,
porque a gente não tem as garras, né?
Porque a gente desenvolvia, a gente tem
inteligência para desenvolver
ferramenta. Então a gente trabalhou, né,
desde o homoábiles, a gente fez
ferramentas que a gente não precisou
evoluir, né, com garras e com a gente
tem canino, mas a gente não tem tantos
dentes pontudos porque a gente sempre
teve ferramentas. E como é que o cérebro
do do do das espécies que vieram
evoluindo até a gente ser hoje um homo
sapiens, né, o cérebro foi aumentando e
se só foi possível com a energia da
gordura da carne, né? O homem é um
fatter, né? Tem um estudo que fala man
the fat hunter. Muito bem. O homem
caçador de gordura.
>> Bem, então estamos mesmo a terminar para
fechar, se calhar do outro lado estão
cheios de curiosidade.
Uma questão quando falamos do iodo.
>> Aham. E agora deste deste tipo de dieta
é importante conjugar, não é? Não é só
uma coisa ou só outra coisa.
>> Fala-nos um bocadinho disto e depois
para quem lá em casa ficar com
curiosidade de trocar de dieta, seja
para uma paleo cetogénica ou mais
carnívora,
mais ou menos como começar, porque
também te ouvi dizer, por exemplo,
tipos de carne. Acho que podemos falar
um bocadinho até
>> ressuscitamente. No episódio anterior, a
Dra. Diana também falou muito
resumidamente, mas acho que
fundamentamos até para quem está só a
ouvir este e não ouviu o anterior. Eh,
tu recomendas ali duas, três vezes ao
dia à refeição, mas portanto deixa tu
aqui a tua sugestão. Primeiro o iodo e
estas dietas, como como conjugar?
>> Bom, a questão que eu eu vejo assim, o
iodo, ele vai exigir da pessoa, do
organismo, da pessoa que vai usar o
iodo, um status nutricional bom. Tanto
que uma coisa que que eu ensino no meu
curso, nem todo mundo tá pronto já na
hora para tomar o iodo. Precisa às vezes
fazer uma suplementação, né? Vai, vai no
profissional, vai corrigir isso ou toma
uma suplementação básica lá que o
protocolo ensina, o protocolo do
project, tem uma uma suplementação lá,
né? Ou faz aquela suplementação. Ou
seja, quando você faz uma dieta a base
de carne, e não tem que ser carnívora
estrita, pode ser uma palel que já tem
uma quantidade boa de carne, você já
está aumentando o seu status do seu
status nutricional. E o que eu percebo
no meu no meu eh programa que eu recebo
para as pessoas que vem da minha página,
que já vem comendo bastante carne, a
maioria já chega pronta. Não a maioria,
mas muita gente lá já chega pronta
porque já veio de uma dieta nutritiva,
porque a dieta carnívora ou uma palel é
nutritiva, então a pessoa já chega mais
desinflamada, mais saudável, mais
nutrida. Então o iodo funciona melhor
para essas pessoas, porque você não tá
colocando o iodo num sistema que tá
desnutrido, entende? Porque uma pessoa
que só come mal ou uma dieta de
processado, uma dieta que tem que não
tem nutriente suficiente, ela não vai
ela vai ter que corrigir isso primeiro
antes de começar o outro. Então eu vejo
que as duas coisas funcionam muito bem
com sinergia. até, lá está, até a
correção de ferro, como tu falaste há
pouco, portanto, primeiro olhar para ver
o nosso estado.
>> Exatamente. Exatamente.
>> Depois corrigir o que for preciso até
que fiquemos prontas ou prontos para
começar eh determinado protocolo.
>> Exato. É isso. Agora, a questão da da
você perguntou da da carne, né? a
questão da da dieta carnívora, eh,
geralmente eu assim duas, três refeições
por dia são suficientes. Eu acho que
três refeições por dia tá ótimo. Não
concordo com uma refeição por dia. É
muito comum na carnívora a pessoa fazer
uma refeição por dia, porque a fome vai
embora e é uma um alimento que alimenta
muito, né, especialmente carne vermelha,
que a gente já vai falar disso. Só que
isso não funciona no longo prazo. E
>> isso tu estás a dizer também é muito
interessante. Deixa-me só fazer também
aqui um parênteses, porque nós hoje
todos em todos o dia estamos addicted
para estar sempre a comer, não é? Há
quase um movimento compulsivo. A pessoa
nem se apercebe, inconscientemente dá
porcitar a comer. Eh, e isso revela,
diria eu, que não estamos bem, não é?
Porque se nutricionalmente tivéssemos
equilibrados, não estaríamos com fome o
tempo todo.
>> Ex. Exato. Então, uma pessoa que sente
fome para comer mais que três vezes por
dia, é porque ela, o que ela tá comendo
não tá alimentando ela,
>> ok?
>> Então, quando você faz uma uma refeição
eh que tem nutrientes, né, e tem energia
e nutrientes, você fica no mínimo 5
horas sem nem lembrar que existe comida.
Se você não consegue ficar 5, 6 horas
sem comer, o que você comeu, tem alguma
coisa errada com a sua direta. Então eu
sempre falo isso. Agora também eu acho
que comer uma vez por dia só, a pessoa
acaba que vai fazer uma restrição
calórica sem perceber e isso no longo
prazo é destruidor pra saúde, não
preciso nem dizer, né? Então você tem
muita gente na carnívora que tá muito
magro depois começa a ter prejuízo da
parte hormonal, não é porque a dieta tá
faltando alguma coisa, porque a pessoa
não tá comendo o suficiente. Então tem
falado lá, gente, come mais, sabe? E não
é para ficar eh comendo 12 calorias todo
o dia, isso não dá certo, né?
>> Mas também, por acaso, também conheço
pessoas que só comem, por exemplo, ao
pôr do sol, mas aí se calhar comem.
>> Mas a maioria não consegue comer o
suficiente. Ô La, esse é o problema. A
maioria não vai comer o suficiente.
>> Se a pessoa tá obesa, ela tem estoque.
Só que com o tempo você vai precisando
comer mais, porque se a pessoa tá muito
magra, ela precisa comer mais, entende?
Bom, e a questão da carne, a carne
vermelha de ruminante é a melhor carne
que tem, porque é o animal, por exemplo,
eh, por que que se que a indústria dá
óleo de soja para para como suplemento
paraco,
pra galinha e não dá pro boi? Porque a
intenção da indústria muitas vezes de
dar esse óleo é transformar a gordura da
galinha e do porco em poliaturada,
porque as diretrizes acham que essa
gordura é boa,
>> certo?
>> Isso não funciona no boi,
>> no ruminante, porque o ruminante
transforma essa gordura insaturada.
Então você não consegue tão facilmente
mudar o perfil de gordura do corpo
desses animais, porque eles são
ruminantes, eles produzem a gordura.
Então, o animal ruminante, ele produz um
perfil muito bom de gordura. É uma
mistura de gordura monoaturada, que é a
mesma do azeite, com gordura saturada de
altíssima qualidade. Por exemplo, o
ácido transvacênico, porque a gente ouve
falar mal da gordura saturada. Na
verdade, a gordura saturada, gente, que
que faz mal é quando a gente produz
gordura por excesso de alimentação.
Porque quando a gente engorda, a gente
engorda com uma gordura saturada. Então,
toda, eu meu livro fala muito sobre
isso. Todos os estudos que vão falar de
gordura saturada num contexto ruim, a
gordura saturada ela tá lá é por
associação, não, ela não é causadora,
entende? Quando você come a gordura
saturada de um alimento bom, natural,
como é uma carne de boi, por exemplo, o
ácido transvacênico, que é uma gordura
saturada, ele tá sai um estudo que saiu
em toda a imprensa aí, coisa de 1 ano e
meio atrás que ele tem propriedades
anticancro, né? O C, que é o ácido
conjugado linolênico, é excelente para
saúde, é uma gordura saturada. O ácido
estereático é uma gordura que dá muita
saciedade, é gordura saturada.
>> OK?
>> E isso onde é produzido isso? O C15, que
é um um ácido gordo que descobriram há
pouco tempo, que tem propriedades
incríveis pra saúde, que tem no
laticínio é gordura saturada. Essa
também é outra polémica para mim, para a
minha comunidade. Certo, sim, porque
estamos muito habituados que leite de
vaca cria mucosidade, não é?
>> Sim. Tudo tem prós e contras. O único
alimento que não tem contra, na minha
visão, é um boi de pasto, né? Criado à
relva, eh, com a menor interferência
possível do ser humano.
>> E, e, e deixa-me só aproveitar o que
estás a dizer. Portanto, quando tu falas
de ruminantes, tu estás air, a colocar o
boi,
>> cabra e ovelha, borrego, né? O porco,
onde é que tu colocarias?
>> O porco não é ruminante. Então, o
problema do, qual que é o problema do
porco?
>> O, a forma como ele é criado, porque o
porco, ele, a gordura do porco vai ser
um reflexo do que ele come. O que que o
porco come? Cereal. Então, vai ter um
ômega6.
>> Então, vai ser um bocadinho como como a
carne branca, não é? Tipo, vai ser como
a carne do frango que tem a gordura do
frango também tem mais ômega 6. Então,
não é que não pode comer, gente. Acho
que a gente tem que ter uma visão não
perfeccionista da alimentação. A gente
tem que fazer o melhor possível. né? E
não ficar tentando também achar que vai
sair tudo perfeito, porque tem cois tem
poluição no ar também, né? Então assim,
a gente tá cercado de problemas, o mundo
problemático, então é minimizar
problemas. Então se você precisa de
comprar carnes mais baratas para fechar
o orçamento, tudo bem comer porco e
frango, mas quando possível procure
comer mais ruminantes.
>> Muito bem. E se lá em casa ficaram com
curiosidade ou realmente já convencidos
a optar por uma destas dietas, h,
o que é que poderias dizer de certa
maneira? Bom, eu acho que
>> eu também gostei, se tu puderes dar só
um bocadinho, por exemplo, o grilhar, o
coer, um dá mais vitamina C, outro dá
mais colagéo.
Sim. É, por exemplo, quando você pega
uma carne que tem muito tecido
conectivo, um rabo, e você cozinha ele
que fica bem molinho, você tá aumentando
a biodisponibilidade do colagêno,
>> OK?
>> Né? Porque o colagênio você come lá um
um, por exemplo, aquele aquele aquela
aquele nervo, aquelas coisas muito
duras. Se você não cozinhar muito, você
fica mastigando um tempão aquilo lá,
aquilo lá você não vai conseguir
aproveitar tão bem. Quando você cozinha
melhor isso e fica mais molinho, certo?
E uma carne mais mal passada, mais
vermelhinha, tem lá um pouquinho da
vitamina C da carne, que é uma vitamina
C que é mais resistente ao calor do que
é dos dos citrinos, né? Se o caldó
também tem tal tempo de cusura, não é? É
por isso, né?
>> Isso que vai, vai, né? Derreter aquele
colagênio todo e tal. Então assim, a
gente tem uma visão também da questão
das amina, das aminas heterocíclicas,
né? que esse essa coisa da proteína
caramelizada que que faz mal, que
aumenta série de de questões pelo
estress oxidativo, mas eu vejo que a
gente evoluiu comendo carne no feita no
fogo. Acho que a gente tem evolução para
isso.
>> Muito bem. Pois é, lá está, isto é um
mundo. Agora nós todos construímos uma
narrativa, agora podemos ou não
desconstruir. Ah, enfim, fica aqui a
sugestão de tanto, de tanto que
trouxeste.
>> Você me perguntou uma coisa que eu não
respondi. Como começar limpar a dieta e
movimentar lentamente? Porque muita
gente, ah, eu vou começar carnívora,
muda da noite pro dia, tem diarreia, aí
fica com baixa de eletrólitos, tem
muitos sintomas, não vale a pena, faz
devagar, movimenta devagar. E outra, não
precisa fazer carnívora estrita, gente.
As pessoas não têm que comer só carne,
entende? Já poucas pessoas têm que comer
só carne para tratar alguma doença. A
maioria não precisa comer só carne.
>> Por acaso também estava, pelo menos
antigamente havia muitos estudos que
associavam a carne e o comer muita
proteína a problemas de articulações.
>> Pois, mas acontece que isso aí é ácido
úrico, mas a gente já tem várias pessoas
que fazem remissão de ácido úrico alto
de gota numa dieta carnívora, porque aí
entra o metabolismo da frutose também
que aumentou o ácido úrico. que era o
que eu ia dizer, porque possivelmente
nesses estudos não se analisava o resto,
que era o que tu dizias há pouco,
>> tem que ver o resto, porque o que
acontece, o ácido úrico é marcador
inflamatório. Quando a pessoa tá obesa,
tá inflamada, o astúrico sobe. Então, na
verdade, a gente vê no nosso meio as
pessoas com ácido úrico caindo, pode até
momentaneamente subir. Por isso que é
importante fazer a transição gradual,
>> certo? Porque no médio longo prazo vai
cair.
>> Muito bem, Fernanda, não te quero tomar
muito mais tempo. Eh, gostarias de
acrescentar alguma coisa que eu não
tenha dito, que eu não tenha perguntado,
que eu não tenha dito em sentido tudo,
viu? Eu acho que a gente cobriu mais ou
menos todos os assuntos.
>> Acho que trouxemos muitas nuances. O
recado principal é a gente comam carne.
Não fiquem neuróticos tentando achar uma
carne bio, a melhor carne. Compra carne
que você pod eu uma vez conversei com o
médico, ele falou: "A pior carne é
melhor que o melhor carboidrato". Por
quê? Por mais que tenham problemas, a
gente tem muita uma densidade
nutricional que tem na carne muito
elevada e as pessoas ficam doentes por
falta de nutrientes. As pessoas não
imaginam como a deficiência nutricional
tá por trás de todas as doenças que a
gente tem hoje.
>> Muito bem. Muito bem. Olha, muita
gratidão por teres vindo.
>> Ah, imagina. por finalmente termos
conversado. Fica aqui a sugestão de
lerem a Revolução Carnívora, de te
acompanharem nas redes sociais e
eventualmente procurarem pelo teu curso.
>> Sim,
>> porque eu acho fantástico estares a
trazer aqui tantos casos de cistos,
nódulos, etc. Impressionante. É, o curso
se chama Revolução do iodo e eu fiz um é
um preço assim simbólico, porque meu
objetivo é massificar esse conhecimento.
>> E efetivamente nota-se que tu és uma
fonte, aliás, várias fontes, como tu
disseste no início, és hiperfocada.
Então,
>> e tu falas como conhecimento,
efetivamente nota-se, não é? Não estás
só eh num achismo ou pronto, muito bom.
>> Muita gratidão.
>> Obrigada, Lisa. Prazer é meu.
>> Bom, desse lado, subscreve o canal lá.
Eu mais uma vez esqueci-me de dizer no
início, partilha esta informação.
Acredito que é mais um destes conteúdos
que merece e carece de ser ouvido mais
do que uma vez. Portanto, volta atrás,
toma notas, integra, digere. Não é só
digestão de carne, é a digestão de toda
a informação. Eu próprio vou fazer o
mesmo, vou digerir, porque carne
vermelha é uma coisa que eu não como há
24 anos, mas nada como, lá está, o saber
não ocupa lugar, não é? Portanto, termos
conhecimento, alargarmos o nosso leque,
a nossa perspectiva, eh, porque muitas
vezes só vem de uma fonte e nós podemos
estar abertos a a várias e na altura
certa vai ressoar, certamente. Da minha
parte, por hoje é tudo. Muita gratidão
por estares desse lado. Um grande
beijinho. Até para a próxima semana. M.
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