Energia eólica no Brasil: Elbia Gannoum, CEO da ABEEólica, no Conexão Energia
[música]
A Meger é uma empresa centenária com
[música] mais de 130 anos de história.
Ela atua em mais de 160 países ao redor
do mundo e 30 desses países [música] nós
temos escritórios regionais. Nós teremos
um suporte mais dedicado aos nossos
clientes, teremos vendas diretas,
assistência técnica, serviços de
reparação e além de treinamentos e um
foco direto no nosso cliente [música]
aqui no Brasil.
Sejam bem-vindos a mais um episódio do
Conexão Energia. Léo, estamos aí, né,
mais uma vez, cada vez mais
entusiasmados, com mais repercussão e um
feedback animador do nosso público, seja
pelo YouTube, seja durante a grade ao
vivo da TC News, seja pelo Spotify. E eu
tenho certeza que a exemplo das outras
edições, essa aqui vai ser muito
especial.
>> Não, sem dúvida alguma, cara. Aonde eu
vou, tenho comentado isso aqui, né? a
gente, o comentário é: "Poxa, tenho
tenho acompanhado o podcast e isso é
muito bom porque pessoas que não são do
setor tem comentado, que tem acompanhado
e que t usado as informações que aqui
obtém para poder fazer investimentos,
né? Isso é muito importante, né? Então,
pra gente é um sempre é um uma honra
poder contribuir e trazer aqui para esse
público as informações do setor que todo
mundo faz parte, mas tem curiosidade e
geralmente não tem acesso.
>> Agora você sabe que é tão ou mais
importante do que a guerra é quem está
ao seu lado na trincheira. Por isso, o
Conexão Energia só é possível graças a
essas marcas de alto calibre, a Meger,
testes e diagnósticos para sistemas
elétricos. Nosso agradecimento a avisos
gestão de ativos para operação
energética. Também conosco a RSJ,
Engenharia Elétrica, com foco em
eficiência, Grupo C, energia e
infraestrutura e ainda One Global, líder
mundial no segmento de seguros,
especialista na área de power e ainda
Prismian, que é líder mundial em
soluções para cabos, sistemas de
telecomunicações e energia. A todos os
nossos parceiros, muito obrigado.
>> Obrigado, parceiros. E hoje, como a
gente tá falando de calibre, né, a gente
não podia trazer alguém de tão
>> baixo calibre. A gente trouxe assim uma
bazuca do setor eólico. [risadas]
Eu, seja muito bem-vinda aqui, minha
querida amiga. É um prazer tê-la
conosco.
>> Obrigada, é um prazer. Parabéns pelo
podcast, pela iniciativa.
Você e o Léo estão de parabéns por por
esse trabalho.
>> Alegria muito grande em receber você.
>> É isso aí. Bom, vamos lá, sem mais
delongas, começar a conversar um
pouquinho e a gente vai falar um
pouquinho da visão de futuro do setor. A
gente passou aqui por um um momento que
se iniciou lá em 2009, você tá aí há
mais de 10 anos liderando a Beólica, né,
embuída nos principais assuntos eólicos
do Brasil e qual é a visão dos próximos
10 anos pro setor Elber?
>> Isso mesmo, vamos falar de futuro porque
o presente está insuportável. [risadas]
É, então eh é é melhor falar de futuro.
Na realidade, eu este este ano eu
completo 15 anos à frente da abeólica.
Eh, no dia 2 de maio, eu completo 26
anos de carreira na indústria de energia
e tenho trabalhado com a eólica desde
que estava no governo. Este ano nós
vamos completar 20 anos do primeiro
parque eólico instalado no regime do
Proinfa, que é o parque de Osório no Rio
Grande do Sul.
>> Então é um ano muito marcante pra
indústria eólica e muito marcante também
na minha carreira porque eu participei
de todo esse processo do Proinfa que
trouxe os primeiros parques eólicos pro
Brasil. E essa indústria, ela tem uma
história
muito interessante, porque começou a
mais ou menos 20 anos num regime de de
de incentivos, mas depois nós trouxemos
a contratação da energia eólica a partir
de 2009, no primeiro leilão competitivo
de eólica e aí eu estava na CCE naquela
ocasião.
E de lá para cá, a eólica cresceu muito
e se tornou, inclusive, a segunda fonte
de geração de grande porte do país. É a
fonte que mais cresceu nos últimos 15
anos e é uma das fontes que mais vai
crescer nos próximos 10 anos. Neste
momento a gente tá vivendo uma crise, na
realidade duas crises. Uma macrocrise
associada ao mercado, ao baixo
desempenho da economia brasileira e,
portanto, a baixa contratação.
E no meio do caminho, a gente tropeça
numa outra crise que eu chamo de
microcrise, que é o curtailment. E por
essa razão eu digo que o presente está
insuportável, mas é bem possível que a
gente tenha encaminhamento nesses dois
aspectos. Do ponto de vista
macroeconômico, a gente já percebe que o
mercado está voltando a aparecer as
primeiras contratações, principalmente
contratações associadas a data centers e
descarbonização da economia.
>> Uhum. E do lado do microeconômico, do
curtailment, nós estamos neste momento
num processo de negociação com o governo
e é bem possível que a gente tenha
regras mais claras e ressarcimentos mais
claros nos próximos dias ou nos próximos
meses. Então, eh, uma vez vencido o
curto prazo e não dá para falar de longo
prazo sem passar pelo curto prazo, nós
temos boas perspectivas com a indústria
de energia eólica brasileira, porque
esta fonte se tornou extremamente
competitiva nos últimos anos, a
tecnologia é muito avançada e nós temos
um potencial muito grande de energia
eólica, seja um chó para agora e seja
também offshore mais tarde. Então, nesse
cenário em que o mundo está mudando
fortemente e eu espero que desta vez
acelerando mais fortemente com a
transição energética, nós vamos ter
muitos recursos de energia eólica para
ofertar para esse novo modelo econômico.
>> Eu adicionaria uma questão também.
O mercado eólico ao ser instalado no
Brasil, eh, foi muito bem pensado,
porque junto com a tecnologia trouxemos
toda a cadeia de produção aqui pro
Brasil, diferentemente do que aconteceu
com o setor solar, por exemplo. Então,
isso fez, fomentou outros eh outras
fontes dentro da economia, né? e se
tornou uma fonte obviamente muito
importante. E queria fazer mais um
adendo, curtei né, que você comentou
para aquelas pessoas que não estão
familiarizadas com o termo, são os
cortes de geração que são provocados
justamente pelo excesso de geração que
foi provocado por uma falha ou um
planejamento inadequado do que provocou
um crescimento de todas as fontes. E aí
a gente tem uma sobreoferta fazendo com
que grandes usinas sejam cortadas, sejam
desligadas no momento que elas têm o
vento para poder gerar, né? Daria pra
gente render o episódio inteiro só com o
panorama que você acabou de construir
para essa primeira pergunta do Tadeu,
porque você aborda uma série de camadas.
Eu queria, no entanto, dar um passo para
trás e te fazer três perguntas que são
objetivas. Quando a gente pensa em
parque eólico, quais são os desafios da
construção, da instalação de um parque
eólico? Certamente boa parte da
audiência não tem uma familiaridade com
isso. A segunda pergunta,
quais são as desvantagens da energia
eólica? Porque as vantagens ficaram
muito claras na sua fala e elas são
muitas. Você disse já que é a segunda
geração de energia mais relevante
pensando na matriz brasileira. A
terceira pergunta é: Quais os maiores
desafios daqui pra frente? E aí não sei
o que vai esbarrar em regulamentação,
vontade, coesão e coordenação política
ou outros itens. Mas começando do
começo, quando a gente pensa em parque
eólico, quais os desafios e por que a
gente conseguiu avançar tanto conforme a
sua descrição?
Esse conceito de novas energias
renováveis,
ele é uma ruptura importante de
tecnologia de produção de energia,
porque num passado muito recente, nós
produzíamos energia a partir de
hidrelétrica, de grandes hidrelétricas
ou mesmo de pequenas centrais
hidrelétricas. E para produzir essa
energia, você necessariamente tem que
produzir naquele local onde está a
fonte, então onde tá o rio, onde tá o
reservatório.
E é uma forma de tecnologia mais
complexa. Você não não consegue
construir uma pequena central ou até
mesmo uma hidrelétrica de grande porte
num intervalo menor de 4, c às vezes 8,
10 anos. Então, quando nós partimos para
esse modelo de produção de energia
eólica, isso aconteceu no início dos
anos 2000 no Brasil, dada a viabilidade
econômica dessa tecnologia e também um
reconhecimento de que o Brasil tem bons
ventos, nós percebemos que a tecnologia
de produção eólica é muito simples, ela
é modular. Então assim, o desafio de se
fazer um parque eólico, ele é muito
baixo em comparação a produção de
energia a partir de hidrelétrica, por
exemplo. Não é que eu estou dizendo que
uma é boa e a outra é ruim. Eu estou
dizendo que as características são
diferentes. Então nós que somos da
indústria e conhecemos todas as
tecnologias, quando nós olhamos pra
produção de energia eólica e também para
solar, é muito mais simples fazer montar
uma turbina eólica é quase que montar um
Lego, né? Então é bem mais simples de
fazer. Embora seja mais simples, existem
processos. Então, a gente precisa
primeiro identificar onde está a fonte,
que onde é a fonte, o que é a fonte, é o
vento. É o bom vento que a gente vai
encontrar em determinada região. Uma vez
encontrando esta fonte, nós vamos para a
questão da propriedade, né, do
fundiário. Nós precisamos reconhecer ali
quem são os proprietários, precisamos
fazer acordos para fazer a medição. A
gente tem que medir aquele vento. Por
mais que eu chegue lá e sinta o vento,
eu preciso de instalar uma torre
anemométrica para medir esse vento e ter
um histórico de vento de pelo menos 2
anos para partir pro meu modelo
econômico financeiro de de fazer o
parque. E aí tem vários passos
regulatórios, mas assim, de forma geral,
a tecnologia é muito simples. Diante
disso, você fala: "Ah, e quais são as
desvantagens?"
Na realidade a energia eólica até numa
discussão mais ampla de mudanças
climáticas e transição energética,
impacto ambiental, impacto social, é
também muito simples. É uma tecnologia
muito simples. Para você ter ideia, até
onde eu sei, é a única forma de produção
de energia que não compete com as demais
atividades econômicas. Este parque que
eu mencionei de Osório, que é o primeiro
parque que a gente vai fazer 20 anos
agora, é uma região em que se cria gado,
se planta arroz e aí se faz energia
eólica. Então, ela convive muito bem com
outras atividades econômicas. Eu diria
que a energia eólica, como outras fontes
de produção renováveis, ela ela tem as
suas características, é uma
característica dada àela forma de
produção de energia. E não é, portanto,
uma desvantagem, é só um perfil, é uma
fonte que depende da natureza, então ela
só vai gerar se tiver vendo. Então esse
>> intermitência
>> e é falam em intermitência, mas eu não
gosto deste termo. Pra eólica não,
>> porque a eólica não é intermitente, ela
é variável. OK?
>> Ao longo de 24 horas, a produção de
energia é variável porque o vento passa
por variação, mas você não tem uma torre
que desliga e depois liga, liga,
desliga. Isso é intermitência. Então é
um é um conceito equivocado, é
variabilidade. Agora com sol você pode
dizer que tem intermitência sim, porque
vem uma nuvem e para de gerar naquele
momento. A eólica não, ela é variável, é
uma característica, é um perfil e esse
perfil ele é muito reconhecido e
conhecido por nós. Então, no processo de
operação, a gente já é capaz de prever o
vento e o operador do sistema já sabe
como que o vento vai se comportar ao
longo do dia seguinte. Portanto, ele
modula a produção e modula todo o
sistema para isso. Então, eu considero
assim, eh, eu sei que muitos falam isso,
mas eu discordo veementemente desse
conceito de intermitência e sim, é um
conceito de variabilidade. E quando você
tem uma estrutura de matriz como o
Brasil, essa estrutura permite que você
tenha essas variações, porque você tem
hidrelétrica de reservatório, você tem
solar durante o dia, você tem as
pequenas centrais hidrelétricas, você
tem biomassa. Então são tantas fontes
que você tem produzindo ao longo de um
dia complementares entre si e
perfeitamente complementares entre si. E
o Brasil, diferente do resto do mundo,
tem um sistema totalmente
interligado. Isso permite que em
qualquer lugar do país, 99% do sistema,
você liga uma tomada e você vai receber
cerca de 90% da energia renovável, igual
agora, nesse momento, eu te afirmo que
tem 90% de energia renovável. E esse mix
é super seguro.
>> E aí a terceira que eu lhe fiz, eu sei
que eu abusei, né, foram várias
perguntas, eh, a tua descrição, ela
ilustra o quanto a indústria de energia
eólica caminhou bem dos anos 2000 até
mais ou menos essa altura. E no entanto,
esse é um momento que você mesma
classifica como insuportável. Então, o
terceiro ponto é o que falta pra gente
continuar essa expansão ou consolidação
pros próximos 10, 15, 20 anos?
Talvez o que nos falte mais é uma
compreensão da realidade como ela é. Eu
eu te digo isso porque hoje pela manhã
eu estava também gravando um podcast com
um professor meu de há mais de 30 anos
nos conhecemos, é um especialista em
economia internacional, geopolítica.
E numa num determinado momento do
podcast, eu reclamei e falei: "Essa
crise na Europa, essa história do
petróleo, agora fica todo mundo, eu tava
na Europa semana passada, fica todo
mundo falando que agora é a vez da
transição energética, mas daqui a pouco
>> passa essa crise e daí vem de novo o
petróleo e onde a gente vai parar." Foi
uma espécie de reclamação. [risadas] É,
o meu professor. Aí ele falou, Elbia, a
transição energética não é linear.
Óbvio, ele me disse o óbvio, mas é um
óbvio que eu não pensei nele. E daí, eh,
responde também: "Estamos no momento
insuportável. O mercado não é linear.
Nenhum mercado é linear. Isso é da
natureza do sistema capitalista. Nós
temos variações. Então, a energia eólica
cresceu no Brasil. exponencialmente por
15 anos. Em algum momento essa
velocidade ia arrefecer.
O que fez essa redução de velocidade
está associada a fatores
macroeconômicos, como eu mencionei, da
própria natureza do mercado. E nós
tivemos fatores externos relevantes
associado a um mal dimensionamento das
políticas públicas. Quando o o
Tadeu ele menciona que a gente tem uma
quantidade muito grande de fontes
renováveis e a questão dos cortes de
geração.
Hoje 3 anos enfrentando a discussão dos
cortes de geração, que é o curtailment,
nós já temos o diagnóstico completo.
Hoje o nosso grande problema, não é
privilégio só nosso do Brasil, o nosso
grande problema foi o excesso de geração
distribuída que nós colocamos no
sistema. Não estou dizendo aqui que
gosto ou que não gosto de geração
distribuída, eu só estou analisando a
realidade como ela é. As políticas
públicas extremamente aceleradas
para a geração distribuída fez com que o
sistema brasileiro, em 4 anos instalasse
46 GW de GD.
>> Ora, a eólica que cresceu lindamente em
15 anos, ela demorou 15 anos ou 20 para
instalar 36 GW.
>> Considerado 92 quando foi instalada a
primeira turbina lá em Fernando de
Noronha. Quantos anos, né? Quantos anos?
Então, é um excesso de geração
distribuída e de uma energia que tem uma
característica, ela tem um perfil. Qual
é o perfil dela? O perfil é que ela só
gera durante o dia. Ponto um. Segundo,
ela gera mais das 10 às 16. Então você
tem excesso de energia horária, então
você não pode dizer que o sistema tá com
excesso. Tem gente que comete esse
equívoco. Ah, tem excesso de energia?
Não tem, meu senhor. Nós temos excesso
de energia das 10 às 16, que o operador
civil obrigado, por questões de
segurança, a nos mandar desligar. E é
claro que ele vai mandar desligar aquela
fonte de geração que ele consegue
gerenciar, que é o parque eólico grande
ou o parque solar grande, né? Eh, o
operador diz muito bem, a GD é uma fonte
de energia não controlável e não
observável.
E essa quantidade de energia que entra
durante o dia, ela acaba deixando de
gerar a partir das 16 horas. E aí o
operador tem que ir correndo chamar de
novo os parques grandes e aólica vem e
chamar termelétrica. Então, de fato, a
gente tá enfrentando um problema de
mercado e também um problema de
operação. E como eu disse, não é
privilégio só nosso. A Europa enfrenta
esse problema, os Estados Unidos também,
a China também. A grande questão é a
proporção do problema. Nós estamos com
46 GW de GD, a Espanha tem 12. Então
veja a diferença. E aí a gente realmente
dado isso, a ninguém tá dizendo quem
foi, quem é culpado, quem não é, dado
essa realidade, a gente vai precisar
aprender a lidar com essa realidade. E
aí isso traz uma lição importante. Você
tá dizendo: "Ah, e o que que falta pra
gente voltar a crescer e voltar?" Ora,
voltar a crescer é o mercado voltar a
crescer e aparentemente ele tá passando
por esse processo. Então, a gente tá tá
vendo muitas empresas buscarem
contratação para descarbonização,
data centers. Agora, por quê? Porque a
energia eólica é extremamente
competitiva, né? É claro que essa lógica
da descarbonização, ela é importante,
mas ela não é determinante. O que
importa é a competitividade. Então, uma
vez o mercado sendo retomado, a gente
entende que vai acontecer esse
crescimento. Em termos regulatórios,
como eu mencionei, a gente precisa dar
uma solução regulatória e resgatar a
credibilidade do investidor. Porque o
investidor hoje que fez um parque eólico
porque ele vendeu um contrato no Mercado
Livre e ele é obrigado a entregar essa
energia ou vendeu no leilão, ele está
sendo obrigado a desligar o seu parque.
Então, eh, e aí ele leva o prejuízo.
Enquanto não tivermos esse sinal
regulatório adequado, e eu espero que a
gente tenha nos próximos dias, a gente
acaba inibindo o investimento. Mas não é
só isso, o mercado precisa crescer.
Agora, eu entendo que isso vai acontecer
porque essas políticas que foram
voltadas para GD, principalmente,
elas já foram modificadas. Então, em
algum período ali 2027,28
começa a reduzir esse efeito de excesso
de GD e aí sim a gente vai retomar esse
mercado em condições normais, mas
condições normais numa normalidade
diferente dos últimos 15 anos. Ah, é o
Bilov, seremos um mercado como foram os
15 anos passados. Não, seremos um
mercado muito maior, muito melhor,
porque o Brasil ele volta a crescer. E
não é só isso, não é só dependência do
PIB brasileiro, é dependência desse novo
modelo econômico global. E o Brasil tem
um potencial muito grande de determinar
a energia nesse modelo econômico global.
Não, sem dúvida alguma. Eu acho que você
tocou em assuntos muito polêmicos também
aqui, mas são necessários de ser
colocados na mesa para que a gente possa
discutir. Mas você acha assim que essa
questão do crescimento que houve da GD,
ele foi proporcionado por uma falha no
planejamento
ou um que também considera uma falha na
na apresentação dos benefícios? Foram
colocados vários benefícios para essa
para esse tipo de geração que em
contrapartida, em outras não, né? Qual é
a sua visão sobre isso?
>> E um passo atrás, se você puder definir
o que que é exatamente o gigw de geração
distribuída para quem eventualmente não
tem familiaridade com o termo? Porque
isso atrapalha tanto?
>> É, na realidade é um MW, né, de geração
distribuída ou até kilw de geração
distribuída. A melhor definição para
isso é a energia de telhado, né? A
energia solar de telhado é aquela que
você coloca no telhado. Eh, e aí ela ela
é é um conceito muito lindo e muito
importante e e talvez isso explique o
fato de ter se errado tanto. Não se
errou só de uma maneira, foram uma série
de erros, né? Então, eh, foi falta de
planejamento também foi, né? Na
realidade, nós todos atores de mercado e
na semana passada, numa discussão na
Espanha, nós passamos por isso, o mundo
errou com relação à GD, o mundo todo não
entendeu direito que efeito essa GD
poderia trazer eh pro mercado. Então, é
efeito do ponto de vista da operação. E
isso é muito sério porque você perde o
controle do sistema e grande parte do
sistemas elétricos eles são formados por
um único operador. E aquele operador ele
tem que observar e controlar tudo que é
geração que entra no sistema. A partir
do momento 46 GW, a gente tá falando
cerca de 25%
de toda a potência instalada do país. E
aí o operador do sistema não conhece,
não sabe se esse cara tá gerando ou não,
como é que ele controla o sistema. Tá
certo?
>> Você só enxerga 75%.
>> Exatamente. E na medida que o tempo for
passando, essa proporção vai aumentando.
Então assim, é erro de tudo quanto é
ordem, é falta de calibragem das
políticas públicas e e isso é um
problema. que nós economistas estudamos
muito, um problema de seleção adversa,
né? Um problema de você definir uma
regulação e não entender direito qual é
o mecanismo de incentivo que aquela
regulação tá criando. A intenção da
política para GD foi que nós, famílias
comuns, instalássemos painéis solares em
nossas residências. Isso é lindo. Só que
no final das contas, instalar painel
solar em telhado virou um belíssimo
negócio que criou empresas que também
não fizeram nada de errado, porque se a
regulação permite, o mercado é criativo,
é da natureza do mercado essa
criatividade.
>> E aí isso se perdeu o controle. Então,
tem questões do ponto de vista político,
tem questões do ponto de vista técnico,
econômicos e até mesmo sociais, porque a
intenção da política era que os
consumidores de renda menor tivessem
acesso a esse benefício. E, de fato, são
eles que pagam a conta, porque esse
incentivo que foi criado, ele é pago por
alguém, ele é pago por quem não tem. E
quem não tem um um painel solar em casa,
a população mais baixa realmente não tem
um painel em casa, não tem condições,
aliás, nem tem casa, né? Então, como é
que vai ter um painel? Exato.
>> Bom, é o seguinte, você em vários
momentos colocou problemas
macroeconômicos
que afetam o desenvolvimento da energia
eólica. E certamente num país como o
Brasil, em que o juro estrutural é alto,
o custo de capital pode ser um desses
problemas. É a dúvida que eu tenho.
Quero que você me fale, ainda mais nesse
contexto em que a gente tá de
flexibilização do juro, o quanto que uma
baixa na Selicural e estruturada pode
destravar o setor. Mas antes, o nosso
agradecimento a Megger. Quando a gente
fala em teste de isolação, a gente fala
em Megger, referência mundial em
qualidade, robustez e segurança. E a
Megger vai muito além do megômetro, tá
gente? A empresa oferece o portfólio
mais completo do mercado para ensaios em
ativos elétricos, soluções para
transformadores, cabos, redes de
transmissão e distribuição com destaque
para instrumentos como TRX e DAX, Delta
e Frax. Com foco em gestão de ativos e
monitoramento, a Meger é líder em
ensaios avançados e confiabilidade
técnica, além de confiabilidade
elétrica. Pensou em testes elétricos,
não tem como errar. A Meger tem a
solução. Elber flexibilização da taxa
Selic, menos custo de capital pro país.
O quanto a indústria eólica destrava a
partir disso?
>> Eu adoraria te dizer que seria
maravilhoso,
>> mas como economista irresponsável não
vou dizer isso, tá? O juro é uma
variável importante nas decisões de
investimento. Eu não tenho dúvida disso.
Qualquer modelo econômico, juro é uma
variável relevante. Mas nesse contexto
de crise toda que a gente tá dizendo, o
juro é só uma gota d'água, só a pena no
camelo, tá? Ele não é fator
determinante. O Brasil é um país
estruturalmente de juro alto,
>> tá? O Brasil é uma das economias com a
taxa de juro mais altas do mundo.
Histórico. Eu nem sei quando isso
começou, tá? Então, juro não é um fator.
O fator é mercado. Se nós tivermos
mercado no Brasil, se alguém quiser
comprar, eu vou vender e eu vou
precificar a taxa de juros. Quando o
mercado está bem, está contratando, está
vendendo, é um mercado também muito
competitivo e juro é um fator de custo
que é precificado. Quando o mercado tá
em crise, o juro também é um fator de
custo que é precificado. Só que ele de
fato não é a variável mais relevante. Eu
adoraria que as taxas de juro no Brasil
fossem mais baixas, porque isso traria
um resultado macroeconômico melhor pra
economia como um todo. Mas enquanto um
setor isolado para ser determinante, não
é?
>> Talvez a contraprovocação aqui pra gente
continuar a reflexão é, por outro lado,
um juro menor vai incentivar o mercado a
se aquecer mais, porque você tem menos
custo de capital. E se o mercado tá mais
incentivado a se aquecer, isso vai bater
direto ou indiretamente também na
indústria eólica.
>> Sim, o juro, como eu falei, em questões
macroeconômicas, ele é interessante
porque ele é um fator de crescimento
econômico,
>> né? Se o juro está mais baixo, você tem
um incentivo maior a um investimento e,
portanto, você tem um crescimento
econômico e esse crescimento econômico
vai trazer uma demanda maior por
energia. Então ali no efeito
multiplicador da economia você tem um
resultado, mas quando você analisa o
setor separadamente ele não é tão
determinante.
>> E ainda nessa seara, a gente tem dito
aqui na cobertura da TC News, que é um
veículo dedicado à bolsa também, que a
festa das máximas históricas recém
tocadas pelo Ibovesps.
É o investidor estrangeiro que tem
concentrado o poder de compra. O
investidor local, ele tá ausente da
bolsa seduzido por uma renda fixa que
ele paga acima da inflação com alguma
gordura. Onde eu quero chegar com isso?
O capital estrangeiro, ele é
determinante ou tem qual peso no
desenvolvimento da indústria eólica e
qual peso ele pode ter nos próximos
anos?
>> É o capital estrangeiro, que aliás eu
nem chamo mais de capital estrangeiro,
eu chamo simplesmente de capital, porque
ele o capital ele circula numa
velocidade tão grande, né? Na velocidade
da luz, né?
E e no Brasil toda a infraestrutura
é muito dependente desse capital
externo, né, dessa dessa movimentação de
capital e a infraestrutura, por
definição, energia também. E se você
observar hoje a estrutura dos
investidores que estão no Brasil em
energia, em negócios de energia, você
tem um percentual enorme de empresas
globais, de empresas transnacionais, né?
qualquer empresa que você lembra o nome,
ela tem algum capital europeu, americano
ou chinês, né? Então, eh, esse capital
externo, ele é extremamente relevante
paraa infraestrutura e extremamente
relevante paraa energia. O que que é
importante notar a respeito do capital
externo? eh esse dinheiro e que forma
essas empresas,
eles essas empresas tomam decisões de
investimento todo ano e esse capital ele
compete nas economias. Então se o Brasil
não está neste momento
um um momento regulatório atrativo, se
ele não está dando confiança ao
investidor, esse capital não vai vir
para cá. Ele vai pra Europa, ele vai
paraa Ásia. ele vai pros Estados Unidos
ou pros demais países da América Latina.
Então, a gente tem que ter uma
responsabilidade muito grande quando nós
estamos fazendo infraestrutura no país,
não só energia, de ter um aparato legal
e regulatório que seja ah que crie
aquilo que nós chamamos de ambiente
amigável pro investidor. É isso que
importa mais. o capital doméstico
brasileiro, pelo que você falou de renda
eh renda fixa,
>> fixa,
>> o o brasileiro ainda não tem a cultura
do investimento e a taxa a taxa de
poupança no Brasil é muito baixa. É
baixa porque o país também é um país
assim de renda per capita alta, porém é
um país em desenvolvimento. não sobra
dinheiro para colocar na bolsa,
eventualmente sobra uma graninha para
botar na renda. O sujeito nem sabe como
investir na bolsa, né? Então, eh, não
tem essa cultura. Mas pensando
internacionalmente, nós temos acesso aos
capitais. Dinheiro não falta em lugar
nenhum do mundo. E aí volta e conecta
com a discussão do juro. Dinheiro não é
problema, né? O que a gente precisa é
ter um ambiente de negócios que favoreça
a atratividade do capital. Como a gente
passou por um período aqui de baixos
investimentos, a gente viu agora, foi
até uma notícia que chamou muita
atenção, né? Rio Enerd fecha um novo
projeto com a Vestas que dentro do que a
gente vem assistindo nos últimos anos
foi assim uma festa, né? Porque
realmente essa falta, essa entressafra
de projetos aqui fez com que algumas
empresas até decidissem sair do país ou
se reventasse aqui, né? Porque hoje o o
você acaba concentrando o mercado em
serviços, eem troca de componentes, né?
Fabricação de componentes para pra
manutenção dos parques, né? Você acha
que a gente corre um risco de dessa
continuidade da da do abandono dessas
grandes empresas do Brasil, né? Aqui num
curto médio prazo?
>> Nós estamos vivendo um verdadeiro
paradoxo, né? Neste momento, semana
passada eu escrevi três artigos,
publiquei dois na semana passada e outro
hoje. Eh, e um deles, ele ele diz o
seguinte: "A indústria eólica
brasileira, paradoxos e contassensos,
tá? É isso que a gente tá vivendo,
porque do ponto de vista global e na
semana passada, na segunda-feira em
Madrid, nós do GUEC, porque eu sou
vice-presidente do Conselho Global de
Energia Eólica, nós lançamos o nosso
relatório anual, o Glob, o Global Wind
Report. Ele mostra toda a capacidade
instalada do mundo e nós instalamos o
mundo, tá? 165
GW de energia eólica. Nós batemos
recorde de instalação global. Dentro
desses 165, 9.3 TR vieram para as
eólicas offshore e o restante pra eólica
onore.
Desses 165 GW, mais de 70% foi na China,
>> depois foi Índia, depois
>> você sabe a porcentagem,
>> Estados Unidos, a Índia deve ter sido
alguma coisa de 7, 8%, né? Depois vem
Estados Unidos e o Brasil na quinta
posição em termos de nova instalação. E
o Brasil também é o quinto país do mundo
que mais investe emólica. Ele já foi o
terceiro
>> que mais investiu.
>> Eh, o que que esse número mostra?
mostra, e esse artigo meu, até um saiu
no canal Energia, ele fala exatamente
desses números, dizendo o seguinte:
"Olha, o mundo todo tá caminhando para
lá, crescendo, retomada e o Brasil tá
vivendo uma outra história, uma outra
história mais ou menos, tá? Por algumas
empresas que deixaram o país, e a gente
fala muito da cadeia de produção, porque
nós temos uma estrutura muito forte
criada por nós, inclusive, não é?
indúria nacional.
>> Eh, as empresas, algumas europeias
reduziram a produção, a americana saiu,
foi embora, só que os chineses estão
chegando.
>> Então, assim, existem leitor e é um
paradoxo, esse paradoxo e contracenso,
ele não é só no Brasil, é na economia
global. Você tá vendo o capital saindo,
mas você também tá vendo o capital
entrando. O que está havendo neste
momento e não é só agora, nós já
percebemos esse movimento e anunciamos
isso num dos nossos relatórios do Guec,
é uma recomposição,
uma reestruturação da cadeia de produção
global, em que os investimentos em
energias renováveis, e não só isso, os
investimentos da transição energética vê
da Ásia. Então tem Estados Unidos
saindo, nem preciso gastar meu tempo
aqui explicando.
>> Exato.
>> A Europa naquele, né, com perdendo
velocidade.
Mas existe a Ásia crescendo e ditando a
nova ordem econômica global. Essa nova
ordem econômica global está dada e
determinada. A gente precisa enxergá-lo.
Tem países querem ignorar, né? Nós não
somos assim. Então, quando você olha
paraa Ásia e e os asiáticos estão
chegando no Brasil, investindo,
comprando ativos de geração, também
existe um mundo acontecendo. Daí os
paradoxos, né? Então você tem que olhar
dos dois lados. De fato, a gente tá
vivendo uma crise, como anunciada aqui
várias vezes, mas por outro lado, na
lógica de médio, longo prazo, de
retomada,
a gente tá vivendo um momento de
crescimento.
>> O papo tá bom, né? e vai continuar. Só
antes a gente faz questão de enfatizar
que o podcast Conexão Energia também é
um oferecimento de Prisman, líder
mundial em soluções para cabos, sistemas
de telecomunicações e energia. Bom papo
para você.
Deixa eu pegar a carona nesse gancho. A
Ásia está determinando a nova ordem
global. Há países que estão brigando com
essa realidade, há países que estão
compreendendo, aceitando e se
posicionando dentro dela. Assumindo
então que há uma nova ordem global em
curso e que a ASA a Ásia bota as cartas
na mesa, qual é o papel do Brasil dentro
dessa nova ordem e quais são as
principais características dela?
>> Ah, isso é ótimo, né? E e eu acabei
escrevendo isso no artigo também. O
Brasil é um país parceiro da Ásia, né? E
e aí cita-se a China. O Brasil
sabiamente sempre foi parceiro da China
e ele acaba se beneficiando porque a
China é um país tão grande, veja, 70% da
instalação eólica
>> é muito, né? A China instala
meio Brasil por ano de de de capacidade
e mas o Brasil sempre foi muito parceiro
da China, inclusive ano passado
comemorou 100 anos, né, de relações
diplomáticas com a China e entendeu essa
lógica, não é? Então hoje a gente tem um
potencial, um recurso renovável muito
grande e nós somos uma grande economia,
né? tira a China, quais são as economias
grandes no mundo? E o Brasil tá entre as
cinco, tá no top five. E o Brasil, ao
compreender isso, ele sempre abriu o
mercado pra China e fez parcerias
também. Não é que ele abriu o mercado,
deixar os chineses chegarem aqui e
exportar tudo, não é isso. Existe uma
parceria, existe uma relação. Inclusive,
no caso da energia eólica, a gente tem
política de conteúdo nacional. Os
chineses inauguraram no Brasil a
primeira fábrica de turbina eólica fora
da China, inaugurado na Bahia. Então
isso diz tudo qual é a posição do
Brasil. Um grande mercado, um hub na
América Latina, um hub agora no Mercos
Sul, cita-se o acordo. E o Brasil está
muito bem posicionado nesse aspecto. O
Brasil entende que a China como potência
é algo incontornável.
poderia ser os Estados Unidos. O Brasil
nunca será uma grande potência em
comparação a essas economias. Ele já
desde cedo aprendeu que ele pode buscar
ali um outro lugar, um terceiro, um
quarto, quinto lugar, dependendo do
setor, e tirar proveito disso. E o país
tem feito isso muito bem.
>> Agora, você entende que essa compreensão
é uma visão de governo ou é uma visão de
estado brasileiro?
>> É uma visão de estado. É, às vezes
alguns governos derrapam, né? Mas logo
logo esse governo vai embora e o estado
fica. É uma visão de estado. E e aí isso
até serve paraa questão americana, né? A
gente tá vivendo agora o Trump effects e
isso afeta muito os rumos da transição
energética e os resultados das mudanças
climáticas, mas a gente sabe que
governos passarão e o estado fica.
Exato. Agora falando um pouquinho do
setor, né, do crescimento, a gente vê
aqui a eic offshore a gente tem um
grande potencial, assim como a gente tem
um onshore, então onshore em terra,
offshore no mar, mas à medida que as
máquinas vão ficando mais altas, né, a
gente vê que elas acabam tendo uma
competição entre elas, porque se você já
tem ali um parque eólico, que a gente já
tá chegando aos primeiros parques com 20
anos, né,
inicialmente eles foram projetados para
operar com 20 anos,
já há a possibilidade de fazer uma
recapacitação, uma substituição das
máquinas, né? Então assim, como que você
enxerga esse mercado offshore? Ele tá
mais próximo de uma realidade, se
transformar numa realidade ou não está
mais próximo o processo de recapacitação
das usinas já existentes?
>> O mercado offshore, ele é realidade em
grande parte do resto do mundo, né?
Tirando a América Latina.
Eh, esta feira que eu estive na semana
passada, o Wind Europe,
asover,
>> eh, não foi em Madrid. Hannover foi uma
de energia de forma geral.
>> Eh, os expositores eram expositores
deólicas offshore, porque a Europa só tá
fazendo offshore, não há mais espaço
para fazer um show.
>> É diferente daqui, né?
>> Completamente diferente.
>> Eh, então assim, a realidade offshore,
ela é dada no resto do mundo, né? Não há
dúvidas, não há volta. Então, em termos
de tecnologia,
agora no Brasil, e eu repito isso com
muita frequência, nós não temos que
falar no Brasil ou isto ou aquilo.
Nós ensinamos pro mundo que a melhor
coisa é diversificar uma matrizum
>> e fazer conexões de tecnologia. A gente
já fez isso com hidrelétrica e depois
PCHa gás e biomassa e eólica e solar.
Então, quando nós olhamos paraa eólica
offshore, desse potencial de eólicas
offshore, não é que o Brasil vai fazer
offshore, porque onsore acabou, é
infinito o potencial e onore, porque
você não vai ter uma matriz só de
eólica,
>> claro,
>> né? A gente tem cerca de 800 GW de
potencial um short e cerca de 1 TW de
potencial offshore, conhecido até hoje
com a tecnologia que eu tenho hoje. É
1.8 de potencial. O Brasil tem 200 GB,
então a gente tá falando que tem aí oito
Brasis, mais ou menos só de eólica. O
que nós precisamos entender nessas novas
tecnologias não é só a questão do mewh
limpo e renovável.
>> Uhum.
>> Tá? É o complexo industrial que isso
traz. Fazer eólicas offshore pro Brasil,
além de você diversificar a sua matriz,
porque você tem regimes de ventos e
produções, a variabilidade é distinta.
você tá falando de trazer uma indústria
pro país e todos os efeitos
multiplicadores, todas as externalidades
positivas que uma indústria pode trazer.
Então, é por isso que a gente trabalha
com offshore e não trabalhamos com
offshore para entrar amanhã. Eu quero o
offshore para depois de 2030, logo eu
tenho que trabalhar hoje. E a gente tá
trabalhando na regulação.
>> Mas para isso você não entende que a
gente precisa ter uma visão mais
holística do sistema, porque o que que
eu tô falando? A gente pegou os
incentivos, eles são dados eh olhando um
setor de uma forma específica. A gente
acabou de falar de mmg, que são as micro
e mini GDS que tiveram incentivo e elas
cresceram de forma demasiada. A gente
precisa dar um passo atrás e ter uma
visão um pouco mais aberta. para poder
entender o que que cada fonte pode
contribuir de uma forma a trazer uma
robustez maior pro setor. Tô dizendo
assim, olha, a Elic offshore, ela tem um
fator de capacidade bem superior a
onshore, concorda? Então, ela pode se
complementar com a fonte solar, ela tem
uma uma uma, uma um perfil de geração um
pouco diferente. Qual que é a sua visão
assim, uma visão mais ampla do setor? A
gente precisa, tá na hora da gente ter
essa discussão.
>> Se o Brasil fosse um país que fizesse
políticas bem dimensionadas e bem
planejadas, eu faria essa afirmação.
>> Uhum.
>> Nesses 26 anos, eu aprendi que o Brasil
não faz política estruturada, nem
energia e em nada, infelizmente. Tá.
>> É, é, é lindo falar de planejamento,
falar de estratégia, de plano
estratégia. Infelizmente o Brasil não
trabalha assim. E ele não trabalha
assim, porque para você fazer projetos
desta maneira, projetos de estado e não
de governo, você precisa do importante
papel da sociedade, a sociedade mais
ativa no debate. Você precisa de um
legislativo antenado, forte, pensando no
longo prazo. Você também precisa de um
poder executivo pensando nisso. E de
fato a gente falhou nisso e falhou há
muito tempo, nem sei quando. Eu li dois
livros muito interessantes já aqui
indicando livros, que eu adoro fazer
isso, tá?
>> Faz bem, faz bem.
>> É um livro do Gustavo Franco que se
chama Lições Amargas. Ele explica bem
essa história da taxa de juros, o que é
lei estrutural.
Eh, e outro muito interessante que é do
meu querido ex-chefe Pedro Malan, que é
uma certa ideia de Brasil. Quando você
lê esses dois livros e sem falar os
livros do Fernando Henrique e outras,
eh, você percebe que, infelizmente, o
Brasil não é assim. Não vou te dizer
culpa de quem, tá? Onde o problema
começou. Eu adoraria que ele terminasse.
Então, de fato, não dá para falar em
planejamento dessa forma. A única forma
que a gente consegue falar de
planejamento, e aí eu estava no governo
quando fizemos isso, a grande reforma do
setor elétrico, em 2004, a gente criou a
EPE, a empresa de pesquisa energética,
para fazer o planejamento do setor
energético brasileiro. E a EPE, ela
utiliza metodologias
muito críveis, muito importantes para se
fazer um planejamento. e cabe ao poder
concedente, portanto, o Ministério de
Minas Energia, a fazer o planejamento.
Existe o Conselho Nacional de Política
Energética. Então a gente tem uma
estrutura de governança aparentemente
que funciona, mas efetivamente ela não
funciona porque a EPE planeja uma coisa
e o Congresso faz outra,
>> né? Então, essa questão de extensão de
incentivo paraa GD, contratar térmica no
sistema e todas essas coisas,
>> então é uma dissociação muito grande.
Então,
>> eu adoraria esse planejamento, mas de
fato não é. Agora, uma coisa que é
bacana, que a gente aprendeu bastante e
de certa forma estamos fazendo, faz o
seguinte, tira o incentivo de todo
mundo, vamos, vamos, vamos acabar com
esse negócio de incentivo, quem sabe a
gente caminha melhor, porque se nós não
temos planejamento, quem vai fazer é a
mão invisível do mercado. Hum. Então,
deixa o mercado agir. Só que o mercado
precisa agir com mecanismos adequados.
Se você cria mecanismos de preços
perversos e mecanismo de incentivo
perverso, o mercado não vai agir. Então
o seguinte, tira todas essas essa
política pública, já que você não
consegue fazer uma política estrutural,
vamos tirar tudo isso aí, deixa o
mercado determinar. Acho que a gente tá
caminhando mais para isso.
>> Eu quero muito explorar um pouco mais
essa experiência que você teve no início
dos anos 2000, quando você descreveu,
ainda que timidamente aqui, um pouco do
seu trabalho dentro do governo. Porque
querendo ou não, é um ponto de vista, é
uma referência que boa parte dos
porta-vozes que sentam aqui na cadeira
onde você está para participar do
Conexão Energia não tem, porque não
tiveram a chance, a oportunidade
necessariamente de entender e de
contribuir por dentro da estrutura de um
governo. Você tem esse lugar de fala. E
ao mesmo tempo em que eu gostaria de
ouvir um pouquinho mais de como foi a
experiência, também tenho muita
curiosidade em saber como foi o trânsito
com a classe política. Quer dizer, em
que medida os especialistas que têm toda
a capacidade de apoiar tecnicamente as
decisões da classe política são
devidamente ouvidos ou não são? A sua
resposta anterior passou um pouco por
isso, mas a gente aprofunda. Só antes
dizer que o Conexão Energia é um
oferecimento de One Global, líder
mundial no segmento de seguros,
especialista na área de power, uma das
marcas mais recentes, está conosco aqui
para apoiar diretamente o projeto. A
gente agradece muito. Por favor, Elóbia.
Então, eu até chamaria o Fernando
Henrique nos nos seus livros fantásticos
que ele publicou nos período de governo,
que ele explica muito bem isso. Eh,
quando você me pergunta da minha
experiência com a política, naquela
hora, naquele momento, era um outro
Brasil.
>> Uhum. Era um outro Congresso, era um
outro poder executivo, era uma outra
estrutura que eu acabei de mencionar
aqui pro Tadeu. Se você tivesse uma
estrutura adequada, isso é governança de
país, a governança era outra e os atores
eram completamente distintos. Então o
que eu tive de experiência lá me serviu
de lição e foi importantíssimo. Foi
realmente um privilégio.
>> Mas não se aplica
>> hoje já não se aplica porque
>> só vamos datar. Desculpa, de de quando a
quando você esteve no governo
brasileiro?
>> De 2000 a 2006.
>> OK. Então você pega a transição do FHC
pro governo Lula.
>> Eu pego exatamente aquele período do
apagão, trabalho no governo naquele
período do apagão, então de
>> leilão emergencial, aquelas condições
completamente adversas do que a gente
tem hoje, né?
>> Sim. Que serviu muito de lição. A
reforma que nós fizemos em 2004 e já aí
no no no governo Lula, né?
foi de lição que a gente aprendeu nesse
período de crise. Agora nós tínhamos um
outro congresso e aquele congresso, qual
foi a minha experiência? Porque ali a
gente discutiu acordos do setor, medidas
provisórias,
eh a gente chegava no Congresso enquanto
governo e eu fazia muito esse papel
porque era economista chefe, então eu
tinha que ir lá explicar tudo que tava
acontecendo, inclusive os custos
daquelas decisões que poderiam ser
tomadas.
Eh, o Congresso não entendia
tecnicamente os assuntos, mas ele tinha
uma disposição muito grande de ouvir.
>> Hum.
>> E existia ali um na cabeça, né, daquelas
pessoas, pensando nos vários poderes,
uma disposição muito grande de melhorar
o Estado, todos em prol do Estado
brasileiro. Então, era interessante ver
essa dinâmica, né? Então, a maioria dos
atores estavam de fato interessados em
contribuir pro estado. Depois disso, né,
e nos últimos anos, principalmente,
muito se deve à polarização da política
e todas essas questões que a gente
assistiu, talvez nos últimos 8 anos, eh,
8, 10 anos, né,
>> eh, mudou muito, mudou muito inclusive a
composição, os atores que estão dentro
do Congresso Nacional. E aí eles são
mais antenados, eles dominam muito mais
os temas, estudam os temas inclusive,
mas eu não vejo esse desejo
devido justamente à polarização
política. Esse desejo de vamos todos
juntos pra frente o Brasil não tem mais
essa coisa. É, vamos todos juntos, mas
eu estou aqui cuidando da minha questão
política e você que cuide da sua e
ninguém chega a lugar nenhum. Puxa, que
que interessante, porque no fundo é como
se você tivesse nos dizendo e a há que
inclusive argumente que nós sempre
tivemos alguma espécie de polarização.
Antes nós tínhamos a a a medalha do
poder oscilando de PSDB para o PT. Em
alguma medida sempre foram polos que
disputavam os cargos mais altos do
executivo. Então, alguma polarização
sempre houve. No entanto, a
radicalização ou a cristalização da
polarização que para muitos analistas
políticos, data das eleições de 2014,
naquele fatídico Aécio versus Dilma e
aquela eleição super disputada e a
contestação do resultado depois aquilo
como sendo o fio condutor e depois todos
os desdobramentos da história recente
política brasileira. Esta cristalização,
ela paralisa, ela empobrece o debate e
ela paralisa as questões de estado,
porque no fim do dia tudo fica muito
mais superficial num flaflu que faz com
que a gente como projeto de nação esteja
muito mais esvaziado. Perguntando pra
cidadã, você compartilha desse
diagnóstico?
>> Eu compartilho, embora eu não concorde
muito que no passado nós tínhamos
polarização, tá?
>> OK. Eu sou uma estudiosa da política e e
na realidade nós tínhamos sim
adversários, existia eh partidos,
>> oposição,
>> oposição e situação.
>> E e se você perceber quando o a associa
a a situação chegava, ela acabava
fazendo composição e fazendo aquele
modelo de governo de coalizão
lindamente, né? Então, Fernando Henrique
trouxe isso e depois outros governos
seguiram fazendo esse governo de
coalizão. Com um país do tamanho do
Brasil, com tantas capitais e com o
legislativo desse tamanho, a a política
de coalizão parece ser a mais adequada.
E na medida que os presidentes que
passaram por ali conseguiram gerenciar
esse governo de coalisão, não houve
nenhuma polarização. A partir do momento
em a a em que se perdeu a coalisão, você
gerou a polarização. Então, não acho que
no passado era só simplesmente
adversários. Esses caras que brigavam,
né, pela presidência, pelo governo, no
outro dia eles eram amigos. No outro dia
eles estavam juntos conversando e depois
que um ganhava eles acabavam ali fazendo
composição.
>> Talvez essa seja a síntese. Quer dizer,
tá deu existia, se existia uma
polarização na falta de outro termo, ela
se dava de quatro em 4 anos no momento
eleitoral mais agudo. Mas depois que o
as urnas traziam os resultados, você
tinha uma acomodação e algum tipo de
convergência para que as questões
caminhassem. De fato, faz alguns anos
que a gente vê um diagnóstico distinto
no Brasil. Bom, eu tenho uma boa e uma
má a boia que certamente esse episódio
caminha para ser um dos mais ricos que a
gente já teve. Impressionante. A Mike é
que o relógio tá nos apertando. A gente
tá indo já pra reta final.
>> Que isso? Mas já. [risadas] Mas olha, eu
queria fazer uma pergunta assim e
olhando o copo meio cheio, tá? A gente
já tá olhando meio vazio. Você, a gente
começou aqui esse episódio, eu falando
de futuro, você falou: "Ah, vamos falar
de futuro porque o presente tá
insuportável, [risadas] né?" Então, mas
eu gostaria de falar assim, pensando no
copo meio cheio, a gente vê um movimento
no início da década de 2020, era o
movimento buscando novas demandas e elas
se concentraram principalmente em
hidrogênio verde, né? E de uns tempos
para cá, a gente viu essa demanda, esse
esses esforços se concentrando em data
centers. Uma vez que a gente tem hoje
uma superoferta de energia, você não vê
como um ponto positivo e uma que aumenta
a competitividade do Brasil para que a
gente possa atrair esses investimentos e
possa ser uma das saídas, uma, porque eu
não acho que tem uma bala de prato para
resolver a questão de curtainment, mas
pode ser um caminho para ajudar a
resolver esse problema. Eu
adoraria te dizer que sim, mas
estruturalmente não.
>> Uhum.
>> Tá bom. Primeiro ponto é que a gente já
eh entrou em acordo aqui que o nosso
excesso de oferta ele é horário.
>> Sim. Das 10 às 16.
>> Das 10 às 16. Então eh se você pensar em
unidades geradoras colocando um data
center naquele momento, naquela região,
vai resolver a vida. Tem um gerador meu,
que aliás um amigo meu, ele fez isso.
Ele vendeu para um data center, um
parque na Bahia, botou lá o data center
e o cartei dele reduziu drasticamente.
Esteve aqui.
>> Ótimo.
>> Esteve aqui.
>> Esteve aqui esse meu amigo. Então,
>> esteve aqui. [risadas]
>> Então, eh, você tem soluções pontuais.
Uhum. Mas olha só, não existe uma
solução única para todo esse contexto
aqui discutido até dos juros, tá? Aqui a
gente tem solução, né? Mas você tem
vários caminhos de de solução do ponto
de vista macro de crescimento, de
retomada dos investimentos no Brasil.
Eh, vamos modelar aqui todas as demais
variáveis constantes. A única variável
aqui determinante é aqui, que haja
mercado, que amanhã alguém bata na minha
porta me pedindo um contrato. Eu vou
esquecer todo o resto e vou vender essa
energia. Naturalmente vou precificar o
risco do carteir muitar a taxa de juros.
O que eu preciso é de mercado e o
mercado vem de grandes demandas e essa
grande demanda, ela vem da
descarbonização da economia.
E essa descarbonização se passa por
substituição de molécula e aí vem o
hidrogênio, mas ela se passa pela
eletrificação da economia fortemente.
Então quando você pensa em
descarbonização, nós estamos falando
disso, né? substituição de molécula mais
eletrificação. E aí a gente fecha a
equação da descarbonização.
Eh, do lado do data center, a gente tem
todo esse potencial de demanda e é um
potencial de demanda global, porque o
que que está acontecendo no mundo?
Diante desse cenário, a gente tem poucas
certezas na vida, mas a gente tem duas
certezas, eu afirmo.
>> Hum. Nós estamos nos tornando uma
sociedade cada vez mais descarbonizada,
caminhando para lá. E nós estamos nos
tornando uma sociedade cada vez mais
dependente de tecnologia de informação.
>> Sim.
>> E você faz tecnologia de informação com
eletrificação de energia renovável.
Então, o mundo tá caminhando para lá.
Então, nesse mundo que caminha para lá,
há sim uma saída para retomada de
mercado e retomada de contratação.
E no caso dos cortes de geração, que eu
entendo que é um problema de curto
prazo, pelo menos nesta proporção,
carteiamente sempre vai existir.
>> Ele só não pode ser de 40%, ele pode ser
de 3, 5%. Se você trouxer sinais
adequados e a solução vem via baterias,
uma boa estrutura de transmissão
e principalmente é a terceira variável e
a mais relevante de todas, sinal de
preço adequado. O Brasil tem um sistema
de preço equivocado e eu te afirmo isso
há 26 anos, tá? Desde que eu entrei no
setor economista no setor elétrico, mas
que preço é esse? Eu nunca entendi esse
preço. Eu como economia nunca entendi
esse preço. Eu trabalho com ele há 26
anos, mas eu não o conheço até agora. Se
você coloca o sinal de preço adequado,
você nem precisa fazer o resto, você só
faz isso. Você vai dar o incentivo.
Espanha, 12% de eh 12 GW de GD.
Cartailment. Quem paga o curtailment? o
gerador e o dono da GD. E o dono da GD
paga mais pelo curtainment. Só que esses
dois caras, como tá determinado que eles
têm que pagar, que que eles fazem para
não ter cartilmento? Contratam baterias.
Isso significa que você dê o sinal de
preço adequado. Claro.
>> Tudo se resolve num sistema de preços.
>> Eu queria aprofundar a questão dos data
centers, aproveitando essa reta final,
porque você de novo passeou. Mas a
pergunta que eu lhe faço é o Redata, que
era uma peça legislativa na intenção de
fomentar o investimento ou estimular um
ambiente mais propício pro investimento
em data centers no país, ele era
tecnicamente sólido, embora o Congresso
não o tenha endereçado? Responde para
mim depois desse recado aqui de Visos.
Pausa rápida para falar da companhia,
uma gestora de ativos do setor elétrico
com mais de 15 anos de experiência e um
portfólio de 8,8 GW de potência
instalada. A empresa atua em geração,
transmissão, B, com mais de 170
profissionais espalhados por todo o
Brasil, reunindo engenharia, operação,
manutenção, regulamentação, meio
ambiente e segurança do trabalho. Um
abraço aos nossos amigos da Vios. Então,
a deputada Éber ou a senadora Éber
votaria favoravelmente ao texto do
Redata?
>> Sem dúvida. É um importantíssimo ponto
de partida, tá? Não é a solução pra
humanidade, mas é um bom ponto de
partida, porque quando você tá começando
com algo novo, eh, é necessário você
criar de novo política adequada, aparato
legal e regulatório adequado. Então,
porque senão você não dá o sinal pro
investidor. Investidor vai chegar aqui e
vai fazer o quê, né? E hoje a gente tem
trabalhado muito nessa história de dizer
que o Brasil tem o grande potencial de
liderar a transição energética. Tem
mesmo um grande potencial. Só que para
transformar esta potencialidade em
realidade, nós precisamos criar sinais
legais e regulatórios adequados. Então,
o Redata é sim um bom ponto de partida e
eu espero que realmente ele reapareça aí
no cenário e que aconteça, porque nós
estamos falando, voltando ao capital, de
competir com capital que vai para outro
lugar se o Brasil não criar o ambiente
adequado. É, sem dúvida, o maior
potencial do mundo. Não existe ninguém
melhor que o Brasil nesse cenário. Só
que o país precisa realmente fazer o
mínimo, do contrário, vai ficar para
trás e daí vai se somar o artigo que eu
publiquei que o Brasil está correndo o
risco de perder para si mesmo.
>> Tá deu? Chegou a hora, hein?
>> Chegou, então tá bom. E a gente tem um
momento aqui que é um momento bastante
esperado, né? Que é o momento da bolsa.
[risadas]
>> Ah, é?
>> É o momento da bolsa. Mas não é a bolsa
de valores, não tem valores aqui, mas é
a bolsa que a Meger, a nossa
patrocinadora, oferece aqui pros nossos
convidados. Então, queríamos agraciá-la
com alguns mimos, né, fornecidos pela
Meger,
>> já agradecendo a sua presença aqui
conosco. Certamente
>> foi ótimo. Não
>> não tenho dúvida alguma que vai ser,
como diz um amigo meu, o Stefano lá da
Light, ele fala: "É o pipoco do trovão."
[risadas]
O Stefano Sim, conheço bem.
>> Esses mineiros se conhecem. [risadas] O
sotaque todo mundo, todo mundo irmão,
né? Ele fala assim: "É o pipoco do
trovão, [risadas] né?" Mas muito
obrigado pela sua presença. Não tenho
dúvida alguma que esse episódio vai ser
um dos mais assistidos,
>> né? Até porque a gente passou aqui,
obviamente a gente queria mais tempo,
>> muito mais
>> poder falar mais coisas, falar um pouco
mais sobre o setor, mas eu acho que a
gente conseguiu passar de uma forma aqui
bastante interessante aquilo que a gente
poderia deixar aqui de recado para todo
o setor. Obrigado, né? Obrigado por ter
aceitado. A gente, né, tentou por várias
a sua agenda uma agenda bastante
complexa e aí mas conseguimos conciliar.
>> Foi um prazer. Foi muito agradável.
>> Olha, Elbia, também faço das palavras do
Tadeu as minhas e se eu pudesse destacar
alguma coisa, é o didatismo
constante das tuas falas. Tenho certeza
que todo mundo se sentiu devidamente
incluído. Mais uma vez obrigado. Até a
próxima. E o Conexão Energia volta no
próximo, eu ia falar assim na próxima
semana, mas a gente tem um intervalo de
cada 15 dias, que é para deixar aquele
gosto de quero mais, não é?
>> Exato. E mas pode ter certeza que
teremos outros convidados de do mais
alto calibre, assim como a gente recebeu
a Elby aqui, né? E aproveitando aqui
para agradecer os nossos patrocinadores,
incentivá-los a seguirem as nossas redes
sociais. Agora a gente tá ali no
Spotify, no YouTube,
>> no LinkedIn, nas nossas redes sociais,
né? E as empresas que se interessarem em
expor a sua marca, por favor, entre em
contato conosco. Teremos a maior honra
em tê-los aqui como nossos parceiros.
>> É isso. Lá no Instagram só digitar
Conexão Energia e você vai acompanhar a
nossa rede para saber com antecedência
dos bastidores e das novidades, assim
como os cortes de conteúdo. A você que
teve com a gente, muito obrigado. Até
uma próxima.
>> Até a próxima. Um abraço.
>> Tchau. E o Conexão Energia volta no
próximo. Eu ia falar assim na próxima
semana, mas a gente tem um intervalo de
cada 15 dias que é para deixar aquele
gosto de quero mais, não é?
>> Exato. E mas pode ter certeza que
teremos outros convidados de do mais
alto calibre, assim como a gente recebeu
a Elby aqui, né? E aproveitando aqui
para agradecer os nossos patrocinadores,
incentivá-los a seguirem as nossas redes
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