Diogo Boito: Física de partículas: modelo padrão e diagramas de Feynman - Aula 1
Asé de São Paulo.
ão
semana
desde 2015 e
São Paulo
centavos
e eh depois
Obrigado. Obrigado, Lucas. Bom dia a
todo mundo. Pessoal, eh eu vou fazer uma
introdução rapidinho também sobre o meu
minha trajetória, falar um pouquinho.
Acho que às vezes pode ser interessante.
Eu vou começar com um slide sobre isso,
depois a gente vai passar. Hoje a gente
vai falar de física de partículas, né?
Esse é o objetivo. Eu sou físico de
partículas. Eu trabalho com QCD teoria
das interações fortes. Eu sou físico
teórico. Eh, vai aparecer um pouquinho
coisas que eu faço, não tanto nessa
nessa nessa apresentação de hoje, mas em
algum momento posso discutir o que eu
faço também especificamente. Obtivo hoje
não é esse, é falar, fazer uma
introdução geral sobre a física de
partículas, principalmente sobre o
modelo padrão da física de partículas,
que é a teoria que a gente usa hoje, que
vocês talvez já tenham ouvido falar, que
é a teoria que descreve todas as
interações com exção da gravidade, né,
que não tá incluída no modelo padrão,
mas descreve as interações fortes,
fracas, eletromagnéticas, assim. Eu vou
fazer uma introdução sobre modelo
padrão, sobre vai falar um pouquinho do
que os ingredientes e tal, eh, para
chegar numa numa visão do modelo padrão
que depois vai ser completada na
palestra do André Lester, que o
professor da USP, André Lestra, que vai
vir aqui depois, que vai falar sobre
matéria escura, que é uma coisa que tá
fora do modelo padrão, né? Eh, a
Patrícia depois a Pat vai vir falar eh
sobre violação de uma simetria
específica, a CP vai falar de eh a a
simetria de matéria matéria antimatéria
no universo, tal. As coisas são depois.
A gente até pediu pro Lucas inverter
porque é meia palestra mais introdutória
do que essas. Tudo bem? Sim. Perguntas.
Então, eh, esse aqui é meu nome. Eu sou
do Instituto de Física de São Carlos,
como disse o Lucas. Eh, eu botei um
slide aqui que tem minha trajetória. O
Lucas já falou corretamente, aí eu fiz o
mestrado, fiz o mestrado na USP, depois
eu fiz o mestrado na em Barcelona
também. O mestrado em Barcelona era meio
de mentirinha, porque eu precisava, fui
lá fazer o doutorado, só que era tão
difícil a burocracia de fazer o meu
mestrado valer lá, que eu fiz outro
mestrado que era mais fácil.
Então, então eu acabei fazendo dois
mestrados, mas na verdade eu fiz quase
que basicamente o doutorado eh em
Barcelona, fiquei um tempo na França lá
no tanto nos dois mestrados e no
doutorado, fiquei um tempo na França.
Depois eu fiz pós-doutorado que aí
quando já tava trabalhando como
pesquisador na Alemanha, depois eu
voltei eh pro Brasil pós-doutorado,
fazendo estágio de pós-doutorado também.
Depois eu passei no no concurs tô lá
desde 2015 e fui pesquisador visitante
também na Universidade de Viena, na
Áustria por um ano em 2021. Certo? E
agora tô aqui. Muito bem. Eh, vou
começar então falando de física de
partículas, né? Física de partículas.
Muitas vezes a gente começa pensando,
quando alguém fala física de partículas,
a pessoa pensa em geral quais são as
partículas que existem, quais são os os
tijolinhos. Eu gosto de falar
tijolinhos.
Eu acho que esse negócio dos tijolinhos
é legal, mas não é não é talvez nem seja
o mais importante. É uma coisa
fundamental, mas tem metade da história,
né? Qual que é a outra metade? A outra
metade são as interações, né? Então a
gente tá interessado em física de
partículas. A gente quer saber quais são
os constituintes fundamentais do
universo, mas a gente tá interessado em
saber quais são as forças, quais são as
interações que essas partículas tem. É
muito, é muito importante isso. Não
existe descobrir uma partícula sem saber
como ela interage com as outras. Isso
não tem o menor sentido e nem tem
utilidade, né? Então a gente na física
de partículas, o objetivo é encontrar a
as partículas que estão desenhadas aqui.
Eu vou discutir isso nessa nessa
palestra, né? Mas também eh
saber como elas interagem. Então esse
diagrama aqui contém as partículas que
estão no modelo padrão. Eu vou eu vou
nesse nessa nessa palestra, vou indo um
pouco pouco a pouco discutir cada uma
delas mais ou menos, né, para depois
chegar nessa no final da palestra, se
tudo der certo, se não acabar hoje, eu
termino amanhã, mas é no final da
palestra, o objetivo é chegar, né, nesse
quadro completo das partículas que a
gente sabe que existem. Todas essas são
comprovadas, nenhuma delas é uma
especulação, né, ao contrário de algumas
coisas que vocês vão ouvindo nessa
escola, como a parte de matéria escura,
por exemplo, que a gente não tem certeza
do que é, pode ser uma coisa, pode ser
outra. aqui não, né? Isso aqui tá tudo
bastante bem comprovado. São seis
quarts, né? Os seis leons, o elétron,
moon, tals, neutrinos, os bosons de
gage, que são as partículas que carregam
forças e o boso de ri, certo? Então
essas daqui são as partículas que a
gente sabe que existem, que são modelo
padrão, mas como eu disse isso é 50% da
história, né? Outra a outra o resto é
são as interações. Esse diagrama aqui
ele representa de maneira pictórica por
linhas, quem interage com quem? Tem o
quark que interage com, o quark interage
com bos de RS, o Boso de R interage com
os leptons, né? Então uma linha
significa que a partícula interage com a
outra, né? Obviamente a gente precisa de
uma descrição matemática disso, não
basta desenhar, né? Desenho não é
suficiente.
Tem umas umas autolinhas. Essa linha que
gruda a partícula nela mesma significa
que a partícula interage com ela mesma.
Eu tenho algumas partículas de tipo bos
de rique luon que interagem com eles
mesmos. Isso é uma coisa que vai
aparecer aqui também. Então eu vou eu
vou discutir isso e eu acho que é
importante ter esse foco n nas
interações. Sim. Então não só pensar em
partículas, quais são os tijolinhos do
universo e e sim em força, onde da onde
veio a ideia de força, né? Interação
geral, a gente pensa em força, da onde
veio isso, foi o Newton que que
descobriu. Então essa coisa começa lá,
né? E e o Newton ele ele chutou essa lei
aqui, né? F = tá certo? A gente sabe
hoje, né? Então, evidentemente isso só
vale para velocidades baixas porque sen
não tem relatividade. Mas é uma lei, uma
lei da física, né, que para pela o
Newton descobriu essa lei. Vou discutir
como ele descobriu essa lei, né,
pessoal? Como você descobre a lei da
física, né? Você chuta a lei. Sim, não
tem outro jeito. Lei da física
fundamental, não tem como você
descobrir, não tem como você fazer uma
conta, né? Você você vai lá e adivinha.
Então, o Newton adivinhou que tinha uma
coisa que é a força que muda a
velocidade do objeto, que é aceleração.
Então ele, esso aqui é meio que uma
definição de força, né? Então o Newton
meio que definiu o que que é uma força.
Força é isso aqui. E aí ele ele o Newton
ele era uma pessoa muito inteligente.
Ele sabia muito bem o que ele sabia,
sabia o que ele não sabia, né? Então se
você olhar os livros do Newton, tem dois
livros muito famosos do Nos. O primeiro
é o princípio prinquípia, né? Princípio
é matemática, que é o livro onde tem
essa lei lá, né? Abre esse livro lá,
você vai achar essa lei nunca lá dentro,
né? Porque é um caos, é um monte de
geometria, não aparece escrito dessa
forma jamais lá, né? Mas vai tá lá, você
lê aquele aquele monte de desenhinho de
triângulo e círculo, tá lá dentro, tá em
algum lugar, né? A lei da gravitação
universal, tá aqui e tal, cálculo
celencial integral. Eh, mas ele tem um
outro livro que é o livro do Ótica, da
Ótica que ele discutia ótica, né? Eh,
ele fez vários experimentos de ótica.
Esse livro dá para ler. Você pegar para
ler no domingo à tarde. Tá bem chuvoso
aguentar ler o livro mesmo, mas dá para
ler domingo à tarde. E no final do livro
do Ótica tem umas perguntas, são 30
questões do Newton, né? Conhece as 30
questões do Newton no livro do Ótica,
vale muito a pena ler. Eh, lá tem várias
perguntas que ele faz para ele mesma,
coisas que ele acha que alguém precisa
descobrir. Basicamente algumas a gente
tá descobrir até hoje. Então o Newton
ele disse ali, ó, várias coisas me for
many things ind me to suspect, acho que
eu tenho uma tradução aqui. Muitas
coisas induzem-me a suspeitar que todos
os fenômenos naturais talvez dependam de
forças pelas quais as partículas dos
corpos são atraídas ou umas às outras ou
repelidas. E essas forças são até aqui
desconhecidas. Quer dizer, ele falou:
"Eu achei que tem força aqui e tal, mas
eu não sei quais são todas as forças que
tem. Provavelmente tem outras forças que
eu não não ainda não descobri, né? Ele
descobriu a força gravitacional e ele
descobriu que todas as forças mudou
velocidade do objeto. Sim, mas ele ele
já ele já percebeu que tinha alguma
coisa mais, certo? Tinha outras forças
que ele eh precisava encontrar, a gente
precisava encontrar. Então, por que que
o Newton tava fazendo esse falando de
força, tal? Aí ele tava preocupado com
esse problema do Kepler, né? Qual que
era o problema do Kepler? Problema do
Kepler era o principal problema da
física no no século X. Esse aqui é o
desenho que a fez do Kepler, né? Então,
quais são as três leis de Keper? Talvez
vocês saibam, né? O Keper estudou as
órbitas dos planetas, o sistema solar,
usando as medidas que essa pessoa tinha
feito de cobra lá na na Dinamarca. E aí
ele concluiu que as órbitas do planeta
são elipses, né? Com solus focos. Tem
aquela história das leis das áreas que
em tempos iguais elas varrem uma área
igual da elipse e depois finalmente que
o quadrado do período orbital é
proporcional ao cubo do semeixo maior
delipse. Então isso daqui é um resultado
quase que experimental, observacional,
quer dizer, baseado em observação, ele
concluiu isso, mas ele não tinha uma
teoria para explicar. Então se você
fosse fazer o doutorado nessa época,
orientador orientador para falaria para
você provavelmente estudar esse problema
aqui, porque esse era o problema
principal da física na época. explicar
como que você explica para que se possa
fazer física teórica.
E o o Newton ele descobriu que tem que
ter essa lei aqui, GM dividido por R².
Ele, como que ele descobriu que era essa
lei? Essa aqui é a força gravitacional.
Ele ele descobriu porque ele descobriu
primeiro que F = ma e aí ele escreveu F
= ma com essa força aqui. E aí ele
descobriu que dava exatamente o
resultado era esse. Sim, quer dizer que
reproduzia todas as leis de Kepler.
Então, por isso ele concluiu que tem
essa interação fundamental entre os
corpos que t massa. Os corpos que tem
massa se atraem gravitazionalmente. Mas
o Newton mesmo já se perguntava por que
a força cai com o quadrado da distância,
né? Isso é uma pergunta fundamental,
porque depois você escreve a força. Se
você, se você for se preocupar, como eu
disse lá no final do livro do ótico,
quais são as coisas que a gente sabe,
não sabe, por que que a força cai com
quadrado da distância? Ele falou: "Have
not as yet been able to discover the
reason for this properties?" Que entem
português significa não sei. Sim.
Então ele ele mesmo já percebeu que
tinha coisa que ele não sabia e que a
gente ia ter que saber depois e hoje a
gente sabe isso. É uma coisa que a gente
sabe, a gente vai discutir isso aqui,
por que cai quadrado da Então agora eu
vou dar um salto grande, né, depois de
fazer essa introdução histórica para que
que serve, por que que a gente fala de
força, por que que a que precisa de
interação, quais são as interações, da
ideia de interação onde nasceu. Vou
começar a falar então das partículas,
né? Então, quais são os constituintes
fundamentais da matéria? Essa é uma
ideia que surgiu na Grécia. Eu não vou
discutir a ideia grega, né, que é a
ideia do átomo indivisível. Átomo, a
palavra átomo significa que não dá para
dividir. Vocês já devem ter ouvido falar
disso. Eh, isso aqui não vai entrar no
que a gente tá falando hoje. Isso é uma
questão de história que não é muito
importante. Aqui e a primeira coisa que
foi descoberta, que já tem cara de
física de partículas são os efeitos
eletromagnéticos, né? Porque quando eles
pegavam e atritavam bastão de vidro com
lã e aí atraía o pedacinho de papel,
aquilo lá, tudo coisa tem a ver com
elétron. Você arranca elétron, né, de um
de um corpo, ioniza, né, significa que
um fica com um excesso ou falta de
elétron. Então o elétron, os efeitos
ligados ao elétron, que é uma partícula,
hoje a gente sabe, foram os primeiros
que apareceram. Naquela época ninguém
sabia que era o elétron, né? Mas esses
são os primeiros efeitos que apareceram,
né? E no século XIX, veja que isso não
faz tanto tempo assim, século XIX, final
dos anos 1800, né?
século XX, 1900 e pouco. Eu, por
exemplo, aqui um exemplar de ser humano
do século XX, né? Eh, século XX começa
em 1900. Em 1900 as pessoas não tinham
certeza que existia. Eh, provavelmente
tinha átomo, né? O pessoal imaginava,
mas não tinha certeza. É, é
surpreendente isso porque hoje a gente
acha que é uma coisa óbvia. Mas o
Einstein, quando ele estudou na
graduação não se tinha certeza se
existia ou não, se estava correto essa
hipótese. E o Einstein, na tese de
doutorado dele, ele calculou o número de
avogrado de Avogradro, que aquele número
6, 10, 23, eh, o estudando um problema
físico que é o movimento brauniano, que
são partículas que ficam vibrando muito
pequenininhas devido a vibrações de
moléculas e átomos. Então, quando ele
fez essa ponta aqui, o Einstein, veja
que o Einstein fez muita coisa, né? aqui
talvez vocês nem saibam disso, mas o
Einstein foi uma das pessoas
responsáveis por provar que os átomos
existem. Isso 1904, se não me engano.
Então faz tanto tempo assim que a gente
sabe que átomo existe, certo? Depois que
descobriram que tinha átomo, tinha que
descobrir como é que é o átomo, né? Quem
contribuiu muito para isso foi o
Rutherford. Esse é o Rutherford aqui é o
Geiger. O Geiger era o aluno do
Rutherford, estudante de doutorado dele.
E aí você tá vendo aqui que tá vendo que
o Geiger tá olhando no num tubinho aqui?
Isso aqui é o experimento que eles
fizeram. Eles jogavam essas partículas
alfas que eram emitidas por um núcleo eh
radioativo num alvo de ouro. Isso aqui
são átomos de ouro. Então um alvo muito
fino de ouro. Então tem alguns átomos,
né? Num muito muito muito fino. Tem
alguns átomos e uma camada com alguns
átomos. Tem três camadas aqui
representadas. Eh, várias dessas
partículas acabam passando no meio
porque o átomo, na verdade, é um grande
vazio, né? Tem um os elétrons em volta,
mas é tudo muito longe um do outro. Tem
muito espaço vazio no átomo. Então,
muitas vezes a partícula passava reto,
mas às vezes ela batia, né? Eles não
sabiam como era o ato desse desenho,
eles não eram capazes de fazer. Eles
estavam estudando esse problema pela
primeira vez, né? É uma visão eh atual
do problema. De vez em quando uma
partícula batia bem no núcleo e voltava
para trás. Assim, essa coisa da
partícula voltar totalmente para trás
indicava que tinha um núcleo pequeno e
que condensava toda a carga positiva,
que ela repelia partícula alfa que
também é positivo. Então isso daqui é o
é o é o é é assim que eles descobrirem o
Geiger ficava lá no escuro, apagava a
luz, ficava no escuro contando quantas
partículas voltavam. Você tinha um
ventilador, um negócio que quando bate a
partícula, ele brilha, dá um brilhozinho
e o garger ficava lá no escuro horas e
horas, né? Eh, com o olho lá para ver um
brilhinho, contava um brilhinho, dois
brilhinhos. Tanto é que é por isso que
depois ele inventou o contador Geiger,
né? Porque ele não aguentou mais falar
olhando, ele resolveu inventar um
detector de partículas. Então se você
viu aquela série de do do de acidente em
Goiânia, aquele que eles usam contador
Geiger, aquele fic, né? Vocês viram essa
série da Netflix? Tem uma série sobre o
acidente nuclear em Goiânia que algumas
pessoas morreram, um negócio terrível,
né? E lá aparece o pessoal da KNEM, da
Comissão Nacional de Energia Nuclear e
eles vão lá e eles vão com contadores
Geiger. O contador Geiger é um é um é um
detector meio rudimentar. Ele ele só diz
que passou alguma partícula carregada.
Basicamente é isso. Então ele hoje em
dia geralmente faz um barulhinho, mas
ali ou então tem um contadorzinho, né,
que aparece 1 2 3 4, né? Ele só conta
quanto espaço. Se ligar um contador
gager aqui, ele é um tubo de gás com fio
lá dentro, diferença de potencial. Se
passar um raio cósmico aqui, um um vindo
do espaço, ele conta um pá. Você serve
para isso? Para não ficar no escuro
olhando assim.
Então eles descobriram que o átomo tinha
um núcleo, né? E e aí ele já sabiam o
elétron, eh, coisa que tinha carga
negativa, que de um lado pro outro já
era bem sabido. Então fez esse
modelinho. Mas esse modelinho só serve
pro átomo de hidrogênio, né? Porque o
átomo de hidrogênio é o átomo mais
simples que átomo mais simples que
existe. Tem um próton e um nêutron.
Próton e um elétron, mas nada, né? A
hora que você começa a pensar um um caso
mais complicado, né? Um núcleo que tem
vários prótons, vários nêutrons, aí
começa a ficar difícil porque se você
coloca, você falar, tem o próton que tem
carga mais, o elétron tem carga menos.
Hora que você põe cinco próton juntos,
por que que eles não não se repelem?
Todo mundo carga mais, certo? Esse é o
próximo problema. Adoro descobre uma
coisa e descobre que tem outros
problemas, né? Coisas que você não sabe.
É que nem agressória do Newton, mas o
pessoal percebeu que tinha que ter mais
alguma coisa. E aí foi o Cherwake, que é
esse cara aqui que descobriu o neutron,
né? O neutron era o que faltava. Nós
vamos discutir porque que o neutron
ajuda o próton a grudar um do outro lá e
não explodir, né?
Esse ritmo eu chego em 2026. É. antes,
antes do fim do ano, dezembro eu consigo
acabar. Eh, então assim, tá lá o o
Cherwick, ele fez o seguinte, ele pegou
de novo uma fonte de alfas, ele jogava
num num alvo de berílio, né? Aí tinha um
outro anteparo aqui e ele botar aí já
não precisava de estudante ficar no
escuro porque o Bger tinha inventado já
o contador dele, né? E o contador dele
contava aqui pi quando passava alguma
coisa. Isso aqui era muito esquisito
porque se você botasse o contador aqui
não contava nada. Era um negócio muito
esquisito. Como que de repente não tem
nada depois pip, né? E aí ele fez um
cálculo cinemático ponto de de
velocidade, massa, movimento, etc. E
como que tinha que ter uma partícula
neutra, sem carga, senão o contador
garga contaria. E e essa partícula tinha
que ter mais ou menos a mesma massa do
próton, né? Ele escreveu um artigo de
uma página contando isso para ver o
prêmio nova, né? Então aí com isso você
tem um núcleo atômico que agora a gente
sabe que tem além dos prótons, tem
nêutrons. Sim, mas aí você pode falar
assim: "Não, mas ainda assim tem próton
mais mais que não explode", né? Aí é a
coisa mais complicada, mas o nêutron
ajuda. Então primeiro que tem tem que
ter outra força. Não basta se só
existisse eletromagnetismo, só existisse
força devido à carga elétrica e explodir
o núcleo atômico. Sim, né? Não explode
porque tem outra força que é uma força
que tá ligada aos quartos, que é a força
forte, vai chegar lá e tem o pion, tal.
Muito bem. Então a gente chegou nesse
modelinho aqui do átomo, né, que tem
nêutrons, prótons e elétrons. Tem uma
nuvem lá de elétrons, tal. Você tem um
deseninho um pouco simplificado, uma
visão ainda semiclássica antes da
mecânica quântica, mas daí as pessoas
perceberam que precisava ter mecânica
quântica, quer dizer, não dava conta.
Não era possível descrever os fenômenos
todos sem uma teoria nova. Você usa, ou
seja, se você usar f = ma não dá certo.
Tem que usar essa equação aqui, tá?
Então agora calculei, né? Então eu sei
que você não, isso aqui, essa aqui eu
coloco isso aqui assim, porque eu eu
quando eu tava na na nessa fase de
vocês, eu achava bonito assim, eu achava
que era uma coisa bonita. Então eu tô
botando porque eu acho bonita. É uma é
tipo um quadro, tá? Olha isso aqui como
se fosse, um quadro no museu. Não
precisa olhar e tentar entender o que é
recip a famosa função de onda, né? Aqui
éoniano. Isso aqui é uma derivada
temporal. Esse aqui é H cortado, que é a
a constante que aparece em mecânica
quântica sempre. E esse esse é raiz
quadrada de -1. Sim. Então esses são os
ingredientes. Aí tem um outro negócio
aqui que é esses tracinhos. Enfim, vocês
vão ver isso se quiserem daqui uns 5 4
3, 4 anos. Se vocês forem seguir com
isso aí. Não sei quem tá fazer o
seguinte. Quem tá no terceiro ano, no
último ano e então dos outros devem
estar no segundo, deve ter um segundo
ano do ensino médio e tem alguém no
primeiro. É, então para vocês demora
mais até você chegar lá, mas quem tá no
terceiro ano, se resolver estudar isso
aqui, né, para você estudar isso aqui,
tem que estudar física, não tem outro
curso, talvez algum curso de química
muito bom você veja o povo, mas no
Brasil, infelizmente, curso de
engenharia já não ensino mais isso, né?
Alemanha aprenderia aqui, não. Eh,
sim, pessoal, quando eu tava na na
graduação lá no no auditório no
Instituto de Física aqui em São Paulo,
onde eu estudei, tinha o essas equações
ficavam na parede, tinha um monte de
quadro de equação de beijo, equação de
Irraque, equação de Einstein, FMA, tava
lá. Claro, essa era a única que eu
entendia quando eu cheguei lá. E aí
tinha a equação de bolso, tal. Eu achei,
eu ficava olhando assim, eu achava muito
legal. E aí com o passar dos anos agora
cheque, né? Mais um, é mais depois uns
se anosco.
Então, é e então para isso que serve,
para você achar bonito, não para mais do
que isso, né, pessoal? Mecânica quântica
tem uma coisa muito importante. Mecânica
quântica tem a ver com onda, né? Então
imagina que você tem, esse é o
experimento mais famoso da mecânica
quântica que expõe essa essa chama dupla
fenda, talvez vocês tenham ouvido falar.
Vocês têm a sorte de ter de uma ter
acesso a um monte de coisa. Quando eu
tava na idade de vocês, não sabia nem
que o FA existia, não tinha YouTube, era
muito mais difícil, né? você deve saber
mais que eu. Mas enfim, eh, que que é o
experimento dupla fender? Dupla fender é
você pegar esse aqui com luz. Então você
pega a luz e faz um anteparo, uma
barreira e põe dois furinhos. E tem um
negócio chamado princípio de Higgens,
né? Você joga a luz lá. É, princípio de
Higens diz para você que cada furinho
vai acabar funcionando meio que como uma
fonte de luz, como se tivesse dois
laserzinhos novos. E aí tem uma uma
coisa que vocês talvez estudem. Eu
estudei isso aqui no ensino médico, que
é o chamado interferência, né? Porque a
onda de luz ela sobe e desce. É uma onda
como se fosse uma onda numa corda. E aí
se você tem uma onda que tá subindo a
outra que tá descendo, dá onda nenhuma,
né? Se você tem onda subindo com onda
subindo, dá uma mdono. Sim. Então
dependendo da fase, né? Que esse desse
deseninho aqui, ele mostra isso, né?
Imagina que meu dedo é onde a onda tá no
ponto máximo, né? Se tiver assim, aí vai
ter uns picos enormes assim, porque aí
soma duas ondas. Se eles tiverem assim,
aí vai dar vai dar uns zeros assim, onde
uma tá alta, outra tá baixa. OK? Então
isso é isso que mostra. Então isso acaba
tendo se essas duas fontes de luz gera
uma chamada interferência. Alguns
lugares dá zero luz, dá bastante luz, dá
um pouco menos de luz. Aqui dá um monte
de luz. Sim, eu sou com luz aí todo
mundo já sabia, né? Porque o luz é uma
onda. Bom, Newton, se você olhar o livro
do Newton no ótica, nas questões, tá
escrito lá, será que a luz é uma onda?
Será que a luz não é uma partícula? Às
vezes o Newton já pensou nisso n 1600 e
pouco. Então o cara era um cara muito
esperto. Muito bem. Qual que é a grande
coisa da mecânica quântica? Isso aqui
não é a graça da história. A graça da
história é você fazer a mesma coisa com
elétron. O elétron é uma partícula, não
é? Então, se você jogar o elétron uma
uma no nos furinhos, ele passa lá pelo
furinho e faz uma marquinha no seu
detector de elétron lá. Ele marca onde
ele chegou. Ele vai chegar, faz um
pontinho, faz outro pontinho. Quer
dizer, o elétron passa pro furinho, faz
um pontinho. Aí hora que você vai
jogando mais e mais e mais elétron, você
vê que aparece justamente aquela
interferência lá, né? E como é possível
isso? Se o elétron é uma bolinha, por
que que ele fez isso aqui? Por que que
não tem isso? Quase não chega elétron
aqui aqui. Por que que chega o ponto
elétron aqui? Parece que o elétron se
comporta igual à luz, né? E é isso
mesmo. Então essa equação aqui é uma
equação de onda, tá meio disfarçada
aqui, mas é uma equação de onda, né? A
mesma equação que rege as ondas
eletromagnéticas, essencialmente rege o
posicionamento do elétronico. Quântico,
não clássico. Então as partículas
quânticas tm características de onda,
né? Então é uma coisa muito louca. É
isso aí é a mecânica quântica. E aí veja
o que acontece aqui. Se alguém perguntar
para você, eu vou fazer o experimento
aqui, ó. Vou jogar só um elétron. Onde
que ele vai parar? Onde que ele vai
bater?
É literalmente impossível prever isso na
mecânica quântica. Não tem como saber.
OK. Essa não é uma pergunta válida. Não
tem como. A teoria não te dá essa
resposta. Você fala: "Vou jogar um
elétron aqui, por favor, me diga onde
ele vai". Não tem como. Sim. Não sei. A
resposta não sei. Aquela lado
e o que que a gente sabe? A gente não
sabe nada não. Ele sabe. Ele sabe que se
você jogar um monte de elétron vai
falar, vai dar um negócio assim. Então
se a pessoa vier falar para você, eu vou
jogar um elétron. Ele fala: "Não, joga
10.000, por favor, porque aí eu te digo,
né? Você me diz o quê? Eu digo onde vai
ter mais elétron. Eu digo para você que
aqui vai ter mais elétron que aqui, que
aqui vai ter mais, aqui vai ter menos,
aqui vai ter mais. Isso eu digo. Você
calcula essa probabilidade.
E o cálculo dessa probabilidade, isso é
uma coisa importante que tem a ver com
onda de novo, ele tem a ver com você
tomar o quadrado desse dessa dessa dessa
coisa aqui, dessa função de onda. Com
com onda sempre tem quadrado, tem que
calcular quadrado das coisas. Isso aqui
é importante porque tudo é o quadrado.
Mecânica quântica. Duas coisas, né? Tudo
é o quadrado e tudo é probabilidade.
Então a gente tudo que a gente calcula é
o quadrado de uma coisa e tudo te dá
probabilidade e nunca vai dar uma
certeza. Então se falar, você joga dois
elétrons assim, vai sair dois elétrons
espalhados. Qual é o ângulo que eles vão
sair? Não sei. Tem uma probabilidade
para cada ângulo. Essa probabilidade eu
sei calcular levando uma coisa ao
quadrado. Essa barrinha aqui vai dizer
que é módulo ao quadrado, porque tudo
aqui é número complexo. Por isso que tem
aquele i lá. Quem já estudou número
complexo
talvez tenha uma ideia do que é isso.
Isso aqui é o módulo ao quadrado. Mas o
que importa é que tem que levar ao
quadrado, né? Então você tem que levar o
quadrado um negócio. E o que você obtém
não é uma previsão exata, né? É uma
probabilidade. Mas é, mas é, mas tem uma
certa, tem um determinismo aí também,
porque esse negócio aqui é tipo um fma.
Se você me der a função de onda agora,
eu te digo quanto vale a função de onda
amanhã. Mas, mas isso não quer dizer que
é suficiente para você achar o elétrono,
porque você tem que levar o quadrado da
função de onda. Isso aí vai te dar uma
coisa com essa cara assim e aí você vai
falar pro pessoal, ó, vai ter mais
elétron aqui, menos elétron aqui. Isso
você é capaz de prever. Então isso aí é
medida do laboratório. A gente confirma.
Sim. Só só um segundo. Física de
partículas é mecânica quântica. Então
tudo que a gente faz é assim,
probabilidade levar coisa ao quadrado.
Sim. Diga.
Sim. Se você jogar só um elétron vai dar
para falar que a chance dele chegar
nessa faixa preta é maior e que a chance
dele chegar na faixa branca é menor. É
isso que dá para falar.
Mas não dá para dizer em qual ponto
exato da tela ele vai chegar, certo?
Isso não dá para dizer. Isso é sempre
assim. Então, todos os decaimentos,
todos os espalhamentos, todos os
experimentos do LHC, não sei qu é tudo
probabilidade. A pessoa fala assim: "Ah,
vai ter um certo número, a chance de
espalhar para cá é tal, a chance de
espalhar para tal, para lá é tal". E aí
a pessoa repete várias vezes, por isso
fica jogando monte de prta lá, nunca
para, fica jogando um monte, né? Para
fazer várias vezes e aí você mede de
fato deu mais aqui, menos aqui, tem.
Então não adianta medir uma vez só
nada. Po, pode fazer pergunta aí,
pessoal, se quiser. Como a gente tem
outras sessões aqui,
vamos lá.
Se no pior dos casos, eu
vez tenho que trocar isso aqui. Acho que
a pilha tá fraca. Deixa eu trocar esse
cara aqui.
Sei lá, mas esse aqui tá sem o negócio
aí. Não tá
bom. Tudo bem. Eu mudo na mão.
Meio chato tá na mão.
Ô, Lucas, você pode ver se se tem o o
negocinho desse aqui, ó.
O o Thiago esqueceu de me dar o a USB
que conecta aqui. O meu tá falhando
agora. Deu um
vê se ele tem, porque daí eu posso
tentar trocar. Muito bem. Outra coisa
que precisa é relatividade. Relatividade
aqui tá o Einstein lá tentando
descobrir. Igual MC quad, pessoal. E ig²
você não chuta. É curioso, né? Porque F
ig que chutar, mas é igual MC quad não é
uma é uma, é uma conclusão o resultado
de uma conta, né? Que o Einstein tem
teve que impor assim de cima. Não é
isso, é que a velocidade da luz é
constante, são outras coisas, né? As
leis da física são invariantes. Isso são
as coisas que ele resolveu eh estipular,
digamos, e depois calcular as
consequências. E ele concluiu então que
que e
que e = mc², certo? Então, essa aqui é a
equação mais famosa do Einstein. Eh,
essa equação aqui, ela é fundamental
para física de partículas, porque ela
diz que dá para transformar energia em
massa e talvez até mais importante que
dá para transformar massa em energia e
vice-versa, energia em massa, massa
energia.
E aí a as pessoas perceberam que não
adiantava ficar com essa equação aqui de
shureding, tinha que fazer uma outra
equação que te juntasse com
relatividade. Quem fez isso foi o Dirak,
né? O Draak foi a pessoa que escreveu a
equação de Dirak, que é essa equação
aqui. Então, outro outro quadro para
vocês terem aí.
E o dirá ele ele era tão bom que ele
escreveu ao contrário. Você vê
o dirá que ele ele resolveu essa equação
dele aqui no papel assim, não ao
contrário, acho, mas resolveu assim. E
aí olhando as soluções matemáticas, né?
Ele concluiu que deveria existir
antimatéria.
A antimatéria ela é uma conclusão
teórica. O dirá que fez uma conta
resolvendo essa equação. Exatamente.
Descobriu que tinha dois tipos de
solução. Em geral, quando você faz um
problema de matemática, dá o tempo
negativo. Você fala para jogar forte
tempo negativo. E geralmente é o que o
pessoal fazia. Mas o Irac falou: "Pera,
deixa eu só olhar aqui esse negócio
negativo aqui que era energia negativa."
E ele foi lá e falou: "Não, não, isso
aqui tem cara de ser um elétron, mas com
carga positiva, né?" E aí ele cumpriu
que tinha que existir o pósito.
Obrigado. Deixa eu tentar.
Eita! Eu agora acho que eu fiz uma
bagunça aqui.
Eu já não sei o que que eu acho que eu
me enganei. Eu não sei quem é de quem.
Meu Deus. Não vamos sair desenrastada
hoje não. Deixa eu ver se esse funciona.
Meu computador que que parece que tá
funcionando. Agora tem que saber qual
que é meu. Acho que sim.
Certo, pessoal? Então ele descobriu
antimatéria. Sim. Antimatéria quer dizer
que tinha um elétron de carga positiva,
não tinha só o elétron. Se você joga um
elétron no antielétron, eles eles dão
fótons, né? Fton é a partícula associada
à luz. Claro que não é todo brilhante,
tudo colorido. Isso aqui é um
desenhinho, né, pictórico, né, que a IA
fez. Bonitinho até não tem essa
explosão, tem nada disso. Mas se você
joga um elétron antielétron eles
desaparecem. Então a matéria e
antimatéria desaparece e sobra só luz.
Sim.
Também vale para prótons. Joga o próton
antipróton também sai dois raios de luz
lá. Certo? Só tem que sair dois raios de
luz. Não pode sair um raio de proibido.
Eu não vou discutir muito isso aqui
porque eu sei que o André vai falar
disso, mas isso aqui tem a ver com
conservação do momento. Vocês já ouviram
falar em quantidade de movimento produto
da massa pela velocidade? Por favor,
levanta a mão quem já ouviu falar.
Tá? Então, a quantidade de movimento é o
produto da massa pela velocidade, né?
Isso é uma uma grandeza física, assim
como energia, metade de MV quad, energia
cinética do corpo. Tem outra coisa
importante no movimento e clássico que é
o e também no movimento relativo, que é
o momento, que é basicamente o produto
da massa pela velocidade. Essa grandeza
se conserva assim como energia, né? Só
que essa é uma grandeza vetorial. Então
você tem que conservar isso daí como um
vetor. Não pode conservar e como um
número, né? A velocidade tem direção e
sentido. Você tem que manter essa coisa
constante com direção e sentida. Eu não
vou discutir isso aqui em detalhe porque
o Daniel, o André vai discutir isso aqui
e ele vai discutir para vocês. Tem que
sair dois fótons, não dá para sair um
foton só, senão não conserve no momento.
Muito bem, pessoal. Estamos eh tá tá
tendo 100 anos da mecânica quântica, né?
Festas de de 100 anos. E então foi 1925
a primeira a primeira equação do do
Heisenerbreg 1926 a equação de
Tradinger. Então, portanto, 100 anos da
equação de Rad tá fazendo, que é aquela
equação que eu mostrei. A do Heisenberg
é um pouco diferente, mas é basicamente
a mesma coisa, né? Uma formulação
diferente com a mesma mesma história.
Depois tem o Diraque 28. A coisa foi
meio rápida aqui.
Sim. Então isso daí a gente viu que tem
elétron, né?
E que tem próton e nêutron. Então o que
que tem no átomo, né? Vamos voltar lá
pro modelo padrão. Quais são as
partículas que a gente já discutiu?
Elétron. Sim. Fóton, né? Agora eu tô
colocando dois quarts aqui. Por que que
eu tô colocando dois quarts? Porque a
gente sabe hoje, hoje, né, naquela época
lá do router tava muito longe de saber
isso, mas hoje a gente sabe que o próton
e o nêutron são, na verdade, formados
por quarks, né? Quarks são partículas
elementares que estão na tabela do
modelo padrão que formam o próton e
neutro em muitas outras partículas.
Então, o próton, esse quark U aqui tem
carga 2/3, né? 2/3 da carga do próton.
Tem um T, a gente escreve assim em
geral. Esse aqui tem carga 2/3 da carga
do prótono. Esse aqui tem carga - 1/3.
Então se você fizer um estado que é UD,
né? A carga total desse negócio aqui dá
4/3, que é duas vezes essa menos 1/3,
que é essa aqui, dá 1.
Ok? Então para você formar um próton,
você tem que colocar U e D lá dentro. Aí
faz um próton. Isso aqui é um próton,
né? E o nêutron você coloca dois
quarques C, que aí dá - 2/3. E aí um
quark U que tem mais 2/3 da carga zero.
Então o neutro é neutron. Sim. Então
essas partículas são formadas por
quartos. Então nossa tabela agora tem U,
elétron e gama. Gama é a partícula
associada ao fóton. A partícula,
assim como o elétron também é uma onda.
A gente discutiu isso aqui, né? Fóton
também é uma partícula. Essa história da
dualidade onda partícula, né? Quem
contribuiu para isso francês que a gente
chama de deol na França chama de
debloid. Liga.
Então, ah, os vamos chegar nas famílias,
né? Então, a primeira coisa aqui, quarks
up, down são dois tipos de partículas
bem características. Qual que é a
diferença fundamental do dos quarks pros
leptons? Pessoal, já vou chegar em
Lepton, deixa eu ver qual que é o meu
próximo slide. Sim, então vou mudar de
slide para falar um pouquinho de leon. a
gente volta a discutir a pergunta dele,
tudo bem. O que que são leptons, né?
Leptons são os primos do elétron. Então,
não tem só elétron que tem carga menos e
e aquela massa lá e aí se comporta de
uma certa maneira. Eh, tem mais duas
partículas, tem o m e o tal, né? Então,
o m e tal eles são partículas que são
essencialmente idênticas ao elétron, né?
Com uma diferença, eles têm uma massa
muito maior que a do elétron, então eles
são muito mais pesados. Mas é do ponto
de vista de sping, aquela propriedade
fundamental que parecida com rotação e a
carga elétrica, todos eles são
negativos. Então eles são muito
parecidos com o elétron, mas eles têm
uma massa maior, certo? Vou chegar já
vou falar da massa. Além disso, o o
eletromotal tem também um dos neutrinos
associados. Tem um neutrino do elétron.
Neutrino é neutrono. Nessa palavra é uma
palavra do italiano, férme que vem do
tem neutrino do elétron, neutrino do
mundo, neutrino do tal. Essas partículas
são partículas praticamente de massa
zero, extremamente leves, né? E de carga
zero também. E elas estão, elas sempre
aparecem quando aparecem aparecem junta
com o outro com o outro leon. Então,
então isso daqui forma como ele tava
dizendo, famílias, né? Acho que agora
que vai aparecer. Então aqui tem os dois
outros e leptons, o mual. Então eles têm
massas maiores, já vou discutir a massa
deles. E depois aparece também os os
neutrínios. Então com isso a gente
consegue fazer famílias de elépton. Você
tem lá o o elétron, o neutrino do
elétron. Essa aqui é o que a gente chama
de primeira geração, né? Depois tem o
MUON, neutrina do MUON.
E tem o tal, o neutrino do tal. Você
aprende umas letras gregas novas, tão
vendo aí? Sim.
Então é isso que a gente chama de
primeira geração dos leptons, segunda
geração, terceira geração. Os quarks são
partículas diferentes dessas que também
a gente organiza em geração. Então aqui
ali eu escrevi a a primeira geração de
quarts, um D. E aí tem mais outros que
vão aparecer aqui, certo? Então nessas
gerações de quarts, quem tá em cima tem
carga mais 2/3. Isso aqui é carga
elétrica, né? Quem tá embaixo tem carga
-1/3. Aqui todo mundo tem carga -1 em
cima e todo mundo tem carga zero
embaixo. Certo?
Então aumentou a a tabelinha de
partículas lá. Diga.
Bom, eh, são, tem uma questão dos
neutrinos aqui que eu não vou discutir.
Acho, não sei se vocês tm uma palestra
de física de neutrinos, acho que não
tem. Nessa edição, física de neutrina é
um negócio meio complicado e que tá um,
tem alguma, alguns elementos da física
de neutrina estão fora do modelo padrão.
Um deles é a chamada oscilação dos
neutrinos. Então, o neutrino quando ele
viaja lá do sol até aqui, por que que
produz neutrino no sol? Tem reação
nuclear dentro de estrela. Eu vou até
discutir um processo aqui que é o
decaimento beta ou inverso decaimento
beta que acaba produzindo neutrinos e
várias outras reações nucleares produzem
neutrinos. Esses neutrinos interagem
pouco com as outras coisas, até porque
não tem carga. Então eles vão passando
reto pelo sol, saem, depois eles, o
universo já tem pouca coisa, daí eles
entram na terra, passam por nós, etc.,
né? Eh, esses de vez em quando bate, né?
Não é sempre que passa, às vezes
acontece, probabilidade de interação é
baixa, mas é, às vezes, muitas vezes
passa reta. Esse neutrino quando ele
viaja, ele vai mudando, ele oscila.
Então ele é um neutro elétron se
transforma em neutrino do tal depois ele
se transforma em neutrino do mundo. Tem
uma oscilação, tem uma transformação.
Então os neutrônios que a gente detecta
aqui na Terra eles chegam do Sol já
transformados, né? Então dá e pelo
estudo do Sol a gente é capaz de
descobrir que tem oscilação de
neutrinos. Então os neutrinos eles se
transformam. Mas agora se você jogar um
elétron aqui, ele nunca se transforma
num. Jamais vai acontecer isso. O tal
tampouco nunca vai se transformar num
num, quer dizer, ele pode decair, mas,
né, ele nunca vai se transformar
sozinho. O decaimento é uma coisa
diferente, porque quando você decai o
monétron, tem que aparecer outras
partículas também, inclusive neutrina do
mundo.
Só um segundo só, só mostrar a as massas
já, já tá inscrita, só para mostrar as
massas. Então, então pessoal, massa do
MON 207 vezes a massa do elétrica. É uma
massa do tal 3500 vezes a massa do
elétrica. Então, até aqui a massa nas
unidades que a gente usa, né, umas
unidades esquisitas. Então, se você
subir na balança, não aparece seu peso
em méve sobre c quadrado, né? Aparece
uma unidade que você conhece melhor.
Depende do país que você subir na
balança. Você subir no balanço na
Inglaterra, vai tá escrito em stones e
você não vai saber qual que é seu peso,
né? Vai tá lá 5,7 tons, o que que
aconteceu. Então, unidade é um negócio
complicado, né? Cada um mede a sua. Na
física de partículas, em geral, a gente
usa como e = mc², né?
E = MC qu significa que massa é energia
dividido pela velocidade da luz ao
quadrado. Esse C é a velocidade da luz,
né? 3 x 108 m/s.
Então se você pega uma quantidade de
energia e divide por uma por uma
velocidade ao quadrado, isso aqui dá uma
massa. Isso aqui você também sabe pela
energia cinética, né? Energia cinética é
meio de MV qu. Se você divide por uma
velocidade ao quadrado, você fica alguma
coisa com cara de massa, certo? já sabia
disso. Não precisava de do Einstein.
Para chegar nessa conclusão, não
precisava do Einstein.
Então a gente mede muitas vezes em
unidade de energia que é méve dividido
por C quad. Então a massa do elétron é
meio, a outra é 105, a outra é 1776. São
muito diferentes. Vocês sabem por que
isso é assim?
Alguém sabe? Se souber é bom você já
avisar porque você ganha o nobre. E
ninguém sabe isso. Sim. Ninguém sabe.
Então não espere que eu responda essa
pergunta para você. Inclusive na nessa
escola que tá tendo lá em cima de física
de partículas
mais avançada que essa, tem um teve um
professor que veio falar de teorias com
dimensões extras. E um dos objetivos,
uma das coisas que teorias com dimensões
extras fazem é dar uma certa explicação
disso aqui, que nem é uma explicação
completa, mas é dá uma indicação do por
que aconteceria uma coisa desse tipo,
ok? Por que que as massas seriam tão
diferentes?
Embora não dá para prender, não seja
possível prever o valor da massa. Então
isso assim, isso é isso é um problema
atual. Que ele deu um curso aqui sobre
esse assunto, sobre se as teorias com di
universo, passa o tempo tem dimensões
extras que fazem com que a massa fique
assim. pergunta,
não só tem que ter carga negativa, mas,
por exemplo, a diferença fundamental
entre quarks e leptons é que os quarks
tm um outro tipo de carga e interagem de
outra forma além da interação
eletromagnética. Então, as partículas
desse tipo aqui, elas têm um outro chama
de número quântico, essa coisa tipo
carga, tal, tem um outro número que faz
com que ele interaja com o gluon, né?
Então o elétron ele meio que não enxerga
o gluon, passar um glu lá, mas o quarto
interage muito com o glú, né?
É pelas interações também. Quer dizer,
essa coisa chamada assim, tecnicamente
essa coisa chamada número quântico, que
acaba te dizendo quais são as interações
que a partícula tem ou não tem. Tem.
Então é isso daí. Então, a diferença
fundamental entre quarks e leptons é que
quark tem esse número quântico que a
gente chama de cor, como azul, vermelho,
amarelo. Mas é, obviamente isso é só um
nome. O quark não é colorido, não tem
quark azul, verde, mas a gente chama de
azul, verde porque são três cores na
teoria. Vamos chegar lá. Mais alguma
pergunta?
Exatamente. No modelo padrão, a massa é
zero. Então, quando a gente escreve o
modelo padrão, fala massa é zero. Daí a
gente descobre depois que não é bem
isso, não é zero. É, mas é muito
pequena, é muito menor que essa daqui,
né? E essa aqui é milhões de
eletronsvolv, né? de milhão, 10 a se
eletronvoltos, são vários, muitos
elétrons mesmo, seja meio é milhões de
eletronvoltos e a massa dos neutrinos é
eletronvolt, um milhão de vezes menor.
De novo, muito difícil explicar porque
isso nicação
definitiva, tem teorias para explicar,
são as chamadas teorias além do modelo
padrão. Tem até mecanismos que geram
massa de neutrino pequena, tal, mas
nenhum deles é comprovado.
Mais alguma pergunta
sobre leptons?
Diga.
Sim.
É, eles não formam assim, veja, até pode
ter um estado. Se você pegar um elétron,
por exemplo, e um e um e um ou mais,
eles vão formar alguma coisa, vão grudar
ali um pouquinho, tal, mas isso não
forma uma partícula assim com uma cara
estável pra gente dar um nome, certo?
Então, em geral isso daí não é uma tem é
um estado meio efêmero lá, tal. Então
eles ficam eles, eles no caso do elétron
ele orbita o átomo. Diga,
essa não tinha mais uma pergunta, né?
Tá? Então os o elétron ele de fato só
fica orbitando a o que acontece com
essas partículas mais pesadas? Esas
partículas mais pesadas não estão no áo,
não tem um no átomo, né? Não tem tal no
átomo, mas você produz essas partículas
mais pesadas usando isso aqui, né?
Então, se você fizer uma colisão de de
elétron e antielétron com bastante
energia, você produz um par de monstros,
você produz um par de tals noador de
partículas. Vamos chegar no desenho. Vou
dar uma aula de diagramas de FMA aqui. A
gente vai chegar como que você faz isso,
tem esse processo.
Muito bem. Então, eh, vou falar um
pouquinho de diagramas de farma agora e
eu pretendo fazer uma aula na lousa
sobre diagramas de farma, dar uma ideia
um pouco mais detalhada, né? Então
pessoal, isso daqui tinha lá a mecânica
quântica da do Irraak, do Schredinger,
mas isso não era o suficiente, né?
Precisou de uma teoria além da mecânica
quântica ainda pra gente descrever as
interações das partículas e a produção
dessas partículas, decaimento das
partículas. São alguns alguns efeitos
que estão fora dessas equações aqui da
mecânica quântica. E para fazer isso
precisa uma teoria nova que chama teoria
quântica de campos, né? E essa teoria
quântica de campos, ela foi feita por
várias pessoas, era na década depois da
mecânica quântica, porque usa mecânica
quântica. Então isso aí já é os anos 30,
40, né? E as pessoas que fizeram são
essas daí, ó. Dirak, Donon, Fero,
Farman, Schwinger, Monaga e outras
pessoas, evidentemente, né?
Esses são os que ficaram mais famosos.
Três deles ganharam o prêmio nobre.
Pessoa que mais ajudou os outros a
entender essa teoria nova, quando tem
uma teoria nova, um negócio meio novo,
difícil você estudar, foi o Fiman, né? O
Fiman ele ele ele formulou a teoria de
uma forma mais inteligível. Vocês devem
saber que o FA existe, se não sabe, fica
sabendo agora. Richard P era um físico
teórico de partícul físico de
partículas, trabalhou em outros
problemas também, mas ele era
essencialmente físico de partículas. Eh,
trabalhou muito na mecânica quântica
fundamental também no doutorado dele,
né, antes de trabalhar mais com
partículas mesmo. E e ele ele, então
isso aqui é um exemplo de um de um de um
livro dele que vocês podem ler, né, que
é esse caráter da lei física, recomendo
fortemente. Isso aqui são uma série de
palestras que ele deu, que aí ele deu
uma palestra na Universidade de Cornell,
nos Estados Unidos. Essas palestras
estão no YouTube hoje em dia, então se
você quiser ver a palestra do pode
também. Tem tem alguma tradução em
algumas línguas, tal, eh, mas dá para
ler o livro. O livro tem tradução em
português e tem cada capítulo é sobre
uma um assunto diferente da física. É
escrito para divulgação. O primeiro
capítulo é é o melhor de todos, na minha
opinião, que é o capítulo sobre a
gravidade, como um exemplo de lei
física. Gravidade lei gravitação
universal. Depois tem capítulo sobre
mecânica quântica, sobre simetria, sobre
relação da matemática com a física e por
aí vai, né? E ele e ele inventou esses
diagramas, né? Esse aqui, ó, se você
fizer arqueologia de diagramas de Fiman,
eu fiz isso uma vez, você encontra o
fósforo do diagrama de Fima, que é esse
aqui, né? É o primeiro diagrama que tá
lá no artigo dele, de 1949,
abordagem, espaço temporal,
eletrodinâmica quântica. E lá ele fala:
"Ó, eu vou vou representar assim o
processo, ó". Então, ele tá explicando
para todo mundo, né? Ele inventou esse
desenho aqui, né? esse desenho que hoje
tá escrito, desenhado numa versão um
pouco mais moderna aqui, que que a nessa
versão dele o tempo passa de baixo para
cima, então as coisas acontecem assim na
versão do Fman. Depois a gente com o
tempo só mudou e aí eh passa daqui para
cá. Então o tempo agora é da esquerda
pra direita. Então nesse meu diagrama
aqui da esquerda pra direita, o meu
diagrama representa um elétron e outro
elétron. Os dois estão chegando lá e
eles interagem trocando fótons. Então
aparece nessa teoria, na eletroica
quântica, a ideia de que a interação
entre partículas ela é devida à troca de
outras partículas. No caso da do
eletromagnetismo, troca de fotos,
partículas de, né? Então, todas essas
partículas elétronal, elas sentem essa
interação porque elas tm carga elétrica.
E mesma coisa os quartos, eles também
sentem interação com fóra, porque eles
também tm carga elétrica uma carga
menor, então interagem um pouco menos,
um pouquinho, né? Um menos um outra 2/3,
né? Mas interage também. Diga,
sim.
É, eu eu queria eu gostaria de saber
assim, gostaria perguntar para essa
pessoa o que que ela quer dizer com não
acreditar na gravidade, o que que ela
quer dizer com a gravidade não ser real,
porque realmente é muito esquisito isso,
né? Porque evidentemente tem que ter
alguma interação. Eu não sei o que que a
pessoa quer dizer com isso. Hoje tem uma
visão da visão da gravidade atual, uma
visão um pouco diferente, porque a
gravidade é uma teoria geometrizada, né,
da hoje em dia, que é a teoria do
Einstein, da relatividade geral. Então,
na relatividade geral, você não fala
tanto de GM sobre R², você diz que tem
uma distorção no espaçotempo, as coisas
seguem umas trajetórias no espaçotempo
distorcido, mas assim, evidentemente tem
que ter alguma coisa que faz com que a
Terra gire gire em torno do Sol. Então,
acho que dizer que não existe gravidade
me parece um pouco estranho, né? Tem uma
tem uma tirinha do Calvin, sabe? O
Calvin Aroldo que que ele ele ele fala
pra professora que ele não conseguiu
fazer a lição porque os pais dele
esqueceram de pagar a conta da
gravidade, então ficou tudo flutuando lá
em casa tem o desenho dele lá. Então
esse tipo de coisas, a pessoa que não
acredita em gravidade deveria estar lá
flutuando na casa dela.
Só mais alguma pergunta.
Que que é um diagrama de fon de maneira
esquemática? Pessoal, isso aqui é
circuito. Alguns de vocês talvez já
tenham visto circuitos, tá?
O circuito tem dois tipos de circuito.
Tem o circuito de verdade que você abre
o equipamento, você vê o circuito e não
tem nada a ver com isso aqui, né? Mas
daí tem o desenho do circuito,
representação do circuito. O diagrama de
F ele é parecido com essa representação.
Ele não tem nada a ver com com o que
acontece na aceleradora, mas ele ajuda
você a entender e principalmente ajuda
você a fazer a conta, né? Esse esse
desenho do circuito ele é muito útil
para você fazer a conta, achar a
corrente, achar a diferença de
potencial, né, no circuito. Mas ele não
é um desenho de circuito. Se você abrir
um circuito, você não vai ver um negócio
assim que é um zigue-zaguezinho. Ah,
aqui o resistor não é assim. né? Então
não é assim que o circuito não é isso
não é um desenho do circuito, é uma
representação do circuito. O diagrama de
FA não é um desenho do processo. Quando
eu desenho esse esse diagrama, não tô
dizendo que o elétron te nesta nesta
trajetória e depois ele fez este ângulo.
Não é nada disso. Isso é só um desenho.
Se eu desenhar a linha reta é o mesmo
diagrama, não muda absolutamente nada,
porque isso é só um jeito de fazer a
conta. Vou desenhar isso aqui assim, ó.
Vou assim,
é exatamente o mesmo diagrama. Não
importa, não importa. Não tem nenhuma
diferença. O resultado disso aqui, se eu
quiser fazer uma previsão, eu tenho que
pegar isso aqui elevar ao quadrado e
isso aqui também. Resultado, a conta
disso elevar ao quadrado e vai dar o
mesmo resultado. Não tem diferença
nenhuma. Assim como aquele circuito lá,
em vez de eu desenhar ele assirito
assim, ó, posso desenhar o circuito
assim. Isso aqui é um posso desenhar o
circuito dessa forma. Eu posso pegar o
mesmo circuito e desenhar assim.
E o resultado é o mesmo. Sim, não tem
diferença do fio ser quadrado, se
desenhar o fio quadrado ou não, não é
nada disso. Então o que importa é que
tem um resistor, tem uma bateria, tal.
Sim.
Então o desenho do diagrama de FA não é
desenho, não é uma trajetória, ele te
diz como faz a conta. Então tem aqui, tá
aqui, ó. São as regras. Ah, assim como
tem regra no circuito, tem regra aqui.
Essa regra é mais complicada. Então você
precisa estudar mais, chegar lá, mas é
uma regra matemática. Você cada pedaço
se associa um pedaço da conta.
No no circuito, quem já viu o circuito
sabe que a corrente elétrica se
conserva, não pode sumir corrente
elétrica. Ah, acabou a corrente
elétrica, não tem isso. Ela chega, chega
a corrente, divide o fio, tem que
dividir a corrente. É a mesma coisa
aqui. Isso aqui não é corrente, é é
quantidade de movimento, né?
Se lembro se eu escrevi aqui, mas
quantidade de movimento que é em geral
no ensino médio vocês vem como
quantidade de movimento.
Quantidade de movimento que é um nome
esquisito, mas a gente não gosta desse
nome esquisito. A gente dá um outro nome
talvez mais esquisito ainda, que é
momento,
né? É a mesma coisa, né? Isso aqui é a
gente chama da letra P, que é igual a
MV, né? Então esse MV, o produto da
massa pela velocidade de maneira
vetorial, ele se conserva nessa nesse
diagrama. Então quando o elétron chega
aqui um certo momento, uma parte vai pro
foto, uma parte vai pro elétron dele,
mesmo ele saindo da conta, né? Eu tem
que ter conservação assim. E aí quando
você faz isso aqui, tem que conservar
energia também. Tem conservação, tem
leis de conservação, conservação da
energia, conservação do momento. Eu vou
discutir isso um pouco mais no diagrama
de farma na na alguma aula aí amanhã,
talvez amanhã ou ou em novembro. Eh,
pessoal, se você estudar isso aqui, por
exemplo, do elétron interagindo com
elétr, a primeira coisa que você desenha
é isso. Eu vou dizer o que que eu quero
dizer com primeira coisa, mas não hoje.
Eu tenho a troca de um fóton lá que te
dá essa interação, essa compreensão da
força fundamental como a troca de
partículas. Se você fizer essa conta
usando as regras lá do do diagrama e
souber a teoria de campos, você conclui
que a força que aparece é uma coisa que
cai com quadrado da distância. Então
isso o Newton queria isso aqui, lembra?
Newton falou: "Ah, não sei". tal. Agora
a gente desse para voltar no tempo, você
explicaria para ele lá.
Ele provavelmente entenderia muito
rápido e provavelmente faria uma coisa
ainda mais legal, né? Porque
sim. Então hoje a gente sabe coisas que
o Newton não sabia. A gente sabe mais do
que isso ainda. A gente sabe que esse
dois aqui, ó, esse aqui, esse dois é o
número de dimensões do espaço -1.
Então o nosso espaço é tridimensional em
dimensões espaciais e por isso é dois.
Se fosse bidimensional seria um. quadro
dimensional seria três. A gente a gente
é capaz de fazer a conta da força em
qualquer universo. Importa o número de
dimensões do universo. Sim. Então esse
tipo de poder que a gente tem hoje com a
teoria de campos, com a física teórica
que não tinha na época do Newton. Então
a gente entende porque que é dois. A
gente entende como seria se o universo
fosse diferente, né? E isso é uma coisa
que também eu vou tentar discutir aqui.
Se der um tempo, eu discuto esses dois
aí, né?
E aí tem uma série de outras coisas.
Isso aqui não é tudo, né? Tem mais
coisas, tem outras possibilidades. Eles
podem trocar um foto, mas podem trocar
dois. Isso eu vou discutir na na aula de
diagrama de P. E isso aqui te dá então
uma umas correções. Então aquela lei lá
do Coulumb
mesma lei gravitacional você fizer com
gráfico, você tem correções, né? Tem
outros termos, os termos pequenininhos
lá que é difícil medir no laboratório,
mas tem e a gente já mediu. Então a
gente sabe que essa interação não é tudo
só trocar um só foto, pode trocar dois,
trocar três, não tem? Então tem todas
essas possibilidades da teoria que
aparecem e aí se calcula e conclui que
que é isso, é verdade. Então essa teoria
ela é ela é medida, né? Uma teoria
confirmada porque ela vai além do que
você tinha antes, tá correto para
Sim. Eu vou falar um pouco de QCD agora.
Esse é uma um assunto que o Gastão vai
dar uma palestra para vocês. Vocês vão
ver mais. Eu vou falar um pouco aqui
porque CD agora a parte dos parques, né?
Então a gente viu a parte dos lepsons,
digamos, vimos mais ou menos. Depois
tenho que falar um pouco de força fraca,
mas vai ser um slide só e um pouco de
QCD. Então, pessoal, eu disse que com
teoria de campos a gente consegue
descobrir as forças e porque a força é
do jeito que ela é, né? Então, qual foi
a primeira pessoa que levou esse negócio
a sério? Foi o Yaua, que esse físico
japonês. Ele ele falou: "Bom, então tem
que ter uma coisa que gruda o próton
outro próton. Tem que ter uma força,
então se tem uma força deve trocar uma
partícula, por aí vai, né?" E ele
previu, então, que tinha que trocar uma
partícula, que hoje a gente dá o nome de
pion, né? E é e aparece uma força que
ele calculou que dá uma coisa do tipo 1
sobre distância ao quadrado, mas tem uma
exponencial aqui. Essa exponencial,
função exponencial, talvez vocês tenham
visto, né? Algum inverso da função
logarítmica, talvez vocês tenham visto,
mas que as pessoas não estudam porque tá
no no roll das questões difíceis do
Enem. Estuda em logaritmo que é muito
importante, né? Se você aprendeu uma
coisa só hoje, é estudo logaritmo. Essa
é a coisa mais importante. Então esse
aqui é função exponencial. Sim. Então
ela mata exponencial negativa, ela vai
matando a força, ela dá uma força que
morre.
exponencial, a exponencial com uma massa
negativa ali, ela vai dar uma coisa
assim, né? A função que vai rapidamente
a zero, né? Essas essa função aí.
E aí você coloca 1 sobre r², né? Tem 1
sobre r². Então isso aqui te dá uma uma
interação que vai morrendo porque tem
uma coisa que mata ela. Então em vez
dela ser uma interação assim como é o
eletromagnetismo,
eh, que é 1 sobre r², ela faz assim e
morre bem rápido, porque tem esse. Então
ela, isso quer dizer o quê? Que depois
de uma certa distância já não tem mais
força nenhuma. A força você só sente se
tiver muito perto. Então ela tem um
alcance muito curto. Essa força, essa
força é a força nuclear que gruda o
próton outro prótono, prótono no
nêutron, nêutron no nêutron. Todas essas
partículas são grudadas pelas trocas de
pions, né? Só que para sentir essa força
tem que estar lá muito perto. Você sair
longe, aí ela força vai a zero por causa
dessa exponencial.
Eu falei bastante coisa, mas é que o que
o recado disso é se tiver longe do novo
um proto aqui, outro pronto aqui, eles
não vão sentir isso aí. Aí só sente
eletromagnetismo, que é uma força de
longo alcance.
E aí o quem quem descobriu essa
partícula que foi prevista pelo Cal foi
um das pessoas foi o Lattis, né, que é
um físico da USP, década de 30, 40. E
trabalhando com mais outras duas
pessoas, uma de José Pioquelini, que é
um fisco italiano e o Paulo, que é um
fisco britânico, né? O Paul ganhou o
prêmio Nobel basicamente por essa
descoberta. E o Lis ganhou como
homenagem virar o currículo Latis ouvido
falar que é uma coisa que tem na
internet lá do CNPq que você vai lá e
põe seu currículo acadêmico e tal. Então
chama látis. As pessoas às vezes nem
sabem porque que chama lát. Chama lápis
por causa do César Lattes que é o físico
que descobriu o piícula
que foi prevista. Isso a gente não vai
discutir, né? Mais nenhuma aula, mas o
Gastão vai discutir isso. Então na aula
do Gastão vocês vão ver mais. Eh, então
isso aqui é a força que gruda prótons em
prótons, prótons em nêutrons, nêutrons
em neutron. Neutron partícula muito
parecida porque só muda a carga
elétrica. A carga elétrica nessa nessa
dentro do núcleo lá não importa porque
essa força aqui é muito mais forte. Essa
esse K que aparece aqui é muito grande,
essa força é muito forte, ela gruda o
prótono prótono, mesmo que esteja perto,
né? Então você bota o prótono, prótono,
tem uma repulsão eletromagnética, mas a
repulsão eletromagnética perde pr pra
cola dos piros. Sim. Então acaba
grudando mesmo assim. Então essa é a
força que faz com que o o núcleo fique
dado. Tem que existir pion. Isso aí tá
ligado com quarto.
O vou chegar o o látis depois que ele
descobriu, foi como que ele descobriu o
peão, né? Ele descobriu o peion nessas
chapas radiográficas aqui. Eles eles
esperavam o peion cair do céu,
literalmente, né? Eh, com raios
cósmicos. Raios cómicos são as
partículas que vêm do universo. Quer
dizer, chegam aqui, 1000 muons prótons,
né? Chegou na Terra. Então ele não tinha
nessa época eles eles iam na montanha.
Por que que vai na montanha? Porque aí
tem menos atmosfera. alguns quilômetros
para cima, então tem menos chance do da
partícula chegar bater num mato no ar e
tal. Subiu na montanha, colocava essas
essas chapas radiográficas, aí tem um
traço de uma partícula aqui. Aí medindo
esses traços esse, eu acho que talvez
seja uma atividade que vocês vão fazer,
não sei se vocês vão ver alguma coisa
aqui de traços de partículas, né, Lucas?
Não. Ou não.
>> Traço, não.
>> Tá tudo bem. Mas enfim, vocês viram no
CMS, traços, com certeza na negócio do
CMS vocês devem ter visto traços no
detector, né? Hoje em dia a gente faz
isso de maneira eletrônica, mas naquela
época era com chapa mesmo, né? As chapas
de radiografia várias delas. Aí você
reconstrói a trajetória da partícula,
depois ela vira duas, aí você entendeu
que ela decaiu e coisa assim, né? E aí
eles descobriram o pão nessas chapas lá,
fazendo os cálculos de qual que era a
massa, qual que era o movimento. Acharam
o peão lá. Mas daí isso não é
suficiente. Aí o o
vamos lá de olha lá. E aí ele ele foi
paraos Estados Unidos no acelerador em
Berkeley para fazer o peão no
laboratório, né? E realmente produzir o
peão, fazendo uma colisão em alvo fixo,
tal, e achar o peão. Aí você faz de
maneira mais controlada, mede lá o pin,
tal. E aí ficou famoso, ele era popstar
nessa época nos anos 40. Esse esse cara
aqui, ó, esse cara, esse esse
acelerador, vocês vocês viram o filme do
Openheimer? Então, no Openheimer aparece
o Lawrence, né? O Lawrence é o cara que
é dono do acelerador lá do Betron, né? E
e é nesse acelerador que que o L foi
nessa época, né? 1940, exatamente a
época do projeto Manrada. E esse cara
aqui que fez trabalho com ele, que chama
Gardner, é um dos caras que trabalhava
lá com Lawrence. Hoje lá em Berkley, no
campus ali de Berkley, onde fica a
Universidade da Califórnia, campus de
Berkley, tem um laboratório nacional que
chama-se Lawrence, né? Laboratório
nacional Lawrence. E esse Lawrence é o
cara lá do filme,
ok? Então agora pons e QCD. Então agora
a gente sabe que o próton e nêutron são
formados por quarques ID, né? Mas os
pions, que essa partícula do lado também
são formados por quarkos, só que eles
não são formados por três, são formados
por dois, né? Formados por um quark e um
antiquark. Então o pion ele é formado
por um quark e mais um quark U, um quark
de barra, né? Como que é isso? Um
quarque u, um quarque de barra. O
quarque u a gente diz que tem carga 2/3.
E o quark D tem carga -1/3. O quark D
barra é o antiquarque D, né? Então as
antipartículas elas têm a mesma massa
das partículas. Essa aquela que o que o
Diráque descobriu, né? Então quando a
gente desenha a nossa tabelinha de
modelo padrão, tá acabando a pilha aqui.
Quando a gente desenha a nossa tabelinha
do modelo padrão, a gente já tá supondo
que todas essas partículas têm
antipartículas, que é obrigatório, né? O
dirco descobriu isso e não tem como
escapar. Então se tem quark U, tem o
antiquark U também, né? Tem corque U,
tem anticor, tem corte D, tem anticorque
D. E a antipartícula, ela tem a mesma
massa, mas ela tem a carga trocada de
sinal, né? Então o póitron é o elétron
de carga mais e o quark antid que
aparece aqui, o antiquarque d tem carga
trocando o sinal, então ele vai ter
carga mais 1/3, sim. Então se você pega
um parque U e um parque antid, você vai
fazer o 2/3, só que agora mais 1/3 da
carga um. Esse é o pi positivo, é o pi
mais
eh u d barra, uma coisa assim, tem carga
carga mais. Tem também o pi menos que é
o antipo, né? Que vai ser o antipi mais
que vai ser o u/ d. Você pegar o u
barra, ele é o antiu vai ter carga -
1/3. D tem carga - 2/3, que eu tenho que
trocar o sinal. Por que d tem carga -
1/3 - 2/3 - 1/3 dá -1.
Tem também o pion zero, que é uma
combinação de u barra e tal.
Só que hoje a gente sabe que tem vários
outros quarks, né? Vários não, né? Mas
tem mais quatro. Então a gente completa
essas gerações. Então assim como os
leptons tem três gerações, tem três
gerações de quarks. Então tem quark UID
D, CS S, T B. Só quarks. Tem tem gente
que gosta de dar nome nos quark já já.
Tem gente que fala que esse é o quark up
e esse é o quark down. Esse é o quark
charm.
Strange, que em português seria charmoso
ou estranho.
Esse aqui é o top, que em português
ninguém nunca deu um outro nome, não
top. E esse é o bottom. Eu acho que não
tem nome também em português, não.
Cima, embaixo, né? Corca em cima e corca
embaixo. Alguma coisa assim. Eu nunca vi
isso dessa forma, mas é isso que
significa. Top bottom, né? Para cima e
para baixo. E up, down também, né? Que é
meio para cima e para baixo também.
Então acho que acabou o nome, botaram se
nome. Charme estranho. É porque a
partícula, as partículas que tem quark
S, tipo K, que é esse U S barra aqui,
que é, se você pegar o U S barra, você
vai formar uma partícula que a gente
chama de K, que é a partícula que tem um
Kunciado a letra que a gente representa.
Isso aqui é um K+ porque o U tem carga
mais de 2/3 e o S barra tem o contrário
dessa carga que é mais 1/3. Essas
partículas elas se comportavam de
maneira estranha no laboratório nos anos
60 quando foram descobertas. Pessoal
falou partícula estranha, partícula
estranha. Começou a virar partícula
estranha, partícula estranha. Aí
descobriram que tinha um quarque
associado a essas partículas todas que
eram estranhas. Falaram: "Então esse é o
quarque estranho", né? E aí quando
descobriram outro quarque aí pr por
brincadeira alguém falava: "Vamos chamar
de charmoso". Um é estranho, outro é
charmoso
daí ficou assim. Não tem, mas eu eu não
gosto desses nomes. Eu, desculpa, eu
gosto de U desse, eu prefiro UC SP, mas
pode chamar de top bottom charmoso,
estranhoso, como você quiser.
E os esse essas molinhas que estão
desenhadas aqui são os tais dos, né?
Então o os essa força fundamental que
gruda um quarto no outro dentro do
próton, no fion, etc. Ela é parecida de
alguma forma com o eletromagnetismo, que
é essa troca de de fóton, só que troca
outra partícula que é o, né?
Então o quarque ele
o quark se você botar dois quarks, assim
como a gente desenhou ali dois elétrons,
você pode botar um quarque aqui, outro
quark aqui dentro do pinho, por exemplo,
eles vão trocar grumos e a gente
representa por essa molinha o glu. Isso
aqui tá associado com uma força forte,
então quark parte.
Essa força é uma força é muito, esse
nome força forte porque a força é forte,
né? Literalmente ela é muito poderosa,
ela gruda muito, né?
Então, a gente tem uma família muito
grande, tem um número muito grande de
estados formados por quarc de quarc, por
três quarks, chamam-se radrons esses
estados todos, né? E é um número muito
grande, porque você tem um número grande
de combinações possíveis aqui, como
vocês podem imaginar, você tem o barra
d, mas tem também o barra s, o barra b,
t/d, c barra cs barra e por aí vai. E aí
você tem o u, mas tem também o u, o u e
por aí vai, né, para fazer os os de três
que são os baros, né? Então tem dois
tipos, né? de dois. Esses aqui são os
mesmos. Tem dois quar quarcarca. Esses
são os mesonos, né? Acho que eu tenho.
Então você temons aqui embaixo, ó.
Mesons. Tem dois quartos que estão
representados por essas bolinhas aqui.
Um quarco e um antiquarqu. Isso aqui são
mesonos,
tipo pion. São coisas tipo pion. E
coisas tipo próton e nêutron. Tem três,
né? Ou três quarks ou três antquaros,
né? Tem o próton e tem o antipróton que
é formado com três antiquaros também.
você pegar o nosso próon em algum lugar,
eu coloquei um próton aqui, eu me lembro
aqui, esse aqui é o próton, tem também o
antipróton, né, que é barra barra t
barra. Isso aqui é um antipróton
também aniquila no prótono, dá dois
raus.
Pessoal, isso aqui é uma outra conta
assim para você olhar e achar bonito ou
feio, mas é, não tem nenhuma função
especial aqui, mas essa é a é a é a lei
que te diz como que os quarks interagem
com os gluons, né? Eu tenho esses
diagraminhas aqui, tem uma coisa
fundamental na QCD, que é o fato de que
os gluons interagem com eles mesmos.
Isso tinha aparecido lá naquele primeiro
desenhinho que tinha uma linhazinha
ligando o gron ali mesmo. O que que
significa isso, né? Vamos pensar
primeiro no eletromagnetismo. O fóton é
uma partícula que interage com quem tem
carga. Então se passar um elétron lá,
ela ela interage com o elétron. O
elétron pode interagir com o fóton, né?
Porque esse o elétron tem carga, mas o
fóton não tem carga. O fóton é uma
partícula de carga zero, então ela não
interage com outro fóton. Você jogar
dois raios de luz, eles praticamente não
não se enxerga. Pegar um laser aqui, ó,
e passar outro laser assim, passa um
reto para um para cada lado. Não, não
gruda, não interagem, não espalha, não
muda a direção. Tem que todos os fotos t
carga zero. Então isso quer dizer que
não dá para fazer abre de luz lá na voz
do Star Wars, porque se for de luz vai
passar reto, não vai fazer visível. Tem
sim, não tem sabre de luz porque a
interção entre fótons é muito fraca.
Mas com gluons daria para fazer abre de
gluons, né? Se desse para fazer um um
tubo de gluon, porque os gluons
interagem com eles mesmos.
Por que que eles interagem com eles
mesmo? Porque eles tm carga, não carga
elétrica, mas eles têm essa outra carga
que é a carga que faz o quarto interagir
com o Bruno. Aí o Bruno também tem.
Então interagir com ele mesmo. Essa
carga a gente chama de carga de cor, né?
Então geralmente porque tem três, não é
só mais e menos, tem carga do tipo um,
carga do tipo dois e carga do tipo três.
A gente chama de RGB, são cores, né? E e
os estados que são formados são todos
neutros. Então, assim como o átomo geral
é neutro, mas tem carga zero, os estados
formados por quarks e antiquarks aqui
são todos neutros. Então, se você pegar
o o neutros do ponto de vista de cor,
né? Você tem que você tem que pegar um
quark de cor vermelha e grudar num
antiquark que é de cor antivermelha.
Esse deseninho aqui, ó, esse daqui,
supostamente na teoria de cores, esse
aqui é o antivermelho, hein? E o verde
tem uma anticor, que é esse margenta, o
azul tem uma anticor que é esse amarelo.
Se você coloca um em cima do outro, dá
branco, né? E daí os estados são todos
brancos. Então se você pega RGB, as três
cores, você forma um estado branco, que
é assim que é o próton. Então o próton é
você pegar a carga 1, 2 e três e aí
quando você põe todas elas juntos, dá
uma coisa neutra, sem carga, nesse
sentido de carga aqui, né? Mesma coisa,
o antipróton, antiêuton, todo mundo é é
sem cor, não tem essa cor. Essa cor
some, propriedade some. Então no pão
some essa cor como? Porque se esse quar
é do tipo azul, o anticarque tem que ser
do tipo antizul, tá?
Porque isso é assim, a gente não sabe
direito, né?
Mas isso gera um fenômeno muito louco,
que é esse negócio do confinamento, que
se você peg esse desenho colorido aqui
tem a ver com essa coisa da da das cores
da teoria, né? De você as partículas tm
uma certo um certa cor, então tem que
ter um quarque vermelho aqui, né? Esse
quarque vermelho ele pode emitir
glumons. E glu carregam cor e anticor.
Eu vou discutir isso no aula do diagrama
de F. Então isso aqui é é um quarque
sozinho, um quarque solto, ele fica
interagindo com as partículas do que
aparecem no vácuo, que são essas fica em
volta dele. Então não existe partícula
sozinha na mecânica quântica. Todo mundo
tem um interage com partículas virtuais
que são formadas de maneira por
flutuações quânticas do vácuo, né?
Porque
e aí o quark ele fica emitindo esses
onem volta dele, não sei quê. Isso gera
um efeito muito louco, que é o fato de
que a força cresce com a distância. A
interação, essa coisa aqui que mede de
interação, ela cresce com a distância. A
força não cresce, a força consegue, mas
a interação cresce com a distância. Você
vai vai ficando mais longe os quarques,
vai ficando a interação vai ficando
maior. Isso é uma coisa muito esquisita,
porque você esperaria que caísse a a
intensidade da da interação quando você
afasta a partícula. Então, se você tem
um pion, por exemplo, você tem quark
anticarque, você fala assim: "Não, eu
quero estudar um quark, eu vou eu vou
arrancar esse quark aqui desse pão para
eu estudar o quark, ver como ele é, como
você faz com elétron. Elétron você
arranca, ioniza o átomo, arranca o
elétron." Sim. E aí você estuda as
propriedades do elétron de alguma forma
lá. Pode fazer um feixe de elétrons, né,
no no acelerador, jogar um feixe de
antielétrons, dá para fazer isso. Você
arranca os elétrons do átomo, né? Então
você fala assim, ó, vamos fazer um feixe
de quarto. Vou arrancar os quartos. Se
você quiser fazer isso, você vai ter que
começar a separar esses quartos que
estão lá no pion ou dentro do prótono. E
quando você faz isso, você vai começa a
arrancar, só que a energia vai
crescendo, essa interação vai crescendo,
fica tanto tando energia que aí começa a
ser vantajoso produzir um parque
antiquarco do vácuo e você acaba com um
peão em cada mão. Sim. Você começa a
separar isso aqui até uma hora que lá no
no vácuo surge um outro parco arco
antiquarco porque quadrado. Você colocou
um monte de energia, você cria essas
duas partículas e aí você termina com
dois pions, um em cada mão e sem quarque
nenhum separado. Então você nunca
consegue separar o quarque, nunca
consegue arrancar o quark. Por isso a
gente fala que o quarque tá confinado.
Confinado quer dizer que você não
consegue arrancar de lá de dentro.
virtual é qualquer coisa que tá que são
essas linhas no diagrama que grudam
outras linhas. Então isso aqui é um é um
fóton virtual. Que que qual é a
diferença desse fóton para esse aqui,
né? Esse é o fóton real, né? Então esse
fóton real é o fóton associado à
radiação, o fóton que vai embora, né, do
diagrama. Assim como esse elétron aqui,
ele é um elétron real, ele veio de longe
e interagiu, você mede no detector.
Esses efeitos efêmeros aqui são que são
chamados de virtuais que acontecem no
meio do diagrama, que são os quando você
troca por partículas para dar força.
Esses efeitos são e efeitos efêmeros
quânticos devidos à pontuação do
vacacto. Não é o fóton desse tipo aqui.
Ele é um tipo de fóton muito parecido
com esse, mas não é igual, né? Não é
igual.
Sim, sim. Tem tem verificações possíveis
que dá para fazer da do número de
gerações,
porque se tiver uma geração a mais, isso
tem consequências para decaimentos de
algumas partículas e tal. Então isso
gera problemas ou com conclusões
teóricas e também experimentais, né?
Você tem que procurar pela interação das
outras partículas com essa quarta
geração. E a quarta geração de quartos
hoje é praticamente excluída. Tem.
Então o Gastão vai falar mais disso,
pessoal. Um slide sobre força fraca.
Pessoal, a gente viu aqui força forte,
um pouco eletromagnética, gravitação, a
gente não vai ver muito porque tá fora
do modelo padrão, mas falta força fraca.
O que que é força fraca, né? Vou pegar
um exemplo de processo que a força fraca
faz. É o decaimento beta do nêutron.
Decaimento beta do nêutron, tá escrito
aqui em termos de prótons e nêutrons.
Você pega um nêutron, ele decai, ele se
transforma num próton. mais um elétron
mais um antineutrino do elétron. Só é
muito importante pensar em decaimento,
não só decaimento, também no
espalhamento lá que vocês viram no cms
lá, aquela coisa essa essas partículas
não estão dentro do nêutron. Isso não
são pedaços do nêutron que se quebraram,
né? O nêutron ele é um nêutron. E essas
partículas são criadas do vácuo do nada
devido a esse tipo de coisa aqui. Sim.
Então não tinha um elétron dentro do
nêutron antes. O neutron não é um um
próton com elétron neutro dentro que
fica neutro porque tem mais e menor. É
isso, tá? Teve uma época que o pessoal
até achou que podia ser não é isso. O
neutro não é um próton mais um elétron.
Neêutron é uma coisa e aí de repente
essa coisa plin se transforma em próton
elétron e elétron. Sim. É assim. Plim
não tem. Ah, tá se transformando.
Não é meio do nada.
Pelo menos é o que a gente entende. Se a
gente olhar esse negócio como uma lupa
atual, quer dizer, agora que a gente
sabe que o próton é isso aqui. Nessa
época, quando descobriram isso, ninguém
sabia o que que era um nêutron direito.
Hoje a gente sabe. Então a gente sabe
que o nêutron é um estado que tem quark
D, D e U. Então para você transformar um
nêutron no próton, tem que transformar
um quark U, desculpa, um quark D em
quark U. Se você fizer essa
transformação aqui, você transforma o
neutron no próton. Sim, é possível essa
transformação? Bom, deve ser porque tem
esse decaimento, alguém medir no
laboratório, neutro é instável. E para
acontecer isso precisa de uma outra
força, uma outra partícula que
possibilita a troca de de a troca de que
a gente chama de sabor, a troca de tipo
de partícula. O tipo de partícula alguém
resolveu chamar de sabor. Me pergunto
por quê. Não acho que a pessoa
experimentou o quarto, mas cada quarto
chama-se um sabor de quarto. Ust, tudo
isso aí ou top charm charmoso, não sei
quê, é sabor. Então esse quarque tem o
sabor U, esse é sabor D, sabor C, sabor
S, TB. Não dá para transformar um
quarque de sabor U num quark de sabor D?
Resposta sim. Se tiver interação fraca.
Então a interação fraca com o Bzon W
permite a troca do quark D no quark.
Também permite a troca do quark no quark
D se ptir o W de carga mais e permite
também a troca do quark U no quark S, do
U no no P, do T no T, do U no do C no D,
C no B, T no S. Um monte de
possibilidades. Aí gera um monte de
decaimentos, gerações novas. Então, a
nossa compreensão do deamento beta é que
tem um quark D que se transforma num
quark U emitindo um W e esse W depois
decai em elétron e antinutrino de
elétron. Então, para você fazer mudança
de sabor de quartz, você precisa de W. E
o W também ele produz uma coisa que tem
uma certa mudança de sabor de de lepton,
né? Porque ele produz leptons com
sabores eh entre o de cima e o de baixo,
né? Não produz elétron antielétron,
produz elétronneutrino, tá?
E também na força fraca tem o Bzon Z,
mas o Bzonz ele é menos legal porque o
Bzon Z não dá para trocar sabor, ele
meio que é tipo um fóton, mas é um fóton
pesado, então não é tão legal.
Então aqui é a microscopia da coisa, né?
Você tem um quarque de -1/3 se
transforma num quark de carga 2/3, que é
o quark U pra gente transformar no
próton. Nesse processo aqui tem uma
carga menos que vai embora aqui, né? De
modo que a carga se conserve. Vou
discutir isso na quando eu falar de mim.
Pessoal, o que que falta, né, na nossa
nosso diagrama? Falta uma partícula
aqui, qual que era? Voz de HS, né?
Então, só tá faltando uma. A gente
discutiu aqui os parks, os leptons, o
boson W que troca sabor, o boson Z que
não troca, não é muito legal, o fóton
que faz interação com todo mundo que tem
carga e os gluons que interagem só com
os quartos, mas falta uma um ingrediente
que é o bos de hics, né? Então vou
terminar falando um pouquinho do bos de
hixs e aí acabou hoje, né? Boson de
Rigs, pessoal. Boson de Riggs. Vocês já
viram hoje alguma coisa sobre o LHC? O
LHC é o maior ativador de partículas que
a gente tem hoje. É essencialmente um
colisor de prótons. Também dá para jogar
uns íons pesados no nosos átomos gordos
lá, mas em geral é prótons. Próton com
próton. Não, próton de prótono. Próton
próton, né? Então tem dois tubos, por
isso tem dois túnis aqui que tem dois
tubos de prótons lá girandos em direções
contrárias, em alguns pontos. Vocês
viram o filminho mostrando isso? Não. É
que eu não sei se eu posso mostrar. Não
entendi. Depois vou conversar com o
Thaago. A gente discutir. Mostra. Na
próxima aula o filminho do C. Tem uma
questão de direitos autorais que ele vai
ver, mas depois na próxima aula a gente
vê o filminho de 2, 3 minutos, certo?
Mas esses prótons ficam girando nesses
anéis e eles colhidem em quatro pontos.
Quer dizer, tem dois tubos, né, com
prótons em direção contrária e daí tem
um lugar que esses tubos se juntam ali,
né, pros prótons baterem um no outro.
Ficar em tubo separado não vai bater. E
aí eles batem e aí eles fazem um monte
de de reação e aí você mede um detector
em volta. CS aqui que vocês viram lá
hoje, mas tem o AP também que é figa um
fica no Isso aqui subterrâneo como se
fosse um túnel de metrô a 100 m de
profundidade. E aí tem o que eles chamam
de caverna, que é essa negóciessa
estrutura caverna em volta do do túnel,
né? Dentro do túnel em volta do ponto de
colisão, você constrói o detetor que é
cheio de de negócio para detectar todas
as partículas que vão saindo ali dentro.
Então esse aqui é o atlas. Então aqui
tem uma pessoa aqui, ó, dá uma ideia do
tamanho do atras, é uma coisa bem
grande. O atras é maior que o CMS, o que
não quer dizer que seja melhor, é porque
as técnicas de detecção são diferentes,
né? Eh, são detectores diferentes, mas
que fazem o mesmo tipo de física, que
fazem mais ou menos igualmente bem, mas
com técnicas diferentes. Então é bom ter
dois diferentes para verificar o
resultado um do outro e tal.
Então, como a gente discutiu hoje, se
energia tem a ver com massa, né? Se
transforma em massa também o contrário é
verdade. Então, quando você joga um
próton no outro próton, né? Esse aqui é
um próton, é o coloridinho lá, porque
tem quarque colorido, essa coisa desenha
coloridinho e e tem três particulinhas
aqui que são os quarks que estão lá
dentro, mas tem também uns gluons que
eles estão trocando e tal. Então você
isso o LHC é um colisor de prótons, mas
você joga próton no próton para bater,
só que muito mais complicado que isso na
verdade, porque não vem um próton só,
porque não dá para pegar um próton, né?
Você pega um monte de próton, chama de
punch, e aí jogam num outro monte de
próton tá vindo do outro lado e aí
acontece um monte de colisão, né? Não é
uma só, acontece um monte. E e aí logo
25 nanoseundos depois vem mais um um
grupo de prótons e colinde também. Então
é uma coisa de frenética, né? E cada vez
que bate sai um longe de partícula,
porque tem muita energia, então gera
muitas muitas partículas diferentes que
não existiam nesse processo, não estão
dentro do próo, são partículas criadas
do vácuo. E aí você tem que procurar o
rio lá dentro, n é difícil. Como que
eles acharam o Rigs, né? Então eles
acharam o Rigs decaindo em fótons. A
primeira vez que mediram o Rigs foi no
decaimento Higs em dois fótons, que é
esse processo que descrito com esse
diagrama aqui. Nesse processo você tem,
ó, três, essas três linhas aqui são os
quarks próton.
Essas três linhas, é, eu vou até 1150 ou
no máximo até 11:55, 10 minutos, né? Eu
tô acabando. Então você tem esse aqui é
o próton. Outro próton. Aí tem um gluon
aqui que interage com outro gluon. Esse
G interage com quark, o quark se
transforma no Rigs, o Rigs interage com
quark top e o quark top decai em dois
fotos. É esse processo todo complicado.
E e aí eles então eles têm que procurar
nessa salada de coisas aqui, eles têm
que procurar duas fotos. Basicamente é
isso, né? Tem que procurar dois fotos
que estão vindo do mesmo ponto,
com uma certa quantidade de energia e de
momento. E aí com fazendo essa análise
toda, eles descobriram Higgs, né? Não, a
pessoa Higs, ele já sabia que existia,
que é esse cara aqui, mas o o Boson de
Higgs, que é a partícula que ele tinha
previsto em 1964, né? E aí ele ganhou no
ele ganhou o nobre, né? Ganhou ele e o
Engler que estavam vivos na época, ele
morreu, o Rico morreu, o Engler. Eh,
isso foi em 2012, né? 2012
que foi descoberta, eles ganharam em
2013 o Nobel. Essa aqui é a é a é a é o
anúncio que foi feito no CNO
responsáveis pelo experimento. Na época
Fabila Dianot que era a pessoa que
representava o Atlas e esse cara aqui
exuandela era o representante do CMS.
Eles deram a os dois experimentos tinham
detectado. Então isso aí por isso tem
que ter dois experimentos separados com
técnicas diferentes, porque senão você
acha um negócio espetacular no pode
ficar na dúvida se algum algum problema
técnico. É um experimento muito
complexo, né? Mas aí os dois acharam,
então isso confirmou.
achar significava você olhar, contar o
número de fótons lá e aí tinha um
excesso do número de fótons com relação
ao ao que que ao que existiria se não
houvesse hits.
Essa é, então tecnicamente você tem que
procurar um excesso de fótons, quer
dizer, um número maior de fótons do que
essa linha, né? E eles acharam essa esse
essa região com uma massa de 125 G, n?
Isso é assim que é feita na prática
coisa. E com isso, finalmente, a gente
completa as partículas do modelo padrão,
né?
que são essas daqui com as interações
que elas têm. Eu tenho o Rigs que
interage com ele mesmo, né? O Gluon que
interage com ele mesmo e o W também que
tem carga interage com ele mesmo. Depois
o quark interage com o gluc interage com
o HS. O RX decai quarx tal. É uma coisa
que eu vou discutir, mas tem a
fenomenologia do Higs. H também interage
com os leptops.
Eh, essas linhas aqui são linhas de
interações diretas, né? Então quando tem
uma linha quer dizer que o quar interage
diretamente com duam com ele mesmo. Mas
claro, se a gente viu um processo aqui,
tem interações indiretas também.
Alterações indiretas são importantes. O
gluon não interage com o Higgs
diretamente, mas o gluon interage com
outras partículas que interagem com
Higgs. Então jogando dois gluon, você
consegue produzir um hixel porque eles
interagem com parks e o parque interage
com que é o que tá acontecendo aqui.
Dois glu interagindo com par stop que
depois se transforma no R. Então as a as
interações não precisam necessariamente
ser interações diretas. Existem algumas
interações diretas que são muito
importantes, elas tm a ver com a teoria,
como ela funciona, mas o gluon pode
interagir com o quarto que depois produz
um rigs que depois decai em fótons, né?
Só que pro Higs decirar em photó não tem
linha. Então como que ele decai em
fóson? Primeiro ele interage com o
quarto e aí o quarto decai em fótons,
né? E é aquele processo lá, o blo do
próton interage com o quartop, produz o
bos de hixs, interage de novo com o
quartop e depois decon, né? o processo.
Você vai seguindo essas linhas, mas é,
então no final das contas você joga dois
e acaba produzindo o rigora, produzindo
diretamente. Sim,
pessoal, não vou discutir isso aqui,
isso aqui é meio técnico. Depois a gente
pode pensar em discutir isso aí. Queria
terminar mostrando isso aqui para vocês.
Eu tenho esse perfil no Instagram que a
gente faz divulgação de fisculas. Eh,
não sei se alguém vocês também já
conheçam ou não, mas eh lá a gente tenta
divulgar tanto os resultados do nosso
grupo, chama física de partícula, quanto
resultados de pesquisa que a gente faz,
né, no nosso grupo, mas também eh coisas
gerais, assim, assuntos são são posts
meio aleatórios. Quando a gente tem uma
coisa interessante, a gente escreve.
Teve uma época que a gente fez uns
vídeos, a gente at tem feito mais, isso
aqui é muito velho, né? Isso aqui era
uma coisa antiga, mas hoje em dia tem
uma pessoa dedicada a isso e ela faz eh
mais posts estáticos assim de ler, né? É
vídeos a gente desistiu, porque é muito
trabalho e tal, mas enfim, tem uns
vídeos lá também sobre alguns assuntos,
você podem ir lá depois se quiserem.
Depois eu pensei em falar um pouquinho
como é que funciona a física teórica, a
gente pode discutir isso outro dia, mas
eu acho que eu vou parar aqui se tiver
uma pergunta ou outra urgente, né?
Talvez deve pegar uma perguntinha,
Lucas, que você acha?
Depois a gente tem, a gente tem aula
amanhã e depois a gente pode voltar a
discutir alguma coisa. Se vocês quiserem
que eu volte num slide, eu volto. Diga.
As partículas elas vão surgir
basicamente porque tem energia. Então
qualquer partícula que você jogar, você
jogar um elétron antielétron também vai
surgir partículas. Um monte, né? Surgir
partículas também. Se você joga próton
em próton, surgem mais partículas. Por
que que surgem mais partículas? Porque o
próton ele é um objeto complexo e
composto. Então quando você joga o
próton no próton pode acontecer de bater
quark no quark, glu no gluon. Então ele
ele acaba tendo mais subcolisões, isso
gera uma multiplicidade que a gente
chama que é mais partículas do estado
final, mas qualquer colisão vai gerar
partículas porque tem energia. Tendo
energia você consegue produzir
partículas novas se tiver energia
suficiente. E essas partículas surgem
são são partículas criadas a partir do
vácuo. Elas simplesmente são criadas e
elas não existiam e elas passam a
existir. Então o bos de ries que você
descobre na colisão protonótalo, ele não
tava dentro do pró, né? Ele é criado
vácuo. Sim.
É, é. Sim. Essas são as partículas que a
gente chama de partículas, de teorias
além do modelo padrão. Então, as pessoas
fazem, quando o André ia falar agora
aqui de matéria escura, ele vai falar de
alguns modelos que a pessoa imagina que
talvez tenham. Por quê? Porque a gente
sabe que tem alguma coisa no universo
que deve ter uma coisa no universo que é
matéria escura. Ele vai dizer isso para
vocês, né? Mas existem evidências no no
universo que tem uma alguma outra coisa.
que não interage com fóton, não interage
fortemente, que é uma partícula bem
esquisita. Então, se essa partícula
existe, ela deveria aparecer no LHC,
certo? Quer dizer, quando você colide o
prótono com próton, pode produzir
partículas que a gente não conhece, por
exemplo, partículas de matéria escura e
outras coisas, partículas de sucetria,
etc. Então, tem buscas dedicadas no LHC
a encontrar essas partículas novas.
Para você chamar de descoberta, você tem
que, para ser uma descoberta, eu diria
que
pera aí, eu não sei o que que você tá
entendendo pelo sentido de descoberta.
Às vezes as partículas já foram
previstas, certo? Muitas dessas que a
gente discutiu aqui, alguém já tinha
previsto. Por exemplo, o parque C, na
época que o pessoal descobriu C, o
pessoal não tava falando tem que ter um
parque aqui, não é possível porque já
tenho essa. Então já a pessoal já tava
tentando estimar a massa de maneira
indireta. Então hoje todo já tava
procurando você. Então quando alguém
achou você foi uma descoberta meio
prevista lá, né?
Higgs também previu que deveria existir
o Higs ou ou previu que deveria existir
o film. Tem algumas partículas que são
previstas do ponto de vista teórico,
depois descobertas do ponto de vista
experimental. Poderia acontecer de você
descobrir uma partícula que ninguém
nunca imaginou? Você joga lá e sai. Em
princípio, sim. Mas é muito difícil,
muito difícil, porque a análise desses
dados é extremamente complexa. A
quantidade de dados que é gerado no LC é
gigantesca. Então, na verdade, boa parte
dos dados a gente joga no lixo. 99.9%
dos dados vão pro lixo porque não tem HD
suficiente no planeta Terra. guardar
todos os dados. Você tem que escolher
quais dados você guarda. Essa escolha é
muito importante e essa escolha é
baseada na teoria. Você fala assim: "Se
existir partículas simétricas, vai
sair." Aí você vai lá e guarda esses
dados. Aí você faz uma análise, fala:
"Não tem partículas simétricas". Ou tem,
até hoje não achava, né?
É muito difícil. É muito difícil. Em
geral você tem que Porque se você tem
uma teoria, você consegue dizer para
experimental qual que é o jeito de
encontrar, né? Qual, o que que vai
acontecer no experimento? Onde, em qual
região do detector, qual decaimento vai
acontecer? Você tem que procurar por
fótons, você tem que procurar por lu?
>> É, não sei se tem ordem correta, né? Às
vezes acontecem coisas inesperadas.
Métodos, método científico ele ele tem
asterisco, né?
Nada.
Gente, podemos encerrar hoje?
>> [aplausos]
>> Vamos,
>> Thaago. O negócio que é o seguinte, esse
aqui eu sei que tá certo. Agora esses
dois eu não sei se eu misturei quem é
quem, viu? M.
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