AULA 26B 27E CORTE E NUMERADOS DE OUROS
[música]
[música]
No cavaleiro de ouros ou de pentáculos
ou príncipe que também tem esse nome de
discos ou terra.
Vamos ter o contrário do que nós vimos
no pagem aqui. É um jovem masculino a
cavalo, segurando uma moeda. Nos
cavalísticos, geralmente é um jovem
masculino em movimento, podendo tanto
ser numa carruagem como num cavaleiro,
como ele correndo. É, enfim, aí vai
depender muito do ilustrador, como eu
como eu disse, segurando também um
pentáculo ou segurando uma moeda, tanto
faz. Então nós vamos ter a mesma mesma
condição. E aqui eu quero lembrar que no
caso que nós vimos lá nos arcanos
maiores, nós falamos do cavalo. Lembra
do arcano sete que é o único animal
selvagem que uma vez adestrado, ele
nunca mais volta ao mundo selvagem. é o
único animal selvagem que uma vez
adestrado se torna se torna realmente
nosso amigo. Porque todos os outros
animais selvagens, como um leão, um
tigre, seja lá o que for, ou até uma
raposa, ele por um determinado momento
vai, enfim, vai aceitar ali se
sociabilizar, vai aceitar o carinho, mas
num dado momento ele vai se tornar
agressivo. O cavalo nunca, o cavalo é
dor resto da vida. E aqui nós temos esse
símbolo do cavalo, onde nós vemos dois
cavalos aqui, os cavalos, o cavaleiro. E
uma um detalhe interessante é que no
cavaleiro de ouros aqui do naipes
tradicionais de de Marsélia, ele também
carrega um bastão. O que lembra que eu
sempre falo que os dois naipes mais
importantes é ouros e paus, porque são
os dois naipes que t a maior alusão
aspecto da diplomacia, do conceito, de
saber lidar, de saber se comunicar, da
harmonia. Então, ouros aqui tá sempre
muito bem relacionado com o naipe de
paus. É como se ele soubesse lidar com o
plano da vida, como se ele soubesse
lidar com os seus momentos, seja ele
qual for. um naipe de weight. Nós também
vemos um cavaleiro armado, obviamente,
eh segurando também uma um pentáculo e
tem aqui um um cavalo negro. Então
aludindo essa questão essa desse poder
interior que a pessoa pode ter,
diferente do cavalo azul, geralmente dos
dos tarôs clássicos, onde fala
exatamente do controle da emoção. Ele
observe que ele está em cima do azul.
Então ele controla a emoção ali ao passo
que ele tá em cima do negro, que ele
controla o lado obscuro, que na verdade
o nosso lado emocional, que ele é
obscuro, é ele que nos leva a grandes
problemas e dificuldades na vida é a
nossa emoção, é o nosso sentimento. Às
vezes a razão fala: "Não faz isso que é
ruim". Mas o nosso sentimento vai e
explode porque é tudo momento. Então
esse lado negro nosso, que seria que o
cavaleiro de ouro está sempre montado,
sempre segurando, porque ele controla,
ele tem um autocontrole muito grande,
como todo naipe de ouros, mas aqui no
cavaleiro que ele é mais forte.
No nos tarôs mais herméticos, aí nós
temos em vez do cavaleiro chamar-se
príncipe. Então aqui temos lado do
príncipe. Aqui [limpando a garganta] o
príncipe de discos do tarô de Crawley,
ele tá em cima de uma carruagem. Olha,
observe que tem um touro aqui. Nós vimos
uma cabra lá na princesa. E aqui nós
temos um touro. Então a cabra tá na
montanha e o touro que está arando a
terra. Então observe que enquanto a
cabra está observando lá no pagem de
ouros, que o pagem de ouros é
observação,
o cavaleiro de ouros, ele fala muito de
arar na terra, de construir aquilo que
você vai no futuro colher. Então, por
isso que fala que o cavaleiro de ouros,
ele é perseverante, ele é o que vai
construir, é o que vai trabalhar, é o
grande trabalhador da corte, é o
cavaleiro de ouros. É ele que constrói
eh for suas riquezas pessoais a partir
do seu suor, da sua labuta. Observe que
aqui nós temos também no outro tarô, no
daqui do CMIm, ele tá segurando eh no
peito o a de o o ouros, né? no caso aqui
o pentáculo e atrás dele lá nós vemos
também uma cabra lá no fundo. Então
observe que a cabra aqui é maior do que
a primeira que nós vimos lá na princesa
desse mesmo tarô. Então os tarôs também
se conversam entre si. A o mesmo o mesmo
autor, enfim, ele transpôs exatamente
essa simbologia. Então de qualquer forma
nós temos aqui esses dois elementos. Um
outro detalhe aqui do tarô de Crawle é
que o cavaleiro ele segura nas mãos o
globo. Observe o globo ali do cavaleiro,
ele tem toda a questão dos hemisférios.
Então ele não tá ainda na sua
totalidade. Esse globo total, que seria
o mundo completo, nós vamos encontrar lá
na rainha. Aqui por enquanto ele só tá
com os meridianos na mão. Então é como
se ele soubesse traçar as linhas de como
ele vai desenvolver. E o touro aqui tá
arando a terra. Então ele está num numa
biga, arando a terra para construir algo
pra vida dele. Então, todo cavaleiro,
ele vai ter essa força interior, eh, de
perseverar, de construir, de ter
esforço, de ter palavra, palavra que eu
vou fazer isso e ele vai fazer, ele não
vai mudar de ideia.
O pagem, apesar de ser de ouros, ele ter
muita, muita expectativa,
eh, está no caminho certo, ele pode
mudar de ideia. O pagem de ouros pode
mudar de ideia. Por quê? Porque ele vai
encontrar um mundo melhor. Então, a
mudança dele de ideia também é positiva,
porque ele vai encontrar um outro
caminho, uma outra solução. Então, às
vezes a pessoa quer alguma coisa lá no
pago de ouros, eu falo: "Olha, vai
depender de você manter a ideia e manter
o projeto que você vai conquistar."
Agora, se você talvez encontre no meio
do caminho algo melhor, porque essa é a
função do pagem de ouros, encontrar algo
melhor. Mas o cavaleiro de ouro já
encontrou, então ele não muda. Eles
mantém exatamente o que ele quer, o que
ele deseja. Ele é fiel, muito fiel, fiel
à sua palavra, fiel à sua conduta, fiel
a exatamente o que ele almeja na vida.
Por isso que fala que é esforço,
empenho, paciência, perseverança,
estabilidade, autocontrole, lealdade e
dignidade, seja ele afetiva,
profissional, de amizades, é é uma é um
é um como se fosse um grande guerreiro
[limpando a garganta] ao seu lado,
alguém que está disposto a a ir adiante
sobre qualquer questão, mas sempre com
bom senso. E aí a gente pode esquecer
nunca o elemento que é o naipe de ouros.
Porque tem bom senso, tem diplomacia,
tem paciência, tem perseverança.
Então tudo isso faz parte do elemento
ouros, que isso faz parte principalmente
do cavaleiro de ouros, mas ele
invertido, vamos botar ele de ponta
cabeça, então caiu do cavalo, né? Então
se cai do cavalo, perde uma guerra. Se
cai de cavalo, perde coisas importantes,
perde até o próprio cavalo. Então, na
questão aqui, ele já não tem essa essa
esse poder, né, de ir adiante. já é
inércia, pode ser preguiça. Aí já não é
mais uma pessoa tão leal, pode ser
falso, pode ser uma pessoa que realmente
não tenha palavras, pode ser que a
pessoa se perca no meio do caminho, não
consiga manter o projeto de vida ou o
projeto que está lá, vou comprar um
carro, vou lá ter tal pessoa, ah, vou
conquistar tal pessoa. Olha, difícil,
porque no meio do caminho você vai ter
outra pessoa. Então, sempre aqui é o
contrário, né? Então, tudo aquilo que eu
tenho de construção no lado positivo do
cavaleiro de ouros, aqui eu vou ter
desconstrução. Então, tudo aquilo que eu
queria aqui já não, talvez eu mude ou
talvez nem consiga ir muito adiante. Já
aqui com a rainha de ouros ou rainha de
pentáculos, rainha de discos ou rainha
de terra. Aqui nós vamos encontrar nos
clássicos a mulher real entronada
segurando uma moeda e nos cabalistas uma
mulher real. não necessariamente entrou
nada, tá? E com o pentáculo ou com um
disco na mão, mas de qualquer forma aqui
nós encontramos já o poder, o poder
muito forte em cima da dessa mulher e
dessa rainha, desse poder de trono, de
estar numa condição, eh, vamos assim, de
supremacia ou uma condição superior.
Observe que eh nós tivemos o pá, o
cavaleiro, e agora temos a rainha. Então
nós temos um contexto aqui muito mais
forte, muito mais dominador e muito mais
objetivo e muito mais eh de sucesso. Nós
temos a as duas rainhas aqui, as
clássicas, porque eu considero o tarô de
de o tarô de Weight. Eu considero o
Total de Weight é clássico, embora ele
tenha mudado lá a inversão 811, embora
ele mudou lá o arcano 6 como sei lá,
colocando lá a decisão de Adão e Eva e
vem mudado umas imagens outras, ele
mantém a estrutura toda clássica, né? Um
diferente do tarô de Tot que realmente
ele muda a simbologia, ele muda a
nomenclatura, ele muda uma série de
conceitos. Então, por isso que eu sempre
considero mais, muito mais pro clássico
e muito mais próximo ao Marcelo,
inclusive do que nos herméticos e outros
baralhos ocultistas. Temos aqui uma
rainha entronada no tarô de Weit, muito
bem entronada. Observe que o trono eh
ele tem ali a cabeça de de Áries, né, na
como como trono do imperador lá, né, dos
arcanjos maiores. O elemento que ela vai
segurar é uma moeda de ouros e observa
que ela segura firmemente. Então, da
mesma forma que no tarô de Marsélia ou
os tarôs clássicos, ela ostenta esse
ouro e tem exatamente o cetro no ombro,
como a imperatriz tem lá, né? Ela tem um
certo no ombro e o escudo na outra mão.
Então aqui segue mais ou menos o mesmo
modelo que ela tem o poder, o poder
pessoal de manifestação. Mesma coisa que
a simbologia relacionada a weight, onde
ela se encontra em meio à natureza. Eu
observe que tem um coelhinho logo ali
embaixo também vermelhinho. Então
falando sobre a questão da criação, da
fertilidade,
do desenvolvimento que ia ser
tradicional da rainha de ouros. No caso,
ele só desenhou mais os elementos eh
alegóricos que a própria rainha de ouros
clássica já diz, que é criação,
prosperidade, crescimento, fertilidade,
enfim, desenvolvimento. Aí e por aí vai
a mesma linguagem que nós temos muito
similar inclusive da própria imperatriz
daqui no caso da própria rainha.
Aqui no caso, a rainha de
[limpando a garganta] discos de Crole,
ela também vai seguir aquela simbologia
mais ligada à ordem dele e mais ligada
aos elementos, porque Croly também
associa muito a questão da Cabala, que
se é associada aos signos astrológicos,
que é associada à numerologia, que é
associada à simbologia da ordem dele.
Aqui não ia ser diferente. Ele coloca a
rainha. Observe que bem à frente dela
nós vamos ter exatamente eh uma cabra
ali bem grande ali, uma cabra
montanhesa, onde nós vamos ter ela
segurando o globo que o príncipe usa lá
na corte, que ele só tem os meridianos.
Aqui ele já, o globo já é completo, já é
total. Então aqui existe elemento que a
da da completude, da realização total.
Ela mantém na cabeça os chifres também,
né, de os chifres aí de cabra, de touro,
eh, dizendo que ela tem esse poder
terreno material. E observe que ela olha
para trás. Então aqui é um dado muito
interessante das rainhas, que elas
sempre vão observar o que conquistaram e
o que que elas fizeram para que se possa
manter no presente momento. Então aqui é
um detalhe até simbólico muito
interessante de de observação, porque
por isso que a rainha fala de
preservação, porque ela tá sempre
buscando o que eu fiz, o que eu tenho.
Eu preciso manter tudo aquilo que eu
lutei para ter. Observe que o pagem ou a
princesa lá no início, ela vai
investigar, vai escolher o cavaleiro ou
o príncipe vai então perseverar, vai
trabalhar, vai construir para então a
rainha obter e manter aquilo que é
importante na vida dela. Então, por isso
que ela olha para trás e ela tem muitos
elementos aqui de verdes, de natureza,
de construções ao fundo, ou seja, tudo
aquilo que representa a rainha
[limpando a garganta] que é a
conservação, a maturação e a construção
e as realizações. Aqui na outra rainha
também a mesma coisa. Existe aqui a
coroa dela. Existe um castelo logo no
fundo, coisa que observe que tanto a o
príncipe quanto a princesa desse tarot
Cosmic não apresentava nenhum castelo ao
fundo e sim montanhas. Montanhas que
precisa ou pastos ou áreas que
precisavam ser conquistadas. Aqui Jesus
já mostra uma uma realidade dela que ela
tem uma espécie de um castelo ao fundo
juntamente com a montanha, aquela mesma
montanha visto nos arcanos anteriores de
da do tarô cósmpico. Então aqui como se
ela tivesse exatamente fosse a dona
desse elemento, desse castelo. Mas vamos
observar a rainha de ouros, que a sua
função é de preservar tudo, porque ela
tem êxito, tudo, ela foi construído,
então ela vai ter que manter. Então, o
arcano fala de de fertilidade, como nós
vimos alguns símbolos, de abundância, de
crescimento, desenvolvimento e ao mesmo
tempo de conservação.
Ao mesmo tempo que ele pode crescer,
porque pode crescer porque aquilo que
está já investido anteriormente. Então,
faz parte da natureza da rainha de
ouros, um crescimento, um
desenvolvimento de algo que já está
sendo desenvolvido
e não que irá se desenvolver. Então, é
um projeto que foi houve um investimento
e que vai ter lucros.
É uma questão que foi escolhida e que
agora então tem um um mérito ou tem um
um ganho maior diferente que nós vamos
ver do rei. O rei ele já tem um
progresso além do programado. Nós vimos
isso na estrutura da corte nas aulas
passadas. Então a rainha, qual é o a
questão da rainha? Ela preserva, mas não
quer dizer que ela vai ficar com aquilo
na mão. Não. Eh, não é inércia aqui. Não
se trata de estagnação, se trata de
preservação.
Então, se eu vou preservar, então eu
construí algo e vou melhorar este algo
que eu tenho comigo. Então, eu casei,
vou melhorar o casamento para ele ficar
melhor no futuro. Eu entrei num
trabalho, então eu vou me dedicar esse
trabalho para que ele prospere no
futuro. Mas eu vou mudar de trabalho?
Não, eu vou mudar de casamento, não. Eu
vou comprar um carro e vou preservar ele
o máximo que eu puder para que eu possa,
enfim, gerenciar e melhorar a minha
vida. Então, eu vou perder esse carro?
Não. Então eu vou vender ele
futuramente, vou para coisas melhores.
Então na rainha sempre é esse movimento.
Eu tenho algo, esse algo eu vou manter,
vou eh preservar, vou vou construir
dentro dele ou melhorar as questões para
que eu possa preservá-lo. Por isso que
ela fala de preservação, estabilidade,
generosidade, porque uma vez eu eu posso
distribuir aquilo que eu tenho. A rainha
de ouros nunca distribui aquilo que ela
não tem. Aí tem que ficar claro também
se se tem algum empréstimo, se tem
alguma ajuda, porque ela pode ajudar e
vai ajudar de todo coração. Então se
perguntar assim: "Ah, minha amiga vai me
ajudar?" Sa rainha de ouro? Sim, de
coração, de generosidade, porque ela
pode te ajudar e vai te ajudar. Então
existe muito essa condição dela,
fidelidade, autoestima, afetiva no
relacionamento, enfim, no trabalho, seja
o que for, é um arcano muito fiel, muito
eh leal à suas propostas, à suas
questões. Porém, como nós já sabemos, o
invertido negativo, o que que acontece?
É difícil, não é verdade? Então aí já tá
um aspecto de não tem muita lealdade, aí
já não tem generosidade,
aí vai ser avareza, né? Vai ser a pessoa
avareza, eh não vai não vai ajudar, vai
ter omissão, eh talvez não consiga
desenvolver aquilo que deseje. Então
existe um aspecto que bastante aí, vamos
assim, complicado quando ela tá
invertida, porque realmente não dá. E aí
vale [limpando a garganta] sempre a
questão, o arcano menor é uma atitude
concreta, real, objetiva, que é visível
diferente do arcano maior. O arcano
maior às vezes lá você pode encontrar
ele invertido, ele pode dar lá um
caminho equivocado, ruim, mas o arcano
maior sempre tem uma possibilidade de
solução, de que as coisas não cheguem
muito na sua realidade, muito na sua
concretude de você sentir.
Mas os arcanos menores terão essa
questão de ser mais e implícitos naquela
situação, de estar mais forte.
A corte como [limpando a garganta] fala
do poder pessoal, do livre arbítrio,
então aqui seria a pessoa, ela não quis
ajudar, né? Então, ela não quis abrir
mão da vida dela, não porque ela não
pôde, porque existem algumas cartas, nós
vamos ver que a pessoa não pode, por
mais que ela queira, ela não pode ajudar
ou não pode abrir mão. Aqui no caso, eh,
a corte, toda a corte é sempre livre
arbítrio, nunca é a interação com o meio
ambiente. Então tudo aqui partimos do
princípio que a própria pessoa não quis
ou a própria pessoa já é avareza,
avarenta por natureza ou a própria
pessoa já tá descontrolada mesmo da vida
dela, independente do problema alheio,
tá? Então seria a essência ou a questão
pessoal com o rei de ouros ou
pentáculos, cavaleiro de discos ou terra
e equivale a questão a cuidado com a
corte. Tem que observar bem quando você
compra um baralho, como é a corte para
você então identificar se aquele
cavaleiro daquela corte, daquele
baralho, vai falar como cavaleiro
tradicional ou vai ser relacionado ao
rei. Então fiquem de olho nisso para não
se perderem.
É muito importante essa classificação.
Então, no clássico é sempre um homem
real entronado e a sua moeda e nos
cabalísticos é um homem real ou
cavaleiro e mais o seu pentáculo. Então
isso é é a literatura clássica que a
gente observa nisso. E na estrutura
geral, eu diria que é sempre a o último
ponto da corte, o último ponto do livre
arbítrio, porque a partir daqui, esse
naipe que a pessoa carrega nas mãos, o
pagem, o cavaleiro, a rainha e o rei ou
enfim, a lá o príncipe princesa, o
cavaleiro e a rainha, ele vai então pro
meio social. Então, a partir do as 1 2
3, é como se lançasse a sorte. Lançou
pro mundo social. Por isso que os
numerados são sozinhos. Eles não têm a
figura da corte. Eles não têm essa esse
entremeio entre os arcanos maiores e os
arcanos menores. Se você observar bem a
corte, ela tem muita da simbologia muito
similar aos arcanos maiores e os naipes
dos numerados. Por isso que ele é por
isso que ele é o intermediário e por
isso que ele fala do líder arbítrio. Ele
fala então da construção
do saber, da construção do meio ambiente
para que você possa então adquirir o seu
objetivo. Então aqui seria a última
figura da corte que seguraria o elemento
que a partir dali vai entrar no aso 2 3
4 5 até o número 10, quando finaliza
então os projetos e e os conceitos.
Então, no rei, nós vamos encontrar o
duas pessoas entronadas segurando o seu
a sua moeda. Aqui seguindo o de Marcel
sempre é muito mais simples, é só o
trono que representa o poder pessoal, um
rei. Observe que o rei aqui ele não tem
uma coroa no tarô tradicional, ele tem
um chapéu exatamente que fala dos
conhecimentos do saber. Observe que nós
já vimos o símbolo do chapéu lá no mago,
vimos na força, vimos também no louco, a
representatividade disso. Então ele fala
ideais, pessoais, chapéu, aquilo que eu
penso, aquilo que eu avalio, analiso. Eu
tenho inteligência, eu tenho capacidade
além do meu poder. Essa é a questão do
chapéu. Então aqui o rei de ouros ele
está exatamente sobre ele é o dominador
da história porque ele tem essa
inteligência, essa capacidade de estar,
de ser o rei e de saber como lidar com o
seu próprio reino. Por isso que dizem
que isso na prática é um dos melhores
reis seria o rei de ouros, porque ele
detém o poder sobre a matéria.
E isso que nós temos que entender. Isso
fala de o que que é matéria. Matéria é
tudo à nossa volta, né? minha casa, meus
bens, as pessoas, a minha volta, meu
dinheiro, objetos, tudo aquilo que eu
planejo na vida, sempre cai no mundo
material, sempre cai neste mundo de
ouros. Então, é como se ele fosse o
ápice do poder pessoal, o ápice do
domínio sobre a matéria. Observe que no
tarô de Weit, nós temos esse mesmo rei
segurando um cetro. O trono é o mesmo lá
do imperador e o mesmo daqui da rainha
que nós vimos de ouros, onde tem a
cabeça do de carneiro ali que Áries. Ao
fundo também temos o castelo. Então ele
tá todo envolto a frutos e flores e as
próprias roupas dele como vinhas e que o
vinho aqui a uvas é muito importante na
questão simbólica ele simboliza a vida.
Mas dentro da ordem lá represent
representava também esse conceito muito
ligado a Deus Dionísios, que é sobre o
poder eh da vida, sobre o poder da enfim
da construção daquilo positivo que nós
temos. Então, mas os dois aqui
praticamente tem a mesma simbologia.
O que vai diferir bastante aqui é no
tarô de Crawley e todos aqueles que são
eh alinhados a ele, às vezes pelo nome
ou pela imagem. Então nós temos o
cavaleiro e observamos que esse
cavaleiro ele está envolto em cima de um
cavalo e esse cavalo olha para baixo.
Nós vamos ver que da corte de Crawley é
o único que olha para baixo. É como se
na verdade ele está observando aquilo
que está ali à volta dele, que são
aqueles ramos de trigos. Trigo é
fertilidade, é crescimento,
desenvolvimento, abertura. É uma série
de coisas que representam o símbolo do
trigo. O trigo dá o pão, o trigo faz
tudo praticamente a nossa vida de massas
e tudo aquilo que nós temos de de
alimento. Então aqui é como se ele
olhasse aquilo que foi construído,
aquilo que ele lhe pertence. Esse
cavaleiro tá numa posição absolutamente
tranquila e relaxada de porque nós não
estamos falando do cavaleiro tradicional
do simbolismo da corte. Nós estamos
falando aqui do rei, que no caso Crawle
transformou o rei em cavaleiro por uma
questão doutrinária
de dogmas que ele tem lá dentro da
fraternidade. Então aqui, óbvio que esse
cavaleiro é um rei. Então é como se ele
tivesse o poder sobre a matéria. O
escudo dele inclusive é maior aqui,
muito grande em relação aos outros
elementos, eh, que reverbera luzes e
reverbera todo o meio ambiente. É, ele
tem ali também nas suas mãos um uma
espécie de de arma também, ou seja, ele
tem o mesmo poder de atacar, de
contra-atacar, de se proteger. E a
armadura dele é uma armadura divina e é
uma armadura muito ligada aos reis.
Então, de algum modo, ele deixou um
cavaleiro muito bem ordenado aqui e
muito bem tranquilo em meio à natureza.
Então, é como se ele tivesse o poder e o
domínio sobre a natureza. A rainha tá lá
no castelo, né? ela que manda na ideia
dele, mas é o cavaleiro quem vai e
proteger o reino. Então essa
[limpando a garganta] é a ideia aqui do
Crawley, de colocar ele, o rei colocar
como cavaleiro, porque na verdade se nós
observarmos bem a corte, é do rei que
vem as ordens, é do rei que vem o
comando, é do rei que vai a luta. Muitas
vezes o rei vai lutar à frente, deixa a
rainha e os filhos em casa, no castelo e
vai lutar. Então essa é a ideia de
Crawle, a ideia de que a mulher tem que
estar entronada, ela tem que ter o poder
maior porque ela que vai gerar os
filhos. E o rei, no caso, ele tem que
comandar e tem que proteger o seu reino.
Então ele coloca essa essa nomenclatura
no rei por causa disso. Aqui nós temos o
tarô de de Cmic logo a seguida e que já
coloca o rei mesmo, né? Ou seja, já
utiliza um pouco da ideia do de Crawley
com um pouco da ideia de Weit, um pouco
da ideia do Marcelia. O rei aqui ele
está então segurando uma moeda e tem uma
outra escondida na outra mão. E lá atrás
nós vamos ver que ele está dentro do
castelo. Dentro do castelo. E a cabra
está lá no fundo também, né, na
montanha. Então, dentro que ele tem o
poder material,
tanto do domínio da onde ele mora,
quanto do domínio externo. E a rainha do
cósmico coloca exatamente ela fora do
castelo, onde ela detém o domínio sobre
a natureza e não sobre o poder pessoal.
Isso é um detalhes doutrinários entre
Crawley e os outros tarôs clássicos.
Aqui o tarot eh o tarot cosmic, embora
ele traga muitos elementos de weight e
de tot de crawling, na verdade ele está
totalmente aludindo aos tarôs clássicos
de Marsélia, porque toda a ideia que é
do rei está comandando dentro do seu
poder e domínio. E é assim que a gente
vai ter que ler o rei ou ler o cavaleiro
de ouros de Totam. Sucesso, eficácia,
poder, domínio, controle total.
desenvolvimento, progresso. E aqui vem a
diferença, o progresso e a prosperidade
da rainha de ouros do progresso e
prosperidade do rei, então, ou do
cavaleiro, dependendo do baralho.
Enquanto a rainha dentro do contexto
dela, ela vai desenvolver aquele objeto,
o rei ele já procura o progresso, ele
procura a ampliação do seu domínio, ele
procura mais elementos. Se ele compra
uma casa, é sinal que ele vai vender
aquela casa para comprar outra melhor.
Se ele compra um carro, é sinal que ele
vai vender aquele carro e vai adiante.
Eh, se ele casou, ele quer ter filhos,
ele não quer ficar sozinho. Então, então
tem sempre algo maior. Se ele tá
namorando, ele quer casar. Então ele
sempre tem um projeto maior. Agora
observe o seguinte, a rainha ela pode
namorar e não querer casar porque ela
quer manter. Então às vezes ela quer
assim, ó, quero manter o que eu tenho.
Eu não quero casar, eu quero ficar
namorando, eu quero ficar noiva, eu
quero ficar nessa posição. Então a
rainha, e aí eu chamo a atenção de você,
tarólogo, pare de pensar, porque namorou
tem que casar, porque casou tem que ter
filho, tá? Isso é um conceito social
tradicional da família. Mas na verdade
tem muita gente que não quer casar, tem
muita gente que não quer ter filhos, tem
muita gente que não não quer sair do
trabalho, tem muita gente que ganha
pouco e gosta do que faz, porque dá para
mamar bastante lá a cervejinha e o
churrasquinho e não quer mais nada da
vida. Então cuidado e não colocar o seu
ponto de vista do que é progresso e do
que é felicidade. A rainha dentro do seu
contexto ela quer preservar o que tem.
Então, se ela tá namorando, ela quer
namorar, ela não tá pensando em
casamento. Se ela tá casada, ela tá
casada, ela não tá pensando em
separação. Então, é esse contexto, tá
bom? Então, ela tem um contexto único
sempre de manter aquilo. O rei não, o
rei tá sempre querendo ampliar e
aumentar, então dando passos maiores
dentro da sua vida, do seu trabalho, do
seu relacionamento. Agora, não, ele
sempre vai melhorar. Então, ele vai
sempre melhorar aquilo que tem. Então
ele tá, de repente tá namorando, óbvio
que ele quer casar, ele casou, ele quer
ter filhos, ele quer, de repente teve
filhos, ele quer ter netos. Então ele tá
sempre querendo a ampliação daquela
linha de condição que ele está. E é
importante observar essa sutil diferença
que faz a importância na hora de você
avaliar um oráculo ou dar orientação pra
pessoa ou até entender o próprio
consulente, né, sobre essa questão. Fala
de solidez. Ele é o grande mantenedor,
então com ele as coisas vão ficar
eternamente nas mãos, mas se tiver ao
contrário, invertido, negativo,
acabou. É perda, é prejuízo, é falência.
É, aí é divórcio, aí é demissão, aí pode
ser tudo aquilo que eh
[limpando a garganta] vamos supor a
pessoa não queira naquele momento. É
obstáculo, incapacidade, dificuldade,
sempre tem algo realmente que acaba de
algum modo prejudicando e dificultando o
desenvolvimento, o encaminhamento de
todas aquelas situações. Então, vale
sempre a regrinha. Esqueceu da palavra
invertida, tenta falar, não vai ter
progresso, não, não é bom a situação,
você eh não tem controle, né? Então,
sempre acaba de algum modo usando a
palavra não tem aquilo, não tem aquilo.
E ao com o tempo você vai e enriquecendo
o seu vocabulário com relação a falar de
uma palavra ou de outra, eh, numa
avaliação para que a pessoa possa
entender. Mas você falando não tem isso,
ela já entende com certeza. Vou comprar
um carro, olha, difícil comprar um
carro, não vai comprar.
Ou então vai ter prejuízo, pode comprar,
mas tem prejuízo, porque não podemos
esquecer disso. Às vezes a pessoa ela
compra e tem prejuízo, que é o caso do
do rei ao contrário, ou do reativa.
Vamos falar ainda sobre muitas
combinações e muitas exemplos ainda
sobre essas essas cartas todas. Vamos
entrar nos numerados do naipe de ouros.
O que acontece na corte? Nós temos todo
esse poder pessoal de livre arbítrio. Ó
lá, o pagem de ouros, ele investigou o
cavaleiro lá, ele foi lá, perseverou,
trabalhou, encontrou o que queria. A
rainha então conquistou, adquiriu aquilo
que desejou e o rei então vai colocar
adiante o projeto. Exatamente. Nos
numerados é que todo esse conceito se
desenvolve. Na corte eu posso tanto
planejar quanto adquirir, OK? Então não
é que eu vou nos numerados ainda
conquistar. A corta de ouros, ela
investiga e ela conquista. Então isso tá
claro. Eu fui lá, comprei um carro, eu
fui lá, flertei, consegui sair com a
pessoa, eu fui estava de repente
namorando e consegui fazer o casamento.
Eu entrei na faculdade e me formei.
Então observe que eu tenho um um ponto
aqui de iniciar e finalizar. Então, a a
corte de ouros fala disso, inicia e
finaliza. Muito bem. Só que tudo isso
que eu conquisto, o que acontece? Tem o
dia a dia. Então, se eu fiz a faculdade
e me formei, eu vou trabalhar. Então, eu
vou usar aquele aspecto que eu aprendi
no meio social. Se eu casei com uma
pessoa, eu vou ter que conviver com o
meio social e vou ter que construir a
vida com ela. Então já vai envolver
outras pessoas e outras situações. Se eu
adquirir uma casa ou um bem, um carro,
eu vou depender de outras pessoas para
para reformular, pagar impostos, eh, sei
lá, reformar a casa, reformar o carro.
Como eu posso ter um prejuízo de pessoas
de repente virem lá, bate no meu carro,
então observe que eu comprei, mas é
outra pessoa que vem em cima, eu casei,
mas de repente tem alguém lá dando em
cima da pessoa que eu casei, então é uma
terceira pessoa que vem ou a família vem
interferir. Então observe que na corte
eu escolho e adquiro, mas eu não tenho
como preservar aquilo unicamente na
minha vida, no meu espaço. E por isso
que entra os numerados logo em seguida,
que fala do meio ambiente interagindo
com aquilo que você conquistou ou com
aquilo que você deseja ampliar. Então,
no naipe, nos numerados da do de ouros,
o as de ouros, todo as e não só o as de
ouros, mas vamos ver também muitos são
muito similares, o as de espadas, o as
de copas e o as de paus, todos eles é
uma força muito grande, porque a força
pessoal daquilo do meu poder, da minha
condição material, emocional ou de
autoridade ou sei lá, de consciência,
sempre fala fala de algo que eu tenho. O
poder nas mãos para realizar, o poder
nas mãos para dar continuidade, o poder
nas mãos para alavancar o que eu bem
entender. Todo as é um coringa. Todo as
diz que você pode chegar onde você quer.
Todo as vai ampliar o arcano maior na
combinação ou o arcano que estiver aos
ao lado dele no método americano. todos
os ases, principalmente o as de ouros,
que ele fala da concretização,
da realização da matéria. E aqui a gente
já pode
trazer aqui a estrutura que nós vimos
nas aulas passadas, o princípio do
princípio. Então aqui realmente eu tenho
toda a condição. Uma as é eu sou pleno,
eu sou poderoso, o que eu quero é
possível. Então, observa o que eu quero
é possível na minha cabeça, o que eu
quero é possível no meu eu. Toda vez que
nós temos uma ideia, um desejo, ou toda
vez que nós conquistamos algo e a partir
daquele momento a gente vai então
interagir com o meio ambiente, com
aquela conquista, a gente sempre ter o
dono daquela situação. Nós somos o dono
do mundo. Então, todos os ases falam que
nós somos o dono do mundo. E o as de
ouros coloca isso de uma forma muito
muito realista, muito forte, porque nós
estamos falando do elemento terra,
estamos [limpando a garganta] falando de
poder. Então aqui nós temos, ele é
simples, ele é só um uma moeda grande,
né? Observa que era uma moedinha
pequenininha quando tava lá nas mãos das
pessoas. Aqui já tem uma já ocupa a
carta inteira praticamente onde nós
temos tanto no de no tarô de Marcela
quanto no tarô de Wite. E observa o tarô
de Wit, né? Ele vem como uma mão, né,
das nuvens, é uma mão divina trazendo
uma essa moeda de ouro. E abaixo um
jardim maravilhoso, né? Ou seja,
fantástico, florido. Mas observe que lá
no fundo existe uma montanha azul, é
gelo. Existe lá do outro lado desse
jardim pessoal, dessa ideia, desse
contexto, alguma coisa que é oposição. E
aí, por isso que o número dois é
oposição ao princípio. E aqui já foi
ilustrado. Isso. Interessante eh
observar as simbologias, porque mesmo
que você falar, ah, mas é um tarô, sei
lá, atual, moderno, não, o as de ouros é
isso, ele só desenhou isso, o que
representa essa estrutura que nós
aprendemos. Então, realmente, o de ouros
é como se fosse uma dádiva. Olha, estou
te dando um poder pessoal porque você
tem capacidade para gerenciar e
administrar. Então nós temos esses dois
elementos no tarô de de Crawley ou o
tarô o Cosmic também vai colocar uma
mesma moeda. O as de ouros do tarô de
Tot, ele vai entrar na doutrina, vai
entrar na na parte da fraternidade dele.
Então ali dentro do do própria moeda ali
tem uma uma palavra chamada é tu meta é
tumeta offrire, uma coisa assim que
representa exatamente em latim a grande
besta. Porque o 666, porque muito dessa
ideia da grande besta 666, ele foi muito
associado a isso que representa a
materialidade. E tem mais o número um
ali escondido pelo meio que seria 667
que é Babalon, que é o grande a grande
entidade que eles cultuam dentro da
ordem, que é a dona do mundo, que
constrói e que faz tudo de de positivo
lá dentro da ordem, porque eles
trabalham com deuses e demônios. Óbvio,
tô falando de uma fraternidade, eu tô
falando de um aspecto eh altamente
dogmático e doutrinário.
[limpando a garganta] Então eu não posso
também dizer: "Ah, que coisinha linda,
bonita". essas imagens. Muita gente nem
gosta do Tor de Crawle por causa disso,
porque ele realmente todos os aspectos
mágicos doutrinários às vezes é bem
pesado. Mas aqui no de ouro ele tá
falando do poder material, porque toda
magia que você faz é para poder
material, né? Para construir, destruir,
manter, desmanter e aí por aí vai,
entendeu? E tudo na vida é matéria. Por
mais que a gente diga: "Ah, o amor é
lindo e não sei o que é lindo, mas tudo
é para ficar junto, para manter a corpo,
sexo, beijo, tudo é matéria, né? Então,
todo vínculo é material. Então, aqui ele
coloca exatamente eh vários elementos
ligado à ordem e a fraternidade. Muitos
eu nem tenho comentado porque eu acho
que é desnecessário, que o importante é
nós nos atemos à simbologia tradicional.
E é o que realmente eh é é usado, né,
através da enfim do oráculo, que é isso
que nos interessa. Então, no as dele
fala sobre esse poder sobre o mundo
material, no caso que as entidades e
energias mais eh negativas ou positivas
possam ter sobre o esse universo. Então,
porque o as ele tem esse poder de
construção. E observe que esse outro as
do CMIC ele é imenso aqui, iluminado,
onde ele está exatamente encrustrado
dentro de um de um castelo, dentro de
terra. Ou [limpando a garganta] seja,
ele é como se ele tivesse o poder de
construção e destruição, porque o as é
relativo. Se a pessoa está numa numa
vibe, num num desejo de destruir alguém,
o as de ouros fala que sim, a pessoa tem
esse poder da destruição. Se ela tá num
numa ideia de construção de vida, sim,
ela tem esse poder de construção de
vida. Então o as ele sempre fala sobre o
poder pessoal da pessoa, aquilo que ela
pode construir do que ela deseja. Vale
lembrar que eu sempre digo, o tarô é
amoral. O consulente chega, existem
inúmeras conceitos e ideias que às vezes
pra gente às vezes pode ser meio
estranho o que a pessoa tá querendo ou
desejando, mas o tarô vai dizer se pode
ou se não pode aquela situação ou se ela
tá no caminho certo para conquistar o
que ela quer, não caminho certo do que é
certo ou errado, sobre a lei humana
espirituou, lei espiritual, sobre esses
aspectos. O tarô vai colocar: "O que
você quer? é possível, não é possível?
Então, por isso que a no Crawley ele
chama atenção sobre essa questão, sobre
essas leis onde nem todo mundo eh quer
prosperar dentro da democracia, dentro
da ordem, dentro da moralidade ou dentro
de um conceito cultural que ela tá
inserida. Eu falo cultural que tá
inserida por uma pessoa que mora, por
exemplo, aqui no Brasil, no sul do
Brasil, é diferente de quem mora no meio
e de quem mora no Nordeste ou no norte.
mesma forma de quem mora nos países
adjacentes aqui, Colômbia, eh, Equador,
Argentina, de quem mora na Europa ou no
Oriente Médio, ou do outro lado do
mundo, na China, Japão, são culturas.
Então, cada um tem uma cultura, cada um
tem um modo de lidar com a vida, cada um
tem princípios pessoais. Então o tarô
ele sempre vai abordar se dentro desses
princípios, se dentro dessa sociedade em
que ela vive, se dentro do planejamento
dela, dentro dessa sociedade que ela
vive, é possível ou não é possível.
Então, por isso que eu estou explicando
isso, para que vocês entendam que,
apesar da que ter de repente um chamando
a atenção sobre Babábalon e ou sobre
essa entidade, ela tá falando sobre essa
questão do desejo humano, é de construir
ou destruir. E é isso que o o as de
ouros fala sobre o que você quer, você
pode conquistar. E aí que vai. Então, de
ouros ou as de pentáculos, as de discos
ou terra, é vitória. E eu volto a falar,
não posso pensar nessa vitória linda,
maravilhosa, porque alguém pode destruir
alguém.
A gente vê, abre jornais e revistas e
internet, eh, são coisas horrorosas.
Feminicídio, né? Então, o que que é o
feminicídio? É um ato que deu certo. É
por isso que ela pessoa queria, ela foi,
conquistou. Mas tem um aspecto moral,
legal, jurídico, em que as pessoas
acabam sempre se deparando, né? Então aí
que tá a importância de vocês entenderem
o que é vitória. Vitória no tarô é o que
a pessoa deseja, não é o que nós achamos
de bom ou de ruim. Riqueza, benefício,
ampliação. Então o de ouros, ele coroa
aquilo que se que se almeja, que se
deseja. Também a o ar de ouros fala de
sorte, sorte no jogo, né? Então quem
gosta aí de bet, joguinho, triguinho,
sei lá, carta carteado, as de ouros na
casa dois do mandala pode ser um grande
momento. Tirará uma uma roda da fortuna
com as de ouros, né? Um mundo com as de
ouros, eh sei lá, um arcano de de um
louco com as de ouros, vamos apostar.
Então existe combinações positivas
também de sorte, né? sorte no jogo, mas
de alguma forma eh se a pessoa tá
perguntando algo que para você eh foi
muito negativo para se saiu as de ouros
com arcano positivo, é sinal que sim. A
nós compete só avaliar e dar a resposta
sim ou não e não julgar se é certo ou se
é errado. Existem leis morais, cívicas,
espirituais que vão julgar essa pessoa,
não é o tarólogo. Então, voltando ao as,
então é toda essa solução que ela
deseja. Então, alegrias dela, não sua,
[risadas]
sempre observem o consulente, não você
tarólogo. Então, essa essa
distanciamento é muito importante para
que vocês até tenham uma consulta é
saudável e rica e você
psicoemocionalmente
se esteja sempre equilibrado para que
você possa entender esse triângulo. ser
o oráculo consulente. Isso é muito
importante, que você sempre se mantenha
no seu lugar de consultante, de tarólogo
e que deixa o consulente no lugar dele.
Ele sai com os problemas dele, ele sai
com os karmas dele e nós ficamos com os
nossos. Mas invertido e negativo, aí sim
tudo que ele quer não dá certo. Aí é
azar, fracasso, destruição, prejuízo,
dificuldade, obstáculo. Então, tomar
muito cuidado com as invertido, que aí
também entramos na deslealdade, na
mentira, na falsidade e por aí vai todos
esses aspectos do as que é positivo de
um lado, negativo de outro.
O dois. E aqui nós começamos a
historinha. O dois de ouros ou dois de
pentáculos, dois de discos ou pedra,
serão sempre duas moedas
interconectadas. E o cabalístico são
dois símbolos de modo diverso e tem
sempre vai ter uma dualidade, porque
lembra, oposição ao princípio. Então nós
temos aqui oposição ao princípio. E é
interessante eh observarmos isso tanto
no tarô clássico quanto no tarot de
weight. Os dois são envoltos na
Lemiliscata. Os dois são envoltos no
número oito. Então nós temos duas
moedas, tanto de um lado quanto do
outro, desenvolvendo essa ideia da
dualidade.
Nós temos aqui eh dois aspectos para
serem equilibrados, controlados, de
algum modo colocados nos seus devidos
lugares. Muita gente fala: "Ah, mas é
uma é uma labarista que tá ali no número
dois de ouros do do Sim, pode ser. Por
que não? Mas a coisa está equilibrada,
não? A coisa está objetivada, não.
Observamos lá no fundo do até no do tarô
de Weit, nós temos um navio e observe
como está em revolto o mar. Não está um
navio num mar tranquilo,
reto, ele está revolto. Então, ou seja,
o que que pode acontecer ali? pode haver
perdas se não souber lidar com aquele
movimento. Então, tomar muito cuidado
com as literaturas de weit que nós temos
escritas, porque muitos é aquilo que a
pessoa acha que é não se reporta à
dualidade.
Muito do que o escreveu até no seu
próprio nível, ele coloca, é um momento
de equilíbrio, de buscar o equilíbrio,
de buscar e de solucionar obstáculos.
Ele mesmo coloca isso no livro. Mas aí
vem a pessoa, não, aqui tá no
malabarismo, aqui tá, ele tá conseguindo
controlar a situação, não há controle
aqui. Existe dois elementos que ainda ou
vai para um lado ou vai para outro.
Então não há controle. Controle se
tivesse juntos, se eu tivesse com uma só
na mão como as, como o rei, como a
rainha, o pagem, o cavaleiro, tá na mão.
Aqui nós temos dois elementos, tá? E aí,
tanto Croley quanto cósmic também aludem
a esse ponto. O de Crolle nós vemos
umoborus, a cobra mordendo a própria
cauda, em lemeniscata em número oito, ou
seja, é como se fosse um infinito. E
dentro de cada um desses círculos, nós
temos o in e o yang. Ali e quando vocês
observarem a carta, vocês vão ver que
dentro do in do yang, no olhinho, que é
o jovem, o jovem yang, existem dois
símbolos dos triângulos. Existem
triângulos ali dentro desses olhinhos,
só que é os símbolos dos quatro
elementos. São dois triângulos eh para
cima, um que tem um corte e dois
triângulos para baixo, um que tem um
corte, que é representando os quatro
elementos. Então o que ocorre ali é como
se fosse dois elementos em cima e dois
elementos embaixo. Então tem tem lá de
repente é terra e água em cima, fogo e
ar embaixo. E que eles precisam ser
equilibrados. Por quê? Só há equilíbrio
nos quatro elementos juntos. nunca em um
no outro ou divididos. Então aqui a
própria carta é clara sobre a dualidade,
sobre o conflito, sobre a separação que
não pode existir. Se o ouro Boro
estivesse ali em círculo, aí seria a
junção e a consciência. Como tá em
infinito, tá em número oito, então não
há solução naquele momento, porque o
número dois é uma carta de oposição ao
princípio. No segundo aqui no cósmic, a
pessoa tá com o pé num círculo e o pé no
outro círculo. Observe ali o pé, os pés
dele. Temos o número oito também, ele
miniscata e no peito dele os dois
pentáculos, né? De um lado, nos pés dele
tem a cobra e do outro lado nós temos
uma flor. Nós temos dualidades aqui, nós
temos conflitos. Nós não temos uma
natureza totalmente equilibrada, uma
natureza totalmente forte. E mesmo lá no
fundo você vê um navio e um monte de
paus ainda à frente desse navio que pode
inclusive se chocar. Então é um momento
delicado. Então todo dois de ouros, ele
não importa se é de de Weit, de Crawley,
e ou de Marcelo, qualquer tarô que vocês
observarem, porque a simbologia é muito
clara, é só estudar a simbologia,
divisão, confronto, obstáculo,
adiamento. Agora vou explicar a
diferença. O dois de ouros é sempre um
obstáculo ou uma dificuldade ou um
adiamento ou um problema em que o
consulente sairá vitorioso. Isso tem que
ficar claro. É o momento sim que eu
tenho que equilibrar, mas eu me
equilibrar com o quê? Com o meio
ambiente. Não se esqueçam que aqui nos
numerados nós não estamos falando de
nós. Nós estamos falando de nós com o
outro sempre. Nunca nós, nós nós, nós,
nós, nós nós nós, nós nós é a corte, tá?
Ou então os arcanos maiores, alguns,
muitos deles falam de nós, da nossa
ideia, do nosso princípio, do nosso
desejo, mas os numerados não é nós com o
outro. Então quando eu entro no no dois,
já tô falando que eu tenho aqui um
equilíbrio, não é que eu estou
desequilibrado, é que alguém está se
opondo a mim. Então, há um desequilíbrio
entre o que eu quero, o que o outro
quer. Isso que é importante entender no
dois de ouros. O que que o outro quer? É
diferente do que eu quero. Mas
lembrando, o que que é ouros?
Diplomacia,
paciência, perseverança.
Hã, então o consulente tá dizendo o
seguinte: você vai conseguir chegar onde
deseja. É uma questão de tempo, só
tempo, mais nada. Ah, mas tem gente
contra. Você vai conseguir convencer.
Essa pessoa vai ver que você tá certo,
então essa situação vai ser favorável a
você. No momento, tá contra, mas vai ser
favorável a você. Você vai chegar onde
você deseja. É isso que diz o dois de
ouros. Eh, há uma rivalidade, óbvio, né?
Você queria comprar um carro, a pessoa
não quer, não vai comprar agora, não.
Compra depois. Eh, você queria, sei lá,
tá fretando com alguém. né? Se alguém
não pode agora, sei lá, tá em algum
movimento, mas depois você vai
conquistar ou o trabalho que você queira
ou a promoção que você queira, o que
você tiver naquele momento representa
uma um adiamento, uma tá postergando, só
que você é o vencedor. Isso tem que
ficar claro, tá bom? Então é sempre a
busca do equilíbrio, sim, com o outro,
com o outro, não consigo mesmo.
Invertido é sempre aquele problema, né?
Então eu tenho aqui o aspecto positivo,
porque eu vou ter novidade, vou ter o
contrato, vou ter o acordo, a pessoa vai
acelerar aquilo que eu quero, ela vai me
ajudar. Então eu sempre tenho algo
positivo aqui. Então observe que o
invertido sempre é ou negativo sempre é
o contrário da carta. Então se lá eu
tenho um desacordo ou tenho um
adiamento, aqui eu vou ter o quê? Um
aceleração. Eu vou ter um acordo, as
coisas vão ser mais rápidas. Então há
uma rapidez. No dois de ouros,
oportunidades, união, solução. Essa
pessoa não queria, agora ela quer.
Enfim, tem um aspecto aqui, embora
negativo, é bastante positivo. Por isso
que a gente tem que tomar cuidado quando
nós falamos sobre negativo ser ruim e
positivo ser bom. Então aqui s é pra
gente entender dentro do tarô, dentro da
nossa arte, nem sempre o positivo é bom
e nem sempre o negativo é ruim, porque
sim, é sobre os aspectos estar a favor
ou contra. É sempre nesse sentido,
finalizando aqui o equilíbrio ao
princípio, que é aquela tríade primeira,
né, do princípio, ele se divide em
princípio do princípio, oposição ao
princípio. E agora temos o equilíbrio ao
princípio. Então tudo aqui volta ao
normal, tudo aqui volta ao controle,
tudo aqui volta ao poder, pessoal. Os
numerados é sempre uma historinha e nós
vamos tirar muitas dúvidas por causa
dessa historinha, não só no oráculo não,
mas também do porquê de algumas cartas e
alguns arcanos, de alguns naipes estarem
sendo lidas erradas. Vamos entender
muita coisa, mas aqui essa historinha
como vem do equilíbrio ao princípio,
então eu como se eu voltasse ao quem? Ao
as volto ao meu poder pessoal, eu volto
à minha ideia primeira. Por quê? que eu
consegui no dois superar o obstáculo a
meu favor. Vamos observar no tarô de
Marcélia. São três moedinhas que formam
um triângulo com ápisa, que é exatamente
o símbolo da construção, o símbolo do
fogo, o símbolo do poder pessoal. No
tarô de o, ele coloca ali como se
tivesse a construção de uma igreja, a
pessoa ainda eh planejando, tem ali um
mapa, tem ali o construtor. Então é como
se fosse uma grande obra, né, aqui sendo
executada. Então lá no no de ouros do
vinha a mãozinha, no dois de ouros tinha
ali a dualidade, qual caminho eu vou,
eh, o que que eu preciso vencer para
conquistar. E aqui não, aqui já é a
conquista, aqui já é a realização, aqui
já é que eu estou no movimento de manter
aquilo a meu favor, de desenvolver
aquilo para mim. Então é um arcano assim
bastante positivo. O três de ouros no
tarô de Crawley, nós observamos aqui é
uma pirâmide olhada olhando de cima.
Então é um triângulo, não é verdade, mas
é uma pirâmide em cima de três rodas. É
como se ela tivesse em movimento. E está
dentro de um mar. aqui representa o mar,
a volta e que ele já começa a colocar
símbolos eh astrológicos. Coloca
Capricórnio embaixo e Marte em cima.
Então, como se fosse o poder de criação,
o poder de desenvolvimento, a ação,
aquilo que eu vou realmente manter sobre
o meu controle. Então, fala de
construção.
Utar cosmic, sempre
misturando um pouco a fusão entre tot,
ent, Marsélia. Aqui observe que está
construindo uma igreja ou uma casa. Três
pentáculos. Está um, uma pessoa tá dando
bloco paraa outra, outra tá descendo
para pegar mais coisas. E logo ali
embaixo nós vemos um compasso bem ali
embaixo da da carta que representa
exatamente muito dos aspectos da
maçonaria, da construção da vida, do
poder pessoal. E observe que tá numa
rica natureza. No as de ouros desse
mesmo tarô, lembra que nós vimos o
jardim e do fundo havia uma geleira.
Então é como se fosse transposto essa
geleira, como se fosse transposto esse
problema. E aqui não, que está em
organização, está em construção. Por
isso que o três de ouros fala de
pequenas fortunas, fala de você
conquistando o seu espaço, conquistando
a sua vida, eh construindo aquilo que
você deseja. Ou seja, você queria
comprar um carro, então você tá lá
financiando seu carro. As pessoas já não
se oporam mais. Você tava flertando com
alguém, já tá, já tá saindo com essa
pessoa, já vai sair, já tá marcando, já
tá namorando. Se queria casar, já está
nos papéis fazendo a documentação. Se
queria comprar uma casa, já tá já
assinando o contrato. Então, três olos
fala de sucesso, fala de expansão,
benefício, desenvolvimento, crescimento,
fala de de questões que estão sobre o
seu poder, sobre o seu julgo, sobre
aquilo que você almeja ter na vida. fala
de confiança. Confiança numa no
casamento, no relacionamento, na
amizade, eh, fala que tudo está
caminhando de acordo com aquilo que você
objetivava e que todos os obstáculos
foram vencidos. Observem isso. Quando
falamos de arcanos numerados, nós
podemos trazer à tona o arcano
antecessor para falar desse arcano deste
momento, desse arcano emissor. Eu só
tenho três de ouros, eu posso falar.
Depois de muitos obstáculos, depois das
pessoas de repente em algumas eh não
concordarem com você, você finalmente
conquistou ou vai chegar onde deseja.
Observe que eu posso também utilizar a
linguagem do arcano anterior como
solução ou explicação para o arcano
emissor, que é o arcano do momento.
Então, porque nos arcanos numerados nós
podemos lidar com essa linguagem muito
precisa, inclusive na orientação da
pessoa. Então, apesar de sucesso todos,
se me tá invertido ou negativo, perda,
dificuldade, mentira. Posso colocar até
traições aqui, se for questões mais
afetivas.
Eh, como o próprio cavaleiro de ouros,
também posso colocar traições afetivas
se ele tiver invertido, porque ele não é
leal, não é de palavra, ali, ele é
desleal, né? A mesma coisa que o três de
ouros. Ele não era confiante, não tinha
um contrato. Aqui é um distrato. Então é
como se fosse uma inversão de valores
aqui positivos no caso. Então a pessoa
pode est de repente num momento em que
ela tem que tá mentindo para todo mundo,
faz isso financeiramente. Às vezes você
pega assim um três ouros invertido na
casa dois do mandala. É, a pessoa pode
estar mentindo que tem dinheiro e não
tem dinheiro. Ou ela pode estar
emprestando dinheiro de todo mundo,
dizendo que vai pagar e não vai pagar.
Então o o três de ouro invertido, ele
sempre vai dar a questão da desarmonia,
negligência, fracasso. A pessoa mostra
que tem poder, mas não tem. Aliás,
detalhe, toda a carta de ouros invertida
pode também, toda ela, aí não tem um eh
que fale sobre negatividade e perdas de
dificuldades. Pode pode dizer que a
pessoa eh mostra algo que ela realmente
não tem. Até no dois de ouros, que fala
sobre o ganho, o poder e a harmonia, ela
venceu aquilos falando talvez algo que
ela não possa cumprir ou não tenha,
porque toda a inversão de ouros é: "Eu
não tenho poder." Então, ou seja, eu
estou de algum modo, talvez eh
inventando um poder que eu não tenha.
Então, é uma é uma situação bastante
delicada a inversão do naipe de ouros, o
que nos faz refletir, o que nos faz
pensar, o que nos faz realmente observar
bastante a vida.
Ficamos por aqui hoje nessa sequência de
cartas que nós vimos nesse grupo de
aulas, a nomenclatura, a corte de ouros
e esse primeira tríade de ouros pra
gente dar continuidade nas próximas
aulas desse naipe tão rico, tão
poderoso. Então, bem-vindo no jogo. Olá
a todos, bom dia, boa tarde, boa noite.
Entramos em mais um grupo de aulas,
dando continuidade às aulas anteriores,
que nós falamos sobre o naipe de ouros,
sobre a corte e a primeira tríade, 1 2
3. E vamos dar sequência a essa a essa
parte dos arcanos menores, falando sobre
essa condição da materialidade, seja ela
da função afetiva, seja da função eh de
financeira ou trabalho ou até
espiritual, porque os naipes eles podem
estar aplicados e e sair na própria
consulta em qualquer pergunta. Então,
óbvio que o naipe de ouros pode sair na
parte material mesmo, dinheiro e
trabalho, mas também pode sair na parte
afetiva, na parte financeira, enfim, na
outra, na parte de até espiritual. E
sempre lembrando, levando em conta que
naipe de ouros tem a ver com essa
questão da realidade, daquilo que está
sendo corretamente feito, naquilo que
está sendo perfeitamente idealizado,
que há uma troca bastante dinâmica
relacionada com aqui e agora. Então isso
é importante entender do naipe de ouros.
Mesmo que ele saia numa parte afetiva, é
sinal que a pessoa tenha consciência e
tá com os pés no chão de tudo que está
envolvendo aquele relacionamento.
O o importante no naipe de ouros é nós
entendemos que ele se nós ele se trata
de uma manifestação. O arcano maior é o
macrocosmo, é sempre o idealizador de
tudo, seja ela numa combinação do método
europeu, ou seja, ele no método
americano. E os arcanos menores vão ser
sempre a concretude, aquilo que é a
manifestação. Então, mesmo no método
europeu, quando nós lidamos com o arcano
menor, é sempre a ideia de que, na
verdade, ele é que está sendo
desenvolvido no seu dia a dia. Se for no
método americano, vale. Ele tem muito
mais força em determinadas casas onde
eles se encontram. É sempre bom ir
raciocinando em cima desses processos,
onde nós temos que observar tanto na
combinação quanto na leitura adjacente o
que tem mais força ou menos força.
Quando nós lidamos com as combinações,
eu posso sempre levar em consideração o
seguinte: embora eu possa ter lá um, sei
lá, um arcano maior dizendo não, como
por exemplo uma torre, você dizendo
problemas, dificuldades e qualquer outra
situação de obstáculo. Se eu tô com o
naipe de ouros, eu tô talvez não
observando essa mudança, não observando
esse obstáculo, não observando essa
situação e tentamos talvez resolver de
outro modo. Então aquilo não me afeta
emocionalmente. Então o naipe de ouros
com o caminho da dor, ele nunca vai
afetar nada. Esse mesmo no método
americano, se tiver uma torre com
envolvida, talvez em alguns arcanos
naipe de ouros e a volta dela também tá
dizendo a mesma coisa, que aquela torre
não é tão afetada, a pessoa não tá tão
triste ou tão desesperada ou tão sei lá,
cheia de problemas quanto uma torre
isolada ou uma torre de com outro naipe
que possa fortalecer ela esse
sentimento. Da mesma forma, se eu tiver,
por exemplo, um um naipe já de
realização, como carro e sol, na
combinação com ouros, então, óbvio que é
a plenitude, é a ampliação de tudo, tudo
se fortalece. Então, realmente há uma, a
pessoa ela consegue objetivar aquilo que
ela deseja de forma com bastante êxito.
E no método americano a mesma coisa. Se
tiver lá um carro, uma imperatriz, um
sol envolto num arcano do naipe de
ouros, positivo. Então perfeito. É sinal
que há uma realização e há um
fortalecimento muito grande daquela
carta. Então sempre é bom levar em conta
que o naipe ele pode mudar sensivelmente
a leitura. Dando continuidade então ao
estudo do naiper de ouros, vamos ao
próximo arcano. Temos aqui o quarto de
ouros. Vamos iniciar aquele núcleo,
aquele famoso núcleo de obstáculos.
aquele famoso núcleo de que tem
problemas, que tem dificuldades, seja
ele de qualquer naipe, mas todos eles de
algum modo vai enfrentar alguma
oposição. Então, lembra que o primeiro
grupo era o princípio, o segundo grupo é
a oposição. Então, 4, 5 e 6 fala de
oposição. O quatro é o princípio da
oposição, onde começa algum problema,
alguma dificuldade. Um quarto de ouros.
Quarto de ouros, de pentáculos, quarto
de discos ou terra. Aí vai pode ter
vários nomes. Nós vamos observar já na
própria imagem dos arcanos uma série de
contextos de manutenção, de retenção, de
da pessoa poder, de poder pessoal, de
posse, onde ela não quer perder nada.
Então, no quarto de ouros, nós vamos
observar nos tarôs clássicos, quatro
moedas em quadrado, sempre, sempre de
alguma forma quadrado, porque nós f
número quatro. Número quatro tem a ver
com o planeta Terra, tem a ver com a
matéria, onde nos tarôs cabalísticos ou
talvez alguns tarôs também
transculturais, terá sempre a mesma
quantidade de símbolos. quatro discos,
quatro moedas, enfim, quatro pentáculos
e imagens de posse. Sempre vai ter
alguma imagem de posse ou de poder
pessoal. Sempre vai ser desenhado em
cima dessa desse contexto. Então, nós
temos no tarô de Marcélia as quatro
moedas e vamos observar aqui no tarô de
Weite. Temos aqui um rei, né? Ele está
sentado no seu trono. Então, el está
dizendo o quê? Poder pessoal. E observe
que as quatro moedas, os quatro
pentáculos, ele tá com dois peces em
cima dessas moedas ou uma moeda
segurando fortemente uma na cabeça,
porque representa exatamente esse essa
retenção, essa posse, esse poder e esse
acúmulo de situações. Mas por que isso?
Vamos observar que na sequência dos
numerados sempre há uma história. Então,
no primeiro arcano as aconteceu o quê? A
pessoa então teve a ideia, o desejo, a
vontade que foi estabelecida a partir da
corte lá quando a corte desenvolveu a
ideia, falou com todo mundo, então
começou a realizar ou começou a ter
contato com o mundo exterior. Quando o
AS chegou, ele teve obviamente uma
oposição que é o dois de ouros. Então,
alguém se contrapôs a essa pessoa,
disse: "Não, agora não pode, talvez
depois ou então não concordo com você e
vamos seguir adiante." Mas o dois de
ouros é sempre um obstáculo transponível
no que o consulente
sempre terá a vantagem e ele mais cedo
ou mais tarde ele vai ganhar e vai estar
nas mãos dele o que ele deseja, que era
o as de ouros. Então, no três de ouros,
ele consegue essa façanha, ele tem sim a
realização do que ele deseja. E ele
então fortemente agarra isso que é o
quarto de ouro. Ou seja, a pessoa teve
um problema, teve uma dificuldade,
superou e agora tem medo de perder. Eu
quero manter isso sobre meu julgo. Eu
quero manter isso sobre meu poder,
porque isso é meu. Então, quatro de
ouros fala de posse. Aquilo que é meu
por direito, por natureza, aquilo que eu
conquistei, aquilo que eu realmente
lutei para ter, seja um relacionamento,
seja um trabalho, seja um
financeiramente um dinheiro, seja um
bem, um carro, uma casa, não importa. É
como se a pessoa não quisesse abrir mão
de absolutamente nada. E quando nós
olhamos também os outros tarôs, os tarôs
mais herméticos, mais cabalísticos, como
o tarô de Crawle ou o Cosmic Tarot que a
gente tá vendo, a gente também vai
observar algo muito semelhante, embora
não tenha as quatro moedas, como que é o
significado original do tarô de
Marsélia, foi transpostos pro tarô de
Wit, aquele rei segurando a moeda, né?
Ou seja, o valor do dinheiro é meu.
No tarô de Crawin, nós encontramos,
vamos observar ali, um castelo. É uma
visão de cima de um castelo, de uma
fortaleza. Então, nós vemos ali no meio
quatro colunas, quatro quadrados, que
representam então as as torres, né? São
quatro torres desse castelo em Urado,
tem um muro em volta mais escura é um
fosso. E em cada torre tem um elemento
aqui. Então são forma dos quatro
elementos. Então tem lá em cima elemento
a água, elemento fogo, lá embaixo
elemento terra, elemento ar. E desse
fosso sai uma uma via, né, para fora. É
onde nós encontramos ali o símbolo de
Capricórnio, logo na estrada, logo ali
no início, ali embaixo da carta. E o
número e o nome da carta para ele é
poder. Então temos aqui exatamente a
mesma simbologia. Vocês vão encontrar
muitos tarôs eh com essa iconografia de
ou de castelo ou de muralha ou de
tronos. A pessoa segurando o seu
dinheiro, a o seu bem, enfim, aquilo que
ela conquistou. Então, representa essa
limitação, ou seja, você tem isso, isso
é seu, mas está limitado a esse campo, a
esse poder. No tarô cósmico, nós
observamos uma outra ilustração, mas
muito similar. Vemos novamente ali um
quadrado com os pentáculos dentro desse
quadrado, o signo de Capricórnio bem no
meio, ex desse poder. Ali, ali embaixo
tá sentado um homem que pela natureza
sua vestida eh pode ser, sei lá, um um
presidente, pode ser um chefe de
família, pode ser alguém que tem o poder
pessoal na mão. À frente dele existe
aqui uma mulher que está de modo cabis
baixo, ou seja, de algum modo está
sujeita àquela pessoa, àquela situação.
E vamos observar que o cenário todo é um
cenário de muita riqueza, é um cenário
de muita força, de muita fortaleza.
Então é como se tivesse um poder
pessoal, ou seja, ali ele tem uma
autoridade, porque é isso que o quarto
de ouro representa, a minha autoridade,
o meu poder, aquilo que eu tenho nas
minhas mãos. Mas fala do acúmulo, fala
exatamente do poder pessoal. Vamos ver o
que significa isso na parte oracular.
Quarto de ouros vai ser sempre o apego,
seja que for. inércia, porque uma vez
que eu estou eh apegado àquela situação,
que eu estou eh de algum modo eu não
quero perder ela, eu também não vou
fazer nenhum investimento e nem quero
mudar absolutamente nada. Então é um
arcano que também fala de inércia, ou
seja, eu tenho poder, mas eu não vou
sair daquele poder. Eu tenho de repente
uma função na empresa, mas eu não vou
sair dessa função. Ah, eu queria ser
promovido. Quatro de ouros, você não vai
ser promovido. Não vai ser demitido nem
sair do lugar. Você vai manter o que
você tem. Ah, eu queria me separar, não
vai se separar porque você vai manter o
seu casamento. Ah, eu queria arrumar
alguém, não vai arrumar alguém porque
você manter a sua solterice. Então o
quarto de ouros é manutenção do que você
tem. Mas observe, é porque de algum modo
a pessoa há algum tempo está eh mantendo
aquela situação porque quis, sabe? Ele
desejou, sei lá, lutou para ter aquela
aquele aquele aquele tempo, aquele
pedaço, mas mesmo querendo agora
desenvolver, não vai conseguir porque
está como se fosse solidificado.
Fala de avareza, onde a pessoa ela não
quer trocar nada, ela não quer
compartilhar nada, ela não quer doar
nada, é dela, absolutamente dela. Tudo
ali pertence a ela. Ela não vai dar nada
para ninguém. Egoísmo, ambição. Por que
ambição? Porque a pessoa tem aquele
aquilo que ela tem já é o suficiente,
mas ela quer mais, mas mais sem abrir
mão do que tem. Às vezes, para termos
mais, temos que fazer investimentos. Às
vezes tem que vender para comprar, para
ter lucros. Aqui é como se eu quisesse,
mas sem abrir mão de nada, manter o que
eu tenho e ainda ter mais. Manter às
vezes de repente mesmo status e ao mesmo
tempo querer mudar de status. Então não
há como você mudar de status sem
investir, por exemplo, em estudo, sem
fazer investimentos financeiros, sem de
repente vender e comprar outra coisa,
sem você se preparar pro novo tempo.
Quatro de ouros não quer se preparar
para nada, ele quer somente a zona de
conforto dele. Quero ficar onde eu
estou. Em matéria de afetividade, enfim,
de relacionamentos, tem controle e
possessividade. Então é um arcano
bastante que que de algum modo não quer
perder o que tem. Ah, fulano me ama.
Olha, fulano realmente não quer te
largar de jeito nenhum, sabe? Pode ser
um amor, pode ser um uma vontade grande
de posse, mas largar não larga. Aqui
existe a manutenção da situação. Ela não
quer abrir de forma alguma a mão de
absolutamente nada. Mas tudo isso em
função de quê? Que no passado, por isso
que o arcano menor numerado, você pode
falar do passado numa determinada carta.
Ela pensou: "É assim porque ela lutou
muito para ter o que tem. ou ela ficou
muito tempo do mesmo jeito por livre
arbítrio. Aqui não tem nenhum karma nem
nada que ela foi obrigada a ficar desse
jeito. Então, ou seja, ou ela ficou
muito tempo daquele jeito porque não
queria perder nada, mas porque no
passado houve obstáculos, houve
dificuldades, aí ela superou tudo e
entrou numa zona de conforto. Então, o
quarto de de ouros nada mais é do que
uma grande zona de conforto em que a
pessoa começa a se incomodar com essa
zona de conforto, mas ela não tem
consciência de que talvez ela mesma
tenha se colocado nessa posição ou
ficado muito tempo sem tomar as devidas
decisões devido a esse passado,
conflitos, obstáculos, superação. Então
ela não quer perder o poder pessoal. No
lado invertido, eu vou ter o contrário
disso de uma forma muito positiva.
Então, se eu tenho retenção, se eu tenho
poucos investimentos, se eu tenho, de
repente, a questão fica exatamente igual
aqui, eu tenho lucros, eu tenho
desenvolvimento, eu tenho crescimento,
eu tenho abertura, então eu vou ter e
vou gastar dinheiro nos quatro de ouros
normal, não, eu retenho dinheiro, eu
retenho minhas postes, eu não abro nada
aqui, eu esbanjo, eu jogo fora, eu gasto
qualquer coisa na parte afetiva,
enquanto eu de repente tenho posse
controle aqui. Eu tenho liberdade, eu
tenho assim confiança. Olha, faz o que
você quiser. Eu sei que nós estamos
junto. Faz o que você quiser que eu não
tenho problema, não tenho nenhuma
ciúmes, nenhuma possessividade. O quarto
de ouros normal não. Na parte afetiva, a
pessoa de algum modo ela quer controlar,
ela não quer perder nada do
relacionamento, mas no invertido tá tudo
bem. liberdade, tranquilidade,
confiança. Então o quatro, ele é sempre
uma reação ao passado, sempre uma reação
de alguma coisa que ocorreu no passado.
Isso vai ser com todos os quatros. Aqui
efetivamente se trata pelo obstáculo que
houve no dois de ouros, porque todos os
quatro, de algum modo, vai ser uma
reação ao que houve no dois de espadas
ou dois de copas ou dois de paus. é que
o quatro seguinte ao naipe é que vai dar
a resposta. Por quê? Nós temos aqui o
princípio da oposição. Exatamente. Aqui
é que nós vamos observar o que que a
pessoa vai fazer em relação à tríade
anterior, a 1 2 3. Então, por isso que
todos os quatros de algum modo tem algum
conflito, tem algum problema. No qu no
quarto de ouros não vamos dizer que é
problema, porque uma vez que eu tenho
posse, eu tenho controle, eu tenho
poder, então o quarto de ouros ele é
muito positivo, mas a reação dele dessa
retenção, a reação dele desse manter o
poder ou que seja da posse como um todo,
se se faz com o medo de perder. Então
existe aquela aquele velho ditado, o
medo de perder tira a alegria de ganhar.
Então a pessoa não investe, não vai nada
adiante, fica parada. No próximo arcano
cinco de ouros, ele fala do quê? Da
oposição. Da oposição. Todos os cincos,
de algum modo, são conflituosos.
O cinco de ouros, ele vai falar de
questões de prejuízo, de perdas. Por
quê? Vamos entender. Nos tarôs
clássicos, nós temos cinco moedas,
geralmente uma central e quatro em
volta, que seria o quadrado, um ponto no
meio, ou um triângulo e uma répta. A
gente vai ter várias várias questões,
mas são cinco cinco moedas nessa parte
dos clássicos. Nos tarôs cabalísticos,
geralmente nós vamos ter ou uma imagem
de pobreza ou uma imagem de dificuldades
ou uma imagem de situações adversas, uma
imagem de perda, talvez. do status
social. Então, nós vamos ter muito
dessas questões nas imagens. Pode ser de
diversas questões, mas nunca vai ter
imagens positivas no cinco de ouros. O
que acontece com o cinco de ouros aqui?
Ele vem exatamente tratando, uma vez que
você ficou muito tempo retendo, muito
tempo acumulando, muito tempo sem
desenvolver nada e a vida continua, você
tende a perder as questões. Tente a
perder talvez, sei lá, amigos, pessoas
ou relacionamento ou dinheiro ou próprio
trabalho. Porque se você entra numa zona
de conforto e não dá atenção ao que está
a volta, você porque você só quer saber
de si. não vê o que está se
desenvolvendo, não quer se atualizar ou
talvez a vida acabe pressionando até uma
série de outras atividades. Então o
cinco de ouros representa exatamente
esse momento em que há um certo
afastamento ou um prejuízo daquilo que
você vinha ordenando anteriormente. As
cartas não são aleatórias, sempre vai
ter uma relação de uma para a outra.
Então, temos aqui os cinco de ouros do
tarô de Marsélia e o cinco de ouros do
tarô de Weite. Vamos observar no tarô de
Weit o seguinte, já há aqui diversidade
na carta. Temos ali duas pessoas andando
nas na neve descalças. Então, imagine
você andar na neve descalço, é sinal que
você não tem recursos. As roupas são
pobres, ali já tem uma de muleta, ou
seja, tem doença, tá doente ou tem
dificuldades. A pessoa à frente, ela é
uma senhora também mal vestida. Eles
passam diante de quê? Talvez de uma
igreja ou talvez de um cenário mais
positivo, mas eles estão de fora, eles
não estão dentro. Existe ali na naquele
vitral, são cinco pentáculos e vamos
observar que tem ali uma âncora atrás
desses cinco pentáculos. Então é como se
houvesse sim, existe algo ainda que
possa ser resolvido, porque esse é o
cinco de ouros. O cinco de ouros é um é
um prejuízo, é uma dificuldade
momentânea e não algo eterno, não
absolutamente de virar a página ou ter
outros aspectos, não. São situações que
são transitórias.
Por enquanto, todas as situações da
numeração são transitórias. o as o dois,
o três, o quatro, o cinco são
transições, ou seja, não é fixo, ele só
é uma parte da situação. Então aqui, ou
seja, existe sim um aspecto de prejuízo,
existe um aspecto de dificuldade
pessoal, mas existe uma saída que ainda
talvez não seja neste momento a saída,
ainda talvez esteja mais adiante, talvez
esteja estivessem caminhando para esse
movimento, mas de qualquer forma é
transitório aqui as dificuldades. Óbvio
que ninguém vai ficar na neve assim,
desse dessa forma o tempo todo. Eles
podem encontrar um lugar para se
aquecer, um lugar para ficar ou para
tomar uma sopinha aí com certeza vai
ter. Mas é um momento bastante delicado.
Vamos observar nos tarôs cabalísticos ou
herméticos também dá a mesma natureza.
Então observe que até agora eu não vi
muita diferença entre simbolicamente ou
até o buscando os símbolos cabalísticos
e herméticos. Eu não vi muita diferença
entre os tarôs. Vocês viram não só dos
arcanos maiores, quanto os arcanos
menores, numerados, a corte. Até agora a
gente conseguiu desenvolver a mesma
linguagem e a mesma simbologia, talvez
mais aplicada aquela ordem ou aquela
figura, aquela fraternidade, mas da
mesma simbologia. No tarô de Crawley
também é a mesma coisa. Nós temos ali
um, a carta cinco fala de prejuízos,
fala de problemas, fala de dificuldades,
onde nós encontramos ali eh uma estrela
de cinco pontas invertida, que
representa a negatividade.
Cada ponta da estrela tem aqui um
tatuar, que é um símbolo é de figura
mais hindu. Então ali representa os
quatro elementos e oher, que seria o
ápice da associação dos quatro
elementos, tá lá embaixo. H éter, que é
aquela figura mais escura que tá na
ponta da estrela. Atrás de si vemos
vários discos escuros, são cinco discos
negros, mas observe que atrás dos discos
nós temos luz, como nós vimos até no no
tarô de Weit, que havia aquele vitral
que, ou seja, da igreja, um vitral, sei
lá, de alguma de alguma casa, de alguma
coisa importante que poderia ter alguma
solução. Então aqui existe luz no final
do túnel. Então não é também um aspecto
de dificuldade e pobreza para sempre. Na
carta do tarô cósmico, a mesma coisa.
Observe as pessoas e observe o fundo.
Nós temos ruínas nos fundos da carta. À
frente, os cinco pentáculos estão
destruídos, estão rompidos como se fosse
velhos, como se fosse desfazendo.
E três pessoas à frente também com
vestimentas muito muito simples, né? uma
pessoa com com talvez com roupas, com
cesto de roupas e talvez de alimentos,
mas de qualquer forma uma investida até
com com tapetes, não tá nem vestida com
roupas. Então existe aqui um sentido
também aqui de limitação e pobreza. Todo
[roncando] cinco de ouros vai falar
dessa limitação. Limitação de você
desenvolver aquilo que você deseja, seja
por falta de tempo ou seja por falta de
recursos. Porque o cinco de ouros não
fala só de falta de recursos ou falta de
possibilidades. Ele fala de que naquele
momento tudo está parado. Nada há um
desenvolvimento de acordo com o que você
deseja. Então, cinco de ouros na parte
oracular vai ser sempre representar
algum azar que você teve, danos,
conflitos, obstáculos, privações e
afastamento. É muito comum aparecer o
cinco de ouros quando alguém de repente
tá trabalhando e de repente tem que e
viajar muito, não acaba não dando
atenção, sei lá, pro lar ou pra família.
Alguém que trabalha e estuda, quase não
tem tempo pra vida social. alguém que de
repente pega todos os seus recursos e no
final do mês não dá ainda para cobrir
todo o orçamento. Então, de algum modo
existe um prejuízo. A pessoa ganha 1000,
gasta 100. Então ela acaba eh sempre
ultrapassando o limite do banco que lhe
dá de cheque especial ou ultrapassando o
o cartão de crédito, onde tem que pegar
um segundo cartão de crédito porque tá
pagando aquele outro que já está
totalmente eh comprometido.
O cic de ouro sempre fala dessa questão
do do desgaste, do desgaste emocional,
do desgaste dentro de um relacionamento,
mas nunca numa perspectiva de romper ou
numa perspectiva de, sei lá, terminar um
relacionamento ou numa perspectiva de de
ser demitido ou numa perspectiva de
perder um bem. Nunca. Isso tem que ficar
claro no cinco de ouros. Ele é apenas um
momento de grandes dificuldades dentro
de um relacionamento, de grandes
dificuldades financeiras, eh, mas que
tudo existe no futuro uma possibilidade
de solução. Então, o cinco de ouros, ele
só reflete o momento em que a pessoa não
soube lidar com o orçamento dela, não
soube lidar com o relacionamento, não
soube lidar com o seu trabalho, não
soube lidar com o seu dinheiro. Por quê?
Essa sempre é a questão do do numerado.
Aí vamos pra história antiga. Por quê?
Porque ela há muito tempo teve
conflitos, teve dificuldades, ela então
superou e ficou muito tempo numa zona de
conforto onde não quis se atualizar, não
quis de repente conversar dentro do
relacionamento, não quis fazer um curso
para ser promovida no trabalho, tinha um
bem e não não contribuiu para que você
que pudesse melhorar esse bem. tinha uma
casa, não viu a instalação dela ou não
reformou, tinha um carro, não fez as
manutenções adequadas porque tava não
tava tendo problema, então achou que não
precisava. Então, o cinco de ouros é uma
resposta a essa situação, onde a pessoa
deixou de lado toda uma
responsabilidade,
todo um dia a dia por causa de si, por
causa, enfim, do seu próprio egoísmo, da
sua própria avareza, do seu próprio
jeito de ser, de reter tudo nas mãos.
Então, aqui é a resposta. Resposta é:
agora tem dificuldades, agora tem
problema, mas ainda há solução. Então,
sempre é bom observar. Eh, nunca é uma
carta de separação. Isso tem que ficar
bastante claro essa situação, porque
embora seja uma carta de afastamento, é
um afastamento físico, não
necessariamente emocional,
porque o naipe de ouros, ele nunca fala
da emoção em si, e sim dos aspectos mais
práticos da vida, do dia a dia, daquilo
que nós podemos ir e vir e poder
contornar, contornar e controlar a
situação. no seu lado invertido ou nas
casas negativas, é o contrário. Então,
se eu tenho prejuízo aqui, vou ter
lucros, vou ter sucesso, eu vou ter
ganhos. Você tinha problemas ou o qual
cinco de ouros invertido representa
superação. Eh, numa num relacionamento
eu tenho o controle, eu tenho a
construção de algo de repente que tava,
sei lá, com problemas. Então eu
reconstruo isso. Então a carta invertida
ou negativa tem um uma leitura bastante
positiva, bastante realmente eh
agradável
com o cinco de ouros invertido.
A nossa próxima carta, o seis de ouros,
nós vamos ter seis moedas. Nos tarot
clássicos, eu posso ter dois triângulos
ou dois duas linhas retas com as
moedinhas. Nos taros cabalísticos, eu
vou ter os seis símbolos, porque isso é
é fato. Em qualquer carta de arcano
menor, tem que ter os seis símbolos que
a pessoa utilize, porque alguns utilizam
o pentáculos, alguns utilizam discos,
outros e montinhos de terra, outros
talvez algum elemento que representa o
elemento terra. Então, por isso que eu
coloco símbolos e não moedas. Os naipes
dos taros clássicos serão sempre moedas,
círculos, ou então uma imagem de
escolha. O que acontece no seis de ouros
é um arcano muito interessante, porque
exatamente no arcano anterior, cinco de
ouros, eu tive um prejuízo, um problema,
uma dificuldade e eu tenho que
solucionar. Essa solução está nas minhas
mãos, porque até agora a gente viu o que
só livre arbítrio, só poder pessoal e
está nas minhas mãos também, de novo, a
situação. Então, o que que nós
encontramos?
No tarô clássico, tudo que eu falo é
sempre baseado nos tarôs clássicos de
Marcélia e como houve desdobramento nos
outros tarôs. Então, se tem esse
desenhozinho no de Weight ou no de
Crawley ou em outros, é, primeiramente é
baseado no sentido de Marselia. Então
nós temos o seis de ouros, representa o
número seis, toda essa questão da
dinâmica das escolhas juntamente com o
naipe de ouros, que representa a
praticidade. Então eu tô escolhendo de
um modo prático, estou observando qual
caminho eu tomo. No tarô de Weit, ele
colocou aqui uma pessoa que parece ter
um poder muito grande porque está
vestido com roupas bastante nobres em
relação às duas pessoas que estão
ajoelhadas com roupas muito simples e
pobres. Numa das mãos ele carrega uma
balança e na outra ele está doando
dinheiro. Então é como se ele tivesse
escolhido uma pessoa para doar dinheiro.
E observe que todo o dinheiro da mão
dele cai para uma única pessoa e a
balança se encontra na cabeça da outra
pessoa. como se ele tivesse julgado quem
quem merecia ou quem ou quem talvez
pudesse naquele momento receber dele
essa generosidade ou essa escolha que
ele teve naquele momento. Então o seis
de ouros sempre representa um momento no
qual eu vou decidir por algo importante.
Eu vou escolher um caminho, eu vou ter
uma situação onde eu acredito que seja o
melhor para mim. Só que vamos observar
uma coisa. que nós temos ali duas
pessoas com o mesmo sentido, que é a
pobreza, que é dificuldades, ou seja,
parece que são dois caminhos iguais, são
dois elementos que t o mesmo problema.
Então, o seis de ouros, ele fala de
escolhas que tanto faz A ou B, o
resultado é o mesmo. Então aqui não se
trata muito mais de uma escolha real, e
sim de uma escolha pessoal. Então, o que
o que que mais me agrada? Qual caminho é
melhor que me melhor para mim e que me
agrada? Aqui não tem um caminho melhor.
Ah, vai pelo aqui nós temos o azul e o
amarelo, né? Tem a a o caminho azul ou
tem o caminho amarelo. Qual que é o
melhor? Então não existe o melhor porque
aqui tá indicando que os dois são
pobres. os dois necessitam daquele
dinheiro. Então, da mesma forma, eu
posso ter uma decisão onde eu vou vou
acabar escolhendo por aquilo que eu
acredito ser melhor. Agora, para nós
tarólogos, quando sai o seis de ouros, a
pessoa tem realmente tá, ela tá numa
encruzilhada e ela quer decidir qual o
melhor caminho que ela tem que tomar. E
nós temos que colocar, tanto faz, porque
os dois caminhos são maravilhosos, os
dois caminhos são bons, os dois caminhos
são iguais. Geralmente sai quando a
pessoa tá assim em dúvida: "Ah, eu
queria fazer uma viagem, vou para Paris
ou Nova York". Olha, é uma viagem, né?
Paris, Nova York, tanto faz, porque são
viagens similares. Ah, eu queria talar o
emprego, tô fazendo talvez entrevista
pra gerência nesse emprego ou pra
gerência nesse outro emprego. Tanto faz,
os dois são gerentes. Aí tô escolhendo
lá, tô flertando com Maria e tô e tô
flertando com a Joana. As duas são
excelentes. Não existe melhor no seis de
ouros. Porque isso por quê? Porque seis
de ouros representa solução,
continuidade
daquela situação anterior onde a pessoa
ficou parada há muito tempo e ela
precisa decidir para dar movimento à
vida. E aí, nesse movimento, el tem que
escolher por um caminho. No tarô os
cabalísticos, nós também encontramos
algumas a mesma questão do do tanto do
de Marselia quanto de Wit, onde nós
observamos no tarot de Crawley uma
estrela de seis pontas onde ela vai
ilumina todos os caminhos e nós temos
seis discos no meio aí. Aí cada disco
tem um planeta e aí cada planeta nós
chamamos de de planetas pessoais. Ali
vamos encontrar Marte, vamos encontrar
Vênus, vamos encontrar Lua, vamos
encontrar Mercúrio, vamos encontrar
todos esses planetas que falam do nosso
dia a dia. Não são planetas
transpessoais que representam o destino,
que seria Urano, eh, Netuno, Plutão, e
sim planetas pessoais, que aquilo que eu
decido pela minha vontade, pelo meu
desejo, então tá nas mãos da pessoa. E
no meio tem uma rosa cruz, ou seja, a o
poder divino está [risadas] a seu
dispor. Você escolhe o que você bem
desejar, qual caminho você vai ter, o
que você almeja, enfim, é uma carta
também dita de sucesso, de escolhas e,
enfim, todas as perspectivas positivas
que o seis de ouros tem. O que tem que
ficar claro que o seis de ouros é sempre
uma escolha pessoal, não é? Aqui não tem
a melhor escolha. No tarô cósmico, a
mesma coisa. Observamos uma pessoa em pé
bem no meio de um de um penhasco. É como
se não houvesse mais eh para onde
caminhar. A pessoa vai ter que realmente
decidir agora o que ela vai ter que
fazer, né? Aqui existe eh o sol e a lua
bem em cima dela. Então é como se
houvesse dois elementos realmente que
ela tem que observar. E as e as
pentáculos, ela consegue segurar todos
de algum modo. Então, não existe aqui um
melhor caminho ou melhor situação. Só
existe um único caminho. É a vontade
dela. Por isso que só tem aqui, ela tá
no penhasco e ela vai ter que voltar e
ver de novo um uma outra situação ou
aquilo que for e que vai ter que rever,
mas não tem mais eh o melhor, aí não tem
mais a encruzilhada. Então é como se
houvesse aqui, na verdade eu estou numa
encruzilhada, mas na verdade eu já não
tenho mais tantas eh qual caminho é
melhor ou pior, porque essa encruzilhada
todas vão acabar dando num único caminho
que é o caminho do sucesso. O cinco de
ouros já alertava, olha, é um prejuízo,
uma dificuldade, um problema, mas havia
luz, ou seja, havia luz no fim do túnel.
A luz no fim do túnel chegou no arcano
seis de ouros, porém é o momento apenas
de escolha pessoal. É como se fosse no
arcano seis dos arcanos maiores. Ali
sim, ali tem uma escolha muito mais que
envolve o ego, a vaidade ou a própria
emoção. Aqui no seis de ouros, a escolha
é racional, é muito mais ligado a à
logicidade. Eh, o que é melhor para mim,
qual onde eu vou ter mais ganhos? Onde
vou ter mais felicidade? Onde eu vou ter
mais prazer, onde vou ter mais
satisfação. A questão é aqui é tanto
faz. Qualquer escolha aqui não tem
caminho da dor. Qualquer escolha aqui só
tem caminho do prazer, só tem caminho da
felicidade. Lá no arcano seis
enamorados, arcano maior, ali fala da
escolha. Dependendo da escolha, poderia
cair no caminho do prazer, no caminho da
dor ou pro caminho da evolução. Há três
possibilidades diferentes na escolha do
enamorado, mas na escolha do arcano
seis, tanto faz. A ou B, o resultado é
positivo, o resultado é de sucesso, o
resultado é de ganhos. Esse é um ponto
importante entender do arcano seis. As
escolhas e aquilo que eu desenvolvo,
seja ela o que for no futuro, é positivo
a mim. Então isso é importante. Na parte
oracular sempre coloca, é uma opção que
a pessoa tem, mas sempre positiva, não
importa qual caminho que ela tome, e ela
tá no momento indecisão. Eu não sei o
que eu faço, é muito similar nesse
aspecto com o arcano seis, mas lá eu
posso me dar mal, né, em alguma escolha
aqui não. Qualquer escolha que eu fizer
é positiva. Tô tô excitante e aqui tudo
nele é positivo. A parte afetiva é como
se a pessoa quisesse melhorar o
relacionamento, melhorar o trabalho, é
melhorar as finanças dela. É, mas não
sabe como lidar com isso, não sabe como
ela vai aperfeiçoar tanto o lado afetivo
no relacionamento, como o lado
profissional, eh, ou o lado financeiro,
mas tudo que ela fizer ou qualquer coisa
que ela fizer, qualquer decisão a mais,
é sempre positiva nesse momento.
Qualquer curso que ela fizer vai ser
bom. qualquer palavra e qualquer eh
gesto positivo no relacionamento vai ter
um desdobramento bom. Então, isso que é
importante entendermos no seis de ouros,
que ele nunca tem um resultado e não é
um momento difícil. O único momento aqui
é que a pessoa ela quer o melhor e nesse
momento ela não sabe qual é o melhor.
Tudo é bom aqui, tudo é ótimo no seis de
ouros. invertido, aí é o contrário. Tudo
é o contrário no invertido ou no lado
negativo do peladão, qualquer outra
carta, método ou carta que tenha esse
significado negativo. Precipitação.
Então, se lá eu tô hesitante, não sei o
que fazer, o que caminho tomar aqui, eu
me precipito. Posso tomar algumas
atitudes, mas vale lembrar que de algum
modo essa precipitação, seis de ouros,
mesmo no negativo, que fala aqui de
ambição, avareza, inveja, posse,
egoísmo, ou seja, eu quero tudo para
mim.
sempre de algum modo tem um resultado
positivo, tá? Porque não aqui não nunca
vamos ver algo eh no sentido negativo da
da carta, porque aqui dá precipitação,
mas é diferente, por exemplo, se eu
tenho uma uma precipitação, por exemplo,
do dois de ouros, né, que o dois de
ouros ele fala do obstáculo, a
dificuldade, o inverso dele, eu posso
tomar uma decisão abrupta ou posso não
ter nenhum obstáculo à minha frente, mas
é dois de ouros. Então, dois de ouros de
algum modo, ele influencia ali como
qualquer arcano no seu lado normal.
Iremos, inclusive, no futuro fazer um
estudo muito eh apropriado e muito mais
profundo sobre o por que existe as
cartas invertidas e qual a sua função e
finalidade no jogo ou nas cartas
negativas do Peladã, por que sai aquela
posição? São aconselhamentos
importantes. A gente tem que entender
essa estrutura do porquido
e qual sua função até de alerta e
espiritualidade. Mas por enquanto vamos
entender que a carta ela tem um valor eh
positivo da situação dela e negativo. O
negativo não é necessariamente ruim.
Aqui no caso é ruim, mas por exemplo,
vimos que no cinco de ouros o lado
negativo invertido é super positivo, é
só financeiramente bom ou afetivamente,
as coisas são muito bem apropriadas. Eu
sei que parece um pouco complexo essa
questão do positivo e negativo da carta,
mas se você não lembrar da questão
negativa, sempre passe para o seguinte
modelo, vê o que ela significa realmente
e negue o que ela significa. Então tenho
lá no cinco de ouros, eu tenho
prejuízos. Então se ela tá no negativo,
eu falo: "Não terá prejuízos". Tá bom?
Eh, no seis de ouros, tem lá a pessoa tá
em dúvidas, ou seja, não terá dúvidas.
Então, se tiver alguma dificuldade de
lembrar de algumas palavras ou de algum
sentido das cartas invertidas ou
negativas, pegue o sentido normal dela e
coloque não na frente, não terá isso,
não será assim, não será dessa forma. Aí
talvez você consiga desenvolver a
leitura sem ficar preocupado. Ah, eu não
lembro o nome, não lembro a palavra
exata do invertido no negativo. Não tem
problema. Eu sei que é é muita coisa
mesmo, mas é importante que você saiba
como sair dessa dificuldade ou dessa eh
perspectiva de como falar sobre a carta
invertida ou negativa.
E agora vamos entrar num momento muito
importante do curso e dos arcanos
menores.
Eu diria que esse é o grande problema
dos estudos, que envolve as 56 cartas ou
que envolve o tarô de uma certa forma no
mundo. Há algum tempo eu fiz uma uma
palestra e fiz uma live também
sobre o tarô e o capitalismo, sobre
falando sobre tarô, espiritualidade,
capitalismo e de como as coisas se
desenvolveram no mundo no século XX. De
modo que alguns tarôs icônicos que foram
criados para uma fraternidade, para uma
vertente, que eram exclusivos para
aquele grupo, eles foram a baila,
começaram a ser publicados na década de
1970 e eles acabaram influenciando
muitos ilustradores, muitos estudiosos e
houve uma fusão muito grande de
símbolos, de valores, de contextos e
hoje realmente temos um mar de
possibilidades que é possível desmembrar
e olhar se tivermos a consciência
histórica e também simbólica da
estrutura do tarô. E chegamos a um ponto
que é exatamente o sete de ouros, onde a
gente descobre se aquele tarô, aquele
livro, qual a influência dele? A
influência dele é clássica, é dos
simbologistas ou a influência é
hermética, dos cabalistas, das
fraternidades?
Não que alguns tarôs clássicos não
tenham essa influência, também pode ter,
mas eu diria que alguns tarôs são
explícitos nesse conceito. Então nós
vamos ter duas correntes de estudos
básicos, porque cada corrente em si,
tanto a do simbologista quanto a dos
cabalistas, também tem subdivisões.
Então aqui seria a corrente principal,
mas vamos ter outras correntes de
pensamentos em cima delas. Por exemplo,
[suspirando] na parte dos clássicos, nós
vamos ter os tarôs transculturais, que
são baseados em mitologia, em etnias, em
filmes, novelas. Vamos ter vários
ilustrações baseadas nos símbolos
clássicos adaptados a esses elementos.
Nos tarôs cabalísticos, nós vamos ter
duas correntes básicas, que é a
cabalística inglesa e a francesa. E
delas é o conceito de como são
associados as letras hebraicas e a
árvore da vida dentro da Cabala. Então,
também há estudos conflitantes entre
elas, entre os estudos cabalísticos, OK?
Então, mas no primeiro momento é
importante entender que é nesta carta
que nós vamos observar as duas
correntes. No clássico, nós vamos
encontrar sete moedas, triângulo mais um
quadrado, uma imagem de ganho. Mas no
cabalístico nós vamos encontrar os sete
símbolos dos naipes, mas uma imagem de
falência. Então, olha só, nós temos
ganhos e falência. Então, a grande
questão é ganho ou perda? O que eu vou
falar no sete de ouros? Aqui eu tenho
dois exemplos claros, né, do o tarô de
We of the year e o tarô da Bárbara
Walker, que são já reflexo desses tarôs
icônicos do Crawley, do Wit e do
Marcélia. Temos aqui no sete de ouros,
observe uma mulher grávida pegando uma
maçã. Então, um olhar totalmente feliz,
um olhar sereno, uma ilustração de
crescimento, prosperidade,
desenvolvimento, enfim, fartura. E vemos
no outro tarô aqui uma pessoa isolada e
totalmente desiludida, sentada. Ali no
chão, você vê a o escudo dela
arrebentado, a espada arrebentada, eh,
no fundo tem um uma sei lá, um castelo,
tá? uma torre e o ambiente ele é escuro,
então perdas, insucesso, dificuldades,
os dois são sete de ouros. Aí que tá
agora a questão. Até o momento vimos que
tanto os arcanos maiores, nós vimos
pequenas nuances, diferenças, mas não
vimos diferenças brutais de leitura.
Vimos diferenças de símbolos e foram
explicado porque que foi desenvolvido
aquele símbolo e no final acabava tudo a
mesma coisa.
nos arcanos menores até agora que nós
vimos no naipe de ouros da corte mudou
nomenclatura, mas o significado era o
mesmo. No caso de um até o número seis,
a simbologia praticamente era idêntica,
os valores são iguais, mas aqui não.
Aqui é ganho ou perda. E aí
[limpando a garganta] é que é o é que
pega um tarô que tem essa imagem, pega o
tarô que tem essa outra imagem e aí dá
um nó na cabeça. Vamos entender o que
que acontece com isso. A coisa chegou a
um tal ponto que hoje nós encontramos um
tarô de Marsha que é clássico, né? Tá
ali o simbolizzinho da do sete de ouros
com o a cabala do lado, com a árvore da
vida. E o tudo aconteceu a partir do
tarô de Tot. Então tudo quem é
responsável por essa grande mudança é o
tarô de Crawley. Embora embora Golden
Down da onde Crawley bebeu e iniciou lá
toda sua fonte carreira depois brigou lá
com Art Way e foi embora. Essa ideia
tenha sido lá da Golden Down, mas que
não utilizou essa ideia no tarot. E por
isso que eu sempre falo, o tarô de
weight tá muito mais pro clássico do que
pro cabalístico, porque as imagens até o
momento não mudou nada com o tarô
clássico ou tarô de Marcélia, mas é no
tarô de Tot de Arist Croll isso
realmente vai mudar significamente a
leitura e influenciou muitos tarôs. Por
que disso? Nós observamos eh aqui na
ideia dele se trata de que é o ápice do
ganho. Nós vamos ver que na literatura e
no desenvolvimento da leitura do sete de
ouros representa o ápice do ganho. Ele
coloca aqui na carta sete moedas de
chumbo com o símbolo de Saturno. Aí que
tá moedas de chumbo representa dentro da
magia representa a fortaleza, a
estrutura. Tudo, toda a
representatividade que Saturno dá, que é
a base e a estrutura total da vida da
pessoa. Então, Saturno fala da
construção de vida, daquilo que levamos
décadas ou meses, seja lá o que for,
para você construir. Exatamente. Tudo
tem um ápice. Quando você chega a um
objetivo, você obviamente ou mantém
aquele objetivo por um tempo ou acaba
mudando de objetivo, mas nunca é eterno,
absolutamente nada. Então, o que
acontece agora? Vamos falar da um
pouquinho da ordem dele, o por que ele
então considerou o sete de ouros como
uma carta de perdas e uma carta de
falência.
O que nós temos que entender é que tanto
a Golden quanto a Oto e Crawle pegaram o
tarô para fazer magia. Então eles
relacionaram as os caminhos, né, da da
árvore da vida com os arcanos maiores e
as esferas de 1 a 10 com a numeração dos
arcanos menores. No caso, as a cefira
tem quatro planos. Então, na verdade nós
teria tem, né, são quatro manifestações:
espiritual, emocional, mental, material.
Então não vamos fugir nunca dos quatro
elementos mesmo dentro desse contexto.
Então aqui na verdade se desdobra em
quatro vezes. Então em cada sefira sete
vamos ter as quatro cartas ali
manifestando cada um o seu elemento.
Então para eles o que representava? Não
vamos falar aqui de doutrina, não vamos
falar de magia, mas é importante que
vocês entendam o porqu,
na visão da fraternidade e da ordem, ela
representa o fracasso. Porque exatamente
quando se chega na sétima sefira, que é
Netsá, ali na número sete, dá uma
olhadinha ali, representa então o auge
da felicidade, o auge do ganho, o auge
daquilo que você mais conquistou na sua
vida, daquilo que você mais desejou. Mas
acontece que o caminho seguinte que é
rod, que é o número oito, que aí nós
temos de um lado a coluna da
prosperidade e do outro lado a coluna da
severidade. Uma você ganha, a outra você
perde. O que acontece então com nesse
momento da magia deles? Isso tem a ver
com a com a ordem, com a monografia de
de observar a vida sobre um ângulo mais
espiritual. Você pode ter o que você
quiser na sua vida, você só não pode se
esquecer que você vai perder isso.
Então, quando chega o sete, nesse
momento aqui da da Sefira 7, da
meditação, da magia, tá dizendo o
seguinte: você vai perder tudo que você
tem e você tem que se preparar para
outro momento para a reconstrução.
Então, porque o número oito que vai a
cefira rod, que é nós vamos ver que os
números oito são números que vão abrir
novos caminhos, não vai dar continuidade
aos caminhos anteriores, é como se
houvesse uma renovação, como se houvesse
um uma reestruturação. Então, Crawlin,
neste momento, ele idealizou nas suas
monografias, nas suas magias, que era o
momento da pessoa perder tudo, abrir mão
do que ela tivesse, eh, não querer nada
daquilo para que no momento seguinte ela
estivesse livre para reconstruir a vida
dela e refazer. Então, isso são
conceitos filosóficos, tá bom? Não é que
eu tenha que fazer isso, não. Isso é
como um dogma, como se fosse uma igreja
católica ou uma igreja cristã, uma
igreja, sei lá, evangélica. Cada uma das
budista, eh, o cardecista, umbandista,
gancista, todo mundo tem os seus viés
doutrinários dogmáticos. Pode fazer
isso, não pode fazer aquilo, tem que
fazer assim, tem que fazer aquilo. As
fraternidades também tem. As
fraternidades não são diferentes, elas
têm um modos operante paraa pessoa
chegar naquele objetivo. E no caso das
monografias dele fala sobre isso, o
número que e vai lembrar que as cartas
para de tot tem a ver com as monografias
da ordem, não foram colocadas para jogar
aleatoriamente de algum modo lúdico ou
de algum modo eh oracular ou espiritual,
como nós fazemos, tá? Hoje em dia
fazemos, obviamente todo mundo faz, mas
não esse não era o objetivo, não foi
criado para isso, foi criado para
estudos pessoais diante desse movimento.
Então aqui seria esse momento que a
pessoa chega e fala: "Conquistei tudo
que eu queria, então agora eu preciso e
tudo isso que eu tenho já não vai me
favorecer porque eu tenho que encontrar
um novo caminho, porque eu tenho que
prosperar.
A ideia era da prosperidade, não só
material, quanto espiritual, quanto, sei
lá, do relacionamento, enfim, de tudo. É
como se de um, isso é dentro da
estrutura numerológica. Inclusive aqui
ele não está dizendo que esse é uma
carta de fracasso no sentido que eu vou
perder. Essa é uma carta de que eu vou
chegar no auge e esse auge não vai ficar
nas minhas mãos. Então, por isso que ele
coloca como fracasso, ou seja, aquilo
que eu tanto quis ter não vai ficar na
minha mão. Aqui não tem um carro, isso
não vai ficar na sua mão esse carro. Ou
você vai perder ele ou você vai vender
ele. Eu queria tanto ter um
relacionamento, tá? Nada é eterno na
vida. Eu queria tanto ter tal cargo ou
tal trabalho. Nada é eterno na vida. É
isso que tava dizendo a fraternidade.
Isso que tá dizendo quando as pessoas
quando eles chegam no estudo da sefira 7
da ordem da OTO.
Então, nesse momento existe o fracasso,
porque tem que se preparar para o
seguinte. E aí o que acontece? Vamos dar
um zoom aqui e ver uma coisa, que o
caminho do carro para eles, quando o
carro tá na cefirote, ele se liga ao
número oito, que é rod, pela torre.
Então, observa ali o número 16. Então, é
pela torre que você vai ao número oito.
Ou seja, não há prosperidade sem
mudança. Não há como desenvolver a vida
sem você abrir mão das coisas que você
tem. Querer manter tudo é quarto de
ouros, mas à medida em que você vê que
não é possível manter a vida do mesmo
jeito por a vida inteira, manipular tudo
da forma como você bem deseja, não há
como você manter isso. Você tem que
então rever, reestruturar, escolher
novos caminhos. Então é o que foi feito
lá a partir do quatro, do cinco que
houve as perdas, o seis escolheu o novo
caminho e esse novo caminho para
reconstrução eu vou ter que abrir mão lá
do as de ouros, lá daquela fórmula lá
inicial do princípio do princípio. Então
por isso que o tarô de Tot ele é
fracasso no número sete, porque isso é
uma espécie de eh trabalho interior,
trabalho espiritual que eles faziam. Mas
aí isso caiu a público, isso caiu no
mercado e aí o que aconteceu? Aconteceu
que nós temos duas imagens hoje nos
tarôs. Aí entra o capitalismo. A pessoa
foi, pediu lá pro ilustrador, olha que
tá dois tarôs para você, botou na mão da
pessoa, a pessoa vai ilustrar. Outros
entusiastas só viram ou gostaram muito
das ideias dos tarôs mais cabalísticos e
desenvolveram essa técnica. Mas ou você
vai ler um ou você vai ler outro. Aqui
já não há mais a opção. Então, se você
usar o tarô de Crawle, o tarô CMC ou
qualquer outro tarô, o Barbaro Walker,
você vai ter que ler o sete de ouros
como fracasso. Não, você não vai poder
ler como ganho, como proveito. Se você
tá no tarô de Weit, Marcélia,
mitológico, tarôs mais clássicos, você
vai ler como ganho, como sucesso, como
empreendedorismo, como eh você colheita.
Eu investi e colhi. Então aqui até
falando de weit, no tarô de weight aqui
nós estamos falando de colheita. Então
lá já na Golden Down já dizia que o sete
de ouros é a colheita, é aquilo que eu
ganho. Se eu ganho, se eu colhi, cadê o
resto? Não tem mais. Então, se eu tenho
nas minhas mãos um salário, eu não tenho
dois salários, eu só tenho um salário,
eu vou gastar esse salário todo e aí eu
tenho que trabalhar mais um mês para ter
outro salário. Se hoje eu tô iniciando
um relacionamento, eu tenho uma
conversa, a pessoa também tem uma
conversa comigo, amanhã eu tenho que ter
outra conversa com ela pra gente poder
manter o relacionamento. Então o sete de
ouros fala do ganho, mas também fala da
responsabilidade de reorganizar e
reestruturar a vida. O três de ouros é
as pequenas fortunas, é os pequenos
ganhos. O sete de ouros é as grandes
fortunas, é os grandes ganhos. É o auge
talvez de um de um desejo, de uma
vontade da pessoa chegaronde quer. Vamos
observar ali no tarô Martim Marcélia que
nós temos um triângulo no meio e quatro
moedas em volta. Então, ou seja, o
triângulo representa a divindade,
representa aquilo que representa a
harmonia de toda a vida, de todos os
elementos. E a volta estaria então a
estrutura material, então o espiritual,
o desenvolvimento perfeito em cima da
matéria e a matéria englobando isso.
Então, ou seja, a matéria já absorveu
tudo, não tem mais o que fazer, a não
ser reconstruir. Então, por isso que o
tarô de Crawley aqui falando das perdas,
ele vai falar sobre o Saturno, que cobra
a reconstrução, que cobra essa
manutenção. Então aqui tá as sete moedas
de chumbo e volta a árvore totalmente já
falecida e desfeita. No tarô cósmico, a
mesma coisa. Você observa um ambiente
muito de no deserto, moedas destroçadas
no chão, eh, cinco moedas no chão e duas
na mão da pessoa e um um o céu
totalmente cheio, nebuloso. Então,
realmente falando sobre as perdas, a
pessoa cabisbaixa, tentão diferente. Por
exemplo, se eu se eu voltando aqui ao
tarô de weight, a pessoa então tá o quê?
ela aquela parreira ali, aquelas uvas,
como se ela tivesse colhendo e olhando
para ela, olhando para aquela colheita,
olhando para aquilo que ela está a
absorvendo, para aquilo que ela está e
juntando para ela. Então, por isso nós
vamos ter duas leituras aqui. E aqui
você vai ter que decidir quando você
usar um tarô ou outro a fazer dessa
leitura. Eu só uso os tarôs clássicos,
os tarôs simbólicos ou os tarôs talvez
herméticos, mas que considerem o sete de
ouros como sorte, ganho, progresso,
prosperidade, porque isso é a leitura
original, isso é realmente o que é o
princípio. No caso de Crawley, ele mudou
essa lei, mudou essa questão por uma
questão mágica, doutrinária, interior à
ordem dele. Como eu não faço telema,
como eu não sou da OTO, como eu não sou
da Golden Down, eu não tenho por ler
desse modo. Eu não não faço parte dessa
fraternidade. Não quero, não desejo.
Então eu não tenho como aplicar essa
lei. Posso estudar sobre o assunto? Sim,
claro que eu posso estudar sobre o
assunto, mas na hora de eu jogar, na
hora de eu ler, eu vou sempre ler a
parte estrutural e a parte mais
simbólica da carta. Então, o sete de
ouros vai sempre simbolizar riqueza,
abundância.
solidez no relacionamento, segurança e
no caso sempre vou ler dessa forma.
Então, por isso que durante as aulas,
durante nossos cursos, eu não vou dar
atenção muito nas leituras aos aspectos
simbólicos do tarô de Tot e nem dos
tarôs assemelhados a ele, porque
realmente faz eh não faz sentido a gente
poder estruturar uma leitura
absolutamente eh baseada na nos símbolos
herméticos ou nos símbolos eh do
arcabolso do tarô, como nós estamos
vendo as as tríades. né, e colocar um
aspecto doutrinário. Então não faz, não
faz não há lógica dentro disso. Então
nós vamos, eu sempre vou me referir ao
sete de ouros como abundância, riqueza,
sucesso, prosperidade. Evito sempre usar
um tarô cabalístico ou um tarô de
crawle, mas se eu tiver usando por acaso
ou precisar usar ou a pessoa deseja ou
ou talvez esteja eh dando algum exemplo,
com certeza eu vou fazer a leitura de
acordo com ele. Sete de ouros ali é
fracasso, é obstáculo, é dificuldade, é
perdas, é afastamento. Então eu vou ter
que ler dessa forma. Eu não vou ter que
ter dúvidas. Ah, mas sete de ouros é
isso, aquilo. Se você tiver no tarôs
cabalísticos, herméticos e se tiver a
imagem dos sete de ouros nesse sentido
de perdas e dificuldades, eu vou ter que
ler isso. E se for os clássicos, eu vou
ler sempre como sorte, ganho, sucesso,
riqueza. É, são poucas cartas que vai
ter divergência de leitura nesses dois,
nessas duas correntes, tá? Então não se
preocupem que a tem muitas cartas, não.
Essa é uma delas. Tem mais algumas que a
gente vai observar mais adiante, mas é
sempre nos numerados. raramente tem e
não há em outros arcanos, nem da corte e
muito menos dos arcanos maiores, essa
questão dos numerados e função da ordem
daquilo que eh o dogma lhe exigia. Na
parte invertida, aí é o sempre o
contrário, né? Se eu tenho sorte, eu vou
ter azar. Se eu tenho lucro, eu vou ter
perda, prejuízo, infortúnio. Então, o
sete de ouros invertidos, nós vamos ter
realmente muitas dificuldades aqui para
lidar com essa característica dele. Se
for relacionamento, pode ser em
conflitos no relacionamento,
imprudência, pessoa de repente quis
fazer uma coisa, não fiz, não deu a
palavra e não fez e por aí vai
perdendo talvez a confiança dentro do
relacionamento ou do próprio trabalho.
Então, sete de olhos invertidos. Em vez
de eu ganhar, eu perco. Em vez de eu
agregar, eu desagrego. Então, é sempre
nesse sentido que nós olhamos o sete de
ouros. Mas se eu tiver lá nos
cabalísticos, no caso é o contrário, tá
bom? Do que nós lemos aqui. Eh, podemos
ler no aspecto, eh, seria isso daqui,
azar, perda, prejuízo, infortuno,
fracasso, seria o lado positivo, lados
cabalísticos. E o lado invertido, lá do
tarô de crawl, seria o quê? ganho,
sucesso, força, sabe? Carreira,
desenvolvimento. Então, vamos dizer que
de algum modo você pode usar esses dois
conceitos, mas inverso lá no tarô de Tot
ou nos assemelhados.
No próximo arcano, que é o oito de
ouros, observe, ele é oposição ao
equilíbrio.
Nós tínhamos lá no sete de ouros, que
era o princípio do equilíbrio. Então, lá
no sete, nós vamos buscar exatamente a
questão de que tudo agora vai se
normalizar, mas qual é o equilíbrio? Não
vai ser exatamente na da primeira tríade
que a pessoa sempre busca. e se uma nova
fase. No no oito nós vamos ter oposição
ao equilíbrio. Então, ou seja, aqui é
que realmente vem uma cisão com o
passado. Todos os números oitos falam de
haver uma cisão com o passado, de uma
mudança em relação a tudo que foi
pensado, a tudo que foi idealizado, a
tudo que vai estar daqui pra frente.
Todos os oitos dos arcanos menores são
arcanos cármicos, são arcanos de
mudança, são arcanos de evolução, são
arcanos que podem trazer a pessoa
benéces ou talvez problemas. No caso
aqui, oito de ouros sempre vai trazer
benécia, sempre vai trazer alguma coisa
positiva.
O mundo cármico, o mundo espiritual
estará de algum modo agraciando
a pessoa, abrindo caminhos, dando
oportunidades,
eh dando um movimento de vida para ela
melhor. É como se tudo que ela fez até o
momento de algum modo resultou em coisas
positivas para o meio ambiente, para as
pessoas que elas estão a volta, as
pessoas vão ajudar ela, as pessoas vão
ver com outros olhos tudo que ela
resolveu. Vale lembrar que o naipe de
ouro sempre é o mundo real, o mundo da
realidade, o mundo da diplomacia, o
mundo da trocas e de compartilhar os
saberes, de compartilhar, sei lá, os
bens, compartilhar tempo, ideologia
[limpando a garganta] e tudo mais. Vale
lembrar que o naipe de ouros sempre é um
movimento de diplomacia, de troca, de
compartilhar ideias, de que a pessoa tem
os pés no chão. Então, de algum modo,
ela construiu algo muito positivo ao
longo desse processo de vida dela,
daquela situação que ela está e
almejando ou está lutando ou está
programando. De modo que nesse momento o
oito de ouros representa um agraciamento
cármico. Nós vamos sempre encontrar oito
moedas, dois quadrados. Então,
representando nos tarôs clássicos esse
movimento de equilíbrio do plano matéria
a matéria ou nos cabalísticos, oito
símbolos de qualquer naipe, mais uma
imagem de serenidade. Então aqui é como
se houvesse um movimento de reconstrução
de abertura. Então vamos de novo falar
sobre a questão do Marcélia, que é o
clássico, e de Weit, onde nós falamos
sobre início, desejo, vontade de uma
nova vida que acontece, que se apropria
naquele momento. Então, pode ser o
início de uma atividade, a dedicação de
algo novo. É sempre algo novo que
aparece na vida da pessoa, no qual ela
inicia um trabalho, inicia um
relacionamento, inicia uma, sei lá, uma
nova, um novo diálogo, eh, inicia um
novo investimento.
O oito de ouro sempre algo novo que se
sucede na vida da pessoa, é algo que
abre caminhos para ela para uma nova
perspectiva. Então ela vem de um projeto
de vida ou vem de situações que acaba
para ela naquele momento dando ela uma
oportunidade. Se no sete de ouros é o
ápice, então ou seja, a partir dali, no
oito de ouros, eu vou ter então um novo
caminho. Eu vou ter uma reconstrução,
uma reorganização,
uma renovação em qualquer situação. Não
é mais o que eu fazia. Observe que no
sete de ouros do naipe de de Weight
tinha a pessoa colhendo as uvas. Então
ela estava o quê? A pessoa que já estava
no final de uma colheita. E no
[roncando] oito, observe que ela já tem
aqui é um artesão, é uma outra
profissão, é um outro sentido aqui. Ela
está ali fazendo um pentagrama com
martelinho e um cisal. Então, temos um
outro movimento aqui. Enquanto lá eu
tinha já as uvas e as parreiras eh
totalmente florescidas e totalmente
prontas, observe que aqui eu tenho um
tronco reto, ainda que não tem nenhuma
folha, não tem nada aqui, nada projetado
aqui de desenvolvimento. Todos os
pentáculos em cima dele lá no fundo. Lá
eu vejo uma cidadezinha lá no fundo
dele. Então aqui existe uma non
recomeço, como se fosse uma nova
profissão, uma nova atividade, que é
isso que o oito de ouros representa, um
novo caminho.
O tarô de Crawley aqui ele já começa a
dar essa perspectiva. Ele aqui ele dá
uma árvore dando oito flores, dando oito
aspectos. O que vai acontecer com uma
flor? ela vai dar um fruto. Então, olha
só, a árvore ela caiu, caiu as folhas lá
no inverno, depois ela floresce na
primavera, dá as flores e ainda virá o
verão onde vai ser colhidos frutos.
Então aqui nós temos as flores, que é o
início de uma nova atividade, o início
da produção de um novo fruto que vai
surgir ainda no futuro. Então Crawlin,
então ele colocou lá no no seis de
ouros, ele coloca então as
possibilidades dos caminhos onde
efetivamente se encontra, porque isso é
o seis de ouros. Mas no sete ele coloca
fracasso porque é o ápice, porque no
oito de ouros recomeça a vida. é um novo
fruto. Então ali ele só adverte dentro
do dogma e da filosofia o que vai
acontecer. Então isso era uma questão
interna deles, [suspirando] mas como
isso foi a público e o sistema
capitalista copia, copia, copia, hoje
não tem mais como você eh,
[limpando a garganta]
vamos assim deter esse movimento. Não há
como, como não há como deterv inversão
do 8 e 11 do tarô de Weight, é conviver
com isso e saber como ler isso, só isso.
Então não adianta mais a gente ficar,
ah, isso tá errado, hoje não tem mais o
que tá errado. Existe no mercado, tá aí
para ler milhões de pessoas lê dessa
forma, outras outras 200 também e ponto.
Temos que conver com isso. Agora temos
que nós como tarólogas, como estudiosos,
como tarotistas, temos que entender essa
linguagem, temos que entender essa
simbologia que a gente possa jogar
qualquer tarô, ler qualquer livro, poder
discutir sobre todos esses assuntos.
Então aqui no oito de ouros, aí sim
temos um novo começo, uma nova fase. No
tarô de cósmico, a mesma coisa. Temos o
florescimento aqui, a pessoa com olhar
absolutamente sereno dentro daquilo que
ela pode construir, daqu dentro daquilo
que ela pode fazer. Então o oito de
ouros na parte oracular é sempre
abertura de um novo caminho, é sempre a
renovação de uma ideia, de um conceito,
de uma nova fase, é uma oportunidade, é
um arcano de aprendizagem.
Eh, às vezes a pessoa acha assim: "Ah,
eu tô num trabalho, será que vai dar
certo? Oito de ouros, nossa, você vai
ter uma carreira brilhante. Ah, eu
comecei a a vender, sei lá, bijuterias.
Será que será que devo continuar?" Sim,
continue, porque isso vai te dar muito
dinheiro. Ah, comecei a jogar tarô
recentemente. Ah, eu queria saber como
vai ser sair oito de ouros. Olha, é
sucesso absoluto na sua vida. Continua
jogando tarô. Então, o oito de ouro
sempre dá a visão de o que que a pessoa
que tá fazendo ainda é recente. Ela
ainda [roncando] começou a fazer, ela tá
investindo,
mas ainda tem dúvidas do futuro. Por
quê? É novo, não tem a ver com o passado
mais. Tem a ver com uma nova fase de
vida, tem a ver com um novo caminho, com
um novo passo da vida dela, de repente
um novo relacionamento, de repente uma
nova forma de se relacionar também. ou
às vezes, ah, comecei a conheci alguém,
será que vai dar futuro? muito futuro.
Então, oito de ouros é sempre um caminho
que está sempre aberto à frente da
pessoa e muito positivo.
Fala de harmonia, recuperação de um
relacionamento, recuperação da vida, eh,
reestruturação. Então, oito de ouro
sempre é muito benéfico no jogo, em
todos os sentidos, mas no lado
invertido, a gente sempre deve olhar com
cuidado. Então, oito de ouro já vai dar
obstáculo, desmazelo, a pessoa já não
vai saber lidar muito bem com a
situação, pode ser relaxada,
displicente, ela pode simplesmente eh tá
jogando fora uma grande oportunidade e
está jogando mesmo fora. É, na parte
afetiva pode ser a pessoa se afastando,
já não tendo mais interesse na outra
pessoa, não tendo satisfação. Ou no
trabalho também começa, ah, deixar de
lado, é, começa a ser talvez e
desplicente também no trabalho ou faltar
ou não dá a chance a as pessoas à volta
de conversar, trocar ideias, sempre
acaba se afastando de todo mundo. Então,
oito de [limpando a garganta] ouros
invertido. E é como se a pessoa não
abraçasse as oportunidades. Ela
simplesmente joga fora tudo aquilo de
bom que vem até ela. É como se ela
tivesse jogando fora oportunidades. Oito
de ouros é uma carta muito importante no
jogo. É sempre um caminho novo, um
agraciamento e uma grande sorte na vida
da pessoa. Invertido, ela tá jogando
essa sorte fora e devia ser alertada com
relação a isso. a nossa próxima carta,
fechando a tríade da do equilíbrio, que
é o nove de ouros. O nove de ouros vem,
então, para encerrar toda essa questão
dos movimentos, que é o princípio,
oposição e equilíbrio. É nessa tríade
que há um desenvolvimento muito grande
em que a pessoa realmente adquire a
experiência ou adquire a força ou
realmente atinge a plenitude que ela
tanto almeja. A numeração é como se
fosse também um crescente de
possibilidades e oportunidades. Se eu tô
lá no início, no 1 2 3, é sinal que eu
ainda estou num caminho que ainda tem
muita coisa para acontecer à frente. Tem
coisas positivas lá no 1 2 3, mas é um
caminho de desenvolvimento. Nunca é o
final, nunca é o encerramento. Ah, eu
vou no três de ouros, ah, eu vou
conquistar, tá? Parei aqui, fiquei
feliz. Não, lá no três de ouros eu vou
conquistar, eu vou ter o que eu quero,
mas eu ainda vou ter desenvolvimento
adiante, porque eu ainda tenho sete de
ouros, que é ter mais coisas, que é
atingir o objetivo final, e o oito de
ouros, que é me dar ainda um novo
degrau, uma nova oportunidade baseado
tudo aquilo que eu desenvolvi
anteriormente. Então é no oito de ouros
que eu tenho uma nova perspectiva de
vida e no nove que vem fechando essa
tríade, o equilíbrio do equilíbrio, é
que eu vou ter então a a satisfação
final, o reconhecimento de tudo, a
recompensa de todos os meus
investimentos, de todas as minhas
questões ao longo daquela situação
particular. No clássico, temos nove
moedas. Geralmente são quatro moedas em
cima, quatro embaixo com as no meio, uma
moedinha no meio que apresenta o as, né?
O as que é a primeira moedinha, né? O
primeira ideia com o oito, que é
exatamente o momento em que tudo muda,
que tudo se desenvolve. Então esse é a
questão do número nove, é o resultado lá
da minha ideia inicial amadurecida com
os novos caminhos, que é o oito. Então
eu resulto no nove, que é o
reconhecimento, que é a satisfação e
tudo mais.
Eh, ou então uma imagem de satisfação no
aspecto dos arcanos eh cabalísticos.
Observe aqui temos o de Marsélia, como
eu disse, os os quatro elementos em
cima, quatro embaixo e um central. Mas é
no tarô de Weight que a gente observa
uma pessoa muito bem vestida,
eh muito feliz e diante no meio de uma
parreira. Aí é sempre bom lembrar que
parreira, uvas é sempre símbolo da
fertilidade, sempre símbolo do poder,
sempre símbolo da fartura, sempre o
símbolo que que é que se reflete ao Deus
Dionísio, que dá tudo à vida da pessoa
de prazer, alegria, força, dinheiro,
vontade. Então, é como se fosse essa
natureza. Então, ela tá em volta disso,
equilibrada com os elementos. tem um
falcão nas suas mãos. apresentando que é
um poder ter um falcão nas mãos. é um
poder, é um poder do ar, é o poder da
vida, é o poder de estabelecer tudo. Eh,
tem até aquele mito, né, de de Júpiter
ou ou de Zeus, onde se ele se pergunta
onde é que é o centro do mundo. Então,
ele solta dois falcões ou duas águias
que elas se encontram exatamente no
oráculo de Delfos, que é onde tá o
Ôfalo, que é o umbigo do mundo. Então
esse é o símbolo do Falcão, é o ônfalo
de Zeus, é o símbolo de tudo, porque ele
vê tudo. Então esse falcão ou a águia,
ela faz a circunferência na Terra para
ver tudo. Então é como se a pessoa
tivesse o poder nas mãos, né? E aí no
fundo temos uma grande montanha, temos
um castelo logo ali do lado e embaixo
ali, bem embaixo dos pés dessa pessoa,
tem um caramujinho pequenininho. E
exatamente esse caramujo representa o
quê? O esforço da vida de se chegar a um
desejo, a um ideal, ou seja, ao
sacrifício, a lentidão, ao tempo para se
chegar na colheita, para se chegar na
satisfação, no reconhecimento. Ninguém
tem reconhecimento da noite pro dia. Às
vezes a pessoa se julga tão importante,
ai eu sei muita coisa, ai ninguém me
reconhece. Não houve tempo para esse
reconhecimento. Não houve tempo para as
pessoas observarem, verem, ah, atenarem
para os para quem você é. Então, não
você se julgar todo- poderoso. O nove de
ouros fala disso, de que há um
reconhecimento
da vida, da situação, daquilo que ela
fez, daquilo que ela projetou. Então
pode ser promoção, desenvolvimento,
ganhos, casamento, fertilidade, um monte
de coisa pode envolver o nove de ouros
de positividade.
No tarô de Crawle ou no tarô cósmico é a
mesma coisa. Então também fala desse
movimento perfeito da vida, do
desenvolvimento, crescimento. No tarô de
Collin, nós observamos três figuras em
cima, que vai representar exatamente os
planetas Júpiter, Marte, embaixo e
também a própria figura de Crawley,
embaixo a figura de Fre da Harris
juntamente com Lou e Vênus, que
exatamente a conclusão que ele dava, deu
do baralho dele. Olha, eu cheguei ao
reconhecimento da minha obra, eu
consegui finalizar o meu baralho. Então
ali ele se coloca muito nessa posição de
satisfação desse desse desse crescimento
e dessa produção artística que eles
tiveram. Observe que no meio há três
círculos que representa a água, o fogo e
o ar, que que dentro da visão
cabalística, esse são esses três
elementos que dão a vida a tudo. Não há
o elemento terra na visão eh
cabalística, eh, no sentido da árvore da
vida, porque tudo foi criado por Alf
Menin, que é exatamente os termos da
criação. E desses três é que resultou a
Terra, a a junção dos três. Então, por
isso que aqui ele só coloca esses três
elementos no centro com muitos raios em
volta. É como se fosse assim, a própria
luz e a própria natureza se
desenvolvendo e a própria criação. Então
ele coloca planetas muito relacionado a
ele e um planeta relacionado a ela nesse
sentido da criação do da ordem da
fraternidade que ele conseguiu transpor
tudo nas imagens. No tarô cósmico, a
gente observa uma mulher ricamente
vestida com colar, tiaras, numa casa
lindamente aconchegante. Você vê
cortinas, está numa janela, tem um
pássaro à frente, tem um grande casa
atrás, tem um carro lá no fundo, à
frente dela você vê é uma taça de licor,
vê e frutas, uvas e ela tem uma chave na
mão. Então é como se ela tivesse toda a
riqueza a seu dispor. Ela tem todos os
aspectos positivos das conquistas que
ela fez ao longo da vida. Então é isso
que representa o nove de ouros, as
nossas conquistas, as nossas
recompensas.
Ele é um arcano de sucesso, arcano de
segurança, arcante de promoção e
reconhecimento sempre. seja ele
profissional, seja ele afetivo, seja ele
familiar, seja ele social, não importa
aonde ele cair, de que modo você tiver
falado, saiba que há um agraciamento. É
como se as pessoas fossem te ajudar de
algum modo, fossem te, enfim, eh,
colocar você em algum caminho que você
deseja, eh, ou vai te ajudar a ganhar,
de repente, sei lá, a promoção no
trabalho, ou você tá flirtando com
alguém, alguém te ajuda nesse flirt ou
você vai casar e de repente as pessoas
te ajudam no casamento, enfim, tudo é
muito florido aqui no aspecto do nove de
ouros. Então é todo um momento de
satisfação pessoal na parte afetiva, a
união, a estabilidade, enfim, é um
arcano bastante bastante muito positivo
em todos os sentidos. No invertido,
óbvio que nós vamos falar do contrário,
né? Se eu tenho uma união aqui, eu vou
ter traição. Se eu tenho a liberdades,
aqui eu vou ter trapassas. Então aí
invertido já é o contrário, é perdas, é
obstáculos, é dificuldades,
é falsidade, ingerência, oportunismo. Aí
já eu não sou eu que construo, eu vou
atrás de alguém que já construiu para
ver se eu consigo algo dessa pessoa. Já
vou ter amizade com alguém que de
repente me favorece. Então nós vamos
falar muito de oportunismo aqui no nove
de ouros invertido, mas de alguma forma
pode ser alguma palavra maldada. Às
vezes pode acontecer de, sei lá, tá
conversando com alguém e você resolve
então eh ocultar algo e falar uma coisa
que não é bem verdade, só para se
proteger. Então às vezes também é ocorre
de você querer se proteger e não falar
toda a verdade. Então o nove de ver
sempre vai falar desse movimento no qual
eu não estou muito preparado para as
verdades e sim para ocultar aquilo que
realmente eu não desejo que as pessoas
saibam. [música]
Finalizando então o os numerados, vamos
ao 10 de ouros ou 10 de pentáculos, 10
de discos. E aqui vale que ele
representa a evolução. Então se eu tenho
a tríade, com ele já é o ponto final. Eu
não tenho nada além do 10. Eu vou ter o
recomeço. Então, depois do 10, já tá
dizendo que eu vou para uma nova ideia,
um novo conceito, uma nova
possibilidade,
um caminho onde eu vou levar em
consideração a minha experiência aqui é
importante. O as de ouros não tem a
experiência passada, o 10 de ouros tem.
No lá na corte, no as de ouros, pode ser
representar muito assim as primeiras
vezes, a primeira amizade, a primeira
compra, o primeiro envolvimento,
primeiro emprego, primeira, sei lá,
conversa, os primeiros aspectos. O 10
não, o 10 já representa experiência de
vida. Eu tive experiência disso, agora
eu quero tal coisa. Eu eu eu conquistei,
sei lá, um meu cargo, minha função,
conquistei meu casamento, conquistei meu
carro, conquistei, sei lá, uma casa.
Agora eu vou vender essa casa, vou
vender esse carro. que agora eu quero
filhos, sei lá, eu vou sempre adiante
com o 10, porque eu tenho experiência.
Então essa é uma das grandes diferenças
entre a primeira tríade e a última
tríade de numeração. Aqui já fala que a
pessoa vai realmente recomeçar, ir para
um novo caminho com experiência passada,
com uma certa verdade com ela. Por isso
que lá no caminho da da dos arcanos
maiores nós encontramos o quê? E quando
a pessoa passa pelo caminho do prazer ou
pelo caminho da dor, ela já evita isso
em questões futuras, ela já escolhe logo
o caminho da esperança e vai pro caminho
da evolução. Então, por isso que o
arcano seis, nos arcanos maiores, ele
tem três possibilidades. Com
experiência, a pessoa sempre vai no
caminho da esperança e no caminho da
evolução. Ela não passa mais no caminho
do prazer e no caminho da dor. 10 de
ouros fala de modo similar, a pessoa não
passa mais aquela situação de compra,
venda ou relacionamento ou trabalho. Ela
não passa mais pelas mesmos algúrias e
problemas que ela teve anteriormente.
Ela simplesmente avança com experiência
e escolhe de modo mais digno, com mais
propriedade. Nos tar clássicos temos 10
moedas interligadas de algum moto. Ou
nos cabalísticos 10 símbolos do mesmo
naipe e uma sempre uma imagem de
riqueza. Então observe ali que nós vamos
sempre ver uma imagem bonita na nos
tarôs, é, seja ele magéticos, seja ele
cabalísticos. Então aqui tá as 10
moedinhas interligadas,
cinco em cima, cinco embaixo ou quatro
de lado, duas duas eh no meio. Estão
falando do equilíbrio de todos os
aspectos da vida. Nós temos no 10 de
ouros do weight. Então nós observamos um
simbolismo muito rico e muito forte.
Aqui temos em primeiro plano um homem,
um idoso sentado. Ele veste uma capa.
Nessa capa tem uma uma árvore
genealógica. Então é como se fosse o
tempo com experiência que ele carrega.
Então, a primeira pessoa já traz o
tempo, já traz a experiência que o 10 de
ouros fala que vai levar adiante. Ele
está diante de um pórtico de pedra ou
dentro do seu próprio castelo e no fundo
nós vemos mais construções. Então, é
como se ele houvesse realmente uma
riqueza à volta dele de conteúdo e
experiências e vivências. Eh, na frente
dele observamos um casal. Nesse casal
tem uma criança e tem cachorros,
representando essa questão da construção
da família, da herança, do
desenvolvimento da vida, dos aspectos de
geracionais
do do idoso para o jovem. E vemos também
a cena rica, né, em volta dele dos dos
10. Se você observar a posição do da dos
pentáculos, ela vai se referenciar à
árvore da vida. Ela vai se se
referenciar exatamente aquela questão da
cefirote que nós vimos lá no sete de
ouros, a a mesma posicionamento. É como
se houvesse aqui a construção de tudo,
como se houvesse aqui o equilíbrio de
todas as cefirotes, ou seja, aqui é a
perfeição. Então, todo 10 de ouro
representa esse movimento. No tarô de
Crolle, a mesma coisa. Vamos observar as
10 moedas montadas como se fosse a
cefirotes.
Na maioria delas vamos encontrar o
símbolo de mercúrio, o símbolo ligado
exatamente a essa questão da
criatividade, desenvolvimento. E ali
embaixo, na última moeda, que é Malcut,
que seria a casa 10, exatamente a
construção de tudo, nós observamos três
letras hebraicas, shin, alef, man, que
são as três letras mães que compõem toda
a cabala, todas as cefiras, enfim, é o
que dá a vida. E são as três palavras
iniciais lá da da Bíblia e de Torá e
tudo mais. E se referencia aquelas três,
aqueles três círculos que nós vimos
também.
No no nove de ouros do tarô de Crawle.
Um aspecto interessante aqui que aparece
são umas moedas escuras que estão atrás
dessas moedas de ouro. Essas moedas
escuras falam de uma outra árvore da
vida chamada Kilipot, que é a árvore do
inferno, que é a árvore ligada à
negatividade. Então, é como se fosse
toda a luz, toda a construção que se
sobrepôs aos problemas, às adversidades,
como se a pessoa conhecesse o bem e o
mal, como se tudo estivesse sob controle
e ela sabe exatamente o que acontece em
cima, embaixo e dos lábios. Então,
realmente essa é a configuração inicial
que fala inclusive a palavra saúde, elf
ali embaixo, riqueza também. Então, é
como se fosse a riqueza e a saúde de
algum modo estando absolutamente em
harmonia a riqueza. Principalmente no
tarô cósmico, a mesma coisa. Vemos um
príncipe e envolto dentro do seu
castelo, ricamente vestido. Por que
príncipe? Porque ele pode se tornar rei.
Então, o que acontece aqui? Não é o rei
aqui, é a pessoa que está ascendendo a
ser rei, porque todo príncipe vai ser
rei. Então existe aqui a condição de que
há um conhecimento que será levado
adiante, que vai ter um novo degrau, um
novo conhecimento, uma nova
oportunidade. Todos os 10, não importa
de que naipe, fala de progresso, fala de
prosperidade, fala de crescimento.
E todos eles falam de glória, não
importa em que base, em que nível,
porque nós projetamos para a próxima
etapa toda a nossa experiência. E aí o
tarô de Weight é muito interessante
sobre ela aquela questão simbólica
daquele idoso com a árvore genealógica e
no manto, falando sobre essa questão de
levar adiante o conhecimento, a
sabedoria, a herança da vida. Glória,
sucesso, plenitude, prosperidade. O 10
de ouros é um dos melhores arcanos no
sentido de além de você conquistar, você
ainda vai usar essa conquista para o
progresso. Diferente lá do três de ouros
ou do sete de ouros, onde eu vou
conquistar e talvez eu não leve o
progresso ou talvez me sinta satisfeito
com aquilo que eu tenho. Aqui representa
que além daquilo que você tem e quer,
vai ter mais. Mesmo que você não queira,
aparece a oportunidade. Uma carta de
harmonia, de equilíbrio. E é o que vai
acontecer no lado invertido. Hum. Aí é o
prejuízo, é a dificuldade, é, talvez
seja a questão de um obstáculo sério,
onde as coisas não avançam, a coisa fica
parada, negligência, desarmonia,
insensatez, ou seja, eu não sei o que
fazer, eu falo uma coisa e faço outra
coisa. De qualquer forma, o 10 de ouros
acaba de algum modo dando a pessoa
oportunidades.
Mesmo nesse momento de inversão, acaba
de algum modo aquela insensatez. A
pessoa depois acorda, fala assim: "Não,
eu vou resolver minha vida". toda a
carta negativa, principalmente dos
aspectos de prejuízos, dificuldades,
porque a pessoa vai ter isso adiante,
ela acorda em seguida e ou de algum
tempo depois para refazer e reconstruir,
porque se fosse a questão de ser
literalmente ruim, teria saído um arcano
ruim e não um arcano negativo ou não e
não em casa invertida. não em casa
negativa e nem invertido, porque se ele
for ruim, realmente sairá o arcano
próprio da negatividade. Quando ele sai
invertido ou na casa negativa do Peladã,
é sinal que alguma coisa foi feito de
equivocado, que ainda é possível a
pessoa reconstruir ou refazer. Então, as
mesmas cartas invertidas com
dificuldades e problemas, assim mesmo
ainda é uma possibilidade de solução
adiante, diferente de uma carta no seu
valor real, como por exemplo cinco de
ouros, que são perdas e são prejuízos.
Esse é prejuízo de fato, não tem como
recuperar. Mas se eu tenho de repente um
10 de ouros, é um prejuízo. E talvez eu
recupere, porque ele é invertido. É um
10 de ouros invertido. Então, ou seja,
não é a posição dele normal, não é a
condição dele normal. Então, neste caso,
eu posso recuperar a minha perda, eu
posso ter alguma dificuldade, mas também
não é total. O cinco de ouros, a perda
que houver ali, ou a falta ou a
dificuldade, aquilo é irrecuperável, mas
eu posso adiante solucionar de outro
modo. E essa seria uma das grandes
diferenças entre as cartas invertidas e
as cartas no seu sentido original. E
aqui apenas para relembrar que isso vai
valer para todos os arcanos numerados. 1
2 3 é o princípio, 4 5 6 é a oposição, 7
8 9 é o equilíbrio, 10 sempre é a
evolução. E todos eles vão seguir essa
fase. Se eu tô no número três, com
certeza adiante eu vou ter o quatro e
posso ter o cinco, posso ter o seis ou
posso pular logo pro 10, porque vai
depender da consciência da pessoa, vai
depender do aprendizado dela. Eu posso
estar lá na oposição da oposição, pode
estar em dificuldades, mas de repente
obstáculos e problemas, mas de repente
eu tomo uma solução que eu posso ir
direto pro 10. Então não necessariamente
a sequência é exata. Ah, eu tô no um,
então vou ter que vivenciar os nove
arcanos adiante. Não necessariamente. Eu
posso ter uma experiência, posso ter uma
capacidade de administrar alguma coisa
adiante e pular etapas. Isso eu também
posso, não é? Mas a sequência é isso. A
sequência sempre é pra frente. Eu nunca
tenho, eu nunca retrocedo na parte
oracular como é nossa vida. A gente
nunca pode voltar pro passado. A gente
só pode levar experiências adiante e
condicionamentos para outras
oportunidades e outras decisões.
Bom, ficamos por aqui hoje, então, em
nossa aula, em nosso grupo de aulas.
Terminamos os arcanos dos naipes de
ouros, onde nós é importante observar a
sua finalidade, a sua construção, a sua
sequência da corte para os numerados, a
função do naipe de ouros e agora como
estabelecemos o oráculo que quando
adicionamos a corte ou adicionamos a
numeração, podemos ter essa sequência de
ideias, essa sequência lógica de
movimento do começo ao fim.
Beijinhos, coração. A gente vai se vendo
por [música] aí. Tchau, tchau. E na
próxima aula também.
[música]
เฮ
[música]
[música]
More transcripts
Explore other videos transcribed with YouTLDR.

Mi niñez fue un fusil AK-47
Comisión de la Verdad · Spanish

7. Un Remanente Fiel - Pr. Esteban Bohr || Verdades Para Este Tiempo
SUMtv Latino · Spanish

PENGERTIAN RELASI, FUNGSI, DOMAIN,KODOMAIN DAN RANGE
Utak Atik Otak · English

ساعة الأثرياء | الدحيح
New Media Academy Life · Arabic

You Won't Believe How Easy AlpineQuest Software Makes Geological Field Work | Offline Mapping
MOoDY 4 knOwledge · English

Mundos Olvidados
Cinematix · English

🎨 Apa Itu Sebenarnya Pelajaran Seni? #BelajardiRumah
Kok Bisa? · English

Bab-I: Teks Laporan Hasil Observasi kelas 10 SMA/SMK ~ Bahasa Indonesia
Belajar Prestasi · Indonesian

KONSEP BUDAYA| PENGERTIAN BUDAYA DAN SENI
BU APRIL · Indonesian

العقيدة الطحاوية (٤٠) | شرح أ.د. صالح سندي
أ.د. صالح سندي · English

Living the Change: Inspiring Stories for a Sustainable Future (Free Full Documentary)
Happen Films · Indonesian

SENI BUDAYA (SENI TARI) "ELEMEN DASAR TARI"
Budianing DNA · English
Get the TLDR of any YouTube video
Transcribe, summarize, and repurpose videos in 125+ languages — free, no signup required.