O Livro Mais Perigoso Já Escrito Sobre a Realidade
O livro mais perigoso já escrito sobre a
realidade
foi essa frase que apareceu na minha
tela numa noite de pesquisa.
Eu não consegui deixá-la passar porque
olha, eu dediquei anos da minha vida a
estudar a ciência da manifestação,
dentre outras coisas, dentre outros
assuntos.
Então, eu li os clássicos, os modernos,
eu li tranquilamente uns 100 livros
sobre o tema e ainda assim o livro
escondido atrás daquele título eu nunca
tinha visto na vida. Um livrinho de
menos de 100 páginas que foi escrito por
uma mulher em 1925,
antes da lei da atração virar moda,
antes de existir a palavra manifestação,
antes de a neurociência sequer
engatinhar.
Mas ainda assim, quase tudo que se pode
provar hoje sobre como a mente cria a
realidade, essa mulher já tinha escrito
há um século. E que mulher, viu?
Florence Scovel Shin era uma ilustradora
que depois de um divórcio, numa época em
que mulher divorciada era motivo de
escândalo, né? Ela recomeçou a vida do
zero em Nova York.
Quando as editoras recusaram o livro
dela, sabe o que que ela fez? Ela
publicou por conta própria, com o
próprio dinheiro. Ou seja, ela não
escreveu sobre criar a própria realidade
apenas. Ela foi a prova viva do que ela
ensinou. E aí eu entendi por chamaram
esse livro de perigoso.
Não é porque ele faz mal, é porque
depois que você entende o que ela
descobriu, você só não constrói a vida
dos seus sonhos se você não quiser.
Você não consegue mais culpar as
circunstâncias pela sua vida. E eu sei
que talvez você esteja exatamente nesse
ponto, cansado de repetir afirmações que
não saem do papel, de visualizar, de
fazer tudo certo
e de ver a vida continuar no mesmo
lugar.
A Florence diria que o problema não é
você, é apenas o fato de você não ter
conhecimento de sete princípios vitais
para que você realmente consiga ter
resultados e manifestar os seus sonhos.
Porque para essa autora, a vida não é
uma batalha que se vence com força, é um
jogo que se vence.
E para vencer qualquer jogo, a primeira
coisa que nós precisamos fazer é o quê?
Entender as regras. O livro se chama O
jogo da vida e como jogá-lo. E é claro,
assim que eu descobri esse livro através
de um vídeo no YouTube, eu baixei o PDF,
traduzi ali pro português e comecei a
ler. Eu achei, em primeiro lugar o
título muito interessante, porque há
poucos dias eu gravei um vídeo aqui no
YouTube que falava sobre o jogo da vida
e a teoria dos sete níveis. Você
assistiu?
E a autora enxerga também a vida como um
jogo.
Nesse vídeo, eu vou te entregar os sete
princípios
desse livro que mais transformaram a
forma como eu enxergo a realidade,
traduzidas pro nosso tempo, tá?
E se você sente que faz tudo certo e
mesmo assim a sua vida não destrava,
talvez o problema nunca tenha sido
esforço.
Talvez esteja faltando apenas ter
clareza das regras do jogo. Antes de
falar das regras, nós precisamos
entender o que essa autora quis dizer
quando fala que a realidade é um jogo.
Para ela, a vida não é uma batalha,
mas um jogo de causa e efeito.
E a primeira grande ideia desse jogo é
simples de se compreender. Ela diz que
tudo aquilo que você envia pro mundo
tende a voltar para você.
Florence explica isso através de uma
lógica que a humanidade conhece há
milênios, a lógica bíblica da semeadura.
Tudo que o homem semear, isso também
seifará.
Ou seja, tudo aquilo que eu planto, eu
vou colher lá na frente. Só que a
maioria de nós ouve essa frase e pensa
apenas nas coisas grandes, visíveis.
Florence vai muito além. Para ela, você
está semeando o tempo inteiro em cada
detalhe.
Cada palavra que sai da sua boca é uma
semente. Cada atitude uma semente. Cada
pensamento que você carrega ali em
silêncio sobre o seu dinheiro, sobre o
seu relacionamento, sobre o seu futuro,
também é uma semente.
O medo que você alimenta antes de dormir
ou o ressentimento que você guarda, o
amor que você oferece ao outro, todas
essas são sementes. Tudo isso no jogo da
vida é uma jogada, um movimento ali no
tabuleiro.
E o tabuleiro sempre responde.
É por isso que às vezes a gente olha pra
vida e não entende o que está colhendo.
Ah, mas eu não fiz nada de errado e
talvez não tenha feito mesmo. Mas repara
o que você andou falando, do que você
estava morrendo de medo?
o que você andou sentindo de maneira
silenciosa e constante. Porque pra
autora, o jogo não registra só o que
você faz, ele registra o que você emana
24 horas por dia.
E é aqui que entra a mudança de
perspectiva que separa quem sofre o jogo
de quem joga o jogo.
A maioria de nós vive fazendo a mesma
pergunta. Por que isso tá acontecendo
comigo?
É uma pergunta honesta, legítima, eu
sei. Mas percebe o que ela faz? Ela nos
coloca na arquibancada da nossa própria
vida. Ela assume que a vida é algo que
acontece conosco e que apenas reagimos
aquilo que acontece.
Flores se propõe trocar essa pergunta
por outra. que padrão eu estou
alimentando e como eu preciso mudar a
minha forma de jogar. Você consegue
sentir a diferença?
A primeira pergunta: procura um culpado.
A segunda procura uma jogada melhor.
A primeira pergunta te paralisa,
a segunda devolve a você o controle do
jogo, das peças.
Essa ideia no primeiro momento, pode até
assustar, né? Porque assumir que as suas
sementes participam da sua colheita
significa abrir mão de um lugar que, por
mais doloroso que seja, é confortável,
que é o lugar da vítima das
circunstâncias.
Ali, pelo menos, a responsabilidade
nunca é nossa, né? É da economia, da
família, do governo, do azar, do
momento, que seja. Só que esse lugar tem
um preço altíssimo. [roncando] Se a
culpa é sempre de fora, a solução também
está sempre fora, fora do seu alcance.
E aí que o sistema lucra em cima de nós.
[roncando] Como a solução está fora,
você precisa comprar essa solução. Às
vezes ela vem em forma de carro, às
vezes de roupa, às vezes de comida, mas
é sempre algo externo que vem para
preencher um buraco interno.
Sabe quem também tem enorme poder sobre
você nessas circunstâncias?
Os dogmas religiosos.
sempre vai existir um salvador que vai
chegar e resolver todos os seus
problemas. Então, faz muito sentido sim
dizer que esse é o livro mais perigoso
já escrito sobre a realidade, porque
logo de cara ele já deixa muito claro
que nós somos 100% responsáveis por tudo
que acontece no jogo da nossa vida.
Quando o Florence diz que a vida é um
jogo de causa e efeito, ela não está te
acusando pelo que você colheu até aqui.
O que ela está fazendo é te entregar
algo muito maior do que culpa. Ela está
te entregando poder.
Poder.
Porque se o que você emite retorna,
então mudar o que você emite muda o que
retorna para você.
A partir de hoje da próxima palavra, da
próxima jogada, você deixa de ser alguém
que espera a sorte e se torna alguém que
planta o resultado. E é exatamente isso
que os sete princípios desse livro nos
ensinam, como plantar.
Então vamos pro primeiro. O primeiro
princípio diz: abundância
é o seu estado natural.
E eu sei que para muita gente,
principalmente no mundo que nós vivemos
hoje, essa frase soa quase como
ofensiva.
Porque quando você olha pro boleto, pro
saldo da conta, pro preço das coisas no
mercado, a escassez parece muito mais
real do que qualquer abundância,
mas essa é só uma percepção
condicionada.
Segundo o livro, para cada pessoa existe
um suprimento inesgotável. A fartura não
é privilégio de alguns sortudos, ela é o
estado natural da vida. Basta olhar ao
seu redor para perceber, a natureza não
é econômica.
Uma árvore não dá três frutos, ela dá
centenas. Uma flor, ela não solta duas
sementes, ela espalha milhares.
A vida na sua essência é generosa,
excessiva, até muito abundante. Então,
se a abundância é a regra da natureza,
do universo, por lhe falta? Porque a
escassez e a abundância não são coisas
materiais,
não estão nos recursos em si, estão na
mente.
A falta é apenas uma crença, uma crença
tão repetida, tão herdada, tão
confirmada pelas nossas palavras diárias
e pelos nossos medos que a gente acaba
nem percebendo que é só uma crença.
Cada um vai enxergar a realidade de
acordo com o seu filtro de crenças. E é
justamente esse filtro, o responsável
por filtrar oportunidades.
Algumas pessoas vão filtrar apenas medo,
dúvida, insegurança, enquanto outras vão
filtrar enormes oportunidades de
sucesso.
A torneira da vida está sempre aberta.
Somos nós que, sem perceber, fechamos o
registro.
Como com aquelas sementes que a gente já
viu aqui no canal, né? Ah, dinheiro é
difícil, isso não é para mim, tá tudo
tão caro, eu nunca vou conseguir.
Cada uma dessas frases é uma jogada. E o
taboleiro responde. Um detalhe muito
importante que, na minha opinião, separa
esse livro de qualquer conversinha rasa
de Pense Positivo, é que, segundo essa
autora, não basta desejar a fartura,
é preciso agir a partir dela. E é isso
que a história mais famosa do livro
mostra. Uma mulher procura a Florence em
estado de desespero. Ela precisava de
$3.000
até um dia específico do mês, senão ela
ia perder tudo. E olha, $ 3.000 em 1925
era o preço de uma casa.
Ela não tinha de onde tirar esse
dinheiro.
Zero perspectiva, nenhum plano,
nenhum prazo confortável.
pelo raciocínio lógico era impossível,
não é? E o que a Florence fez?
Ela não manda a mulher se desesperar
mais um pouco, nem fazer hora extra de
preocupação.
Ela declara a palavra que o dinheiro
necessário chegaria no tempo certo pelo
canal certo. E dá aquela mulher uma
instrução que resume esse princípio
inteiro. Que instrução é essa? Sustente
a fé.
Afirme a fartura
e solte a forma com a qual esse dinheiro
vai chegar, a forma
como não importa.
Não tente controlar de onde o dinheiro
vai vir. Não fique ensaiando a tragédia.
Aja
agora e viva como quem tem a certeza
absoluta de que está sendo suprida pelo
universo.
A mulher então atravessa aqueles dias
assim, exercitando essa nova visão de
mundo, praticando. E não foi fácil,
porque a aparência dizia o contrário o
tempo todo, né?
Então, dentro do prazo que ela
precisava, um parente distante chega
exatamente com a quantia que ela
precisava, uma herança que ela não tinha
como prever.
O suprimento encontrou um canal que a
lógica dela jamais teria concebido.
E antes que a sua mente diga: "Ah, mas
isso foi sorte,
tenta reparar no mecanismo por trás
disso. Se essa mulher tivesse passado
aqueles dias emitindo pânico, falando em
perda, se preparando pro pior, que
sementes ela estaria plantando no jogo
da vida?"
É por isso que o livro diz que o
problema nunca foi o dinheiro, mas sim a
consciência.
Dinheiro é efeito,
a consciência é a causa. E a maioria de
nós passa a vida inteira tentando
consertar o quê? o efeito enquanto
alimenta a causa de falta todos os dias,
seja na fala negativa, no medo de
perder, sempre na expectativa do pior.
Então, o convite prático desse primeiro
princípio é esse: nos próximos dias,
repare como você está se movimentando no
jogo da vida. Quando surge uma
oportunidade, a sua primeira frase
interna é: "E se der errado?"
ou isso pode ser o meu canal.
Quando as contas chegam, você sente medo
ou confiança.
Você não precisa fingir que os boletos
não existem. Você precisa parar de
assinar embaixo da escassez, como se ela
fosse verdade final.
Então, o primeiro princípio é
desenvolver a consciência
de que a abundância é um estado natural.
A abundância
é um estado de consciência da natureza.
Tudo que nós precisamos fazer é acessar
esse estado de consciência como
cultivando bons pensamentos, confiança
na vida e principalmente realizar ações
que estão alinhadas com a abundância.
Porque não adianta ter uma fé cega e não
fazer nada para conquistar aquilo que se
deseja. Concorda? O segundo princípio é:
ninguém escapa do que planta, mas
ninguém está condenado ao que plantou.
Vamos por partes.
A gente já viu que a vida é um jogo de
causa e efeito. O que você emite pro
mundo retorna para você. Flores se chama
isso pelo nome que o Oriente conhece há
milênios, karma.
E pelo nome que a Bíblia usa, semeadura
e colheita. Até aqui nada de novo, né? O
que a autora acrescenta é que existe uma
semente que a gente planta e replanta
todos os dias sem notar. Essa semente é
o ressentimento. E veja que curioso,
você pode afirmar abundância de manhã,
visualizar à noite, agradecer no
caderninho, mas se aqui no peito você
ainda carrega aquela mágoa do pai, da
mãe, do ex, do sócio que te traiu, da
pessoa que te humilhou,
você está emitindo duas mensagens
opostas pro jogo ao mesmo tempo.
Com a boca você declara fartura, com o
coração você declara separação e dor. E
o jogo não responde ao que você fala,
ele responde ao que você vibra.
Sentimento é mais forte do que palavra.
A autora diz que nos atendimentos dela,
quando alguém chegava com a vida
travada,
podia ser nas finanças, no amor, ela
acreditava que até na saúde, uma das
primeiras perguntas
seria: "Quem você ainda não perdoou?"
Porque na visão dela, a mágoa não é um
arquivo morto que foi guardado lá no
passado.
A mágoa é uma semente viva que você rega
toda vez que reconta a história, toda
vez que você ensaia mentalmente uma
discussão, toda vez que você deseja,
mesmo em silêncio, que a pessoa pague
pelo que fez. Uma mulher procura
Florence reclamando da vida financeira.
Nada destrava, nada fluía. As portas
estavam sempre se fechando. Ela queria
uma afirmação de prosperidade, uma
técnica, uma palavrinha mágica. Vai.
E a Florence, conversando com ela,
encontra outra coisa, uma consciência
dominada por ressentimento e amargura
com pessoas, com a própria história
dela, com a vida. E a instrução da
florence não foi afirme mais dinheiro,
foi solte a mágoa,
abençoe quem te feriu,
limpa esse terreno.
E o livro conta que foi só quando essa
mulher fez a paz dentro dela que a vida
começou a se mover do lado de fora.
Primeiro a correção interna, depois a
mudança externa, nunca o contrário. Isso
é uma lei.
Nesse ponto é natural a pessoa que está
sendo exposta a essa ideia pensar: "Mas
você não sabe o que fizeram comigo".
E você tem razão, eu não sei, mas o
livro não sugere que você finja que não
doeu. Perdoar não é absolver o outro, é
se demitir do cargo de cobrador.
Porque repara o que a mágoa faz na
prática. A pessoa te feriu uma vez,
certo? E você, ao recontar e reviver, se
fere de novo todas as outras vezes.
A mágoa é um aluguel caríssimo que você
paga por uma casa onde só você mora.
Quem te machucou talvez nem se lembre
disso, mas você acorda todo dia, rega a
semente e depois se pergunta porque a
colheita vem amarga. E tem mais um
detalhe, esse quase cruel de tão
preciso, que é: enquanto você espera o
outro pagar, quem fica devendo é a sua
vida.
O ressentimento te prende aquela pessoa
que você mais queria à distância. É um
nó que amarra a sua energia criativa
exatamente no ponto do passado que você
mais queria superar. O perdão, então,
não é um favor que você faz pro outro.
É a tesoura que corta o nó. É a única
jogada do tabuleiro capaz de encerrar um
ciclo de colheita ruim e liberar o
terreno para uma plantação nova. É por
isso que eu disse, ninguém escapa do que
planta, mas ninguém está condenado ao
que plantou.
Mais uma regra do jogo que agora você
conhece. Mas aí surge uma pergunta
inevitável. Ah, tá. Eu perdoei o
passado, limpei o terreno e a ansiedade
do presente,
a preocupação com a conta que vence, com
a resposta que não chega,
ou então com aquele resultado que não
não vem, não aparece.
O que eu faço com esse peso que eu
carrego todos os dias?
É exatamente sobre isso. O terceiro
princípio. O terceiro princípio é a joia
escondida desse livro. E ele nasce
inteiro de um único versículo, um salmo
que talvez você já tenha ouvido durante
a vida sem nunca receber como uma
instrução prática.
O que que ele diz? Entrega o teu fardo
ao Senhor e ele te sustentará.
Repara no verbo,
entrega. O salmo está dizendo com todas
as letras que o fardo tem um destino e o
destino não é as suas costas.
A preocupação não é um detalhe
inofensivo.
Carregar fardo é a forma mais comum de
cancelar o próprio pedido.
Porque lembra da regra do jogo? O que
você emite retorna?
E quem carrega peso emite medo, cansaço,
dor,
dificuldade.
[roncando] A autora diz algo ainda mais
forte, que esse peso todo que você
carrega nem é seu, que a preocupação
é o ser humano tentando fazer sozinho um
trabalho que sempre teve dono.
O salmo não diz: "Entrega o teu fardo à
toa".
Diz, porque existe
alguém equipado para sustentá-lo.
Deus, o universo, o criador, a fonte,
seja lá como você prefira chamar,
é algo maior que você.
Esse algo maior que você, esse todo,
enxerga caminhos que a sua mente não
está enxergando agora. Você não cria a
sua realidade sozinho. Você é um
cocriador.
Você cria em conjunto com a consciência
una, com a consciência divina que cria
todas as coisas. Lembra da herança do
primeiro princípio que chegou de onde a
mulher jamais esperava? A mente dela
nunca teria desenhado aquele caminho.
Ela não precisava. A função dela nunca
foi essa. A sua parte no jogo é pedir, é
semear, é confiar, é trabalhar.
Sustentar o fardo e entregar o pedido é
a parte do criador.
Pensa comigo. Você é um fragmento
da fonte criadora. Você foi criado por
ele, por ela. Se tudo que você tem só
existe porque ela te criou.
Por que não confiar que mais coisas
maravilhosas podem ser criadas?
Se você é capaz de sonhar algo, se é
capaz de imaginar algo, é porque isso já
existe no mundo das ideias, já existe na
mente
única, una, indivisível, divina.
E como se entrega na prática, Mabel,
porque relaxa, confia, deixa com Deus.
Isso todo mundo fala, né?
No livro, o autor ensina como
quando o peso apertar, você para e
declara em voz alta com todo sentimento.
Eu entrego este fardo e sigo livre.
E repete, não uma vez, mas toda vez que
o fardo tentar voltar pro seu colo.
De manhã, no trânsito, às 3 da tarde,
quando bate a angústia,
de madrugada quando o pensamento te
acorda.
Entregar, veja bem, não é um evento, é
um treino diário.
Segundo esse livro, no começo, esse
processo pode até parecer algo mecânico.
Realmente é assim. A mente volta a se
preocupar minutos depois e você pensa:
"Ai, não funcionou".
Mas com a repetição as coisas começam a
se transformar dentro de você. É que nem
muscular, você faz todo dia um pouco de
esforço, o músculo cresce.
Quando você reconhece que não está só,
que existe uma inteligência mãe que
criou você e tudo que existe e que essa
inteligência está dentro de você, de
repente vem aquela leveza que não tem
explicação.
Essa leveza é o sinal, é o momento em
que o fardo finalmente trocou de mãos.
E nos relatos do livro, o padrão sempre
é o mesmo. A pessoa entrega, sente o
alívio e depois a situação se resolve
quase sempre por um caminho que ela
jamais teria previsto.
Lembra? Primeiro dentro, depois fora. Só
que existe um mal entendido mais
perigoso desse princípio, que é entregar
o fardo. Não é cruzar os braços.
Entenda,
o salmo manda entregar o fardo, não a
caminhada. Você continua agindo,
trabalhando, fazendo a sua parte.
O que sai das suas costas não é a ação,
é a ansiedade,
o peso da forma, do prazo, do como.
E tem uma imagem muito bacana que resume
tudo e não sai mais da cabeça. Você já
viu alguém dentro de um ônibus
carregando a mala no colo a viagem
inteira?
A pessoa apagou a passagem, o ônibus
está andando e ela segue segurando o
peso.
É isso que a gente faz com o criador.
Ele já tá te levando pelo caminho. Você
só precisa colocar a mala no chão,
soltar. O quarto princípio é sobre a
ferramenta mais poderosa que você
carrega e que provavelmente você tá
usando contra você mesmo agora. Que
ferramenta é essa? A palavra. A sua boca
é o pincel da sua realidade. De todos os
temas do livro, esse foi o que ela levou
mais a sério. Ela escreveu, não um, mas
dois livros inteiros sobre isso. Um
deles, inclusive, se chama Sua Palavra é
sua varinha de condão. Pensa no tamanho
dessa imagem. A varinha mágica que você
passou a vida achando que não tinha está
logo abaixo do seu nariz
e você usa ela o dia inteiro.
A esmagadora maioria de nós passa o dia
falando contra si mesmo sem perceber:
"Ah, eu sou um desastre com dinheiro.
Isso nunca dá certo para mim. Eu sempre
atraio a pessoa errada. Eu tô morta de
cansada. Do jeito que a minha sorte vai.
A gente fala isso como quem comenta
sobre o clima no elevador com o outro.
Só que no jogo da vida não existe
comentário neutro. Esquece. Lembra? Cada
palavra é uma semente. E aí a pessoa
repete: "Nada dá certo para mim por 20
anos e se surpreende que nada dê certo."
Não tem nada de místico aí. É só um
resultado plantado. Essa pessoa não está
descrevendo a vida dela, ela está
encomendando a vida dela todo santo dia.
Mais uma regra do jogo que agora você
conhece. Mas aí quando você limpa a sua
fala acontece uma coisa que quase
ninguém te conta. A palavra é uma via de
mão dupla. Você fala com o invisível e o
invisível responde.
O livro fala sobre a voz dentro de você
que já sabe o caminho,
que já conhece o atalho, que já viu a
porta que a sua lógica não viu.
A pergunta do quinto princípio é: você
sabe escutar?
O quinto princípio responde uma pergunta
que ficou no ar. Se a palavra é você
falando com o invisível, o invisível
fala com você de volta? E a resposta é
sim.
Existe uma voz dentro de você que já
sabe o caminho. O nome dela é intuição.
E o mais legal é que esse livro não
trata a intuição como um dom místico de
poucos, mas como sistema de orientação
que veio de fábrica em todo mundo.
A dor que a intuição resolve é a dor da
encruzilhada.
Aceito ou recuso esse emprego?
Insisto ou desisto desse relacionamento?
Vou nessa viagem ou fico?
Você faz lista de prós e contras,
pergunta para todo mundo, pesquisa, adia
e quanto mais analisa, mais confuso
aquilo fica, não é? A gente vive num
mundo que idolatra o raciocínio e mesmo
assim, quantas das nossas piores
decisões foram friamente calculadas?
E quantas das melhores coisas da sua
vida chegaram por um impulso que você
nem sabe explicar de onde veio?
Pois é, a autora tem uma frase para isso
e ela é quase que escandalosa. Um
palpite certo vale mais do que horas de
raciocínio. Essa é mais pura verdade. E
antes que a resistência apareça, esse
não é o elogio à impulsividade.
O que o livro chama de palpite, a
intuição é algo muito específico.
É a orientação da mente do criador, da
fonte. florescendo
de dentro para fora em você. Enquanto o
raciocínio trabalha com aquilo que é
conhecido.
Ele está apenas desenhando caminhos que
já conhece do passado. Já a intuição vem
de quem enxerga o mapa inteiro,
inclusive as ruas que nunca visitou.
Você lembra da herança que chegou por
onde ninguém esperava?
A lógica nunca acharia aquele caminho.
A orientação divina, ela opera
exatamente nesses atalhos. No livro, ela
dá literalmente a fórmula.
Diante de qualquer decisão, ela orava
algo assim.
Espírito infinito, abre o caminho e me
dá uma orientação definida.
que eu saiba com clareza se é algo que
eu deva fazer. E as histórias do livro
sobre isso são deliciosas, porque as
respostas quase nunca chegam barulhentas
como uma anunciação com trombetas. Não,
elas chegam disfarçadas de banalidade.
Uma mulher pede orientação e sente um
impulso, aparentemente sem sentido, de
ir a determinado lugar. Ela obedece e
ali naquele desvio bobo que ela encontra
exatamente a pessoa, a informação, a
porta que destrava o pedido que ela
vinha fazendo.
No livro, isso se repete o tempo todo.
Vamos ao sexto princípio,
que é o amor é a força mais poderosa do
tabuleiro, porque ele dissolve o único
inimigo real que você tem.
E qual é esse inimigo?
Depois de tudo o que a gente viu, a
escassez, a mágoa, o fardo, a palavra
negativa, a autora resume o jogo numa
única sentença. No fundo, você só tem um
adversário nessa vida.
Não é a economia, não é o seu passado,
não é uma pessoa
e sim o medo. Ela diz que o medo é o
único inimigo do homem, do ser humano.
Medo da falta, medo do fracasso, da
rejeição, da perda e assim por diante.
Todos os princípios anteriores eram, no
fundo, formas de vencer o medo. A
escassez é o medo de faltar. O
ressentimento é medo disfarçado de
armadura. O fardo é medo de que Deus não
sustente.
A palavra negativa é medo vazando pela
boca.
O jogo inteiro se resume a isso. Cada
jogada sua ou nasce do medo ou nasce do
amor. Não existe uma terceira origem. E
é por isso que o amor é a lei mestra.
A Florence se apoiava naquele versículo
que talvez seja o mais bonito das
escrituras, que é: "No amor não existe
medo. Antes o perfeito amor lança fora o
medo." E antes que isso soe abstrato
demais, deixa eu te contar a história
que sustenta esse capítulo. Para mim, a
mais humana que eu vi no livro inteiro.
Uma mulher procura Florence sofrendo por
amor.
Ela amava um homem e ele tinha se
afastado dela
e o amor dela tinha virado aquilo que a
gente conhece bem. Ciúme,
cobrança,
posse, medo de perder, vontade de
controlar cada passo.
Ela queria que a Florence ajudasse a
trazê-lo de volta.
E a Florence dá uma resposta que vira a
chave do capítulo. Ela fala algo assim:
"O que você sente não é amor ainda, é
medo vestido de amor.
Amor que agarra, sufoca, vigia e cobra é
medo da perda, usando o nome do amor."
E aí vem a instrução que parece
impossível, que é torne-se o amor de
verdade.
Ame sem agarrar.
Deseje a felicidade dele, mesmo que ela
não te inclua. Imagina receber essa
orientação.
[roncando]
A mulher luta com isso, é claro, né? mas
começa a fazer seu trabalho interno.
[roncando] Ela solta a vigilância,
diminui a cobrança
e aos poucos vai substituindo o pânico
da perda por um desejo genuíno.
E o livro conta que quando ela
finalmente chega nesse lugar, quando o
amor dela fica limpo do medo, a relação
se transforma e ele retorna.
Mas presta atenção no detalhe. Ela não
fez isso para que ele voltasse. Se
fizesse, seria só o medo vestido de uma
técnica nova.
Ele voltou quando voltar deixou de ser a
condição da paz dela.
O jogo respondeu ao que ela se tornou.
E o livro amplia essa lei para muito
além do romance. Ele tem uma máxima que
desarma qualquer um, que é nenhuma
pessoa é sua inimiga. Quem te fere está,
na verdade te mostrando onde o seu medo
ainda mora e que a jogada mestra diante
de qualquer ataque é a mais
contrainttuitiva de todas, que é
abençoar,
enviar boa vontade, desejar o bem de
quem te feriu, não porque a pessoa
mereça, a gente já viu isso no perdão,
mas porque o amor é a única maneira de
plantar uma semente positiva no seu
tabuleiro.
é o mais inteligente a se fazer.
Porque no fim, é isso que a lei revela.
Você não vence o jogo da vida derrotando
adversários. Você vence quando não sobra
mais ninguém para derrotar, porque o
medo saiu de campo e com ele saíram
todos os inimigos que ele inventava.
Mais uma regra do jogo que agora você
conhece, a mais forte de todas.
[roncando] Muito bem. E agora só falta
uma.
Porque depois de aprender a plantar,
perdoar, entregar,
falar, escutar, amar, sobra a pergunta
que dá sentido a esse jogo inteiro. Se a
vida é um jogo, qual é o seu lugar nele?
Não um lugar qualquer, é o lugar, aquele
que estava reservado para você antes de
você nascer e que ninguém e nenhum
tabuleiro do mundo pode ocupar o seu
lugar, né? O sétimo princípio é o motivo
de eu ter te dito lá no começo que ele
dá sentido a todos os outros, porque até
aqui, se você reparar, a gente aprendeu
a jogar melhor, não é? Mas a autora
aguarda pro final a pergunta que muda o
jogo.
Jogar melhor para quê? A maioria das
pessoas entra nesse universo da
manifestação querendo coisas,
dinheiro, casa, carro, relacionamento,
coisas materiais, posses. E não tem nada
de errado em querer isso. O próprio
livro que nós estamos tratando aqui, né,
ele te ensina a receber. A questão é que
a vida plena, a vida que vale a pena ser
vivida, não é uma pilha de conquistas.
Segundo a autora, a vida plena tem uma
forma que ela chama de o quadrado da
vida. Quatro lados que precisam existir
juntos. Saúde, riqueza,
amor,
autoexpressão perfeita.
E aí ela faz a observação que explica
tanta gente bem-sucedida e vazia. Você
pode ter três lados do quadrado e
continuar sentindo que falta o
essencial.
Porque os três primeiros sustentam a sua
vida, mas é o quarto que dá sentido a
ela.
Dinheiro sem propósito é conta cheia e
peito vazio. Você conhece alguém assim?
Talvez até você mesmo esteja se sentindo
dessa forma.
E o que é essa autoexpressão perfeita?
Aqui entra o conceito mais bonito do
livro.
Florence diz que existe para cada pessoa
um desenho divino, um plano perfeito
desenhado para você antes de nascer.
Nas palavras dela existe um lugar que
você deve preencher e que ninguém mais
pode preencher.
Existe algo que você deve fazer, que
ninguém mais pode fazer.
Jogo da vida com bilhões de jogadores no
tabuleiro. Existe uma casa que só a sua
peça encaixa.
E não precisa ser a casa mais famosa,
nem a mais aplaudida. Simplesmente
precisa ser a sua, o seu lugar. E
enquanto você não a ocupa, ela fica
vazia e o universo opera com uma peça
solta.
Isso muda completamente a pergunta da
sua vida.
A pergunta deixa de ser o que eu consigo
tirar do jogo e vira o que eu vim
colocar nele,
manifestar.
No fim das contas, nunca foi sobre pedir
coisas pro universo. É sobre entregar ao
mundo aquilo que só você tem e descobrir
que quando você ocupa o seu lugar, os
outros três lados do quadrado começam a
se arrumar em volta dele.
A riqueza vem como consequência da
entrega. O trabalho vira um canal da sua
manifestação,
não mais um fardo. E aí é natural que
agora surja em você a perguntinha. Ah,
tá. Mas eu não sei qual é o meu desenho.
Eu não faço ideia do meu lugar. E a
resposta do livro mostra o por ele é tão
poderoso.
Você não precisa saber. Você precisa
apenas pedir o direcionamento
e não oferecer a resistência
que ele naturalmente virá. Ela dizia que
exigir clareza total antes de se mover é
o intelecto tentando de novo fazer um
trabalho que não é dele.
O desenho não se descobre de uma única
vez como quem abre um manual de
instruções. Nada disso. Ele se revela um
passo por vez para quem pede orientação
e obedece ao próximo impulso de forma
tranquila.
E ela deixou a oração exata para isso.
Talvez a oração mais importante do
livro. Ela ensinava a declarar assim:
Espírito infinito,
abre o caminho para que o desenho divino
da minha vida se manifeste, que os dons
que estão em mim sejam liberados e que
eu veja com clareza o plano perfeito.
Bem, antes de finalizar, eu quero trazer
uma reflexão final que eu considero
muito importante.
A única coisa que pode te afastar da
verdadeira manifestação é a sua
resistência interna.
Não é a economia, não é a sua idade, não
é o lugar de onde você veio, o seu
passado, não. É a resistência, essa
força silenciosa que opera dentro de
você, formada por quatro camadas que
trabalham juntas. Quais são essas
camadas? as suas crenças
que filtram o que você consegue enxergar
como possível.
>> [suspirando]
>> as suas emoções que definem o que você
emana pro jogo 24 horas por dia.
A sua comunicação,
essas palavras que plantam sementes a
cada frase que você diz e por fim as
suas ações
que ou confirmam a sua fé ou confirmam o
seu medo.
Percebe? Acia
estado natural. O suprimento já está
aberto.
O desenho divino já existe desenhado
para você. Você não precisa conquistar
nada disso. Você precisa apenas parar de
resistir a isso.
É como a autora mostrou em cada história
daquele livro, o milagre nunca veio de
fora. Ele veio quando a pessoa desfez
por dentro o que estava bloqueando por
fora.
Só que aí entra o desafio honesto.
Crença, emoção, palavras, ações
não se reprogramam só assistindo um
vídeo como esse.
Você pode sair daqui mega inspirado,
eu espero que saia, mas inspiração sem
prática vira só uma memória boa.
Sementes se plantam todos os dias e foi
exatamente por isso que eu criei o CAF.
CAF, que que é? É o clube da alta
frequência.
Todo dia você ouve um áudio que trabalha
exatamente essas quatro camadas,
enquanto o seu subconsciente é
reprogramado. Toda semana você recebe
atividade de ativação prática e todo dia
acessa o nosso grupo de membros no
WhatsApp com pessoas que plantam as
mesmas sementes que você,
olhando pra mesma direção. A cada mês
nós reprogramamos uma área importante da
vida: dinheiro, relacionamentos,
medo, emoções,
autoestima,
crenças limitantes,
mudança de hábitos e assim por diante.
Todos temas essenciais para que você
reprograme a sua vibração pessoal,
aquilo que você tá emitindo, emanando
pro mundo.
E finalmente pare de viver problemas que
se repetem, entrando num fluxo
finalmente de criação consciente, leve,
divertida.
Como eu disse, o CAF é um clube.
Então, no grupo do WhatsApp, você vai
diariamente construir novas conexões com
pessoas que têm os mesmos objetivos que
você. Eu vou deixar o link aqui na
descrição. E antes de encerrar o vídeo,
eu gostaria de pedir para que você deixe
seu like,
seu comentário e se inscreva no nosso
canal para receber todas as nossas
notificações de vídeos novos.
Deixo aqui para você meu abraço fraterno
de sempre, esperando ver você no próximo
vídeo. Até lá. Yeah.
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